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Cultura, Economia, Porto

Inaugurado a 9 de outubro de 1976, o Shopping Brasília assinalou meio século de história. Pioneiro no comércio moderno em Portugal e na Península Ibérica, o emblemático espaço da Boavista atravessou gerações, resistiu a crises e reinventa-se para continuar a fazer parte da vida dos portuenses.

 

O Shopping Brasília, situado na Praça de Mouzinho de Albuquerque, junto à Rotunda da Boavista, no Porto, celebrou, a 9 de outubro de 2026, o seu 50.º aniversário. Inaugurado em 1976, é reconhecido como o primeiro centro comercial da Península Ibérica, tendo desempenhado um papel pioneiro na transformação dos hábitos de consumo e da vida comercial da cidade.

 

Durante cinco décadas, o Brasília foi palco de encontros, descobertas e memórias que atravessaram gerações. Das primeiras viagens nas escadas rolantes às tardes passadas entre montras, cafés e lojas, o espaço tornou-se muito mais do que um destino de compras: passou a integrar a identidade urbana e afetiva do Porto.

 

Depois de conhecer períodos de grande prosperidade, o centro comercial enfrentou desafios significativos, nomeadamente a abertura de grandes superfícies comerciais mais modernas, as sucessivas crises económicas e os efeitos da pandemia de COVID-19. Apesar das dificuldades, manteve-se em funcionamento e iniciou, nos últimos anos, um processo de revitalização destinado a recuperar a sua atratividade.

 

As comemorações do cinquentenário, realizadas ao longo da primeira quinzena de outubro, celebraram não apenas o passado de um espaço emblemático, mas também a ambição de construir um novo capítulo na sua história.

 

 

1976: o nascimento de um centro comercial que revolucionou o Porto

 

Quando abriu portas, a 9 de outubro de 1976, o Shopping Brasília representou uma verdadeira inovação no panorama comercial português. Numa época em que o comércio tradicional se concentrava sobretudo nas lojas de rua, o novo empreendimento apresentou um conceito que reunia dezenas de estabelecimentos num único espaço, proporcionando uma experiência de consumo até então pouco habitual.

 

Um dos maiores símbolos dessa modernidade eram as escadas rolantes. A novidade despertava tanta curiosidade que famílias inteiras se deslocavam à Boavista para experimentar aquele equipamento, subindo e descendo repetidamente, muitas vezes sem qualquer intenção de fazer compras.

 

O fenómeno ultrapassou as fronteiras da cidade. Visitantes de diferentes regiões de Portugal e até de Espanha deslocavam-se ao Porto para conhecer o centro comercial, que rapidamente se transformou numa atração turística e num símbolo de modernidade.

 

Na sua configuração inicial, o Brasília reunia cerca de 242 lojas e uma sala de cinema com aproximadamente 400 lugares. A diversidade comercial, que incluía estabelecimentos de vestuário, acessórios, joalharia e restauração, contribuiu para consolidar a sua posição como um dos principais polos comerciais da região.

 

 

Um espaço pioneiro nos hábitos de consumo e nos horários do comércio

 

O impacto do Shopping Brasília não se limitou à arquitetura ou à concentração de estabelecimentos comerciais. O centro introduziu também novas práticas de funcionamento que contribuíram para alterar os hábitos de consumo dos portugueses.

 

Entre as principais inovações destacou-se o prolongamento dos horários de abertura das lojas até à meia-noite, numa altura em que o comércio tradicional encerrava significativamente mais cedo. Esta mudança permitiu aos consumidores realizar compras depois do horário de trabalho e criou novas dinâmicas de circulação e convivência.

 

O funcionamento alargado exigiu uma organização laboral diferente, com vários turnos de trabalhadores, contribuindo para transformar o centro comercial num espaço de atividade praticamente contínua ao longo do dia.

 

A sua influência estendeu-se à vida social da cidade. Durante vários anos, o Brasília foi um dos locais de eleição para encontros entre amigos, passeios familiares e momentos de lazer, numa época em que os centros comerciais ainda não faziam parte do quotidiano da maioria da população.

 

 

A rapariguinha do shopping: quando o Brasília inspirou a música portuguesa

 

A importância cultural do Brasília ficou também eternizada na música portuguesa. O ambiente das lojas, a modernidade do espaço e a presença de jovens funcionárias inspiraram Carlos Tê a escrever a canção «A Rapariguinha do Shopping», que viria a ser celebrizada pela voz de Rui Veloso.

 

A composição retrata, com humor e observação social, uma figura feminina associada ao universo dos novos centros comerciais, num período em que estes espaços começavam a representar uma mudança de costumes e comportamentos.

 

A ligação entre a canção e a história do Brasília ganhou uma nova expressão nas comemorações do cinquentenário, com a apresentação do livro A Rapariguinha do Shopping Já É Avó, da autoria de Júlio Rodão, a 7 de outubro.

 

O título da obra estabelece uma ponte simbólica entre o passado e o presente. A jovem que representava uma nova geração de consumidores e trabalhadores em 1976 é hoje evocada como testemunha de uma transformação social que atravessou meio século.

 

 

Do Cinema Charlot ao ginásio: cinco décadas de transformação

 

Ao longo da sua história, o Shopping Brasília foi acompanhando as mudanças nos estilos de vida e nas preferências dos consumidores. Para além da atividade comercial, acolheu espaços de lazer que contribuíram para a sua popularidade.

 

Entre os mais emblemáticos encontrava-se o Cinema Charlot, uma sala com cerca de 400 lugares, que durante anos integrou a oferta cinematográfica da cidade. O espaço viria a encerrar, acompanhando as profundas alterações verificadas no setor da exibição cinematográfica.

 

Em 1982, uma nova fase de construção trouxe mudanças à imagem do centro comercial, com a introdução de elementos decorativos característicos da década de 1980, incluindo mármore rosa e superfícies espelhadas.

 

Foi também nessa fase que surgiu um ginásio, associado à crescente popularidade da atividade física e das aulas de aeróbica. A diversificação da oferta ajudou a consolidar o Brasília como um espaço onde o comércio coexistia com o lazer e os serviços.

 

Com o passar dos anos, porém, a expansão de novos centros comerciais, dotados de grandes áreas de estacionamento, hipermercados e complexos de cinemas, colocou desafios à competitividade do Brasília, obrigando-o a adaptar-se a um mercado em constante transformação.

 

 

Renovação de meio milhão de euros impulsionou uma nova fase

 

A recuperação da atratividade do Shopping Brasília ganhou expressão com as obras de remodelação das áreas comuns, concluídas em 2024, num investimento de aproximadamente 500 mil euros.

 

A intervenção procurou modernizar os espaços, melhorar as condições de circulação e tornar o ambiente mais acolhedor, preservando simultaneamente a identidade histórica do edifício.

