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Mobilidade, Património, Porto, Vila Nova de Gaia

A futura ponte sobre o rio Douro, que irá integrar a nova Linha Rubi do Metro do Porto, já entrou numa nova fase decisiva: a escolha do nome oficial. A partir desta quinta-feira, os cidadãos podem votar no nome da nova travessia que ligará Porto a Vila Nova de Gaia, através do portal participa.pt, num processo público que decorre até 5 de maio.

 

Em votação estão seis propostas finalistas, escolhidas por uma comissão de personalidades ligadas à história, cultura, engenharia e identidade da região.

 

A nova infraestrutura será uma das obras mais importantes da mobilidade metropolitana dos próximos anos, criando uma nova ligação entre as duas margens do Douro e servindo milhares de passageiros diariamente.

 

 

Uma ponte estratégica para o futuro da mobilidade

 

A nova travessia irá unir a zona do Campo Alegre, no Porto, à zona da Arrábida, em Gaia. Além do canal dedicado ao metro ligeiro, a ponte contará também com:

 

  • ciclovia

  • percurso pedonal

  • integração urbana entre as duas margens

  • nova ligação estratégica para transportes públicos

 

A estrutura será elemento central da futura Linha Rubi (Casa da Música – Santo Ovídio), uma das expansões mais relevantes da rede do Metro do Porto.

 

O projeto global tem financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e representa um investimento de centenas de milhões de euros.

 

Além da componente ferroviária, a nova travessia deverá contribuir para:

 

  • reduzir tráfego automóvel

  • aproximar zonas urbanas hoje menos conectadas

  • incentivar mobilidade suave

  • reforçar sustentabilidade metropolitana

 

 

Os seis nomes finalistas

 

Os cidadãos podem escolher entre seis designações possíveis:

 

Ponte da Boa Viagem: Evoca a tradição marítima e a histórica ligação das populações do Porto e Gaia ao mar e às viagens.

 

Ponte Douro: Uma escolha direta e simbólica, centrada no próprio rio que molda a identidade da região.

 

Ponte da Ferreirinha: Homenageia Dona Antónia Adelaide Ferreira, figura maior do vinho do Porto e uma das mulheres mais marcantes da história económica portuguesa.

 

Ponte da Boa Passagem: Recorda o antigo cruzeiro da Boa Passagem, ligado à travessia histórica entre margens.

 

Ponte da União: Representa a ligação secular entre Porto e Gaia e o espírito de cooperação entre as duas cidades.

 

Ponte Engenheiro Joaquim Sarmento: Distinção a um nome prestigiado da engenharia portuguesa, autor de várias obras emblemáticas da região.

 

 

Quem escolheu os finalistas

 

A comissão de seleção responsável pela escolha dos nomes foi composta por cinco personalidades:

 

  • Amândio Barros, historiador

  • Hélder Pacheco, historiador

  • Germano Silva, jornalista e investigador

  • Humberto Varum, engenheiro civil

  • Rui Veloso, músico

 

O objetivo foi reunir propostas com valor histórico, cultural e identitário para ambas as cidades.

 

 

Critérios exigentes para a escolha

 

As propostas tinham de respeitar pelo menos uma destas condições:

 

  • homenagear personalidades falecidas há mais de um ano e de reconhecido mérito

    ou

 

  • representar referências históricas, geográficas, económicas, sociais ou culturais ligadas ao Porto e Gaia.

 

O processo pretende garantir que o nome final tenha significado duradouro e ligação real ao território.

 

 

Nome vencedor será anunciado em junho

 

Após o encerramento da votação popular a 5 de maio, uma comissão final validará a escolha definitiva.

 

Essa comissão será composta por:

 

  • Ricardo Fonseca, ex-presidente da Metro do Porto

  • Fernando Sousa, coordenador do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade

  • Fernanda Ribeiro, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

 

O nome oficial será revelado no dia 2 de junho. Mais do que uma simples estrutura, esta será uma ponte com impacto urbano, económico e simbólico.

 

Como aconteceu com a Ponte Luís I, Ponte da Arrábida ou Ponte do Infante, o nome escolhido poderá atravessar gerações. Agora, a decisão passa também pelos cidadãos.

 

 

📷 Metro do Porto

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Economia, Mobilidade, Porto, Urbanismo

O Porto viveu esta quarta-feira um dia histórico com a inauguração oficial do Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), uma infraestrutura estratégica que promete transformar profundamente a mobilidade urbana e regional.

 

Após anos de espera, promessas adiadas e vários obstáculos, entrou finalmente em funcionamento o novo terminal rodoviário da cidade, pensado para integrar diferentes modos de transporte e reduzir a pressão automóvel no centro urbano.

 

Na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, definiu o momento como “Um marco histórico para a reorganização de todo o sistema de transporte público do Porto e um passo crucial para a descarbonização da cidade.”

 

 

O lugar onde as linhas se encontram

 

Localizado em Campanhã, junto à histórica estação ferroviária, o TIC nasce como grande interface metropolitano e nacional, concentrando autocarros urbanos, interurbanos, internacionais, metro, comboio e táxis num único ponto.

