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Cultura, Economia, Porto

Inaugurado a 9 de outubro de 1976, o Shopping Brasília assinalou meio século de história. Pioneiro no comércio moderno em Portugal e na Península Ibérica, o emblemático espaço da Boavista atravessou gerações, resistiu a crises e reinventa-se para continuar a fazer parte da vida dos portuenses.

 

O Shopping Brasília, situado na Praça de Mouzinho de Albuquerque, junto à Rotunda da Boavista, no Porto, celebrou, a 9 de outubro de 2026, o seu 50.º aniversário. Inaugurado em 1976, é reconhecido como o primeiro centro comercial da Península Ibérica, tendo desempenhado um papel pioneiro na transformação dos hábitos de consumo e da vida comercial da cidade.

 

Durante cinco décadas, o Brasília foi palco de encontros, descobertas e memórias que atravessaram gerações. Das primeiras viagens nas escadas rolantes às tardes passadas entre montras, cafés e lojas, o espaço tornou-se muito mais do que um destino de compras: passou a integrar a identidade urbana e afetiva do Porto.

 

Depois de conhecer períodos de grande prosperidade, o centro comercial enfrentou desafios significativos, nomeadamente a abertura de grandes superfícies comerciais mais modernas, as sucessivas crises económicas e os efeitos da pandemia de COVID-19. Apesar das dificuldades, manteve-se em funcionamento e iniciou, nos últimos anos, um processo de revitalização destinado a recuperar a sua atratividade.

 

As comemorações do cinquentenário, realizadas ao longo da primeira quinzena de outubro, celebraram não apenas o passado de um espaço emblemático, mas também a ambição de construir um novo capítulo na sua história.

 

 

1976: o nascimento de um centro comercial que revolucionou o Porto

 

Quando abriu portas, a 9 de outubro de 1976, o Shopping Brasília representou uma verdadeira inovação no panorama comercial português. Numa época em que o comércio tradicional se concentrava sobretudo nas lojas de rua, o novo empreendimento apresentou um conceito que reunia dezenas de estabelecimentos num único espaço, proporcionando uma experiência de consumo até então pouco habitual.

 

Um dos maiores símbolos dessa modernidade eram as escadas rolantes. A novidade despertava tanta curiosidade que famílias inteiras se deslocavam à Boavista para experimentar aquele equipamento, subindo e descendo repetidamente, muitas vezes sem qualquer intenção de fazer compras.

 

O fenómeno ultrapassou as fronteiras da cidade. Visitantes de diferentes regiões de Portugal e até de Espanha deslocavam-se ao Porto para conhecer o centro comercial, que rapidamente se transformou numa atração turística e num símbolo de modernidade.

 

Na sua configuração inicial, o Brasília reunia cerca de 242 lojas e uma sala de cinema com aproximadamente 400 lugares. A diversidade comercial, que incluía estabelecimentos de vestuário, acessórios, joalharia e restauração, contribuiu para consolidar a sua posição como um dos principais polos comerciais da região.

 

 

Um espaço pioneiro nos hábitos de consumo e nos horários do comércio

 

O impacto do Shopping Brasília não se limitou à arquitetura ou à concentração de estabelecimentos comerciais. O centro introduziu também novas práticas de funcionamento que contribuíram para alterar os hábitos de consumo dos portugueses.

 

Entre as principais inovações destacou-se o prolongamento dos horários de abertura das lojas até à meia-noite, numa altura em que o comércio tradicional encerrava significativamente mais cedo. Esta mudança permitiu aos consumidores realizar compras depois do horário de trabalho e criou novas dinâmicas de circulação e convivência.

 

O funcionamento alargado exigiu uma organização laboral diferente, com vários turnos de trabalhadores, contribuindo para transformar o centro comercial num espaço de atividade praticamente contínua ao longo do dia.

 

A sua influência estendeu-se à vida social da cidade. Durante vários anos, o Brasília foi um dos locais de eleição para encontros entre amigos, passeios familiares e momentos de lazer, numa época em que os centros comerciais ainda não faziam parte do quotidiano da maioria da população.

 

 

A rapariguinha do shopping: quando o Brasília inspirou a música portuguesa

 

A importância cultural do Brasília ficou também eternizada na música portuguesa. O ambiente das lojas, a modernidade do espaço e a presença de jovens funcionárias inspiraram Carlos Tê a escrever a canção «A Rapariguinha do Shopping», que viria a ser celebrizada pela voz de Rui Veloso.

 

A composição retrata, com humor e observação social, uma figura feminina associada ao universo dos novos centros comerciais, num período em que estes espaços começavam a representar uma mudança de costumes e comportamentos.

 

A ligação entre a canção e a história do Brasília ganhou uma nova expressão nas comemorações do cinquentenário, com a apresentação do livro A Rapariguinha do Shopping Já É Avó, da autoria de Júlio Rodão, a 7 de outubro.

 

O título da obra estabelece uma ponte simbólica entre o passado e o presente. A jovem que representava uma nova geração de consumidores e trabalhadores em 1976 é hoje evocada como testemunha de uma transformação social que atravessou meio século.

 

 

Do Cinema Charlot ao ginásio: cinco décadas de transformação

 

Ao longo da sua história, o Shopping Brasília foi acompanhando as mudanças nos estilos de vida e nas preferências dos consumidores. Para além da atividade comercial, acolheu espaços de lazer que contribuíram para a sua popularidade.

 

Entre os mais emblemáticos encontrava-se o Cinema Charlot, uma sala com cerca de 400 lugares, que durante anos integrou a oferta cinematográfica da cidade. O espaço viria a encerrar, acompanhando as profundas alterações verificadas no setor da exibição cinematográfica.

 

Em 1982, uma nova fase de construção trouxe mudanças à imagem do centro comercial, com a introdução de elementos decorativos característicos da década de 1980, incluindo mármore rosa e superfícies espelhadas.

 

Foi também nessa fase que surgiu um ginásio, associado à crescente popularidade da atividade física e das aulas de aeróbica. A diversificação da oferta ajudou a consolidar o Brasília como um espaço onde o comércio coexistia com o lazer e os serviços.

 

Com o passar dos anos, porém, a expansão de novos centros comerciais, dotados de grandes áreas de estacionamento, hipermercados e complexos de cinemas, colocou desafios à competitividade do Brasília, obrigando-o a adaptar-se a um mercado em constante transformação.