 

Paralelamente, foi desenvolvida uma estratégia de reposicionamento da marca, assente no conceito «Brasília Faz Parte», que pretende reforçar a ligação emocional do centro comercial à cidade e às diferentes gerações de visitantes.

 

A renovação contribuiu para atrair novos negócios, incluindo estabelecimentos ligados à estética, saúde, bem-estar e serviços especializados. Esta diversificação reflete a transformação do comércio urbano, cada vez mais orientado para uma combinação de produtos e serviços.

 

Em setembro de 2026, a administração indicava que estavam em atividade 223 das 243 lojas existentes, revelando uma ocupação significativa e uma recuperação face aos períodos de maior dificuldade.

 

 

Novos investimentos apontam para o futuro do Brasília

 

A revitalização do Shopping Brasília não se limita à modernização das suas áreas comuns. Entre os projetos anunciados encontra-se a recuperação de espaços que durante anos tiveram um papel relevante na dinâmica do centro comercial.

 

O antigo ginásio, com aproximadamente 700 metros quadrados, foi adquirido pela cadeia Lemonfit, estando prevista a sua reabertura após a conclusão dos procedimentos necessários. O investimento pretende reforçar a oferta ligada ao exercício físico e ao bem-estar.

 

Também o espaço do antigo Cinema Charlot foi adquirido por investidores portugueses, com a intenção de o reconverter num equipamento multiúsos, vocacionado para a realização de eventos e congressos. O projeto encontrava-se ainda em fase de estudo, pelo que a sua concretização dependerá das etapas de desenvolvimento e aprovação necessárias.

 

Estas iniciativas integram uma estratégia mais ampla de adaptação às exigências atuais, procurando transformar o Brasília num espaço multifuncional, capaz de conciliar comércio, serviços, saúde, cultura e atividades profissionais.

 

A localização privilegiada, junto à Rotunda da Boavista, a proximidade de transportes públicos e a integração numa zona central do Porto continuam a constituir vantagens importantes para o futuro do empreendimento.

 

 

Cinquentenário celebrado com arte urbana, literatura e gastronomia

 

O programa comemorativo dos 50 anos do Shopping Brasília incluiu diferentes iniciativas culturais e de animação, procurando envolver comerciantes, visitantes e a comunidade portuense.

 

A 7 de outubro, a apresentação do livro A Rapariguinha do Shopping Já É Avó, de Júlio Rodão, estabeleceu uma ligação entre a memória do centro comercial e a sua presença no imaginário cultural português.

 

No dia seguinte, 8 de outubro, a gastronomia assumiu um papel de destaque, com uma sessão de showcooking que contou com a participação do chefe Hélio e de outros profissionais da cidade.

 

O ponto alto das comemorações aconteceu na sexta-feira, 9 de outubro, precisamente 50 anos depois da inauguração, com a apresentação de um mural do artista urbano Mr. Dheo. A obra, com aproximadamente dez metros de comprimento e seis metros de altura, foi concebida para uma das entradas laterais do centro comercial.

 

As festividades prolongaram-se até sábado, 10 de outubro, com um concerto de encerramento, assinalando simbolicamente a passagem de meio século de um dos espaços comerciais mais emblemáticos do Porto.

 

 

O Brasília faz parte da história e da memória do Porto

 

Cinquenta anos depois da inauguração, o Shopping Brasília continua a representar um capítulo importante da história comercial e social do Porto. Mais do que um edifício dedicado ao consumo, tornou-se um testemunho das transformações económicas, culturais e urbanas ocorridas desde a década de 1970.

 

O espaço que outrora atraía multidões fascinadas pelas escadas rolantes procura hoje conquistar novas gerações através da diversidade comercial, da prestação de serviços e da valorização da sua identidade histórica.

 

A sua longevidade demonstra também a capacidade de resistência do comércio urbano, num contexto marcado pela concorrência das grandes superfícies, pelo crescimento das compras online e pelas mudanças nos comportamentos dos consumidores.

 

Ao celebrar 50 anos, o primeiro centro comercial da Península Ibérica reafirma o seu lugar na memória coletiva da cidade. Entre a nostalgia de quem acompanhou os seus primeiros anos e a curiosidade de quem agora o descobre, o Brasília continua a fazer parte do Porto e procura garantir que assim permanecerá nas próximas décadas.

 

 
📷 Manuel de Sousa
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Porto

Há datas que marcam uma história. Há projetos que atravessam gerações. E há marcas que, duas décadas depois, continuam a cumprir a mesma missão com que nasceram.

 

Em 2026, o The Best of Porto celebra 20 anos de existência, assinalando duas décadas de ligação permanente à cidade, às suas pessoas, às suas instituições e a tudo aquilo que torna o Porto uma região única.

 

 

Uma história que começou a 17 de junho de 2006

 

A história do The Best of Porto começou oficialmente a 17 de junho de 2006, com a realização da primeira Gala de Entrega de Prémios The Best of Porto.

 

O objetivo era simples, mas ambicioso: criar uma plataforma capaz de reconhecer personalidades, instituições, empresas e talentos que contribuíam para valorizar o distrito do Porto.

 

Mais do que uma cerimónia de prémios, aquela primeira gala marcou o nascimento de uma identidade. Uma marca criada para dar visibilidade ao mérito, celebrar conquistas e reforçar o orgulho numa região com uma enorme capacidade de inovação e afirmação.

 

 

De uma gala pioneira a uma referência digital

 

Ao longo dos anos, o The Best of Porto acompanhou uma das maiores transformações da sociedade: a evolução do mundo digital.

 

Numa altura em que a presença online ainda dava os primeiros passos para muitas marcas e instituições, o projeto percebeu desde cedo a importância da internet como espaço de divulgação e ligação com o público.

 

A partir dessa visão, o The Best of Porto transformou-se num portal digital dedicado a mostrar o melhor da região.

 

Notícias, cultura, turismo, gastronomia, eventos, iniciativas empresariais e histórias inspiradoras passaram a fazer parte de uma plataforma que mantém o mesmo propósito desde o primeiro dia: valorizar tudo aquilo que merece ser conhecido.

 

 

20 anos sempre ligados às pessoas

 

Mais do que números, plataformas ou conteúdos publicados, a história do The Best of Porto faz-se sobretudo de pessoas.

 

Ao longo destas duas décadas, foram milhares as histórias partilhadas, os projetos divulgados e as iniciativas acompanhadas.

 

Foram também muitos os parceiros, leitores e seguidores que ajudaram a construir esta comunidade e que permitiram que a marca permanecesse próxima da cidade.

 

Porque estar ligado ao Porto significa estar ligado às suas pessoas.

 

 

Um projeto movido pela paixão

 

Num cenário onde muitos projetos digitais surgem com objetivos exclusivamente comerciais, o The Best of Porto construiu um percurso diferente.

