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Cultura, Economia, Porto

Na Páscoa as montras do Porto enchem-se de cor, açúcar e tradição. Entre ovos de chocolate e doces típicos da época, há um símbolo que resiste ao tempo e continua a marcar gerações: as amêndoas de Páscoa.

 

Mais do que um simples doce, as amêndoas representam partilha, família e memória. E numa cidade onde a tradição se cruza com a excelência artesanal, há um nome incontornável que continua a dar forma e sabor a esta herança: a Arcádia.

 

 

Uma tradição doce que atravessa gerações

 

Oferecer amêndoas na Páscoa é uma tradição profundamente enraizada em Portugal. Coloridas, crocantes, cobertas de açúcar ou envoltas em chocolate, são presença obrigatória em qualquer celebração pascal.

 

Na Arcádia, esta tradição ganha novas dimensões. As amêndoas surgem em dezenas de variedades: chocolate de leite, negro ou branco, caramelo salgado, café, trufa de leite, coco, limão, baunilha, creme de avelã, caramelizadas, torradas ou até versões sem açúcar, uma diversidade que responde aos gostos mais exigentes.

 

Mas há uma especialidade que se destaca pela sua singularidade: as icónicas drageias de licor, verdadeiras pequenas obras de arte, pintadas à mão com minúcia e dedicação, mantendo uma técnica artesanal rara nos dias de hoje.

 

 

Arcádia: quase um século de história no coração do Porto

 

Fundada em 1933 pela família Bastos, a Arcádia nasceu na Praça da Liberdade e rapidamente se tornou uma referência na doçaria nacional. Ao longo de quase um século, a marca conquistou não só os portuenses, mas também visitantes de todo o mundo, incluindo figuras ilustres como escritores, artistas e até membros da realeza.

 

Hoje, continua a ser um negócio familiar, preservando receitas e processos de fabrico tradicionais, apesar da inevitável modernização.

 

Um dos momentos marcantes da sua história remonta a 1950, quando o fundador trouxe de Paris a técnica de produção das drageias de licor. Esse método mantém-se praticamente inalterado até hoje, reforçando o compromisso da marca com a autenticidade.

 

 

A magia acontece nos bastidores

 

Quem passa pela loja da Rua do Almada dificilmente imagina que, nas traseiras, existe uma verdadeira fábrica artesanal onde nascem algumas das delícias mais emblemáticas da Páscoa.

 

Durante esta época, a produção intensifica-se e transforma-se quase num espetáculo. Entre coelhos de chocolate, ovos decorativos e toneladas de amêndoas, tudo é feito com um cuidado meticuloso, muitas vezes à mão.

 

O processo das drageias é particularmente fascinante: após várias camadas de açúcar, cada peça é pintada e moldada individualmente, num trabalho conhecido como “bordar”. O resultado são pequenas esculturas com formas de frutas, legumes ou figuras simbólicas, que combinam tradição, criatividade e sabor.

 

 

Mais do que um doce, uma memória afetiva

 

Para muitos, as amêndoas de Páscoa são mais do que um prazer gastronómico, são uma ligação direta à infância, à família e às origens. Há quem associe estes sabores às viagens, às visitas de familiares ou às tradições mantidas ao longo dos anos.

 

Num mundo em constante mudança, são estes pequenos rituais que mantêm vivas as ligações entre gerações. E no Porto, poucos lugares representam tão bem essa continuidade como a Arcádia.

 

 

Páscoa: tempo de tradição, partilha e sabor

 

Para além das amêndoas, a Páscoa na Arcádia inclui outras iguarias como o tradicional pão-de-ló, ovos decorativos e chocolates artesanais, que fazem desta época uma das mais doces do ano, a par do Natal.

 

Num convite à descoberta, algumas lojas permitem mesmo espreitar o processo de fabrico, aproximando o público da arte e dedicação que estão por detrás de cada doce.

 

Num tempo em que o consumo é muitas vezes rápido e impessoal, a tradição das amêndoas de Páscoa lembra-nos da importância de saborear o momento e de valorizar aquilo que é feito com tempo, história e paixão.

 

 
📷 Arcádia

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Economia, Mobilidade, Porto, Top

Entrou hoje em funcionamento o novo sistema de transporte público metroBus, que passa a ligar a Casa da Música, na Avenida da Boavista, à Praça do Império, numa extensão de cerca de quatro quilómetros.