 

 

Renovação de meio milhão de euros impulsionou uma nova fase

 

A recuperação da atratividade do Shopping Brasília ganhou expressão com as obras de remodelação das áreas comuns, concluídas em 2024, num investimento de aproximadamente 500 mil euros.

 

A intervenção procurou modernizar os espaços, melhorar as condições de circulação e tornar o ambiente mais acolhedor, preservando simultaneamente a identidade histórica do edifício.

 

Paralelamente, foi desenvolvida uma estratégia de reposicionamento da marca, assente no conceito «Brasília Faz Parte», que pretende reforçar a ligação emocional do centro comercial à cidade e às diferentes gerações de visitantes.

 

A renovação contribuiu para atrair novos negócios, incluindo estabelecimentos ligados à estética, saúde, bem-estar e serviços especializados. Esta diversificação reflete a transformação do comércio urbano, cada vez mais orientado para uma combinação de produtos e serviços.

 

Em setembro de 2026, a administração indicava que estavam em atividade 223 das 243 lojas existentes, revelando uma ocupação significativa e uma recuperação face aos períodos de maior dificuldade.

 

 

Novos investimentos apontam para o futuro do Brasília

 

A revitalização do Shopping Brasília não se limita à modernização das suas áreas comuns. Entre os projetos anunciados encontra-se a recuperação de espaços que durante anos tiveram um papel relevante na dinâmica do centro comercial.

 

O antigo ginásio, com aproximadamente 700 metros quadrados, foi adquirido pela cadeia Lemonfit, estando prevista a sua reabertura após a conclusão dos procedimentos necessários. O investimento pretende reforçar a oferta ligada ao exercício físico e ao bem-estar.

 

Também o espaço do antigo Cinema Charlot foi adquirido por investidores portugueses, com a intenção de o reconverter num equipamento multiúsos, vocacionado para a realização de eventos e congressos. O projeto encontrava-se ainda em fase de estudo, pelo que a sua concretização dependerá das etapas de desenvolvimento e aprovação necessárias.

 

Estas iniciativas integram uma estratégia mais ampla de adaptação às exigências atuais, procurando transformar o Brasília num espaço multifuncional, capaz de conciliar comércio, serviços, saúde, cultura e atividades profissionais.

 

A localização privilegiada, junto à Rotunda da Boavista, a proximidade de transportes públicos e a integração numa zona central do Porto continuam a constituir vantagens importantes para o futuro do empreendimento.

 

 

Cinquentenário celebrado com arte urbana, literatura e gastronomia

 

O programa comemorativo dos 50 anos do Shopping Brasília incluiu diferentes iniciativas culturais e de animação, procurando envolver comerciantes, visitantes e a comunidade portuense.

 

A 7 de outubro, a apresentação do livro A Rapariguinha do Shopping Já É Avó, de Júlio Rodão, estabeleceu uma ligação entre a memória do centro comercial e a sua presença no imaginário cultural português.

 

No dia seguinte, 8 de outubro, a gastronomia assumiu um papel de destaque, com uma sessão de showcooking que contou com a participação do chefe Hélio e de outros profissionais da cidade.

 

O ponto alto das comemorações aconteceu na sexta-feira, 9 de outubro, precisamente 50 anos depois da inauguração, com a apresentação de um mural do artista urbano Mr. Dheo. A obra, com aproximadamente dez metros de comprimento e seis metros de altura, foi concebida para uma das entradas laterais do centro comercial.

 

As festividades prolongaram-se até sábado, 10 de outubro, com um concerto de encerramento, assinalando simbolicamente a passagem de meio século de um dos espaços comerciais mais emblemáticos do Porto.

 

 

O Brasília faz parte da história e da memória do Porto

 

Cinquenta anos depois da inauguração, o Shopping Brasília continua a representar um capítulo importante da história comercial e social do Porto. Mais do que um edifício dedicado ao consumo, tornou-se um testemunho das transformações económicas, culturais e urbanas ocorridas desde a década de 1970.

 

O espaço que outrora atraía multidões fascinadas pelas escadas rolantes procura hoje conquistar novas gerações através da diversidade comercial, da prestação de serviços e da valorização da sua identidade histórica.

 

A sua longevidade demonstra também a capacidade de resistência do comércio urbano, num contexto marcado pela concorrência das grandes superfícies, pelo crescimento das compras online e pelas mudanças nos comportamentos dos consumidores.

 

Ao celebrar 50 anos, o primeiro centro comercial da Península Ibérica reafirma o seu lugar na memória coletiva da cidade. Entre a nostalgia de quem acompanhou os seus primeiros anos e a curiosidade de quem agora o descobre, o Brasília continua a fazer parte do Porto e procura garantir que assim permanecerá nas próximas décadas.

 

 
📷 Manuel de Sousa
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Agenda, Cultura, Eventos, Sociedade

A noite mais aguardada do ano volta a transformar o Porto numa gigantesca festa ao ar livre. Concertos, arraiais, fogo de artifício, tradições populares e animação espalhada por vários pontos da cidade prometem marcar as celebrações de São João.

 

 

 

Palco Avenida dos Aliados

 

Avenida dos Aliados
23 de junho | 20h00 às 04h00

 

O principal palco das Festas de São João recebe alguns dos nomes mais populares da música portuguesa. Os Quinta do Bill dão início aos grandes concertos da noite, seguindo-se Tony Carreira, que sobe ao palco após o espetáculo de fogo de artifício.

 

 

Programa

 

  • 20h00 às 22h00 | Fernando Alvim (DJ Set)

  • 22h00 às 23h30 | Quinta do Bill

  • 23h30 às 00h20 | Fernando Alvim (DJ Set)

  • 00h20 às 02h00 | Tony Carreira

  • 02h10 às 04h00 | Dupla Mete Cá Sets

 

 

 

Palco Largo do Amor de Perdição


Cordoaria
23 de junho | 20h00 às 04h00

 

Na Cordoaria, a festa faz-se ao ritmo dos D.A.M.A., que apresentam o espetáculo especial “Canções Bonitas em PORTOguês”. O cartaz inclui ainda os Últimos Românticos e a animação permanente do projeto Noz Pimba.

 

 

Programa

 

  • 20h00 às 22h00 | Noz Pimba

  • 22h00 às 23h00 | Últimos Românticos

  • 23h00 às 00h20 | Noz Pimba

  • 00h20 às 02h00 | D.A.M.A.