 

Grande parte do trabalho desenvolvido ao longo destes 20 anos nasceu de uma dedicação voluntária e genuína, motivada pela vontade de promover positivamente a região e dar palco ao que de melhor nela existe.

 

Essa ligação emocional à cidade tornou-se uma das maiores forças da marca.

 

Porque uma história com 20 anos não se constrói apenas com tecnologia ou presença digital. Constrói-se com compromisso.

 

 

O Porto mudou. O The Best of Porto cresceu com ele.

 

Nas últimas duas décadas, o Porto viveu uma profunda transformação.

 

A cidade ganhou uma nova projeção internacional, tornou-se um dos destinos mais procurados da Europa e viu nascer novos projetos, negócios, espaços culturais e experiências.

 

Durante este percurso, o The Best of Porto acompanhou essa evolução, mantendo sempre a sua essência: ser uma janela aberta para tudo aquilo que acontece na região.

 

Da memória dos primeiros anos ao dinamismo atual das redes sociais, a marca soube adaptar-se aos novos tempos sem perder a sua identidade.

 

 

Um futuro com a mesma ligação de sempre

 

Chegar aos 20 anos representa uma conquista, mas também um novo ponto de partida.

 

O The Best of Porto entra numa nova década com a mesma vontade que esteve na origem do projeto: continuar a informar, divulgar e celebrar o Porto.

 

O futuro passa por reforçar a presença digital, continuar a criar conteúdos relevantes e manter o compromisso de ser um arquivo vivo daquilo que a região tem de melhor.

 

Porque o Porto está em constante mudança.

 

E, há 20 anos, o The Best of Porto continua lá para acompanhar, contar e celebrar essa história.

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Economia, Mobilidade, Porto, Vila Nova de Gaia

A futura ponte sobre o rio Douro que integrará a linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa já pode ser conhecida em maior detalhe. O projeto, atualmente em consulta pública até 29 de junho, prevê uma infraestrutura de dupla utilização que servirá não apenas os comboios de alta velocidade, mas também automóveis, ciclistas e peões.

 

A nova travessia ligará os concelhos do Porto e de Vila Nova de Gaia e será um dos elementos centrais do primeiro troço da linha de alta velocidade Porto-Oiã, cuja construção deverá arrancar ainda este ano.

 

De acordo com a memória descritiva do projeto, elaborada pelo consórcio AVAN Norte, a ponte terá dois tabuleiros distintos. O superior será reservado à circulação ferroviária, permitindo a passagem dos comboios de alta velocidade. Já o inferior acolherá trânsito automóvel, ciclovia e percursos pedonais.

 

A organização do tabuleiro rodoviário foi concebida de forma simétrica. As duas vias de circulação automóvel ficarão localizadas na zona central da estrutura, ladeadas por ciclovias e, mais junto ao exterior, por passeios destinados aos peões.

 

Segundo os documentos disponibilizados para consulta pública, a travessia rodoviária contará com duas faixas de circulação de 3,25 metros de largura cada, separadas por um separador central com um metro. A infraestrutura incluirá ainda uma ciclovia com 1,50 metros de largura e passeios pedonais com 2,25 metros. Para reforçar a segurança, estão previstas barreiras de betão do tipo New Jersey entre as diferentes zonas de circulação.



 

Mais de um quilómetro sobre o Douro

 

A componente ferroviária da ponte terá uma extensão total de 1.127,7 metros, enquanto o tabuleiro rodoviário inferior terá cerca de 690 metros.

 

A estrutura será sustentada por várias torres, destacando-se duas grandes torres em forma de “A”, localizadas sobre o rio, que suportarão o tabuleiro através de cabos atirantados. O projeto contempla ainda pilares de apoio em Gaia e na margem portuense.

 

No Porto, a ligação ferroviária será efetuada através do futuro viaduto de Campanhã, que se conectará à nova infraestrutura junto à atual Linha do Norte. Em Gaia, a ponte prolongar-se-á até à entrada do túnel ferroviário que atravessará a cidade, na zona de Gervide.

 

 

Património industrial preservado

 

Uma das particularidades do projeto passa pela preservação de elementos históricos da antiga Fábrica de Louça de Massarelos.

 

Os antigos fornos e a emblemática chaminé industrial serão mantidos e integrados na nova configuração urbana. Estes elementos ficarão localizados junto à rotunda que marcará o acesso à travessia rodoviária, ciclável e pedonal, numa área atualmente ocupada por um posto de combustível na Avenida Gustavo Eiffel.

 

 

Estação de Gaia será um grande interface de transportes

 

A nova estação de alta velocidade de Gaia, situada em Santo Ovídio, surge igualmente detalhada nos documentos agora divulgados.

 

Os cais ferroviários ficarão instalados a cerca de 60 metros de profundidade e serão acessíveis através de elevadores e escadas rolantes. A estação contará com acessos a sul, junto à Rotunda de Santo Ovídio, e a norte, nas proximidades da atual estação de metro D. João II.

 

O projeto prevê ainda a construção de duas grandes claraboias que permitirão a entrada de luz natural até às plataformas subterrâneas.

 

Nas imediações da estação será criado um importante nó de mobilidade, integrando metro, táxis, zonas de tomada e largada de passageiros, estacionamento para bicicletas e um parque subterrâneo com capacidade para 475 viaturas.

 

Um dos elementos mais visíveis será uma torre com cerca de 68,75 metros de altura, que ocupará a área do atual parque de estacionamento em terra batida junto à estação D. João II.

 

Apesar da dimensão do projeto, os documentos revelam que não estão previstas alterações urbanísticas profundas na zona de Santo Ovídio, mantendo-se grande parte da atual configuração viária.

 

 

Ligação Porto-Lisboa em apenas 1h15

 

A nova ponte integra a primeira parceria público-privada da futura linha de alta velocidade Porto-Lisboa.

 

Quando estiver concluída, a ligação ferroviária entre as duas maiores cidades portuguesas passará a demorar cerca de uma hora e quinze minutos, com paragens previstas em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria.

 

A conclusão do troço Porto-Oiã está prevista para 2030. Já a totalidade da linha Porto-Lisboa deverá entrar em funcionamento em 2032, o mesmo ano em que é esperada a conclusão da ligação de alta velocidade entre Porto e Vigo.

 

A nova ponte sobre o Douro será, assim, uma das infraestruturas mais marcantes das próximas décadas na Área Metropolitana do Porto, assumindo um papel estratégico na mobilidade ferroviária, rodoviária, ciclável e pedonal entre as duas margens do rio.

 

 

 📷 Infraestruturas de Portugal

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Agenda, Cultura, Eventos, Sociedade

A noite mais aguardada do ano volta a transformar o Porto numa gigantesca festa ao ar livre. Concertos, arraiais, fogo de artifício, tradições populares e animação espalhada por vários pontos da cidade prometem marcar as celebrações de São João.

