Porto, Urbanismo
A Câmara Municipal do Porto (CMP) apresentou um plano ambicioso para reforçar a rede de espaços de lazer infantil na cidade: estão previstas 13 novas zonas de parques infantis, a requalificação de 10 existentes e a ampliação de 6 parques já em funcionamento.
Segundo o vice-presidente da autarquia, Filipe Araújo, responsável pelo pelouro do Ambiente, “em 2013 tínhamos 18 parques infantis e encontravam-se em fraco estado de conservação. Hoje temos 39 espaços de recreio distribuídos pela cidade”.
O anúncio surge no âmbito de uma proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE) que defendia o direito das crianças de brincar em espaços públicos seguros e acessíveis.
Diagnóstico e prioridade de ação
De acordo com o estudo municipal que acompanhou esta iniciativa, foi identificado que algumas áreas urbanas do Porto não eram servidas adequadamente por espaços de jogo ou que os parques existentes apresentavam equipamentos ou pavimentos obsoletos.
A CMP salienta que, dado o crescimento demográfico e os dados dos Censos de 2021, a distribuição territorial dos parques infantis foi alinhada com as maiores necessidades de cada freguesia.
Novas criações: onde surgem os 13 parques
Os 13 novos espaços de recreio estão programados para surgir nos próximos dois a três anos e serão instalados em locais como:
Jardim da Lomba
CETA – Cooperativa de Habitações Económicas
Praceta Cidade da Praia
Passeio Alegre
Jardim Sá da Bandeira
Largo de Valverde
Parque de Cartes
Quinta de Salgueiros
Rua Prof. Joaquim Bastos
Bairro Central de Francos
Senhora do Porto
Rua João Araújo Correia
Jardim dos Álamos
Estas zonas foram selecionadas porque estavam mal servidas por espaços de recreio ou apresentavam condições que exigiam intervenção urgente. A fase de contratação dos projetos já está em curso.
Requalificação e ampliação: melhorar o que já existe
Paralelamente à criação de novos parques, a CMP vai intervir sobre os espaços já instalados:
Requalificação de 10 parques — com substituição de equipamentos, novos pavimentos e melhoramentos gerais, em locais como o Parque da Pasteleira, Associação de Moradores do Campo Alegre, Palácio de Cristal, Fontaínhas, Jardim Paulo Vallada, Areosa, Parque do Covelo, Amial, Prelada (Adelaide Estrada) e Asas de Ramalde.
Ampliação de 6 parques existentes, que irão expandir-se para responder a maior procura ou para oferecer mais funcionalidades: os parques de Soares dos Reis, das Condominhas, de Santa Luzia, do Inatel, do Jardim da Arca D’Água e do Jardim da Cordoaria estão na lista.
Estas intervenções permitem ajustar os espaços de recreio às necessidades contemporâneas, incluindo acessibilidade, segurança, pavimentos apropriados e equipamentos mais modernos.
Benefícios para a cidade, as crianças e a comunidade local
Com este plano, o Porto pretende oferecer mais e melhores espaços de recreio de proximidade, reforçando o direito das crianças à brincadeira segura e ao ar livre. O vice-presidente referiu que já foram realizadas mais de 35.000 intervenções nos parques existentes no último ano.
Além disso, a criação e melhoria destes espaços contribuem para:
o fortalecimento do convívio intergeracional nas zonas residenciais;
o estímulo à atividade física infantil e ao desenvolvimento motor e social;
a valorização dos bairros mais densamente habitados ou com menor oferta de lazer;
a promoção de uma cidade mais inclusiva, onde as crianças com mobilidade reduzida também podem brincar.
📷 Freepik