 

Com esta nova infraestrutura, Campanhã reforça o seu papel como principal porta de entrada oriental da cidade e centro nevrálgico da mobilidade no Norte do país. O novo terminal permite ligação direta a:

 

  • Comboios urbanos, regionais e longo curso

  • Rede do Metro do Porto

  • Rede STCP

  • Operadores rodoviários privados

  • Táxis e TVDE

  • Estacionamento automóvel e bicicletas

 

 

Mais de 13 milhões de euros investidos

 

A obra representou um investimento municipal superior a 13,2 milhões de euros, contando com apoio financeiro europeu através do FEDER e financiamento público nacional e regional.

 

A gestão da empreitada esteve a cargo da empresa municipal GO Porto, enquanto a operação diária passou para a STCP Serviços.

 

 

Campanhã ganha também um grande pulmão verde

 

Um dos aspetos mais inovadores do projeto é a forte componente ambiental. Além da infraestrutura de transportes, nasceu sobre e em torno do edifício uma ampla zona verde, com mais de 4,6 hectares de área ajardinada.

 

Entre os principais números destacam-se:

 

  • 1.600 árvores plantadas

  • 50 mil m² de implantação total

  • 24 mil m² de construção

  • Maior cobertura verde alguma vez instalada num edifício público da cidade

 

O terminal integra assim mobilidade e sustentabilidade, funcionando também como novo parque urbano para Campanhã.

 

 

Até 120 mil passageiros por dia

 

O TIC foi desenhado para responder às necessidades presentes e futuras da cidade e da Área Metropolitana do Porto.

 

Capacidade estimada:

 

  • 8 cais de embarque e desembarque em rotação

  • Até 1.000 serviços diários

  • Até 120 mil passageiros por dia

  • Cerca de 43 milhões de utilizadores por ano

 

Foram ainda criados 55 postos de trabalho imediatos ligados à operação.

 

 

Menos trânsito e menos poluição no centro do Porto

 

A nova centralidade permitirá retirar circulação pesada de passageiros de várias zonas centrais da cidade, reduzindo congestionamento e emissões poluentes.

 

Segundo dados divulgados, o impacto ambiental poderá representar uma redução anual equivalente a 1.776 toneladas equivalentes de petróleo consumido.

 

Rui Moreira deixou um aviso claro “Desenganem-se aqueles que acham que a circulação de veículos pesados de passageiros no Porto vai continuar igual” e acrescentou que “Seremos implacáveis na regulação definitiva do transporte interurbano regional e internacional na cidade.”

 

 

Uma promessa antiga finalmente cumprida

 

A necessidade de um terminal intermodal em Campanhã remontava a 2003, quando o projeto foi inicialmente prometido pelo Estado.

 

Durante anos, o processo ficou bloqueado, só sendo desbloqueado após o chamado Acordo do Porto, assinado em 2015, no qual o Município assumiu a construção em troca da cedência dos terrenos.

 

Cronologia:

 

  • 2016 – Lançamento do concurso

  • 2017 – Apresentação do projeto vencedor, assinado por Nuno Brandão Costa

  • 2018 – Concurso da empreitada

  • 2019 – Início das obras

  • 2022 – Inauguração oficial

 

 

Rui Moreira destaca reabilitação da zona oriental

 

O autarca portuense aproveitou o momento para sublinhar a aposta estratégica na zona oriental da cidade. “Cumprimos um dos nossos maiores desígnios: reabilitar as politicamente esquecidas zona oriental e freguesia de Campanhã.”

 

Campanhã, durante décadas marcada por abandono e subaproveitamento urbano, ganha assim uma das mais importantes infraestruturas da cidade no século XXI.

 

 

Nova era para a mobilidade portuense

 

Com o TIC, o Porto reforça a sua visão de cidade moderna, integrada e sustentável, onde o transporte público assume papel central. A nova infraestrutura junta-se a outros polos estratégicos como:

 

  • Interface da Casa da Música

  • Futuro polo do Hospital de São João

  • Requalificação das Camélias

  • Investimentos da Metro do Porto e STCP

 

 

Campanhã transforma-se numa nova centralidade urbana

 

Mais do que um terminal, o TIC representa uma nova centralidade urbana. Ali onde durante anos existiram terrenos subutilizados, nasce agora uma porta moderna de entrada na cidade, um parque verde e uma plataforma de mobilidade preparada para o futuro.

O Porto esperou muitos anos, mas hoje, Campanhã entrou definitivamente no mapa das grandes transformações urbanas.

 

 

📷 Porto

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Economia, Património, Porto, Sociedade, Turismo

Um dos maiores símbolos gastronómicos da cidade do Porto voltou finalmente a abrir portas. A histórica A Regaleira reabriu ao público no dia 1 de julho de 2021, devolvendo à Invicta a receita original da francesinha, aquela que nasceu em 1952 e que marcou gerações.