 

 

 

Palco Avenida dos Aliados

 

Avenida dos Aliados
23 de junho | 20h00 às 04h00

 

O principal palco das Festas de São João recebe alguns dos nomes mais populares da música portuguesa. Os Quinta do Bill dão início aos grandes concertos da noite, seguindo-se Tony Carreira, que sobe ao palco após o espetáculo de fogo de artifício.

 

 

Programa

 

  • 20h00 às 22h00 | Fernando Alvim (DJ Set)

  • 22h00 às 23h30 | Quinta do Bill

  • 23h30 às 00h20 | Fernando Alvim (DJ Set)

  • 00h20 às 02h00 | Tony Carreira

  • 02h10 às 04h00 | Dupla Mete Cá Sets

 

 

 

Palco Largo do Amor de Perdição


Cordoaria
23 de junho | 20h00 às 04h00

 

Na Cordoaria, a festa faz-se ao ritmo dos D.A.M.A., que apresentam o espetáculo especial “Canções Bonitas em PORTOguês”. O cartaz inclui ainda os Últimos Românticos e a animação permanente do projeto Noz Pimba.

 

 

Programa

 

  • 20h00 às 22h00 | Noz Pimba

  • 22h00 às 23h00 | Últimos Românticos

  • 23h00 às 00h20 | Noz Pimba

  • 00h20 às 02h00 | D.A.M.A.

  • 02h00 às 04h00 | Noz Pimba

 

 

 

Palco Juventude – Casa da Música

 

Casa da Música
23 de junho | 20h00 às 04h00

 

Integrado na Capital Nacional da Juventude 2026, o Palco Juventude recebe o projeto Nunca Mates o Arraial, com uma programação alternativa que junta música independente, DJ sets e animação até de madrugada.

 

Apresentação: Beatriz Gosta e David Bruno

 

 

Programa

 

  • 20h00 às 21h20 | Bar Dançante (Mike El Nite e João Não)

  • 21h30 às 22h30 | Cedofeita Takeover (Vitória Vermelho e Luís Lucas)

  • 22h45 às 23h45 | Rapaz Ego

  • 00h00 às 01h15 | Nunca Mates o Mandarim

  • 01h30 às 02h30 | Bar Dançante (Mike El Nite e João Não)

  • 02h30 às 04h00 | Más Influências (DJ Set)

 

 

 

Ribeira e Rio Douro

 

Entre a Ponte Luís I e a Ponte da Arrábida
23 de junho

 

A zona ribeirinha volta a ser um dos pontos altos da festa. Antes da meia-noite, os Karetus aquecem o ambiente com um espetáculo de música eletrónica tendo o Douro como cenário.

 

 

Programa

 

  • 22h30 às 00h00 | Karetus

  • 00h00 às 00h12 | Espetáculo multimédia e fogo de artifício

 

 

 

Concerto de São João

 

Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal

24 de junho | 18h00

 

A Banda Sinfónica Portuguesa regressa aos Jardins do Palácio de Cristal para o tradicional Concerto de São João, com entrada livre.

 

 

 

Tradições Populares

 

Arruada de Ranchos

13 de junho | 15h00

Os grupos folclóricos e coletividades da cidade percorrem várias ruas do Porto numa celebração das tradições populares e dos costumes sanjoaninos.

 

 

Rusgas de São João

27 de junho | 18h30

 

As rusgas das freguesias regressam ao centro da cidade para desfilar perante o público e o júri do concurso oficial. O desfile termina junto aos Paços do Concelho.

 

 

 

Mercado do Bolhão

 

Cascata Comunitária de São João

 

8 a 28 de junho

 

Uma das tradições mais emblemáticas das festas populares volta ao Mercado do Bolhão, com uma grande instalação inspirada no casario tradicional do Porto.

 

 

Oficinas abertas ao público

6, 13, 20 e 27 de junho
11h00 às 13h00 e 15h00 às 17h00

 

 

Arraial no Bolhão

 

20 de junho

 

Tarde de música popular e animação no mercado mais emblemático da cidade.

 

 

Programa

 

  • 16h00 | Jorge Lomba

  • 17h00 | Nel Monteiro

 

 

 

Divertimentos

 

As tradicionais feiras populares e zonas de diversão voltam a marcar presença em vários pontos da cidade.

 

 

Fontainhas

 

29 de maio a 29 de junho

 

 

Jardim do Cálem (Lordelo do Ouro)

 

5 de junho a 5 de julho

 

 

Avenida D. Carlos I (Foz)

 

9 de junho a 5 de julho

 

 

Horários

 

  • Segunda a quinta-feira: 14h00 às 23h00

  • Sexta-feira: 14h00 às 01h00

  • Sábado e vésperas de feriado: 10h00 às 01h00

  • Domingo: 10h00 às 23h00

  • 23 de junho: 14h00 às 06h00


As zonas de restauração abrem diariamente às 12h00.
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Cultura, Eventos, Porto, Sociedade

O Porto já apresentou o programa oficial das Festas de São João 2026, uma das celebrações mais emblemáticas da cidade, que promete voltar a levar milhares de pessoas às ruas na noite de 23 para 24 de junho. Com um orçamento global de 800 mil euros, a edição deste ano aposta numa programação descentralizada, distribuída por vários pontos da cidade, com destaque para três grandes palcos, um espetáculo multimédia e de fogo de artifício sobre o rio Douro, concertos, arraiais, tradições populares e atividades para todas as idades.

 

A apresentação decorreu nos Jardins do Palácio de Cristal e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, do vereador do Desporto, Juventude e Associativismo, Rodrigo Passos, e de Tony Carreira, um dos artistas que integra o cartaz principal das festividades.

 

“O São João é uma festa muito especial. Costuma-se dizer, e bem, que é a noite mais longa do ano, mas não é só isso: é a festa mais bonita do mundo. É a mais bonita por aquilo que se sente na rua. É uma energia que nos liga a todos enquanto seres humanos”, afirmou Pedro Duarte durante a apresentação do programa.

 

 

Fogo de artifício volta a iluminar o Douro

 

Um dos momentos mais aguardados das Festas de São João volta a acontecer à meia-noite. Durante 12 minutos, os céus do Porto e de Vila Nova de Gaia serão iluminados por um espetáculo multimédia e de fogo de artifício entre as pontes Luís I e da Arrábida.

 

A iniciativa representa um investimento conjunto das duas autarquias, num valor de 215 mil euros, e deverá voltar a atrair milhares de pessoas às margens do Douro para assistir a um dos momentos mais emblemáticos da noite sanjoanina.

 

 

Aliados recebem Quinta do Bill e Tony Carreira

 

A Avenida dos Aliados volta a assumir-se como um dos principais centros da festa. A partir das 22 horas, sobem ao palco os Quinta do Bill, banda de referência da música portuguesa, conhecida por temas como “Filhos da Nação” e “No Silêncio do Teu Olhar”.