  • 02h00 às 04h00 | Noz Pimba

 

 

 

Palco Juventude – Casa da Música

 

Casa da Música
23 de junho | 20h00 às 04h00

 

Integrado na Capital Nacional da Juventude 2026, o Palco Juventude recebe o projeto Nunca Mates o Arraial, com uma programação alternativa que junta música independente, DJ sets e animação até de madrugada.

 

Apresentação: Beatriz Gosta e David Bruno

 

 

Programa

 

  • 20h00 às 21h20 | Bar Dançante (Mike El Nite e João Não)

  • 21h30 às 22h30 | Cedofeita Takeover (Vitória Vermelho e Luís Lucas)

  • 22h45 às 23h45 | Rapaz Ego

  • 00h00 às 01h15 | Nunca Mates o Mandarim

  • 01h30 às 02h30 | Bar Dançante (Mike El Nite e João Não)

  • 02h30 às 04h00 | Más Influências (DJ Set)

 

 

 

Ribeira e Rio Douro

 

Entre a Ponte Luís I e a Ponte da Arrábida
23 de junho

 

A zona ribeirinha volta a ser um dos pontos altos da festa. Antes da meia-noite, os Karetus aquecem o ambiente com um espetáculo de música eletrónica tendo o Douro como cenário.

 

 

Programa

 

  • 22h30 às 00h00 | Karetus

  • 00h00 às 00h12 | Espetáculo multimédia e fogo de artifício

 

 

 

Concerto de São João

 

Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal

24 de junho | 18h00

 

A Banda Sinfónica Portuguesa regressa aos Jardins do Palácio de Cristal para o tradicional Concerto de São João, com entrada livre.

 

 

 

Tradições Populares

 

Arruada de Ranchos

13 de junho | 15h00

Os grupos folclóricos e coletividades da cidade percorrem várias ruas do Porto numa celebração das tradições populares e dos costumes sanjoaninos.

 

 

Rusgas de São João

27 de junho | 18h30

 

As rusgas das freguesias regressam ao centro da cidade para desfilar perante o público e o júri do concurso oficial. O desfile termina junto aos Paços do Concelho.

 

 

 

Mercado do Bolhão

 

Cascata Comunitária de São João

 

8 a 28 de junho

 

Uma das tradições mais emblemáticas das festas populares volta ao Mercado do Bolhão, com uma grande instalação inspirada no casario tradicional do Porto.

 

 

Oficinas abertas ao público

6, 13, 20 e 27 de junho
11h00 às 13h00 e 15h00 às 17h00

 

 

Arraial no Bolhão

 

20 de junho

 

Tarde de música popular e animação no mercado mais emblemático da cidade.

 

 

Programa

 

  • 16h00 | Jorge Lomba

  • 17h00 | Nel Monteiro

 

 

 

Divertimentos

 

As tradicionais feiras populares e zonas de diversão voltam a marcar presença em vários pontos da cidade.

 

 

Fontainhas

 

29 de maio a 29 de junho

 

 

Jardim do Cálem (Lordelo do Ouro)

 

5 de junho a 5 de julho

 

 

Avenida D. Carlos I (Foz)

 

9 de junho a 5 de julho

 

 

Horários

 

  • Segunda a quinta-feira: 14h00 às 23h00

  • Sexta-feira: 14h00 às 01h00

  • Sábado e vésperas de feriado: 10h00 às 01h00

  • Domingo: 10h00 às 23h00

  • 23 de junho: 14h00 às 06h00


As zonas de restauração abrem diariamente às 12h00.
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Cultura, Eventos, Porto, Sociedade

O Porto já apresentou o programa oficial das Festas de São João 2026, uma das celebrações mais emblemáticas da cidade, que promete voltar a levar milhares de pessoas às ruas na noite de 23 para 24 de junho. Com um orçamento global de 800 mil euros, a edição deste ano aposta numa programação descentralizada, distribuída por vários pontos da cidade, com destaque para três grandes palcos, um espetáculo multimédia e de fogo de artifício sobre o rio Douro, concertos, arraiais, tradições populares e atividades para todas as idades.

 

A apresentação decorreu nos Jardins do Palácio de Cristal e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, do vereador do Desporto, Juventude e Associativismo, Rodrigo Passos, e de Tony Carreira, um dos artistas que integra o cartaz principal das festividades.

 

“O São João é uma festa muito especial. Costuma-se dizer, e bem, que é a noite mais longa do ano, mas não é só isso: é a festa mais bonita do mundo. É a mais bonita por aquilo que se sente na rua. É uma energia que nos liga a todos enquanto seres humanos”, afirmou Pedro Duarte durante a apresentação do programa.

 

 

Fogo de artifício volta a iluminar o Douro

 

Um dos momentos mais aguardados das Festas de São João volta a acontecer à meia-noite. Durante 12 minutos, os céus do Porto e de Vila Nova de Gaia serão iluminados por um espetáculo multimédia e de fogo de artifício entre as pontes Luís I e da Arrábida.

 

A iniciativa representa um investimento conjunto das duas autarquias, num valor de 215 mil euros, e deverá voltar a atrair milhares de pessoas às margens do Douro para assistir a um dos momentos mais emblemáticos da noite sanjoanina.

 

 

Aliados recebem Quinta do Bill e Tony Carreira

 

A Avenida dos Aliados volta a assumir-se como um dos principais centros da festa. A partir das 22 horas, sobem ao palco os Quinta do Bill, banda de referência da música portuguesa, conhecida por temas como “Filhos da Nação” e “No Silêncio do Teu Olhar”.

 

Depois do espetáculo de fogo de artifício será a vez de Tony Carreira animar a multidão com alguns dos seus maiores êxitos, num concerto que promete reunir diferentes gerações.

 

Ao longo da noite, Fernando Alvim assume a animação em formato DJ Set, enquanto a Dupla Mete Cá Sets prolongará a festa até às 4 horas da manhã.

 

Antes dos concertos, os Aliados serão também palco de um momento desportivo, com a transmissão, a partir das 18 horas, do encontro entre Portugal e Uzbequistão, a contar para o Mundial de Futebol.

 

 

D.A.M.A e Últimos Românticos animam a Cordoaria

 

Outro dos polos centrais das festividades será o Largo do Amor de Perdição, na Cordoaria. O espaço recebe, às 22 horas, os Últimos Românticos, projeto portuense que combina hip hop e música eletrónica. Já depois da meia-noite, às 00h20, sobem ao palco os D.A.M.A com o espetáculo especial “Canções Bonitas em PORTOguês”, concebido especialmente para a cidade.