 

Numa fase inicial de arranque, e até ao final do mês de março, o serviço será gratuito, permitindo à população experimentar este novo meio de transporte e adaptar-se ao seu funcionamento antes do início oficial da operação comercial, marcado para 1 de abril.

 

 

Frequência e horários adaptados à procura

 

O metroBus apresenta uma operação ajustada aos períodos de maior movimento da cidade. Durante as horas de ponta — entre as 07h00 e as 10h00 e das 17h00 às 20h00 — os veículos circulam com uma frequência de 10 minutos.

 

Fora destes períodos, incluindo fins de semana e feriados, o intervalo entre viagens é de 15 minutos. Nesta fase inicial, o serviço funciona diariamente entre as 06h30 e as 22h00.

 

 

Sete estações ao longo da Boavista

 

O percurso do metroBus serve as principais artérias da zona ocidental da cidade, nomeadamente a Avenida da Boavista e a Avenida Marechal Gomes da Costa, integrando um total de sete estações:

 

  • Casa da Música

  • Guerra Junqueiro

  • Bessa

  • Pinheiro Manso

  • Serralves

  • João de Barros

  • Império

 

Esta nova ligação vem reforçar a mobilidade numa das zonas mais movimentadas do Porto, facilitando o acesso a pontos estratégicos da cidade.

 

 

Mobilidade mais rápida e sustentável

 

Para além da componente ambiental, um dos principais objetivos do metroBus passa por reduzir os tempos de viagem e melhorar a fluidez do transporte público.

 

Parte do trajeto conta com canal exclusivo, permitindo uma circulação mais eficiente. No entanto, em algumas zonas, como na Avenida Marechal Gomes da Costa, os veículos partilham a via com o trânsito automóvel.

 

Segundo o Diretor das Operações do Metro, o sistema será apoiado por uma gestão semafórica inteligente, que permitirá “garantir uma circulação eficaz, tanto para o transporte público como para o trânsito rodoviário”.

 

 

Projeto financiado e expansão já em curso

 

Numa fase inicial, os veículos serão abastecidos num posto provisório em São Roque da Lameira, no Porto.

 

O projeto do metroBus não se ficará por esta primeira ligação. Está já prevista uma segunda fase, que irá estender o percurso entre a Casa da Música e a Anémona, em Matosinhos, com conclusão apontada para agosto.

 

A implementação global representa um investimento de cerca de 76 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pelo Fundo Ambiental e pelo Orçamento do Estado.

 

 

Um novo capítulo na mobilidade do Porto

 

Com o arranque do metroBus, o Porto dá mais um passo na modernização da sua rede de transportes, apostando em soluções mais sustentáveis, eficientes e adaptadas às necessidades urbanas.


A fase gratuita permitirá testar o sistema em contexto real, preparando o caminho para uma integração plena na rotina dos portuenses já a partir de abril.

 

 

📷 República Portuguesa

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Economia, Sociedade, Turismo, Urbanismo, Valongo

A cidade de Ermesinde prepara-se para receber um dos maiores projetos de investimento privado dos últimos anos na região. Um novo complexo integrado de saúde, que inclui hospital, unidade de cuidados continuados, residência sénior e hotel de quatro estrelas, deverá nascer na Avenida Eng.º Duarte Pacheco, junto à Igreja de Santa Rita, num investimento estimado em 35 milhões de euros.

 

Promovido pelo Grupo Terra Quente Saúde, o projeto prevê a criação de cerca de 120 postos de trabalho diretos e pretende reforçar a oferta de serviços de saúde e turismo no concelho de Valongo.

 

 

Um equipamento de grande escala numa zona estratégica

 

O futuro empreendimento será construído num terreno com cerca de 22.780 metros quadrados, localizado numa zona central e bem servida de acessos rodoviários e ferroviários. A proximidade a vias estruturantes e a equipamentos relevantes, como a Igreja e o Colégio de Santa Rita, reforça o potencial estratégico da localização.

 

O projeto arquitetónico prevê edifícios com até cinco pisos, organizados em formato “L”, garantindo uma integração urbana equilibrada e respeitando os elementos envolventes.

 

 

Hospital, cuidados continuados e residência sénior

 

O complexo terá como principal pilar uma unidade hospitalar privada com uma vasta oferta de serviços, incluindo:

 

  • Atendimento permanente

  • Bloco operatório

  • Internamento

  • Meios complementares de diagnóstico

  • Áreas técnicas e de apoio clínico

 

Em articulação com o hospital, será construída uma unidade de cuidados continuados, vocacionada para convalescença, cuidados paliativos e, eventualmente, valências na área da saúde mental.