 

Depois do espetáculo de fogo de artifício será a vez de Tony Carreira animar a multidão com alguns dos seus maiores êxitos, num concerto que promete reunir diferentes gerações.

 

Ao longo da noite, Fernando Alvim assume a animação em formato DJ Set, enquanto a Dupla Mete Cá Sets prolongará a festa até às 4 horas da manhã.

 

Antes dos concertos, os Aliados serão também palco de um momento desportivo, com a transmissão, a partir das 18 horas, do encontro entre Portugal e Uzbequistão, a contar para o Mundial de Futebol.

 

 

D.A.M.A e Últimos Românticos animam a Cordoaria

 

Outro dos polos centrais das festividades será o Largo do Amor de Perdição, na Cordoaria. O espaço recebe, às 22 horas, os Últimos Românticos, projeto portuense que combina hip hop e música eletrónica. Já depois da meia-noite, às 00h20, sobem ao palco os D.A.M.A com o espetáculo especial “Canções Bonitas em PORTOguês”, concebido especialmente para a cidade.

 

A animação será complementada pelo projeto Noz Pimba, que promete transformar o recinto numa autêntica festa popular ao longo de toda a noite.

 

 

Casa da Música acolhe o Palco Juventude

 

Integrado na programação da Capital Nacional da Juventude 2026, o Palco Juventude estará instalado junto à Casa da Música e apresentará o projeto “Nunca Mates o Arraial”.

 

A programação inclui atuações de Cedofeita Takeover, Rapaz Ego e Nunca Mates o Mandarim, um dos nomes emergentes da cena indie portuense.

 

O espaço contará ainda com um “Bar Dançante” conduzido por Mike El Nite e João Não, bem como um DJ Set do projeto Más Influências. A apresentação ficará a cargo de Beatriz Gosta e David Bruno.

 

 

Karetus atuam junto ao rio

 

A zona ribeirinha ganha também destaque nesta edição das festas. Com a Ponte Luís I como pano de fundo, os Karetus sobem ao palco às 22h30 para um espetáculo que antecede o fogo de artifício da meia-noite, prometendo aquecer o ambiente junto ao Douro.

 

 

Concerto de São João regressa ao Palácio de Cristal

 

As celebrações prolongam-se para lá da noite principal. No dia 24 de junho, às 18 horas, a Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal recebe o tradicional Concerto de São João da Banda Sinfónica Portuguesa, com entrada livre.

 

 

Festas chegam a todas as freguesias

 

As comemorações estendem-se igualmente às várias freguesias da cidade. No dia 19 de junho, sobem aos palcos artistas como Ana Malhoa, Romana, Mónica Sintra, Diapasão e Victor Rodrigues.

 

Já na noite de 23 de junho atuam, entre outros, Minhotos Marotos, Zé Amaro, Jorge Guerreiro, Bandalusa, Iniciadores e Ritmo e Alma Show.

 

 

Tradições populares mantêm-se vivas

 

As manifestações tradicionais continuam a ocupar um lugar central na programação. A Arruada de Ranchos regressa às ruas da cidade no dia 13 de junho, a partir das 15 horas, reunindo diversos grupos e coletividades.

 

Já no dia 27 de junho será a vez das tradicionais Rusgas percorrerem a Baixa do Porto e os Aliados, num desfile que partirá da Rua de Passos Manuel e que contará novamente com transmissão em direto pelo Porto Canal.

 

 

Diversão, arraiais e Cascata Comunitária

 

As habituais zonas de diversão voltam a instalar-se nas Fontainhas, no Jardim do Cálem e na Avenida D. Carlos I, disponibilizando carrosséis, espaços de restauração, farturas, pipocas e outras atrações para toda a família.

 

O Mercado do Bolhão associa-se igualmente às comemorações através da tradicional Cascata Comunitária de São João, patente entre 8 e 28 de junho.

 

Ao longo do mês decorrerão também oficinas para famílias e, no dia 20 de junho, um arraial especial com atuações de Nel Monteiro e Jorge Lomba, numa das últimas grandes celebrações antes da noite mais longa do ano.

 

Com música, tradição, cultura popular e animação espalhada por toda a cidade, o São João 2026 prepara-se para voltar a transformar o Porto num dos maiores palcos festivos do país, celebrando uma tradição que continua a passar de geração em geração e que permanece como uma das maiores expressões da identidade portuense.

 

 

 📷 Miguel Nogueira by Porto.

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Cultura, Eventos, Porto

O Porto volta a assumir protagonismo nacional ao ser a cidade escolhida para acolher as comemorações oficiais do Dia da Europa, num ano particularmente simbólico em que se assinalam os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia.

 

A escolha da Invicta pela Representação da Comissão Europeia em Portugal reforça o peso institucional, cultural e estratégico da cidade no contexto nacional e europeu. Para assinalar a data, foi preparado um vasto programa de iniciativas abertas ao público, que decorre entre 27 de abril e 9 de junho, envolvendo cultura, cidadania, educação, juventude, sustentabilidade e celebração comunitária.

 

Num momento em que a Europa enfrenta novos desafios globais, o Porto será palco de reflexão, festa e participação cívica, evocando os valores de paz, cooperação, democracia e solidariedade que marcaram o percurso europeu das últimas décadas.

 

 

Porto no centro das celebrações europeias

 

Ao longo de várias semanas, a cidade acolherá dezenas de iniciativas promovidas pelo Município do Porto em parceria com entidades europeias, nomeadamente a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Banco Europeu de Investimento.

 

A programação pretende aproximar os cidadãos do projeto europeu, recordar o impacto da entrada de Portugal na União Europeia e debater os próximos desafios do continente.

 

Quatro décadas depois da adesão portuguesa, o Porto surge como símbolo de modernização, abertura internacional e capacidade de transformação urbana, valores profundamente ligados à construção europeia.

 

 

Dia 9 de maio será o ponto alto da festa

 

O momento principal das comemorações acontece no próprio Dia da Europa, com um conjunto de iniciativas que prometem mobilizar a cidade. Entre os destaques está a realização da Corrida da Europa, uma prova de cinco quilómetros pensada para promover estilos de vida saudáveis e espírito comunitário.

 

Está igualmente previsto o hastear da bandeira da União Europeia nos Paços do Concelho do Porto, num gesto simbólico de pertença e compromisso europeu. Na Praça General Humberto Delgado haverá ainda uma mostra gastronómica, celebrando a diversidade cultural através da cozinha e dos sabores.

 

 

Grande concerto nos Aliados

 

Ao final da tarde de 9 de maio, a Avenida dos Aliados transforma-se em palco de celebração com um concerto gratuito a partir das 18h00.

 

O espetáculo contará com a presença de Katia Guerreiro e da Banda Sinfónica Portuguesa, numa união entre tradição musical portuguesa e dimensão sinfónica.

 

A escolha dos Aliados para este momento reforça o simbolismo do centro cívico da cidade como espaço de encontro entre culturas e gerações.