 

Depois de um encerramento forçado em 2018, o regresso deste emblemático restaurante representa muito mais do que uma simples reabertura: é o recuperar de uma tradição profundamente enraizada na identidade portuense.

 

 

Uma reabertura esperada… e inevitável

 

Para os irmãos Francisco Passos e Tiago Passos, netos do fundador António Passos, a reabertura sempre foi uma certeza, mesmo sem saberem quando ou como iria acontecer.

 

“Nunca houve um momento-chave. Quando fechámos, sabíamos que íamos reabrir”, revelou Francisco Passos.

 

A saída do espaço original, motivada pela especulação imobiliária, obrigou a família a interromper temporariamente a atividade. Ainda assim, nunca deixou de existir a vontade de devolver à cidade um dos seus maiores ícones gastronómicos.

 

 

Novo espaço, mesma alma

 

A nova Regaleira surge na mesma rua, a Rua do Bonjardim, a poucos metros do local original, mantendo a ligação emocional com os clientes habituais.

 

Embora o espaço tenha sido renovado, há vários elementos que preservam a memória da casa:

 

  • Fotografias e quadros antigos

  • Objetos do restaurante original expostos

  • Um lambrim dos anos 50 na sala inferior

  • Parte da equipa histórica de sala

 

“Os equipamentos são novos, mas o conceito e as pessoas são os antigos”, sublinha Francisco.

 

 

A francesinha original… tal como nasceu

 

O grande destaque continua a ser a verdadeira francesinha da Regaleira, uma receita única, diferente das versões mais populares que hoje se encontram pela cidade.

 

Criada em 1952 por Daniel David da Silva, esta versão distingue-se por vários detalhes:

 

  • Utiliza pão biju em vez de pão de forma

  • A carne é perna de porco assada, e não bife

  • Não inclui automaticamente ovo nem batatas fritas

  • O molho mantém a receita original, guardada ao longo de décadas

 

Mais do que um prato, trata-se de um legado gastronómico que permanece praticamente inalterado desde a sua criação.

 

 

Uma história que nasce de uma homenagem

 

A origem da francesinha está envolta em curiosidade e criatividade. Conta-se que Daniel David da Silva, inspirado pelas suas viagens pela Europa, criou este prato como uma homenagem às mulheres francesas, consideradas mais ousadas e “picantes”.

 

O resultado foi uma sanduíche intensa, acompanhada por um molho igualmente marcante, que rapidamente conquistou os clientes da Regaleira. O nome surgiu naturalmente: francesinha.

 

 

Uma novidade à altura da tradição

 

Apesar do respeito pela tradição, a nova fase da Regaleira traz também inovação.

 

Uma das grandes novidades é a criação de uma cerveja artesanal exclusiva, desenvolvida para harmonizar com a francesinha. O projeto contou com a colaboração do mestre cervejeiro Gilberto Palmeira, que criou várias receitas até chegar à versão final escolhida.

 

 

Coragem em tempos difíceis

 

A reabertura acontece num contexto particularmente desafiante para a restauração, marcado pelos efeitos da pandemia.

 

“Foi um risco extremamente ponderado”, admite Francisco Passos. “Sabemos que não é o momento ideal, mas era a oportunidade que tínhamos.”

 

Num período em que muitos restaurantes encerram, a decisão de reabrir revela não só coragem, mas também uma forte ligação emocional à cidade e à sua história.

 

 

Mais do que um restaurante, um símbolo da cidade

 

A Regaleira não é apenas mais um restaurante no Porto. É um espaço que faz parte da memória coletiva, um ponto de encontro de gerações e um marco da identidade gastronómica da cidade.

 

O regresso da casa onde nasceu a francesinha original representa, por isso, um momento especial para todos os portuenses, e para quem visita a cidade em busca da sua essência.

 

 

O sabor de sempre, no Porto de hoje

 

Quem entrar na nova Regaleira encontrará um espaço renovado, mas com a mesma alma de sempre. A mesma família. A mesma história. O mesmo sabor.

 

E, acima de tudo, a certeza de que algumas tradições resistem ao tempo — e continuam a fazer do Porto um lugar único.

 

 

📷 A Regaleira

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Ambiente, Porto, Turismo, Urbanismo

O Porto volta a ser distinguido internacionalmente! Três dos seus mais emblemáticos espaços verdes — o Parque da Cidade, o Jardim do Passeio Alegre e o Jardim Botânico do Porto — receberam o Green Flag Award, um prestigiado selo internacional de qualidade atribuído pela organização britânica Keep Britain Tidy, em parceria com o Ministério da Habitação, Comunidades e Governo Local do Reino Unido.

 

Esta distinção reconhece os melhores parques e jardins do mundo, premiando locais que alcançam elevados padrões de excelência na gestão, manutenção, sustentabilidade ambiental e envolvimento comunitário.