 

Já a residência sénior contará com 42 quartos, pensados para estadias de curta e longa duração, com foco no conforto, privacidade e promoção de um envelhecimento ativo.

 

 

Hotel de quatro estrelas responde a lacuna no concelho

 

O projeto inclui ainda uma unidade hoteleira de quatro estrelas, com cerca de 81 quartos, que surge para colmatar a escassez deste tipo de oferta no concelho. Este equipamento deverá servir não só visitantes, mas também familiares de utentes das unidades de saúde.

 

 

Mobilidade, acessos e estacionamento reforçados

 

A proposta contempla melhorias significativas ao nível da mobilidade. Está prevista a criação de uma nova via paralela à Avenida Eng.º Duarte Pacheco, concebida como uma alameda de acesso ao complexo.

 

No total, o empreendimento contará com cerca de 400 lugares de estacionamento, distribuídos entre zonas subterrâneas e de superfície, garantindo resposta adequada ao aumento de fluxo na área.

 

 

Projeto estratégico com contrapartidas para o município

 

O projeto encontra-se atualmente em fase de apreciação para reconhecimento como empreendimento de carácter estratégico e de interesse público municipal. Esta classificação poderá permitir ajustes às regras urbanísticas em vigor

 

Como contrapartida, está prevista a cedência de um terreno ao município para a construção de um equipamento público, apontando-se a possibilidade de uma futura piscina municipal.

 

 

Investimento reforça oferta de saúde e desenvolvimento local

 

Com este projeto, o Grupo Terra Quente Saúde reforça a sua estratégia de expansão no norte do país, onde já conta com unidades em cidades como Mirandela, Bragança e Chaves.

 

A nova infraestrutura pretende responder à crescente procura por cuidados de saúde privados e diferenciados, numa área com elevada densidade populacional e sem um equipamento com estas características.

 

 

📷 Município de Valongo

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Economia, Porto, Top, Turismo

A cidade do Porto voltou a conquistar destaque internacional ao ser eleita o melhor destino turístico europeu de 2025, na mais recente edição dos World Travel Awards, considerados os “óscares” do turismo mundial.

 

A cerimónia decorreu no Forte Village Resort e voltou a colocar Portugal no topo das preferências turísticas, com várias distinções de relevo atribuídas a diferentes destinos e entidades nacionais.

 

 

Porto vence pelo segundo ano consecutivo

 

O grande destaque vai para o Porto, que conquista este prémio pelo segundo ano consecutivo, superando destinos de renome como Amesterdão, Barcelona e Berlim.

 

Esta distinção reforça o posicionamento internacional da Invicta, que se tem afirmado como um dos destinos mais procurados da Europa, tanto pela sua riqueza cultural e histórica como pela crescente oferta turística.

 

Importa ainda destacar que esta é a quinta vez consecutiva que uma cidade portuguesa arrecada este galardão, sendo que Lisboa também já venceu por duas ocasiões nos últimos anos.

 

 

Passadiços do Paiva continuam a dominar turismo de aventura

 

Outro dos grandes vencedores foi os Passadiços do Paiva, que voltaram a ser distinguidos como melhor destino de turismo de aventura.

 

Localizados em Arouca, este percurso natural tem sido um verdadeiro caso de sucesso, somando já oito prémios nesta categoria, conquistados de forma consecutiva desde 2018. A combinação entre paisagem natural, acessibilidade e experiência imersiva continua a atrair visitantes de todo o mundo.

 

 

Lisboa destaca-se nas escapadinhas europeias

 

A cidade de Lisboa também voltou a brilhar, sendo eleita como o melhor destino europeu para escapadinhas (short breaks), recuperando um título que tinha escapado a Portugal no ano anterior, quando foi conquistado por Atenas.

 

Nos anos anteriores, este prémio tinha sido alternadamente atribuído ao Porto e a Lisboa, consolidando o país como uma referência para viagens de curta duração.

 

 

Companhias aéreas portuguesas também premiadas

 

No setor da aviação, Portugal voltou igualmente a destacar-se. A TAP Air Portugal foi distinguida pelas suas ligações à América do Sul e África, enquanto a Azores Airlines recebeu o prémio pelas rotas para a América do Norte.

 

Estas distinções reforçam o papel estratégico das companhias nacionais na ligação entre continentes e na promoção do destino Portugal.