 

 

Exposição sobre ensino superior e transformação europeia

 

A partir de 9 de maio, e durante cerca de um mês, ficará patente no átrio dos Paços do Concelho a exposição “A Europeização do Sistema de Ensino Superior em Portugal – Uma transformação profunda na educação e na investigação”.

 

A mostra pretende evidenciar o impacto que a integração europeia teve nas universidades portuguesas, na mobilidade académica, nos programas internacionais e na modernização científica do país.

 

 

Sapadores Bombeiros mostram ligação europeia

 

Entre 27 de abril e 11 de maio, o Regimento de Sapadores Bombeiros do Porto apresentará parte significativa do seu espólio histórico e institucional.

 

A exposição dará especial destaque aos elementos que testemunham a ligação daquela unidade ao contexto europeu, incluindo:

 

  • troféus conquistados em competições internacionais

  • capacetes de bombeiros de vários países europeus

  • equipamentos históricos de socorro

  • objetos ligados à evolução da proteção civil

 

A iniciativa pretende aproximar os bombeiros da comunidade e valorizar a cooperação europeia em matéria de segurança e proteção.

 

 

Conferências debatem igualdade, juventude e sustentabilidade

 

O programa integra ainda duas importantes conferências dedicadas a temas centrais do presente e do futuro europeu. A primeira realiza-se no dia 7 de maio, entre as 14h00 e as 17h00, nos Paços do Concelho do Porto, sob o tema “40 Anos de Portugal na UE – O Percurso da Igualdade de Género”. A sessão pretende refletir sobre a evolução dos direitos, das políticas públicas e do papel da integração europeia no avanço da igualdade entre homens e mulheres ao longo das últimas quatro décadas.

 

Já no dia 15 de maio, às 17h00, o Edifício dos Correios recebe a conferência “Dia da Europa”, centrada nos temas “A Juventude na Europa” e “Desafios e Transição Ambiental na Europa: Caminhos para a Sustentabilidade”. Estruturada em dois painéis, esta iniciativa servirá também de palco para a assinatura da Carta do Porto para a Europa, documento simbólico que reforça o compromisso da cidade com os valores europeus, a participação cívica e o futuro sustentável.

 

 

Campanhã, viveiros e iluminação especial

 

A programação estende-se ainda a outros pontos da cidade. Entre 1 e 31 de maio, a passagem pedonal do Terminal Intermodal de Campanhã receberá uma exposição fotográfica dedicada à Europa e ao espaço urbano.

 

Também haverá visitas guiadas ao Viveiro Municipal em datas específicas, reforçando a ligação entre cidadania europeia e sustentabilidade ambiental.

 

Nos dias 8 e 9 de maio, a fachada dos Paços do Concelho será iluminada com a projeção da bandeira da União Europeia, criando um momento visual marcante no coração da cidade.

 

 

40 anos que mudaram Portugal

 

A entrada de Portugal na então Comunidade Económica Europeia, em 1986, marcou profundamente o desenvolvimento nacional. Infraestruturas, educação, mobilidade, investimento urbano, programas juvenis e modernização institucional foram algumas das áreas transformadas nas últimas quatro décadas.

 

No caso do Porto, a integração europeia ajudou a potenciar reabilitação urbana, internacionalização económica, cultura, turismo e grandes projetos estratégicos.

 

 

Porto reforça vocação europeia

 

A escolha do Porto para estas comemorações não surge por acaso. Cidade cosmopolita, universitária, exportadora, criativa e aberta ao mundo, a Invicta reúne características que refletem bem o espírito europeu contemporâneo.

 

Ao acolher as celebrações nacionais do Dia da Europa, o Porto volta a afirmar-se como uma cidade de futuro, comprometida com inovação, inclusão e cooperação internacional.

 

 

Uma cidade em festa por mais de um mês

 

Entre abril e junho, o Porto será assim capital portuguesa da Europa, juntando cultura, memória histórica e debate cívico numa programação pensada para todas as idades.

 

Quarenta anos depois da adesão portuguesa, a cidade celebra não apenas o passado, mas também o futuro europeu que continua a construir todos os dias.

 

 

 📷 Freepik

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Desporto, Porto

A Federação Portuguesa de Futebol escreveu um novo capítulo da sua história ao inaugurar oficialmente uma delegação na cidade do Porto, num passo simbólico e estratégico que reforça a aproximação da instituição às regiões e aos agentes desportivos de todo o país.

 

A nova estrutura, instalada na Icon Tower, em Ramalde, representa uma mudança histórica para o organismo máximo do futebol nacional, tradicionalmente sediado na área metropolitana de Lisboa.

 

A cerimónia contou com a presença do presidente da FPF, Pedro Proença, da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e do presidente da Associação de Futebol do Porto, José Manuel Neves.

 

 

Um momento histórico para o futebol português

 

Para Pedro Proença, esta inauguração simboliza muito mais do que a abertura de um novo espaço físico. “A abertura destas instalações mostra que esta Federação está mais aberta, mais próxima, mais descentralizada e mais alinhada com a visão que temos para o futuro do futebol português”, afirmou.

 

O dirigente destacou ainda que a nova casa da FPF no Norte pretende servir clubes, associações, árbitros, treinadores, dirigentes e comunidades locais, reforçando a presença da federação junto de quem constrói diariamente o futebol português.

 

 

Porto ganha protagonismo institucional

 

A escolha do Porto para acolher esta nova delegação foi vista como natural, tendo em conta a importância da cidade e da região Norte no panorama desportivo nacional.

 

Pedro Duarte saudou a decisão e sublinhou o valor estratégico da iniciativa. “É um espaço físico, mas todos sabemos que representa muito mais do que isso. Numa cidade onde o futebol se vive com tanta intensidade, esta proximidade é extremamente relevante.”

 

O autarca considerou ainda que esta decisão reforça o papel do Porto como capital regional e cidade central no desporto português.

 

 

Descentralizar para unir

 

A criação da delegação integra o plano programático da atual direção da FPF e surge como uma das grandes promessas cumpridas por Pedro Proença desde a sua chegada à liderança federativa.

 

Segundo o presidente da federação, descentralizar não é apenas uma ideia política, mas uma necessidade estrutural. “O futebol português não é apenas de uma cidade ou de uma região. O futebol português é de Portugal inteiro.”

 

A nova estratégia pretende reduzir assimetrias territoriais e promover uma relação mais próxima entre a federação e o país real.

 

 

Ministra destaca impacto social do futebol

 

Também Margarida Balseiro Lopes valorizou a importância do momento, assumindo emoção pela dimensão simbólica da inauguração. “A Federação Portuguesa de Futebol é hoje muito mais do que desporto. Tem um impacto social enorme em Portugal.”

 

A governante destacou o papel da FPF na inclusão, igualdade e coesão territorial, considerando que esta descentralização representa uma mensagem clara de proximidade e compromisso com todo o país.