 

 

Critérios de excelência do Green Flag Award

 

Desde 1996, o Green Flag Award avalia espaços verdes públicos segundo um conjunto rigoroso de critérios. Entre os principais estão a manutenção e limpeza exemplar, a segurança e acolhimento dos visitantes, a preservação da biodiversidade e do património cultural, e ainda a existência de um plano de gestão sustentável e participado pela comunidade.

 

A cidade do Porto, através da sua Câmara Municipal e das equipas de manutenção dos espaços, vê assim reconhecido o trabalho contínuo em prol da qualidade de vida urbana e da preservação ambiental.

 

 

Os espaços distinguidos

 

Parque da Cidade do Porto


Com cerca de 83 hectares de área verde, o Parque da Cidade é o maior parque urbano de Portugal, estendendo-se até ao Atlântico. O seu equilíbrio entre natureza, desporto e lazer fez dele um dos cinco melhores parques do mundo em edições anteriores do prémio.

 

Jardim do Passeio Alegre


Situado na Foz do Douro, o Passeio Alegre combina património histórico, paisagem marítima e espécies arbóreas centenárias. Para além do Green Flag Award, recebeu também a distinção de Green Heritage Site, que realça o seu valor histórico e cultural.

 

Jardim Botânico do Porto


Integrado no Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP), o Jardim Botânico ocupa cerca de quatro hectares e mantém uma forte ligação à investigação científica e educação ambiental, sendo um dos locais mais visitados e emblemáticos da cidade.

 

 

Um reconhecimento que reforça a imagem do Porto

 

Estas distinções reforçam o posicionamento do Porto como cidade verde e sustentável, valorizando o seu património natural e urbano. São também um estímulo para continuar a investir na qualidade ambiental e no bem-estar dos cidadãos, tornando o Porto um exemplo de cidade europeia amiga da natureza e das pessoas.

 

 

📷 City Guide Porto

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Sem categoria

Vila Nova de Gaia ganhou esta sexta-feira um dos mais ambiciosos projetos turísticos e culturais das últimas décadas com a inauguração do World of Wine, conhecido internacionalmente como WOW.

 

Instalado na encosta histórica de Gaia, entre o rio Douro e o The Yeatman, o novo espaço nasce como um grande quarteirão cultural e enoturístico, reunindo museus, restaurantes, lojas, escola de vinhos e áreas para eventos, tudo com uma vista privilegiada sobre a cidade do Porto.

 

O projeto resulta de um investimento superior a 100 milhões de euros por parte do grupo The Fladgate Partnership e representa uma nova etapa na valorização internacional da região.

 

 

Um novo bairro para descobrir

 

Mais do que um equipamento turístico, o WOW assume-se como um verdadeiro bairro cultural, recuperando antigos armazéns e caves históricas de vinho do Porto, nomeadamente ligados às marcas Taylor’s e Croft.

 

Ao todo, o espaço ultrapassa os 30 mil metros quadrados e integra:

 

  • Cinco museus temáticos

  • Oito restaurantes e cafés

  • Escola de vinhos

  • Lojas especializadas

  • Espaços para exposições

  • Salas para eventos corporativos e privados

  • Praça central ao ar livre

  • Miradouros panorâmicos sobre o Douro e Porto

 

A zona, outrora exclusivamente industrial, transforma-se agora num novo centro de lazer, cultura e turismo.

 

 

Cinco museus para viver experiências únicas

 

Uma das grandes apostas do WOW passa pela componente museológica, concebida para públicos nacionais e internacionais. Entre os espaços inaugurados encontram-se:

 

 

The Wine Experience

 

Uma viagem pelo universo do vinho, explicando terroirs, castas, aromas, produção e degustação.

 

 

Porto Region Across The Ages

 

Museu dedicado à história da cidade do Porto e da região Norte, desde a antiguidade até aos dias de hoje.

 

 

The Bridge Collection

 

Uma extraordinária coleção privada com mais de 1.500 recipientes ligados ao ritual da bebida, alguns datados de 7000 a.C.

 

 

Planet Cork

 

Experiência dedicada à cortiça portuguesa, um dos grandes símbolos industriais do país.

 

 

Porto Fashion & Fabric Museum


Museu que valoriza a tradição têxtil e a criatividade da moda portuguesa.

 

 

Gastronomia com assinatura e vistas únicas

 

O WOW abriu também portas com vários conceitos gastronómicos, apostando em experiências distintas para diferentes públicos.

 

Entre restaurantes, wine bars, cafés e esplanadas, os visitantes podem provar cozinha tradicional portuguesa, propostas internacionais e harmonizações vínicas num ambiente sofisticado e descontraído.

 

Tudo isto enquadrado por uma praça ampla com uma das mais belas vistas sobre o rio Douro, a Ribeira do Porto e a zona histórica portuense.

 

 

Adrian Bridge destaca nova oferta para a região

 

O diretor executivo do WOW, Adrian Bridge, explicou que o projeto pretende reforçar a atratividade da região e valorizar setores onde Portugal é referência. “O objetivo é reforçar a oferta cultural e museológica, proporcionando mais bons motivos para viver a cidade.”