 

A animação será complementada pelo projeto Noz Pimba, que promete transformar o recinto numa autêntica festa popular ao longo de toda a noite.

 

 

Casa da Música acolhe o Palco Juventude

 

Integrado na programação da Capital Nacional da Juventude 2026, o Palco Juventude estará instalado junto à Casa da Música e apresentará o projeto “Nunca Mates o Arraial”.

 

A programação inclui atuações de Cedofeita Takeover, Rapaz Ego e Nunca Mates o Mandarim, um dos nomes emergentes da cena indie portuense.

 

O espaço contará ainda com um “Bar Dançante” conduzido por Mike El Nite e João Não, bem como um DJ Set do projeto Más Influências. A apresentação ficará a cargo de Beatriz Gosta e David Bruno.

 

 

Karetus atuam junto ao rio

 

A zona ribeirinha ganha também destaque nesta edição das festas. Com a Ponte Luís I como pano de fundo, os Karetus sobem ao palco às 22h30 para um espetáculo que antecede o fogo de artifício da meia-noite, prometendo aquecer o ambiente junto ao Douro.

 

 

Concerto de São João regressa ao Palácio de Cristal

 

As celebrações prolongam-se para lá da noite principal. No dia 24 de junho, às 18 horas, a Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal recebe o tradicional Concerto de São João da Banda Sinfónica Portuguesa, com entrada livre.

 

 

Festas chegam a todas as freguesias

 

As comemorações estendem-se igualmente às várias freguesias da cidade. No dia 19 de junho, sobem aos palcos artistas como Ana Malhoa, Romana, Mónica Sintra, Diapasão e Victor Rodrigues.

 

Já na noite de 23 de junho atuam, entre outros, Minhotos Marotos, Zé Amaro, Jorge Guerreiro, Bandalusa, Iniciadores e Ritmo e Alma Show.

 

 

Tradições populares mantêm-se vivas

 

As manifestações tradicionais continuam a ocupar um lugar central na programação. A Arruada de Ranchos regressa às ruas da cidade no dia 13 de junho, a partir das 15 horas, reunindo diversos grupos e coletividades.

 

Já no dia 27 de junho será a vez das tradicionais Rusgas percorrerem a Baixa do Porto e os Aliados, num desfile que partirá da Rua de Passos Manuel e que contará novamente com transmissão em direto pelo Porto Canal.

 

 

Diversão, arraiais e Cascata Comunitária

 

As habituais zonas de diversão voltam a instalar-se nas Fontainhas, no Jardim do Cálem e na Avenida D. Carlos I, disponibilizando carrosséis, espaços de restauração, farturas, pipocas e outras atrações para toda a família.

 

O Mercado do Bolhão associa-se igualmente às comemorações através da tradicional Cascata Comunitária de São João, patente entre 8 e 28 de junho.

 

Ao longo do mês decorrerão também oficinas para famílias e, no dia 20 de junho, um arraial especial com atuações de Nel Monteiro e Jorge Lomba, numa das últimas grandes celebrações antes da noite mais longa do ano.

 

Com música, tradição, cultura popular e animação espalhada por toda a cidade, o São João 2026 prepara-se para voltar a transformar o Porto num dos maiores palcos festivos do país, celebrando uma tradição que continua a passar de geração em geração e que permanece como uma das maiores expressões da identidade portuense.

 

 

 📷 Miguel Nogueira by Porto.

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Cultura, Eventos, Porto

O Porto volta a assumir protagonismo nacional ao ser a cidade escolhida para acolher as comemorações oficiais do Dia da Europa, num ano particularmente simbólico em que se assinalam os 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia.

 

A escolha da Invicta pela Representação da Comissão Europeia em Portugal reforça o peso institucional, cultural e estratégico da cidade no contexto nacional e europeu. Para assinalar a data, foi preparado um vasto programa de iniciativas abertas ao público, que decorre entre 27 de abril e 9 de junho, envolvendo cultura, cidadania, educação, juventude, sustentabilidade e celebração comunitária.

 

Num momento em que a Europa enfrenta novos desafios globais, o Porto será palco de reflexão, festa e participação cívica, evocando os valores de paz, cooperação, democracia e solidariedade que marcaram o percurso europeu das últimas décadas.

 

 

Porto no centro das celebrações europeias

 

Ao longo de várias semanas, a cidade acolherá dezenas de iniciativas promovidas pelo Município do Porto em parceria com entidades europeias, nomeadamente a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Banco Europeu de Investimento.

 

A programação pretende aproximar os cidadãos do projeto europeu, recordar o impacto da entrada de Portugal na União Europeia e debater os próximos desafios do continente.

 

Quatro décadas depois da adesão portuguesa, o Porto surge como símbolo de modernização, abertura internacional e capacidade de transformação urbana, valores profundamente ligados à construção europeia.

 

 

Dia 9 de maio será o ponto alto da festa

 

O momento principal das comemorações acontece no próprio Dia da Europa, com um conjunto de iniciativas que prometem mobilizar a cidade. Entre os destaques está a realização da Corrida da Europa, uma prova de cinco quilómetros pensada para promover estilos de vida saudáveis e espírito comunitário.

 

Está igualmente previsto o hastear da bandeira da União Europeia nos Paços do Concelho do Porto, num gesto simbólico de pertença e compromisso europeu. Na Praça General Humberto Delgado haverá ainda uma mostra gastronómica, celebrando a diversidade cultural através da cozinha e dos sabores.

 

 

Grande concerto nos Aliados

 

Ao final da tarde de 9 de maio, a Avenida dos Aliados transforma-se em palco de celebração com um concerto gratuito a partir das 18h00.

 

O espetáculo contará com a presença de Katia Guerreiro e da Banda Sinfónica Portuguesa, numa união entre tradição musical portuguesa e dimensão sinfónica.

 

A escolha dos Aliados para este momento reforça o simbolismo do centro cívico da cidade como espaço de encontro entre culturas e gerações.

 

 

Exposição sobre ensino superior e transformação europeia

 

A partir de 9 de maio, e durante cerca de um mês, ficará patente no átrio dos Paços do Concelho a exposição “A Europeização do Sistema de Ensino Superior em Portugal – Uma transformação profunda na educação e na investigação”.

 

A mostra pretende evidenciar o impacto que a integração europeia teve nas universidades portuguesas, na mobilidade académica, nos programas internacionais e na modernização científica do país.