 

 

O futebol aproxima-se do Norte

 

Com esta nova delegação, a Federação Portuguesa de Futebol deixa de olhar o país apenas a partir de Lisboa e assume uma nova postura de proximidade territorial.

 

A abertura no Porto representa não só uma descentralização administrativa, mas também um reconhecimento da importância histórica, cultural e desportiva do Norte no futebol português. Mais do que inaugurar escritórios, a FPF inaugurou uma nova forma de estar.~

 

 

Instalações modernas e preparadas para o futuro

 

A nova sede da FPF no Porto conta com:

 

  • Área comum com capacidade para cerca de 60 trabalhadores

  • Sala multiusos para formações e reuniões

  • Gabinetes de direção

  • Espaço lúdico e zonas de apoio

 

O objetivo passa por criar uma base operacional sólida no Norte, capaz de receber reuniões, projetos técnicos, formações e iniciativas institucionais.

 





112 anos celebrados no Porto

 

A inauguração coincidiu ainda com as celebrações do 112.º aniversário da Federação Portuguesa de Futebol, assinaladas numa cerimónia realizada na Alfândega do Porto.

 

A noite reuniu centenas de convidados ligados ao futebol nacional, entre presidentes de associações, clubes, antigos jogadores, treinadores e personalidades institucionais, contando ainda com a presença do antigo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

 

 

Ambição, vitórias e futuro

 

No discurso oficial, Pedro Proença destacou os recentes sucessos das seleções nacionais e reforçou a ambição da federação em continuar a vencer. “Temos os melhores jogadores, os melhores treinadores, os melhores árbitros e os melhores dirigentes do mundo. A nossa aspiração é só uma: sermos os melhores do mundo.”

 

A mensagem final foi clara e dirigida a todo o país: “Habituem-se. Vamos continuar a ganhar.”

 

 

📷 JLL / AFL

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Maia, Sociedade

A Maia foi distinguida como a cidade portuguesa mais feliz no Happy City Index 2026, ocupando a 69.ª posição num ranking internacional liderado pela Copenhaga, que volta a ser considerada a cidade mais feliz do mundo pelo segundo ano consecutivo.

 

Este reconhecimento coloca a cidade maiata em destaque no panorama internacional e reforça a sua posição como uma das localidades com melhor qualidade de vida em Portugal.

 

 

Um ranking global que avalia muito mais do que felicidade

 

O Happy City Index resulta de um amplo estudo internacional que analisou cidades de todo o mundo com base em 64 indicadores distribuídos por seis áreas fundamentais:

 

  • Qualidade de vida dos cidadãos

  • Governação e participação cívica

  • Sustentabilidade ambiental

  • Desenvolvimento económico

  • Saúde e bem-estar

  • Mobilidade urbana

 

A análise, baseada em dados públicos comparáveis, permite uma avaliação abrangente das condições de vida nas cidades, destacando aquelas que conseguem equilibrar crescimento urbano com bem-estar social.

 

 

Maia em destaque entre cidades europeias e mundiais

 

Com 6273 pontos, a Maia surge lado a lado com importantes cidades europeias, como Drammen (Noruega), Hamburgo (Alemanha), Västerås (Suécia) e Aachen (Alemanha).

 

A cidade portuguesa supera ainda outras referências internacionais, como Bordeaux (França), Adelaide (Austrália), Praga (Chéquia), Bolonha (Itália), Calgary (Canadá) e Bona (Alemanha).

 

No topo da classificação, dominado sobretudo por cidades do norte e centro da Europa, encontram-se:

 

  • Copenhaga

  • Helsínquia

  • Genebra

  • Uppsala

  • Tóquio

 

Completam o top 10 cidades como Trondheim, Berna, Malmö, Munique e Aarhus.

 

 

Maia lidera ranking nacional

 

Entre as cidades portuguesas incluídas no índice, a Maia ocupa o primeiro lugar, destacando-se claramente no panorama nacional.

 

A lista portuguesa é composta por:

 

  • Maia – 69.º lugar

  • Matosinhos – 111.º

  • Odivelas – 114.º

  • Almada – 124.º

  • Lisboa – 159.º

  • Braga – 166.º

  • Gondomar – 199.º

  • Funchal – 225.º

 

Este resultado evidencia o desempenho consistente da Maia em áreas-chave como mobilidade, ambiente urbano, serviços e qualidade de vida.

 

 

Um modelo de cidade cada vez mais humana e sustentável

 

A posição alcançada pela Maia não surge por acaso. Ao longo dos últimos anos, o município tem apostado em políticas públicas focadas na melhoria do espaço urbano, na sustentabilidade ambiental e na proximidade com os cidadãos.

 

A combinação entre desenvolvimento económico, planeamento urbano equilibrado e investimento em infraestruturas e serviços tem permitido criar um ambiente propício ao bem-estar da população.

 

 

Portugal ganha visibilidade no mapa da felicidade urbana

 

Embora apenas oito cidades portuguesas integrem o ranking, a presença da Maia no top 100 mundial representa um sinal positivo para o país, demonstrando que é possível competir com cidades de referência internacional.

 

Num contexto global em que a qualidade de vida assume um papel cada vez mais central, este tipo de distinção reforça a importância de políticas urbanas orientadas para as pessoas.

 

 

Uma cidade perto do Porto… e cada vez mais no topo

 

Localizada na Área Metropolitana do Porto, a Maia beneficia também da sua proximidade à Porto, integrando uma região dinâmica e em crescimento.

 

Com este reconhecimento, afirma-se não apenas como uma cidade funcional e bem organizada, mas como um território onde se vive melhor.

 

Mais do que um ranking, este resultado traduz uma realidade cada vez mais evidente: a felicidade urbana constrói-se com visão, investimento e foco nas pessoas — e a Maia está a dar passos firmes nesse caminho.

 

 

📷 Visit Maia

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Eventos, Porto, Urbanismo

A cidade do Porto voltou a destacar-se a nível nacional ao conquistar o Grande Prémio “Redes e Cidades que Caminham 2026”, reforçando a sua posição como referência na criação de espaços urbanos mais acessíveis, sustentáveis e centrados nas pessoas.

 

A distinção foi atribuída no âmbito do IV Congresso Cidades e Vilas que Caminham, que decorreu no Auditório da Fundação Manuel António da Mota e reuniu especialistas, decisores políticos e técnicos para debater o futuro das cidades.

 

 

Um triplo reconhecimento para o Porto

 

Além do grande prémio, o Município arrecadou ainda o primeiro lugar na categoria de reabilitação urbana e uma menção honrosa, num reconhecimento alargado do trabalho desenvolvido na qualificação do espaço público.

 

Os projetos distinguidos foram executados pela GO Porto, que se destacou entre mais de duas dezenas de candidaturas a nível nacional.