 

Acrescentou ainda “Com estas experiências queremos destacar o enorme potencial da região nas áreas em que é especialista: vinho, cortiça, têxtil e moda.”

 

 

Recuperar o passado para construir o futuro

 

Um dos elementos mais elogiados do WOW é precisamente a recuperação arquitetónica dos antigos armazéns vínicos da encosta de Gaia.

 

A intervenção combinou património industrial com linhas contemporâneas, criando espaços modernos sem apagar a memória histórica do local. O projeto arquitetónico esteve a cargo do gabinete Broadway Malyan.

 

 

Novo impulso para Gaia e para o turismo nacional

 

A inauguração do WOW acontece num período particularmente desafiante para o turismo mundial, marcado pela pandemia de 2020.

 

Ainda assim, o novo espaço surge como sinal de confiança no futuro e de aposta estratégica na região do Douro e Grande Porto.

 

A expectativa é que o WOW se torne rapidamente num dos principais polos turísticos do país, atraindo visitantes nacionais e estrangeiros durante todo o ano.

 

 

Entrada livre no quarteirão

 

O acesso ao espaço exterior do WOW é gratuito, permitindo passear pelas ruas internas, praça central, lojas e zonas panorâmicas sem qualquer custo.

 

As experiências museológicas funcionam mediante bilhete individual ou combinado, com opções para famílias, grupos e escolas.

 

 

Gaia ganha novo cartão de visita

 

Com a abertura do World of Wine, Vila Nova de Gaia reforça a sua identidade ligada ao vinho do Porto, mas expande-a agora para um conceito mais abrangente, moderno e internacional.

 

O WOW junta património, inovação, cultura, gastronomia e paisagem num só lugar.

 

E a partir de amanhã, quem visitar Gaia passa a ter mais um motivo obrigatório para subir a encosta.

 

 

📷 WOW

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Economia, Vila Nova de Gaia

A cadeia espanhola Mercadona abriu oficialmente a sua primeira loja em Portugal, marcando um momento histórico na sua estratégia de internacionalização.

 

O novo supermercado, localizado em Canidelo, abriu portas ao público às 9h00, tendo a inauguração sido antecipada em uma hora devido à elevada afluência de clientes.

 

 

Primeiros passos em território nacional

 

A entrada da Mercadona no mercado português representa um passo decisivo para o grupo liderado por Juan Roig, sendo este o seu primeiro projeto fora de Espanha. A aposta em Portugal surge como uma escolha estratégica, sustentada pela proximidade geográfica e pelos laços culturais entre os dois países.

 

Na véspera da inauguração, Juan Roig destacou a importância deste momento, sublinhando o orgulho da empresa em iniciar a sua expansão internacional em território português, reforçando a intenção de construir relações sólidas com produtores e parceiros locais.

 

 

Investimento e expansão prevista

 

A Mercadona prevê investir cerca de 260 milhões de euros em Portugal ao longo dos próximos três anos, com a abertura de 10 lojas inicialmente planeadas. Até ao final de julho de 2019, o grupo anunciou ainda a inauguração de mais três supermercados na região Norte, nomeadamente em Matosinhos, Maia e Gondomar.

 

A médio prazo, o objetivo passa por alcançar uma rede de cerca de 150 lojas em território nacional, consolidando a presença da marca e reforçando a sua competitividade no setor do retalho alimentar.

 

 

Impacto económico e criação de emprego

 

A loja de Canidelo representou um investimento de aproximadamente 8 milhões de euros e criou 85 postos de trabalho diretos, integrando um universo de cerca de 900 colaboradores já contratados em Portugal. A empresa estima atingir os 1100 trabalhadores até ao final de 2019, evidenciando o impacto significativo da sua entrada no mercado nacional.

 

Além disso, a estratégia da Mercadona passa também pela colaboração com fornecedores portugueses, promovendo a produção local e contribuindo para o crescimento da economia nacional.

 

 

Infraestruturas logísticas e crescimento sustentado

 

Para suportar a sua operação em Portugal, a empresa prevê a construção de um novo centro logístico na região de Lisboa, que irá complementar a unidade já existente na Póvoa de Varzim, responsável pelo abastecimento das lojas no Norte do país.

 

Esta aposta em infraestruturas logísticas é fundamental para garantir eficiência na distribuição e qualidade no serviço prestado aos clientes.

 

 

Um mercado em transformação

 

A chegada da Mercadona ocorre num contexto de forte dinamismo no setor do retalho alimentar em Portugal. Nos últimos anos, o mercado tem assistido a um crescimento significativo do número de lojas, impulsionado por grandes grupos como a Sonae e a Jerónimo Martins.

 

Segundo dados do Sales Index 2019, da Markest Consulting, o número de supermercados em Portugal atingiu os 2820 até ao final de 2018, refletindo uma concorrência cada vez mais intensa e diversificada.

 

 

Um marco histórico para a Mercadona

 

A inauguração da primeira loja em Portugal representa não apenas um novo capítulo na história da Mercadona, mas também um sinal claro da atratividade do mercado português para investidores internacionais. Com um plano ambicioso de crescimento e uma forte aposta na proximidade ao consumidor, a marca espanhola inicia assim um percurso que promete transformar o panorama do retalho alimentar no país.