 

 

Sapadores Bombeiros mostram ligação europeia

 

Entre 27 de abril e 11 de maio, o Regimento de Sapadores Bombeiros do Porto apresentará parte significativa do seu espólio histórico e institucional.

 

A exposição dará especial destaque aos elementos que testemunham a ligação daquela unidade ao contexto europeu, incluindo:

 

  • troféus conquistados em competições internacionais

  • capacetes de bombeiros de vários países europeus

  • equipamentos históricos de socorro

  • objetos ligados à evolução da proteção civil

 

A iniciativa pretende aproximar os bombeiros da comunidade e valorizar a cooperação europeia em matéria de segurança e proteção.

 

 

Conferências debatem igualdade, juventude e sustentabilidade

 

O programa integra ainda duas importantes conferências dedicadas a temas centrais do presente e do futuro europeu. A primeira realiza-se no dia 7 de maio, entre as 14h00 e as 17h00, nos Paços do Concelho do Porto, sob o tema “40 Anos de Portugal na UE – O Percurso da Igualdade de Género”. A sessão pretende refletir sobre a evolução dos direitos, das políticas públicas e do papel da integração europeia no avanço da igualdade entre homens e mulheres ao longo das últimas quatro décadas.

 

Já no dia 15 de maio, às 17h00, o Edifício dos Correios recebe a conferência “Dia da Europa”, centrada nos temas “A Juventude na Europa” e “Desafios e Transição Ambiental na Europa: Caminhos para a Sustentabilidade”. Estruturada em dois painéis, esta iniciativa servirá também de palco para a assinatura da Carta do Porto para a Europa, documento simbólico que reforça o compromisso da cidade com os valores europeus, a participação cívica e o futuro sustentável.

 

 

Campanhã, viveiros e iluminação especial

 

A programação estende-se ainda a outros pontos da cidade. Entre 1 e 31 de maio, a passagem pedonal do Terminal Intermodal de Campanhã receberá uma exposição fotográfica dedicada à Europa e ao espaço urbano.

 

Também haverá visitas guiadas ao Viveiro Municipal em datas específicas, reforçando a ligação entre cidadania europeia e sustentabilidade ambiental.

 

Nos dias 8 e 9 de maio, a fachada dos Paços do Concelho será iluminada com a projeção da bandeira da União Europeia, criando um momento visual marcante no coração da cidade.

 

 

40 anos que mudaram Portugal

 

A entrada de Portugal na então Comunidade Económica Europeia, em 1986, marcou profundamente o desenvolvimento nacional. Infraestruturas, educação, mobilidade, investimento urbano, programas juvenis e modernização institucional foram algumas das áreas transformadas nas últimas quatro décadas.

 

No caso do Porto, a integração europeia ajudou a potenciar reabilitação urbana, internacionalização económica, cultura, turismo e grandes projetos estratégicos.

 

 

Porto reforça vocação europeia

 

A escolha do Porto para estas comemorações não surge por acaso. Cidade cosmopolita, universitária, exportadora, criativa e aberta ao mundo, a Invicta reúne características que refletem bem o espírito europeu contemporâneo.

 

Ao acolher as celebrações nacionais do Dia da Europa, o Porto volta a afirmar-se como uma cidade de futuro, comprometida com inovação, inclusão e cooperação internacional.

 

 

Uma cidade em festa por mais de um mês

 

Entre abril e junho, o Porto será assim capital portuguesa da Europa, juntando cultura, memória histórica e debate cívico numa programação pensada para todas as idades.

 

Quarenta anos depois da adesão portuguesa, a cidade celebra não apenas o passado, mas também o futuro europeu que continua a construir todos os dias.

 

 

 📷 Freepik

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Cultura, Economia, Porto

Na Páscoa as montras do Porto enchem-se de cor, açúcar e tradição. Entre ovos de chocolate e doces típicos da época, há um símbolo que resiste ao tempo e continua a marcar gerações: as amêndoas de Páscoa.

 

Mais do que um simples doce, as amêndoas representam partilha, família e memória. E numa cidade onde a tradição se cruza com a excelência artesanal, há um nome incontornável que continua a dar forma e sabor a esta herança: a Arcádia.

 

 

Uma tradição doce que atravessa gerações

 

Oferecer amêndoas na Páscoa é uma tradição profundamente enraizada em Portugal. Coloridas, crocantes, cobertas de açúcar ou envoltas em chocolate, são presença obrigatória em qualquer celebração pascal.

 

Na Arcádia, esta tradição ganha novas dimensões. As amêndoas surgem em dezenas de variedades: chocolate de leite, negro ou branco, caramelo salgado, café, trufa de leite, coco, limão, baunilha, creme de avelã, caramelizadas, torradas ou até versões sem açúcar, uma diversidade que responde aos gostos mais exigentes.

 

Mas há uma especialidade que se destaca pela sua singularidade: as icónicas drageias de licor, verdadeiras pequenas obras de arte, pintadas à mão com minúcia e dedicação, mantendo uma técnica artesanal rara nos dias de hoje.

 

 

Arcádia: quase um século de história no coração do Porto

 

Fundada em 1933 pela família Bastos, a Arcádia nasceu na Praça da Liberdade e rapidamente se tornou uma referência na doçaria nacional. Ao longo de quase um século, a marca conquistou não só os portuenses, mas também visitantes de todo o mundo, incluindo figuras ilustres como escritores, artistas e até membros da realeza.

 

Hoje, continua a ser um negócio familiar, preservando receitas e processos de fabrico tradicionais, apesar da inevitável modernização.

 

Um dos momentos marcantes da sua história remonta a 1950, quando o fundador trouxe de Paris a técnica de produção das drageias de licor. Esse método mantém-se praticamente inalterado até hoje, reforçando o compromisso da marca com a autenticidade.

 

 

A magia acontece nos bastidores

 

Quem passa pela loja da Rua do Almada dificilmente imagina que, nas traseiras, existe uma verdadeira fábrica artesanal onde nascem algumas das delícias mais emblemáticas da Páscoa.

 

Durante esta época, a produção intensifica-se e transforma-se quase num espetáculo. Entre coelhos de chocolate, ovos decorativos e toneladas de amêndoas, tudo é feito com um cuidado meticuloso, muitas vezes à mão.