 

Portugal reforça liderança europeia no turismo

 

A fechar a noite, Portugal voltou a ser eleito o melhor destino europeu, um prémio que conquista pela sétima vez nos últimos nove anos.

 

Este reconhecimento confirma a consistência e qualidade da oferta turística nacional, num período em que o país continua a afirmar-se como um dos destinos mais completos e competitivos da Europa.

 

 

📷 Freepik

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Cultura, Economia, Porto, Sociedade

O histórico Cine-Teatro Vale Formoso, uma das salas mais emblemáticas da cidade do Porto, vai voltar a abrir excecionalmente as portas ao público no próximo 13 de setembro, para um Dia Aberto à Comunidade promovido pela produtora UAU, recentemente responsável pela aquisição do edifício.

 

A iniciativa decorrerá entre as 10h00 e as 18h00, com entrada livre, permitindo aos portuenses visitar o espaço antes do arranque das obras de reabilitação que prometem devolver nova vida a este ícone cultural da cidade.

 

Encerrado há cerca de três décadas, o edifício mantém um lugar especial na memória coletiva de várias gerações. Agora, numa espécie de reencontro emocional entre o Porto e um dos seus teatros mais simbólicos, a população terá oportunidade de conhecer o interior do espaço tal como se encontra atualmente, antes da transformação que culminará com a sua reabertura prevista para 2027.

 

 

Uma última visita antes da transformação

 

Durante o Dia Aberto, os visitantes poderão percorrer várias áreas do antigo teatro, incluindo a sala principal, o foyer, zonas técnicas, futuros espaços de restauração e ainda o futuro jardim de inverno, previsto no projeto de reabilitação.

 

Será também apresentada ao público a proposta arquitetónica atualmente em desenvolvimento pelo consórcio Metrourbe e Arsuna, responsável pela recuperação do imóvel.

 

Segundo a UAU, este momento pretende permitir que a cidade se despeça do interior do edifício no seu estado atual, ao mesmo tempo que conhece em primeira mão o futuro do espaço.

 

 

Curiosidade enorme em torno do interior do teatro

 

Em comunicado, Paulo Dias, diretor-geral da UAU, sublinha o interesse crescente da população em conhecer o imóvel.

 

“Recebemos muitos contactos, desde académicos e locais, a pedir para visitarem o espaço. Como o Cine-Teatro Vale Formoso esteve fechado durante muitos anos, as pessoas só conhecem a fachada, mas há muita curiosidade para conhecer o interior deste teatro, que é um marco arquitetónico e cultural do século XX.”

 

A afirmação reflete o simbolismo que o edifício continua a ter na cidade, apesar de décadas de encerramento.

 

 

Um ícone portuense nascido em 1948

 

O Cine-Teatro Vale Formoso foi inaugurado a 30 de dezembro de 1948, numa época em que o cinema e o teatro assumiam papel central na vida cultural urbana.

 

Projetado pelo arquiteto Francisco Granja, o edifício destacou-se desde cedo pela imponência arquitetónica e pela sua dimensão, tornando-se uma das principais salas de espetáculos da cidade nas décadas seguintes.

 

Durante muitos anos foi palco de sessões de cinema, teatro, eventos sociais e momentos marcantes para milhares de portuenses, especialmente entre as décadas de 1950 e 1970.

 

Com mais de 4.200 metros quadrados, o complexo inclui uma ampla sala principal com capacidade superior a mil lugares, camarins, zonas técnicas e áreas complementares.

 

 

Fecho nos anos 90 e décadas de silêncio

 

Com a transformação dos hábitos culturais e a crise de muitas salas tradicionais, o Cine-Teatro Vale Formoso acabaria por encerrar nos anos 90, entrando depois num longo período de inatividade.

 

Ao longo dos anos, o edifício permaneceu como símbolo nostálgico de uma época dourada dos grandes cinemas de bairro e das casas de espetáculo da Invicta. Apesar de encerrado, nunca desapareceu da paisagem urbana nem da memória emocional da cidade.

 

 

Classificação municipal salvou o edifício

 

Em 2022, a Câmara Municipal do Porto classificou o Cine-Teatro Vale Formoso e o conjunto envolvente como Conjunto de Interesse Municipal, reconhecendo o seu valor patrimonial, arquitetónico e histórico.

 

Essa decisão revelou-se determinante para garantir a preservação do imóvel e impedir eventuais projetos que descaracterizassem a sua função cultural.

 

Na altura, o presidente da autarquia, Rui Moreira, salientou que a classificação permitiria assegurar que o edifício continuasse ligado às artes e ao espetáculo.

