Porto, Sociedade
Porto entre as cidades mais felizes do mundo e lidera ranking nacional em 2025
A cidade do Porto voltou a destacar-se no panorama internacional ao conquistar o 21.º lugar no Happy City Index 2025, integrando a categoria Ouro, a mais elevada do ranking que avalia as cidades mais felizes do mundo.
Já Lisboa surge na 90.ª posição, na categoria Prata, confirmando a presença portuguesa entre as 200 cidades com melhor qualidade de vida global.
Um ranking global que mede a felicidade urbana
O estudo foi conduzido pelo Institute for Quality of Life, envolvendo cerca de 200 investigadores voluntários de mais de dez países.
Ao contrário de outros rankings tradicionais, o Happy City Index não procura eleger apenas uma cidade “mais feliz”, mas sim organizar as cidades em três categorias (Ouro, Prata e Bronze) com base numa análise multidimensional que inclui:
Governação
Economia
Saúde
Mobilidade
Ambiente
Participação dos cidadãos
Cada indicador tem um peso específico, contribuindo para uma avaliação global que reflete o bem-estar e a qualidade de vida nas cidades.
Porto em destaque com forte desempenho na governação
Com um total de 879 pontos, o Porto alcançou o 21.º lugar mundial, posicionando-se entre as cidades mais felizes do planeta.
O melhor desempenho da cidade invicta registou-se no indicador de governação, com 202 pontos, que avalia fatores como transparência, qualidade da administração pública e envolvimento dos cidadãos nos processos de decisão.
Neste critério, o Porto destacou-se ao alcançar o 14.º lugar mundial, ficando apenas atrás de grandes cidades internacionais como Washington DC e imediatamente acima de Xangai.
Por outro lado, o indicador com menor pontuação foi o da mobilidade, com 80 pontos, refletindo desafios ainda existentes ao nível da eficiência e acessibilidade dos transportes públicos.
Lisboa também integra o ranking, mas em posição inferior
A Lisboa surge na 90.ª posição, com 726 pontos, integrando a categoria Prata. Tal como o Porto, a capital portuguesa obteve a sua melhor classificação no indicador de governação, com 172 pontos, embora sem alcançar o top 15 global.
Já o desempenho mais fraco foi registado no critério ambiental, com 76 pontos, evidenciando margem de melhoria ao nível das políticas de sustentabilidade.
Em contrapartida, Lisboa destacou-se no indicador da saúde, onde alcançou o 15.º lugar, com 161 pontos, empatando com cidades como Valência e Florença.
Copenhaga volta a liderar o ranking mundial
No topo da classificação encontra-se novamente a Copenhaga, considerada a cidade mais feliz do mundo em 2025, com 1039 pontos.
A capital dinamarquesa destacou-se sobretudo nos indicadores de economia e participação cívica, confirmando a tendência de domínio das cidades do norte da Europa neste tipo de rankings.
Entre as cidades mais bem classificadas encontram-se ainda Helsínquia, Genebra e Singapura, reforçando a presença de centros urbanos altamente desenvolvidos e sustentáveis.
Estados Unidos lideram em número de cidades no ranking
Os Estados Unidos são o país com maior número de cidades representadas no ranking, com um total de 18. Entre elas, destaca-se Nova Iorque, que ocupa o 17.º lugar e é a cidade americana mais bem classificada.
Um reflexo dos desafios globais
O relatório não ignora o contexto internacional, referindo que conflitos como a guerra na Ucrânia e as tensões no Médio Oriente continuam a impactar a qualidade de vida em várias regiões.
Ainda assim, cidades como Moscovo (170.º lugar) e Tel Aviv (100.º lugar) conseguiram integrar o ranking, demonstrando a complexidade dos fatores que influenciam a felicidade urbana.
Portugal no mapa das cidades felizes
A presença do Porto na categoria Ouro e de Lisboa na categoria Prata confirma o posicionamento de Portugal como um país com cidades competitivas a nível internacional no que diz respeito à qualidade de vida.
No caso do Porto, o 21.º lugar mundial representa um reconhecimento claro das políticas urbanas e da gestão da cidade, que têm vindo a apostar na proximidade com os cidadãos e na melhoria contínua do espaço urbano.
Mais do que um ranking, este resultado reforça uma ideia cada vez mais evidente: cidades que investem em governação, bem-estar e participação cívica são cidades onde se vive melhor.