 

Entre os projetos premiados está a candidatura que assinala os 25 anos do Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, distinguida na área da reabilitação urbana. Já o programa Rua Direita foi reconhecido com uma menção honrosa, sendo apontado como um exemplo de intervenção estratégica na malha urbana.

 

 

Uma estratégia centrada nas pessoas e na qualidade de vida

 

Presente na cerimónia, a vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, Catarina Araújo, destacou a importância de políticas públicas que valorizem o espaço urbano enquanto local de encontro, convivência e partilha.

 

“É fundamental refletir sobre políticas urbanísticas que qualifiquem o espaço público e o tornem num verdadeiro lugar de encontro”, afirmou, sublinhando o compromisso do município com um investimento estruturado na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

 

 

GO Porto destaca impacto das intervenções urbanas

 

Também durante o congresso, representantes da GO Porto reforçaram o papel da empresa na transformação da cidade.

 

Fernando Monteiro destacou a importância da herança do Porto 2001 na forma como hoje se pensa a reabilitação urbana “Percebemos hoje a importância do sentimento de pertença dos cidadãos em relação à cidade e isso acontece na forma como intervimos no espaço público”.

 

O responsável sublinhou ainda o programa Rua Direita como um exemplo claro de mudança estratégica, colocando o peão no centro das decisões de planeamento urbano.

 

Já Andreia Júnior agradeceu o trabalho das equipas envolvidas e a confiança do município, reforçando o compromisso com uma cidade mais humana e inclusiva.

 

 

Cidades mais resilientes num contexto de mudança climática

 

O congresso ficou também marcado pelo debate em torno da adaptação das cidades às alterações climáticas, um dos maiores desafios da atualidade.

 

Com intervenções de especialistas como Renato Lourenço e Alves da Silva, foram discutidas estratégias para tornar os centros urbanos mais resilientes, sustentáveis e preparados para o futuro.

 

A mobilidade urbana, especialmente a promoção da caminhada, assumiu um papel central nestas reflexões, sendo vista como uma das principais ferramentas para reduzir o impacto ambiental e melhorar a qualidade de vida nas cidades.

 

 

Porto reforça liderança no urbanismo sustentável

 

Com este reconhecimento, o Porto consolida a sua posição como uma das cidades mais caminháveis do país, fruto de uma estratégia consistente que aposta na reabilitação urbana, na valorização do espaço público e na mobilidade sustentável.

 

Num contexto global onde as cidades enfrentam desafios cada vez mais complexos, o exemplo do Porto mostra que é possível conciliar desenvolvimento urbano com qualidade de vida, colocando as pessoas no centro das decisões.

 

Mais do que um prémio, esta distinção representa o reconhecimento de uma visão: a de uma cidade pensada para quem a vive todos os dias.

 

 

📷 The Best of Porto

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Cultura, Economia, Porto

Na Páscoa as montras do Porto enchem-se de cor, açúcar e tradição. Entre ovos de chocolate e doces típicos da época, há um símbolo que resiste ao tempo e continua a marcar gerações: as amêndoas de Páscoa.

 

Mais do que um simples doce, as amêndoas representam partilha, família e memória. E numa cidade onde a tradição se cruza com a excelência artesanal, há um nome incontornável que continua a dar forma e sabor a esta herança: a Arcádia.

 

 

Uma tradição doce que atravessa gerações

 

Oferecer amêndoas na Páscoa é uma tradição profundamente enraizada em Portugal. Coloridas, crocantes, cobertas de açúcar ou envoltas em chocolate, são presença obrigatória em qualquer celebração pascal.

 

Na Arcádia, esta tradição ganha novas dimensões. As amêndoas surgem em dezenas de variedades: chocolate de leite, negro ou branco, caramelo salgado, café, trufa de leite, coco, limão, baunilha, creme de avelã, caramelizadas, torradas ou até versões sem açúcar, uma diversidade que responde aos gostos mais exigentes.

 

Mas há uma especialidade que se destaca pela sua singularidade: as icónicas drageias de licor, verdadeiras pequenas obras de arte, pintadas à mão com minúcia e dedicação, mantendo uma técnica artesanal rara nos dias de hoje.

 

 

Arcádia: quase um século de história no coração do Porto

 

Fundada em 1933 pela família Bastos, a Arcádia nasceu na Praça da Liberdade e rapidamente se tornou uma referência na doçaria nacional. Ao longo de quase um século, a marca conquistou não só os portuenses, mas também visitantes de todo o mundo, incluindo figuras ilustres como escritores, artistas e até membros da realeza.

 

Hoje, continua a ser um negócio familiar, preservando receitas e processos de fabrico tradicionais, apesar da inevitável modernização.

 

Um dos momentos marcantes da sua história remonta a 1950, quando o fundador trouxe de Paris a técnica de produção das drageias de licor. Esse método mantém-se praticamente inalterado até hoje, reforçando o compromisso da marca com a autenticidade.

 

 

A magia acontece nos bastidores

 

Quem passa pela loja da Rua do Almada dificilmente imagina que, nas traseiras, existe uma verdadeira fábrica artesanal onde nascem algumas das delícias mais emblemáticas da Páscoa.

 

Durante esta época, a produção intensifica-se e transforma-se quase num espetáculo. Entre coelhos de chocolate, ovos decorativos e toneladas de amêndoas, tudo é feito com um cuidado meticuloso, muitas vezes à mão.

 

O processo das drageias é particularmente fascinante: após várias camadas de açúcar, cada peça é pintada e moldada individualmente, num trabalho conhecido como “bordar”. O resultado são pequenas esculturas com formas de frutas, legumes ou figuras simbólicas, que combinam tradição, criatividade e sabor.

 

 

Mais do que um doce, uma memória afetiva

 

Para muitos, as amêndoas de Páscoa são mais do que um prazer gastronómico, são uma ligação direta à infância, à família e às origens. Há quem associe estes sabores às viagens, às visitas de familiares ou às tradições mantidas ao longo dos anos.

 

Num mundo em constante mudança, são estes pequenos rituais que mantêm vivas as ligações entre gerações. E no Porto, poucos lugares representam tão bem essa continuidade como a Arcádia.

 

 

Páscoa: tempo de tradição, partilha e sabor

 

Para além das amêndoas, a Páscoa na Arcádia inclui outras iguarias como o tradicional pão-de-ló, ovos decorativos e chocolates artesanais, que fazem desta época uma das mais doces do ano, a par do Natal.

 

Num convite à descoberta, algumas lojas permitem mesmo espreitar o processo de fabrico, aproximando o público da arte e dedicação que estão por detrás de cada doce.

 

Num tempo em que o consumo é muitas vezes rápido e impessoal, a tradição das amêndoas de Páscoa lembra-nos da importância de saborear o momento e de valorizar aquilo que é feito com tempo, história e paixão.

 

 
📷 Arcádia

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