 

 

📷 Mercadona

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Mobilidade, Porto, Turismo

O Aeroporto Francisco Sá Carneiro, mais conhecido como Aeroporto do Porto, voltou a destacar-se no panorama internacional ao ser distinguido pelo Airports Council International (ACI) com o prémio “Best Airport” na categoria de infraestruturas que recebem entre 5 e 15 milhões de passageiros por ano.


O galardão, referente ao ano de 2018, reforça a reputação de excelência do aeroporto português e consolida a cidade do Porto como uma das principais portas de entrada da Europa.

 

 

O prémio “Best Airport”: o que está por trás da distinção

 

A atribuição deste prémio resulta de um rigoroso estudo de satisfação — o Airport Service Quality Survey (ASQ) — conduzido pela ACI junto de milhares de passageiros em todo o mundo. O inquérito avalia 34 indicadores de desempenho, entre os quais se destacam:

 

  • A qualidade do atendimento e cortesia dos funcionários;

 

  • A eficiência nos tempos de espera;

 

  • A limpeza das instalações;

 

  • O conforto das zonas de embarque e chegada;

 

  • E a oferta de serviços complementares, como lojas, restauração e transportes de ligação.

 

De acordo com o estudo, o Aeroporto do Porto obteve uma das pontuações mais elevadas da Europa, refletindo o esforço contínuo da ANA – Aeroportos de Portugal e da VINCI Airports em proporcionar uma experiência de viagem moderna, segura e acolhedora.

 

 

Crescimento sustentado e aumento de passageiros

 

O ano de 2018 foi marcante para o aeroporto portuense. Com 11,9 milhões de passageiros movimentados, registou um crescimento de 10,7% face a 2017, confirmando a tendência de expansão iniciada na última década.


O aumento do tráfego aéreo está diretamente relacionado com:

 

  • O reforço das ligações internacionais, nomeadamente para destinos europeus de grande procura como Londres, Paris, Madrid, Genebra e Frankfurt;

 

  • A entrada de novas companhias aéreas low-cost;

 

  • E o crescimento do turismo na região Norte, impulsionado pela atratividade cultural e gastronómica do Porto e pelo dinamismo económico da área metropolitana.

 

 

A importância estratégica do Aeroporto Francisco Sá Carneiro

 

Localizado em Maia, a apenas 11 quilómetros do centro do Porto, o aeroporto é uma infraestrutura moderna e premiada pela sua eficiência.


Tem desempenhado um papel essencial no desenvolvimento económico do Norte de Portugal, servindo não apenas o Grande Porto, mas também regiões como o Minho, Trás-os-Montes e até a Galiza, em Espanha.

 

Além do impacto direto no turismo, o aeroporto é também um motor de atração de investimento estrangeiro e de exportação de bens de alto valor acrescentado, nomeadamente nos setores tecnológico e industrial.

 

 

Airports Council International: a voz dos aeroportos no mundo

 

O Airports Council International (ACI) é a única associação profissional global de operadores aeroportuários, representando mais de 646 membros que operam 1.960 aeroportos em 176 países.


A organização tem como missão promover padrões elevados de segurança, eficiência e sustentabilidade no setor da aviação.


O prémio “Best Airport” é uma das suas distinções mais prestigiadas, reconhecendo as infraestruturas que mais se destacam pela qualidade do serviço ao cliente e pela inovação operacional.

 

 

O futuro do aeroporto: modernização e sustentabilidade

 

Nos últimos anos, têm sido anunciados planos de expansão e modernização para aumentar a capacidade do aeroporto e melhorar ainda mais a experiência dos passageiros. Entre as prioridades estão:

 

  • A ampliação das zonas de embarque;

 

  • O reforço da eficiência energética e sustentabilidade ambiental;

 

  • E a integração de tecnologias inteligentes para agilizar processos e reduzir tempos de espera.

 

Estas medidas pretendem garantir que o Aeroporto do Porto continua a ser um exemplo de qualidade, inovação e hospitalidade no panorama europeu.

 

 

Um orgulho para Portugal e para o Norte

 

A distinção atribuída pelo Airports Council International confirma aquilo que muitos viajantes já sabiam: o Aeroporto do Porto é um dos melhores da Europa.


Mais do que um simples ponto de partida ou chegada, é hoje um símbolo do dinamismo e da modernidade do Norte de Portugal — um reflexo da hospitalidade, eficiência e capacidade de adaptação que tornam o país um destino cada vez mais competitivo no setor do turismo e dos transportes aéreos.



📷 Vinci Airports
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Economia, Eventos, Porto, Turismo

A Avenida dos Aliados, o coração pulsante da cidade do Porto, foi o palco escolhido por mais de 200.000 pessoas para celebrar a passagem de ano de 2018 para 2019. Este evento consolidou-se como uma das maiores festas de réveillon ao ar livre em Portugal, destacando-se pela sua organização, segurança e ambiente festivo.