 

 

Investimento superior a sete milhões de euros

 

A aquisição agora formalizada pela UAU representa o início de uma nova etapa para o espaço. Entre compra do imóvel e obras de reabilitação, o investimento global ultrapassa os sete milhões de euros, num dos mais relevantes projetos privados recentes de recuperação cultural no Porto.

 

A intervenção pretende modernizar o equipamento e adaptá-lo às exigências atuais, sem perder os elementos históricos que fazem parte da sua identidade.

 

Entre os elementos preservados estarão:

  • a emblemática escadaria interior

  • a torre característica da fachada

  • diversos apontamentos arquitetónicos originais

  • a atmosfera histórica do edifício

 

 

Reabertura prevista para 2027

 

A nova fase do Cine-Teatro Vale Formoso deverá culminar com a reabertura no início de 2027, já com uma programação regular dedicada às artes performativas, concertos, teatro, eventos culturais e corporativos.

 

A ambição da UAU passa por transformar o espaço numa nova referência cultural da cidade, complementando a oferta existente e devolvendo ao Porto uma sala histórica preparada para o futuro.

 

 

O regresso de uma sala com alma

 

Num momento em que o Porto aposta cada vez mais na valorização do património e na dinamização cultural, o renascimento do Cine-Teatro Vale Formoso surge como símbolo de continuidade entre passado e futuro.

 

Durante anos fechado e silencioso, o edifício prepara-se agora para voltar a ter luzes acesas, público nas cadeiras e aplausos no final de cada espetáculo.

 

No dia 13 de setembro, antes das obras começarem, o Porto terá oportunidade de entrar novamente num espaço que nunca deixou verdadeiramente de lhe pertencer.

 

 

📷 UAU

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Cultura, Economia, Património, Porto, Sociedade, Turismo, Urbanismo

O antigo Matadouro Industrial de Campanhã, durante décadas um dos espaços industriais mais marcantes da zona oriental do Porto, prepara-se para iniciar uma nova vida. o histórico complexo reabrirá transformado em M-ODU, um ambicioso polo urbano, empresarial, cultural e comunitário que representa um investimento de 40 milhões de euros.

 

O projeto promete assumir-se como uma das maiores operações recentes de regeneração urbana da cidade, devolvendo utilidade pública e económica a um espaço emblemático que permaneceu desativado durante largos anos.

 

Com assinatura internacional e uma visão contemporânea, o novo M-ODU quer unir arquitetura, inovação, trabalho, arte e convivência, ajudando a consolidar Campanhã como uma das zonas estratégicas do futuro da cidade.

 

 

Um novo centro de vida para Campanhã

 

A ambição deste projeto passa por criar um ecossistema urbano onde trabalho, cultura e qualidade de vida convivem diariamente. O complexo vai ocupar uma área total de cerca de 20 mil metros quadrados, integrando:

 

  • nove edifícios de escritórios

  • oito mil metros quadrados para galerias e equipamentos públicos

  • zonas de restauração

  • cafetaria e quiosque

  • espaços de bem-estar

  • áreas culturais e comunitárias

 

A previsão aponta para a chegada de mais de 700 trabalhadores no terceiro trimestre de 2026, muitos deles ligados ao universo empresarial da Mota-Engil.

 

Ao mesmo tempo, o espaço será pensado como projeto aberto à cidade, procurando atrair também visitantes, moradores e novos utilizadores.

 

Nos últimos anos, Campanhã tem sido alvo de profundas transformações urbanas, com investimentos públicos e privados que incluem o Terminal Intermodal de Campanhã, novos projetos residenciais, requalificação de espaço público e novas centralidades.

 

O M-ODU surge como peça-chave nesse processo, reforçando a atratividade da zona oriental e contribuindo para equilibrar o desenvolvimento urbano da cidade. Durante décadas vista como periferia funcional, Campanhã assume-se agora como território de futuro.

 

 

Arquitetura assinada por Kengo Kuma

 

Um dos grandes elementos distintivos do M-ODU será a sua linguagem arquitetónica, desenvolvida pelo reconhecido atelier japonês Kengo Kuma & Associates, em parceria com o gabinete português OODA.

 

A presença de um nome internacional como Kengo Kuma confere ao projeto relevância acrescida, associando o Porto a uma arquitetura contemporânea de escala global.