 

O processo das drageias é particularmente fascinante: após várias camadas de açúcar, cada peça é pintada e moldada individualmente, num trabalho conhecido como “bordar”. O resultado são pequenas esculturas com formas de frutas, legumes ou figuras simbólicas, que combinam tradição, criatividade e sabor.

 

 

Mais do que um doce, uma memória afetiva

 

Para muitos, as amêndoas de Páscoa são mais do que um prazer gastronómico, são uma ligação direta à infância, à família e às origens. Há quem associe estes sabores às viagens, às visitas de familiares ou às tradições mantidas ao longo dos anos.

 

Num mundo em constante mudança, são estes pequenos rituais que mantêm vivas as ligações entre gerações. E no Porto, poucos lugares representam tão bem essa continuidade como a Arcádia.

 

 

Páscoa: tempo de tradição, partilha e sabor

 

Para além das amêndoas, a Páscoa na Arcádia inclui outras iguarias como o tradicional pão-de-ló, ovos decorativos e chocolates artesanais, que fazem desta época uma das mais doces do ano, a par do Natal.

 

Num convite à descoberta, algumas lojas permitem mesmo espreitar o processo de fabrico, aproximando o público da arte e dedicação que estão por detrás de cada doce.

 

Num tempo em que o consumo é muitas vezes rápido e impessoal, a tradição das amêndoas de Páscoa lembra-nos da importância de saborear o momento e de valorizar aquilo que é feito com tempo, história e paixão.

 

 
📷 Arcádia

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Cultura, Porto, Turismo

O Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, voltou a afirmar o seu prestígio internacional ao integrar a lista dos 100 museus mais visitados do mundo em 2025, sendo o único representante português neste ranking global.

 

De acordo com dados divulgados pela The Art Newspaper, o museu portuense ocupa a 84.ª posição, com um total de 902 mil visitantes ao longo do último ano.

 

 

Um destaque português num ranking dominado por gigantes mundiais

 

A lista é liderada por algumas das mais emblemáticas instituições culturais do mundo. O Museu do Louvre, em França, surge no topo com cerca de nove milhões de visitantes, seguido pelos Museus do Vaticano, com 6,9 milhões, e pelo Museu Nacional da Coreia, que alcançou 6,5 milhões de entradas.

 

Entre os primeiros lugares destacam-se ainda o Museu Britânico, o Metropolitan Museum of Art e o Museu Estatal Russo, confirmando a forte presença de grandes polos culturais europeus e norte-americanos.

 

 

Serralves consolida posição internacional

 

A presença de Serralves neste ranking reforça o papel do Porto enquanto destino cultural de referência. Com uma programação diversificada e uma forte ligação à arte contemporânea, o museu tem vindo a afirmar-se como um dos principais polos culturais da Península Ibérica.

 

Este reconhecimento internacional demonstra não só a atratividade do espaço, mas também a crescente procura por experiências culturais na cidade.

 

 

Mais de 200 milhões de visitas aos principais museus do mundo

 

No total, os 100 museus mais visitados do mundo somaram mais de 200 milhões de visitantes em 2025. Embora este número ainda esteja ligeiramente abaixo dos cerca de 230 milhões registados em 2019, representa uma recuperação significativa face aos impactos da pandemia, quando em 2020 se contabilizaram apenas 54 milhões de visitas.

 

Na Europa, a tendência é de estabilidade, com países como França, Espanha e Itália a manterem números consistentes, enquanto outras regiões registam crescimentos mais expressivos.

 

 

América do Sul e Ásia impulsionam crescimento global

 

Um dos dados mais relevantes do relatório aponta para uma forte expansão da afluência em regiões como a América do Sul e a Ásia. No Brasil, por exemplo, vários espaços culturais registaram aumentos significativos de visitantes, com destaque para o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e os centros culturais do Banco do Brasil.

 

Já na Coreia do Sul, o crescimento foi particularmente expressivo, refletindo o impacto global da cultura coreana, que se tem traduzido também num aumento do turismo cultural.

 

 

Cultura continua a atrair milhões em todo o mundo

 

Apesar das mudanças nos hábitos de consumo cultural, os dados confirmam que os museus continuam a ser espaços de enorme relevância e atratividade. A procura por exposições, experiências imersivas e contacto com a arte mantém-se elevada, consolidando o papel destas instituições no panorama turístico e cultural global.

 

A presença de Serralves nesta lista é, assim, mais um sinal do reconhecimento internacional do Porto enquanto cidade onde a cultura ocupa um lugar central.

 

 

📷 Ayrton by Unsplash

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Cultura, Eventos, Matosinhos

O icónico festival MEO Marés Vivas entra numa nova era em 2026. A partir deste ano, o evento passa a designar-se MEO Marés e muda-se para uma nova localização: a Praia do Aterro, em Leça da Palmeira, no concelho de Matosinhos.

 

A próxima edição está marcada para os dias 17, 18 e 19 de julho de 2026, prometendo um novo capítulo na história de um dos maiores festivais de música do norte do país.

 

 

Nova identidade e nova casa à beira-mar

 

As novidades foram apresentadas no dia 4 de fevereiro, numa conferência de imprensa que confirmou uma transformação profunda no festival. Além da mudança de nome, o evento abandona definitivamente Vila Nova de Gaia, onde se realizou durante vários anos, para ganhar nova vida em território matosinhense.

 

A nova localização, junto ao mar, pretende oferecer melhores condições logísticas, maior capacidade de acolhimento e uma experiência diferenciadora para o público.

 

 

Da Weasel são a primeira confirmação

 

A primeira confirmação para o cartaz de 2026 são os Da Weasel, que sobem ao palco no dia 17 de julho com um espetáculo especial e inédito.

 

A banda será acompanhada por uma orquestra dirigida pelo maestro Rui Massena, recuperando o conceito de “Da Weasel Goes Symphonic”, apresentado há duas décadas junto à Torre de Belém, em Lisboa.

 

 

Um espetáculo dividido em três atos

 

O concerto preparado para o MEO Marés 2026 promete ser memorável, com uma estrutura dividida em três atos e um alinhamento renovado.

 

Segundo a organização, o espetáculo conduzirá o público por uma viagem intensa, que percorre:

 

  • Os maiores sucessos da banda;

  • Temas mais pesados e marcantes do seu repertório;

  • Novas abordagens musicais com acompanhamento orquestral.

 

Os arranjos mantêm a assinatura original de Rui Massena, e há ainda a promessa de estreia de um tema ao vivo.