 

 

Música ao vivo com Pedro Abrunhosa

 

O destaque da noite foi a atuação do renomado músico portuense Pedro Abrunhosa, que subiu ao palco principal da cidade às 23h00. Com o tema “Vem Ter Comigo aos Aliados”, Abrunhosa apresentou o seu novo álbum, Espiritual, e interpretou alguns dos seus maiores sucessos, contagiando a multidão com a sua energia e talento.

 

 

Fogo-de-artifício e celebração

 

À meia-noite, o céu da cidade foi iluminado por um espetacular espetáculo de fogo de artifício, lançado a partir do edifício da Câmara Municipal do Porto. Este momento mágico marcou a entrada de 2019, sendo acompanhado por milhares de pessoas que celebraram juntas a chegada do novo ano.

 

 

Palcos alternativos e animação pela baixa

 

Além do palco principal na Avenida dos Aliados, a Baixa do Porto contou com mais três palcos alternativos, onde DJs locais animaram os presentes com diversos estilos musicais. Esta descentralização permitiu que mais pessoas participassem da festa, espalhando a animação por várias zonas da cidade.

 

 

Transporte público reforçado

 

Para garantir a segurança e o conforto dos participantes, o serviço de transporte público foi reforçado. A STCP e o Metro do Porto operaram durante toda a noite, com horários alargados, facilitando o acesso e a mobilidade dos cidadãos que escolheram celebrar no centro da cidade.

 

 

📷 Porto

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Património, Porto, Urbanismo

As tão aguardadas obras de recuperação do Mercado do Bolhão arrancaram oficialmente esta terça-feira, marcando o início de um dos projetos mais emblemáticos de requalificação urbana do Porto. Classificado como Monumento de Interesse Público desde 2013, o edifício centenário entra agora numa nova fase da sua história, com o objetivo de devolver à cidade o espírito autêntico de um mercado tradicional e popular.

 

A Câmara Municipal do Porto adjudicou a empreitada e confirmou a entrada das primeiras máquinas no local. Segundo a autarquia, a intervenção deverá estar concluída no prazo de dois anos, devolvendo à cidade “um dos seus mais importantes valores patrimoniais, intacto na sua essência e sempre como mercado tradicional e público de frescos, como nasceu”.

 

 

Um projeto esperado há mais de três décadas

 

A reabilitação do Bolhão tem sido um desejo antigo de portuenses, comerciantes e autarcas. Este é já o quarto projeto de recuperação do mercado em 30 anos, depois de várias tentativas falhadas devido a divergências entre os planos apresentados e as preocupações de preservação histórica expressas pela população e pelos vendedores.

 

A atual intervenção representa, segundo o município, um compromisso entre a modernização necessária e a defesa da identidade arquitetónica e cultural do edifício. O objetivo é garantir que o Bolhão mantém o seu carácter de mercado de frescos, continuando a ser um espaço de comércio tradicional e convivência, mas com condições estruturais, higiénicas e logísticas totalmente renovadas.

 

 

Primeira fase: estabilização e preparação estrutural

 

Antes do arranque formal das obras, a primeira fase da modernização começou em agosto de 2016, com um investimento de 800 mil euros. Essa etapa inicial incluiu o desvio de infraestruturas e de uma linha de água para as ruas Sá da Bandeira e Fernandes Tomás, permitindo preparar o edifício para a reabilitação profunda agora em curso.

 

O plano contemplou ainda a criação das condições necessárias para a estabilização do edifício, a construção de uma cave logística e de um túnel de ligação entre a Rua do Ateneu e a futura cave do mercado, garantindo a eficiência no abastecimento e a melhoria das acessibilidades.

 

 

O que está previsto na reabilitação integral

 

De acordo com o programa da obra geral, a intervenção inclui a reabilitação e consolidação estrutural das fachadas e coberturas, a criação de um piso subterrâneo, bem como novos acessos pedonais e um conjunto de obras de reforço estrutural no interior do edifício.

 

O projeto prevê ainda a valorização do espaço público envolvente, integrando o Bolhão de forma harmoniosa na dinâmica urbana da Baixa do Porto, área que tem vindo a ser alvo de uma ampla requalificação nos últimos anos.

 

 

Um símbolo de identidade portuense

 

Mais do que uma simples intervenção de engenharia, a recuperação do Mercado do Bolhão representa um ato de preservação da memória coletiva do Porto. O mercado, inaugurado em 1914 e conhecido pelo seu traçado neoclássico, é um dos espaços mais visitados e fotografados da cidade, sendo também um ponto de encontro entre gerações de comerciantes e clientes.

 

Quando reabrir, o Bolhão deverá manter a sua função original, aliando tradição e modernidade, e reafirmando o seu papel como símbolo da alma portuense — um espaço onde o comércio, a cultura e a autenticidade se cruzam diariamente.