 

 

Cobertura inspirada na natureza japonesa

 

Um dos elementos mais marcantes do novo complexo será a cobertura leve que parece flutuar sobre os edifícios. Essa estrutura inspira-se no conceito japonês komorebi, expressão que significa “a luz que passa suavemente entre as folhas das árvores”.

 

A ideia procura criar uma relação entre luz natural, sombra, transparência e movimento, aproximando a arquitetura da natureza e oferecendo identidade única ao espaço. Mais do que um detalhe estético, a cobertura deverá tornar-se uma das imagens de marca do novo M-ODU.

 

 

De espaço industrial a símbolo de futuro

 

Durante décadas, o antigo Matadouro Industrial fez parte da infraestrutura económica do Porto. Agora, entra numa nova era. Em vez de abandono ou demolição, a cidade opta por reutilizar e reinventar património urbano, transformando memória industrial em inovação contemporânea.

 

O resultado será um novo polo multifuncional capaz de atrair empresas, talento, visitantes e novas dinâmicas económicas.

 

 

Porto continua a reinventar-se

 

Com o avanço do M-ODU, o Porto reforça a imagem de cidade capaz de preservar passado e construir futuro em simultâneo. A reconversão do antigo Matadouro representa isso mesmo: recuperar um lugar histórico para responder às exigências do século XXI.

 

Campanhã ganhará um novo centro de energia urbana, e o Porto mais um símbolo da sua transformação.

 

 

📷 OODA

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Economia, Urbanismo, Vila do Conde

Uma empresa sediada em Vila do Conde apresentou a primeira casa construída com tecnologia de impressão 3D em Portugal, introduzindo uma nova abordagem no setor da habitação, mais rápida, eficiente e sustentável.

 

O projeto é da Havelar, uma startup fundada em 2023, que pretende responder à crescente crise habitacional através da inovação tecnológica.

 

 

Construção mais rápida e custos mais reduzidos

 

A grande diferença deste método está na rapidez de execução. As paredes da habitação foram “impressas” em apenas 18 horas, através de uma impressora 3D de grande escala.

 

Após essa fase, a montagem da casa — incluindo instalação de portas, janelas e módulos pré-fabricados — demorou cerca de duas semanas.

 

Comparando com a construção tradicional:

 

  • O processo pode ser até oito vezes mais rápido;

  • Os custos podem ser até três vezes mais baixos.

 

O preço estimado desta moradia ronda os 150 mil euros, podendo variar conforme os acabamentos e a localização.

 

 

Uma casa moderna, eficiente e sustentável

 

A habitação, localizada em Vilar do Pinheiro, apresenta uma tipologia T2 com cerca de 90 metros quadrados, destacando-se pelo seu design contemporâneo e funcional.

 

Entre as principais características estão:

  • Paredes em betão com textura visível, resultante da impressão em camadas;

  • Isolamento térmico com cortiça granulada;

  • Grandes janelas que privilegiam a luz natural;

  • Soluções energéticas mais eficientes.

 

Além disso, este método permite reduzir significativamente o desperdício de materiais, contribuindo para uma construção mais sustentável.

 

 

Tecnologia que pode transformar o setor da construção

 

A impressão 3D aplicada à construção já é uma realidade em vários países e começa agora a ganhar expressão em Portugal.

 

O sistema funciona como uma “fábrica móvel”, sendo transportado até ao local para imprimir diretamente a estrutura da casa. Apesar de ainda existirem limitações — como o número de pisos — a tecnologia apresenta um enorme potencial de crescimento.

 

A empresa prevê avançar com a construção de várias habitações com este método, especialmente no segmento da habitação acessível.

 

 

Uma possível resposta à crise da habitação

 

Num contexto de dificuldade no acesso à habitação, soluções como esta podem representar uma alternativa viável.

 

A combinação entre rapidez, menor custo e sustentabilidade posiciona a impressão 3D como uma ferramenta relevante para aumentar a oferta de casas no mercado e responder às necessidades das gerações mais jovens.

 

 

📷 Havelar

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Economia, Mobilidade, Porto, Urbanismo

O Porto viveu esta quarta-feira um dia histórico com a inauguração oficial do Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), uma infraestrutura estratégica que promete transformar profundamente a mobilidade urbana e regional.

 

Após anos de espera, promessas adiadas e vários obstáculos, entrou finalmente em funcionamento o novo terminal rodoviário da cidade, pensado para integrar diferentes modos de transporte e reduzir a pressão automóvel no centro urbano.

 

Na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, definiu o momento como “Um marco histórico para a reorganização de todo o sistema de transporte público do Porto e um passo crucial para a descarbonização da cidade.”