 

O vocalista Carlão recorda a importância deste tipo de momentos na carreira da banda, sublinhando que o concerto sinfónico em Belém permanece como um dos episódios mais marcantes da sua trajetória.

 

 

Saída de Gaia marcada por polémica

 

A mudança do festival para Matosinhos não aconteceu sem controvérsia. O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, confirmou a saída do evento do concelho, deixando críticas à organização.

 

O autarca referiu divergências quanto à localização do festival dentro do município e revelou que foram sugeridas alternativas no interior do concelho, que não chegaram a acordo com os promotores.

 

Apesar disso, garantiu não existir oposição à mudança para Matosinhos, destacando a boa relação institucional com a autarquia vizinha liderada por Luísa Salgueiro.

 

 

Um novo ciclo para um festival de referência

 

Com uma nova identidade, nova localização e promessas de inovação, o MEO Marés 2026 marca o início de um novo ciclo para um festival que continua a afirmar-se como referência no panorama musical nacional.

 

Para já, o cartaz ainda está em construção, mas a organização já deixou no ar a promessa: “Vem aí uma nova maré”.

 

 
📷 MEO Marés

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Agenda, Cultura, Eventos, Porto

O Primavera Sound Porto decorre entre os dias 11 e 14 de junho no Parque da Cidade do Porto.

 

Com um total de 55 artistas, o festival volta a afirmar-se como um dos principais eventos musicais da Europa, combinando nomes consagrados com propostas emergentes, numa curadoria que cruza estilos, gerações e geografias.

 

 

Três grandes cabeças-de-cartaz e um dia extra dedicado à eletrónica

 

A edição de 2026 será liderada por três nomes de peso da música internacional:

  • The xx sobem ao palco no dia 11 de junho;

  • Gorillaz assumem o protagonismo a 12 de junho;

  • Massive Attack encerram o alinhamento principal a 13 de junho.

 

O festival conta ainda com um dia extra, a 14 de junho, dedicado a sonoridades eletrónicas, com destaque para Peggy Gou, Dixon, Xinobi e SuM.

 

 

Um cartaz que celebra o passado e aponta ao futuro

 

A organização apresentou o alinhamento através de um vídeo produzido pela Vampire Films e pela VETA, que reflete a identidade do festival: uma fusão entre reencontros aguardados e novas apostas artísticas.

 

Desde a sua origem em Barcelona, em 2001, o Primavera Sound tem vindo a consolidar-se como um evento de referência mundial. No Porto, onde chega à sua 13.ª edição, o festival mantém-se como um ponto de equilíbrio entre a herança do original e uma identidade própria cada vez mais afirmada.

 

 

Bilhetes já disponíveis

 

Os bilhetes para o Primavera Sound Porto 2026 já se encontram à venda:

 

  • Passe geral (4 dias): 180€

  • Bilhete diário (11, 12 e 13 de junho): 75€

  • Bilhete para 14 de junho: 40€

  • Passe VIP (4 dias): 275€

  • Bilhete VIP diário (11, 12 e 13): 135€

 

 

Cartaz completo por dia

 

11 de junho

The xx, Big Thief, Ethel Cain, Kneecap, Oklou, Rusowsky, Nation of Language, Capicua, Gelli Haha, PAUS, Texas Is the Reason, Agriculture, Emmy Curl, Inês Marques Lucas, The New Eves, Ninajirachi, Vaiapraia

 

12 de junho

Gorillaz, Slowdive, Viagra Boys, Bad Gyal, Black Country, New Road, Panda Bear, Baxter Dury, Gisela João, Joey Valence & Brae, Mari Froes, Mark William Lewis, Melt-Banana, Water From Your Eyes, Annahstasia, Bestia Bebé, Buscabulla, Rita Vian

 

13 de junho

Massive Attack, Idles, Dijon, Jade, Amaarae, Fakemink, Sudan Archives, Yard Act, Criolo, Amaro & Dino, Model/Actriz, MXGPU, Napa, Smerz, Aiko El Grupo, Duquesa, The Sophs, Triángulo de Amor Bizarro

 

14 de junho

Peggy Gou, Dixon, Xinobi, SuM

 

 

Porto volta a ser palco de um dos maiores festivais europeus

 

Com o regresso ao Parque da Cidade, o Primavera Sound Porto reforça o seu estatuto como um dos eventos culturais mais relevantes do país, atraindo milhares de visitantes nacionais e internacionais.

 

A edição de 2026 promete, mais uma vez, transformar a cidade num verdadeiro epicentro musical, onde a diversidade sonora e a inovação artística se encontram num ambiente único.

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Cultura, Eventos, Maia, Top

O North Festival regressa em 2026 para celebrar a sua sétima edição, prometendo uma experiência “mais marcante e inovadora do que nunca”. O evento, conhecido pelo seu ambiente urbano e contemporâneo, vai estrear-se num novo palco — a Cidade Desportiva da Maia — onde decorrerá nos dias 5, 6 e 7 de junho.

A primeira confirmação não deixa margem para dúvidas sobre a ambição desta edição: The Cure são o primeiro nome anunciado e sobem ao palco no dia 7 de junho. A lendária banda britânica, liderada por Robert Smith, promete uma atuação memorável, revisitando clássicos que atravessaram gerações como “Boys Don’t Cry”, “Just Like Heaven”, “A Forest”, “Lullaby” e “Friday I’m in Love”.
Com quase 50 anos de carreira, o grupo mantém-se como uma das forças mais influentes da música alternativa, reconhecido pela sua estética inconfundível e intensidade ao vivo.


Um novo palco, uma nova era

A mudança para a Maia representa o início de uma nova fase para o festival, que aposta em melhores condições logísticas, maior capacidade e acessibilidade reforçada. O recinto principal será instalado no Estádio da Cidade Desportiva da Maia, com ligação direta ao Parque da Cidade, criando uma envolvente única entre natureza e música.

“O crescimento do North Festival é fruto da ligação que criamos com o nosso público. Queremos elevar o patamar a cada edição, mantendo a identidade que nos define – a autenticidade e a transversalidade do Norte”, afirma Jorge Veloso, diretor da promotora Vibes & Beats, em declarações ao Jornal de Notícias.

A localização estratégica garante um acesso facilitado: o recinto fica a 4 minutos de várias paragens de autocarro, 13 minutos da estação de metro mais próxima, 10 minutos do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e a apenas 20 minutos do centro do Porto.