 

 

O futuro do Bolhão e o impacto na cidade

 

Com as obras em curso, o Porto reafirma a sua aposta na reabilitação urbana e na valorização do património histórico, procurando equilibrar o desenvolvimento económico com a preservação da identidade local.


A conclusão do projeto não só trará benefícios aos comerciantes e moradores, como também reforçará o potencial turístico e cultural da Baixa, tornando o Mercado do Bolhão novamente num cartão de visita da cidade.

 

 

📷 GO Porto

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Economia, Património, Porto, Urbanismo

A cidade do Porto viveu hoje um momento histórico com a abertura oficial do Mercado Temporário do Bolhão, instalado no centro comercial La Vie. A inauguração marca o início de uma nova fase para um dos espaços mais emblemáticos da Invicta.

 

Depois de décadas de espera por obras de requalificação, o centenário Mercado do Bolhão encerrou portas no passado sábado, dando lugar a um processo de modernização que deverá durar cerca de dois anos.

 

 

Um novo espaço para preservar uma tradição

 

O Mercado Temporário do Bolhão surge como solução para garantir a continuidade da atividade dos comerciantes durante o período de obras.

 

Instalado numa área de cerca de 5.600 metros quadrados no piso -1 do La Vie, o espaço acolhe mais de 80 lojistas, distribuídos por:

  • 61 bancas de produtos frescos, como peixe, carne, fruta e legumes

  • Quatro restaurantes

  • Diversas áreas de apoio

 

Com um investimento municipal de cerca de 850 mil euros, o novo mercado apresenta condições modernas e funcionais, permitindo aos comerciantes manter a sua atividade com maior conforto.

 

 

Marcelo assinala abertura com banho de multidão

 

A inauguração contou com a presença do Marcelo Rebelo de Sousa, que assinalou o primeiro dia de funcionamento do mercado.

 

O Presidente da República iniciou a visita junto ao edifício original, acompanhado pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, percorrendo depois a curta distância até ao espaço temporário.

 

Recebido com entusiasmo pelos comerciantes e visitantes, Marcelo destacou o simbolismo deste momento e mostrou-se impressionado com as condições do novo mercado, afirmando que superou as suas expectativas.

 

 

 

 

Uma transição preparada ao detalhe

 

A transferência dos comerciantes decorreu entre os dias 28 e 30 de abril, cumprindo o calendário definido pela autarquia.

 

O processo foi acompanhado por um extenso trabalho de proximidade, que incluiu centenas de reuniões individuais com os lojistas, garantindo a salvaguarda dos seus direitos históricos e a continuidade da atividade.

 

Dos cerca de 140 comerciantes do Bolhão:

 

  • Mais de 80 aceitaram integrar o mercado temporário

  • Cerca de 100 manifestaram intenção de regressar ao espaço original após as obras

  • Outros optaram por cessar atividade ou procurar alternativas


 

Mais horários, melhores condições

 

Uma das novidades do Mercado Temporário do Bolhão é o alargamento do horário de funcionamento:

 

  • Dias úteis: até às 20h00 (antes encerrava às 17h00)

  • Sábados: até às 18h00 (antes encerrava às 13h00)

 

Esta alteração visa adaptar o mercado aos hábitos atuais dos consumidores, sem perder a sua essência tradicional.

 

 



Um projeto esperado há mais de 40 anos

 

A requalificação do Bolhão é uma das intervenções mais aguardadas pela cidade, depois de várias tentativas falhadas ao longo das últimas décadas.

 

O atual projeto, apresentado em 2015 por Rui Moreira, resultou de um extenso estudo socioeconómico e de um trabalho contínuo junto dos comerciantes, que permitiu alcançar um consenso alargado.

 

As decisões foram aprovadas por unanimidade na Assembleia Municipal, num raro momento de consenso político.

 

 

Obras avançam com financiamento assegurado

 

A empreitada de reabilitação, que arrancará já este mês, será gerida pela GO Porto e conta com financiamento próprio da autarquia, complementado por candidaturas a fundos comunitários.

 

A solidez financeira do município permitiu avançar com o projeto sem dependência externa, garantindo a sua execução.

 

 

O espírito do Bolhão continua vivo

 

Apesar da mudança de localização, a mensagem é clara: o Bolhão não desapareceu, apenas mudou temporariamente de casa.

 

A Câmara do Porto aposta agora numa forte campanha de comunicação para garantir que a nova localização é rapidamente reconhecida pelos cidadãos e visitantes.

 

Mais do que um mercado, o Bolhão é um símbolo da cidade. E enquanto o edifício original se prepara para renascer, o Mercado Temporário assegura que a sua alma continua bem presente no quotidiano dos portuenses.

 

 

Regresso já tem data… e promessa

 

O compromisso está assumido: dentro de dois anos, os comerciantes regressarão ao renovado Mercado do Bolhão, que manterá a sua identidade como mercado de frescos.

 

Até lá, o Mercado Temporário será o palco onde tradição e modernidade se encontram, garantindo que uma das maiores referências do Porto continua viva.

 

 

📷 GO Porto

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