 

 

O lugar onde as linhas se encontram

 

Localizado em Campanhã, junto à histórica estação ferroviária, o TIC nasce como grande interface metropolitano e nacional, concentrando autocarros urbanos, interurbanos, internacionais, metro, comboio e táxis num único ponto.

 

Com esta nova infraestrutura, Campanhã reforça o seu papel como principal porta de entrada oriental da cidade e centro nevrálgico da mobilidade no Norte do país. O novo terminal permite ligação direta a:

 

  • Comboios urbanos, regionais e longo curso

  • Rede do Metro do Porto

  • Rede STCP

  • Operadores rodoviários privados

  • Táxis e TVDE

  • Estacionamento automóvel e bicicletas

 

 

Mais de 13 milhões de euros investidos

 

A obra representou um investimento municipal superior a 13,2 milhões de euros, contando com apoio financeiro europeu através do FEDER e financiamento público nacional e regional.

 

A gestão da empreitada esteve a cargo da empresa municipal GO Porto, enquanto a operação diária passou para a STCP Serviços.

 

 

Campanhã ganha também um grande pulmão verde

 

Um dos aspetos mais inovadores do projeto é a forte componente ambiental. Além da infraestrutura de transportes, nasceu sobre e em torno do edifício uma ampla zona verde, com mais de 4,6 hectares de área ajardinada.

 

Entre os principais números destacam-se:

 

  • 1.600 árvores plantadas

  • 50 mil m² de implantação total

  • 24 mil m² de construção

  • Maior cobertura verde alguma vez instalada num edifício público da cidade

 

O terminal integra assim mobilidade e sustentabilidade, funcionando também como novo parque urbano para Campanhã.

 

 

Até 120 mil passageiros por dia

 

O TIC foi desenhado para responder às necessidades presentes e futuras da cidade e da Área Metropolitana do Porto.

 

Capacidade estimada:

 

  • 8 cais de embarque e desembarque em rotação

  • Até 1.000 serviços diários

  • Até 120 mil passageiros por dia

  • Cerca de 43 milhões de utilizadores por ano

 

Foram ainda criados 55 postos de trabalho imediatos ligados à operação.

 

 

Menos trânsito e menos poluição no centro do Porto

 

A nova centralidade permitirá retirar circulação pesada de passageiros de várias zonas centrais da cidade, reduzindo congestionamento e emissões poluentes.

 

Segundo dados divulgados, o impacto ambiental poderá representar uma redução anual equivalente a 1.776 toneladas equivalentes de petróleo consumido.

 

Rui Moreira deixou um aviso claro “Desenganem-se aqueles que acham que a circulação de veículos pesados de passageiros no Porto vai continuar igual” e acrescentou que “Seremos implacáveis na regulação definitiva do transporte interurbano regional e internacional na cidade.”

 

 

Uma promessa antiga finalmente cumprida

 

A necessidade de um terminal intermodal em Campanhã remontava a 2003, quando o projeto foi inicialmente prometido pelo Estado.

 

Durante anos, o processo ficou bloqueado, só sendo desbloqueado após o chamado Acordo do Porto, assinado em 2015, no qual o Município assumiu a construção em troca da cedência dos terrenos.

 

Cronologia:

 

  • 2016 – Lançamento do concurso

  • 2017 – Apresentação do projeto vencedor, assinado por Nuno Brandão Costa

  • 2018 – Concurso da empreitada

  • 2019 – Início das obras

  • 2022 – Inauguração oficial

 

 

Rui Moreira destaca reabilitação da zona oriental

 

O autarca portuense aproveitou o momento para sublinhar a aposta estratégica na zona oriental da cidade. “Cumprimos um dos nossos maiores desígnios: reabilitar as politicamente esquecidas zona oriental e freguesia de Campanhã.”

 

Campanhã, durante décadas marcada por abandono e subaproveitamento urbano, ganha assim uma das mais importantes infraestruturas da cidade no século XXI.

 

 

Nova era para a mobilidade portuense

 

Com o TIC, o Porto reforça a sua visão de cidade moderna, integrada e sustentável, onde o transporte público assume papel central. A nova infraestrutura junta-se a outros polos estratégicos como:

 

  • Interface da Casa da Música

  • Futuro polo do Hospital de São João

  • Requalificação das Camélias

  • Investimentos da Metro do Porto e STCP

 

 

Campanhã transforma-se numa nova centralidade urbana

 

Mais do que um terminal, o TIC representa uma nova centralidade urbana. Ali onde durante anos existiram terrenos subutilizados, nasce agora uma porta moderna de entrada na cidade, um parque verde e uma plataforma de mobilidade preparada para o futuro.