Novidades e aposta na música portuguesa

Entre as novidades da edição de 2026 está a estreia do Palco “JN Rock à Moda do Porto”, totalmente dedicado à música portuguesa e, em especial, aos artistas do Norte. Este novo palco junta-se à programação principal, reforçando o compromisso do festival com a diversidade musical e com o talento nacional.

O Palco Sunset também regressa, agora com uma nova energia, prometendo prolongar a festa antes e depois dos concertos principais, com DJ sets e atuações vibrantes.

Os bilhetes para o North Festival 2026 estarão brevemente disponíveis no site oficial northmusicfestival.com e nos pontos de venda habituais.


📷 CultureMap Houston

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Cultura, Economia, Porto, Sociedade

O histórico Cine-Teatro Vale Formoso, uma das salas mais emblemáticas da cidade do Porto, vai voltar a abrir excecionalmente as portas ao público no próximo 13 de setembro, para um Dia Aberto à Comunidade promovido pela produtora UAU, recentemente responsável pela aquisição do edifício.

 

A iniciativa decorrerá entre as 10h00 e as 18h00, com entrada livre, permitindo aos portuenses visitar o espaço antes do arranque das obras de reabilitação que prometem devolver nova vida a este ícone cultural da cidade.

 

Encerrado há cerca de três décadas, o edifício mantém um lugar especial na memória coletiva de várias gerações. Agora, numa espécie de reencontro emocional entre o Porto e um dos seus teatros mais simbólicos, a população terá oportunidade de conhecer o interior do espaço tal como se encontra atualmente, antes da transformação que culminará com a sua reabertura prevista para 2027.

 

 

Uma última visita antes da transformação

 

Durante o Dia Aberto, os visitantes poderão percorrer várias áreas do antigo teatro, incluindo a sala principal, o foyer, zonas técnicas, futuros espaços de restauração e ainda o futuro jardim de inverno, previsto no projeto de reabilitação.

 

Será também apresentada ao público a proposta arquitetónica atualmente em desenvolvimento pelo consórcio Metrourbe e Arsuna, responsável pela recuperação do imóvel.

 

Segundo a UAU, este momento pretende permitir que a cidade se despeça do interior do edifício no seu estado atual, ao mesmo tempo que conhece em primeira mão o futuro do espaço.

 

 

Curiosidade enorme em torno do interior do teatro

 

Em comunicado, Paulo Dias, diretor-geral da UAU, sublinha o interesse crescente da população em conhecer o imóvel.

 

“Recebemos muitos contactos, desde académicos e locais, a pedir para visitarem o espaço. Como o Cine-Teatro Vale Formoso esteve fechado durante muitos anos, as pessoas só conhecem a fachada, mas há muita curiosidade para conhecer o interior deste teatro, que é um marco arquitetónico e cultural do século XX.”

 

A afirmação reflete o simbolismo que o edifício continua a ter na cidade, apesar de décadas de encerramento.

 

 

Um ícone portuense nascido em 1948

 

O Cine-Teatro Vale Formoso foi inaugurado a 30 de dezembro de 1948, numa época em que o cinema e o teatro assumiam papel central na vida cultural urbana.

 

Projetado pelo arquiteto Francisco Granja, o edifício destacou-se desde cedo pela imponência arquitetónica e pela sua dimensão, tornando-se uma das principais salas de espetáculos da cidade nas décadas seguintes.

 

Durante muitos anos foi palco de sessões de cinema, teatro, eventos sociais e momentos marcantes para milhares de portuenses, especialmente entre as décadas de 1950 e 1970.

 

Com mais de 4.200 metros quadrados, o complexo inclui uma ampla sala principal com capacidade superior a mil lugares, camarins, zonas técnicas e áreas complementares.

 

 

Fecho nos anos 90 e décadas de silêncio

 

Com a transformação dos hábitos culturais e a crise de muitas salas tradicionais, o Cine-Teatro Vale Formoso acabaria por encerrar nos anos 90, entrando depois num longo período de inatividade.

 

Ao longo dos anos, o edifício permaneceu como símbolo nostálgico de uma época dourada dos grandes cinemas de bairro e das casas de espetáculo da Invicta. Apesar de encerrado, nunca desapareceu da paisagem urbana nem da memória emocional da cidade.

 

 

Classificação municipal salvou o edifício

 

Em 2022, a Câmara Municipal do Porto classificou o Cine-Teatro Vale Formoso e o conjunto envolvente como Conjunto de Interesse Municipal, reconhecendo o seu valor patrimonial, arquitetónico e histórico.

 

Essa decisão revelou-se determinante para garantir a preservação do imóvel e impedir eventuais projetos que descaracterizassem a sua função cultural.

 

Na altura, o presidente da autarquia, Rui Moreira, salientou que a classificação permitiria assegurar que o edifício continuasse ligado às artes e ao espetáculo.

 

 

Investimento superior a sete milhões de euros

 

A aquisição agora formalizada pela UAU representa o início de uma nova etapa para o espaço. Entre compra do imóvel e obras de reabilitação, o investimento global ultrapassa os sete milhões de euros, num dos mais relevantes projetos privados recentes de recuperação cultural no Porto.

 

A intervenção pretende modernizar o equipamento e adaptá-lo às exigências atuais, sem perder os elementos históricos que fazem parte da sua identidade.

 

Entre os elementos preservados estarão:

  • a emblemática escadaria interior

  • a torre característica da fachada

  • diversos apontamentos arquitetónicos originais

  • a atmosfera histórica do edifício

 

 

Reabertura prevista para 2027

 

A nova fase do Cine-Teatro Vale Formoso deverá culminar com a reabertura no início de 2027, já com uma programação regular dedicada às artes performativas, concertos, teatro, eventos culturais e corporativos.

 

A ambição da UAU passa por transformar o espaço numa nova referência cultural da cidade, complementando a oferta existente e devolvendo ao Porto uma sala histórica preparada para o futuro.

 

 

O regresso de uma sala com alma

 

Num momento em que o Porto aposta cada vez mais na valorização do património e na dinamização cultural, o renascimento do Cine-Teatro Vale Formoso surge como símbolo de continuidade entre passado e futuro.

 

Durante anos fechado e silencioso, o edifício prepara-se agora para voltar a ter luzes acesas, público nas cadeiras e aplausos no final de cada espetáculo.

 

No dia 13 de setembro, antes das obras começarem, o Porto terá oportunidade de entrar novamente num espaço que nunca deixou verdadeiramente de lhe pertencer.

 

 

📷 UAU

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