O Porto esperou muitos anos, mas hoje, Campanhã entrou definitivamente no mapa das grandes transformações urbanas.

 

 

📷 Porto

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Economia, Património, Porto, Sociedade, Turismo

Um dos maiores símbolos gastronómicos da cidade do Porto voltou finalmente a abrir portas. A histórica A Regaleira reabriu ao público no dia 1 de julho de 2021, devolvendo à Invicta a receita original da francesinha, aquela que nasceu em 1952 e que marcou gerações.

 

Depois de um encerramento forçado em 2018, o regresso deste emblemático restaurante representa muito mais do que uma simples reabertura: é o recuperar de uma tradição profundamente enraizada na identidade portuense.

 

 

Uma reabertura esperada… e inevitável

 

Para os irmãos Francisco Passos e Tiago Passos, netos do fundador António Passos, a reabertura sempre foi uma certeza, mesmo sem saberem quando ou como iria acontecer.

 

“Nunca houve um momento-chave. Quando fechámos, sabíamos que íamos reabrir”, revelou Francisco Passos.

 

A saída do espaço original, motivada pela especulação imobiliária, obrigou a família a interromper temporariamente a atividade. Ainda assim, nunca deixou de existir a vontade de devolver à cidade um dos seus maiores ícones gastronómicos.

 

 

Novo espaço, mesma alma

 

A nova Regaleira surge na mesma rua, a Rua do Bonjardim, a poucos metros do local original, mantendo a ligação emocional com os clientes habituais.

 

Embora o espaço tenha sido renovado, há vários elementos que preservam a memória da casa:

 

  • Fotografias e quadros antigos

  • Objetos do restaurante original expostos

  • Um lambrim dos anos 50 na sala inferior

  • Parte da equipa histórica de sala

 

“Os equipamentos são novos, mas o conceito e as pessoas são os antigos”, sublinha Francisco.

 

 

A francesinha original… tal como nasceu

 

O grande destaque continua a ser a verdadeira francesinha da Regaleira, uma receita única, diferente das versões mais populares que hoje se encontram pela cidade.

 

Criada em 1952 por Daniel David da Silva, esta versão distingue-se por vários detalhes:

 

  • Utiliza pão biju em vez de pão de forma

  • A carne é perna de porco assada, e não bife

  • Não inclui automaticamente ovo nem batatas fritas

  • O molho mantém a receita original, guardada ao longo de décadas

 

Mais do que um prato, trata-se de um legado gastronómico que permanece praticamente inalterado desde a sua criação.

 

 

Uma história que nasce de uma homenagem

 

A origem da francesinha está envolta em curiosidade e criatividade. Conta-se que Daniel David da Silva, inspirado pelas suas viagens pela Europa, criou este prato como uma homenagem às mulheres francesas, consideradas mais ousadas e “picantes”.

 

O resultado foi uma sanduíche intensa, acompanhada por um molho igualmente marcante, que rapidamente conquistou os clientes da Regaleira. O nome surgiu naturalmente: francesinha.

 

 

Uma novidade à altura da tradição

 

Apesar do respeito pela tradição, a nova fase da Regaleira traz também inovação.

 

Uma das grandes novidades é a criação de uma cerveja artesanal exclusiva, desenvolvida para harmonizar com a francesinha. O projeto contou com a colaboração do mestre cervejeiro Gilberto Palmeira, que criou várias receitas até chegar à versão final escolhida.

 

 

Coragem em tempos difíceis

 

A reabertura acontece num contexto particularmente desafiante para a restauração, marcado pelos efeitos da pandemia.

 

“Foi um risco extremamente ponderado”, admite Francisco Passos. “Sabemos que não é o momento ideal, mas era a oportunidade que tínhamos.”

 

Num período em que muitos restaurantes encerram, a decisão de reabrir revela não só coragem, mas também uma forte ligação emocional à cidade e à sua história.

 

 

Mais do que um restaurante, um símbolo da cidade

 

A Regaleira não é apenas mais um restaurante no Porto. É um espaço que faz parte da memória coletiva, um ponto de encontro de gerações e um marco da identidade gastronómica da cidade.

 

O regresso da casa onde nasceu a francesinha original representa, por isso, um momento especial para todos os portuenses, e para quem visita a cidade em busca da sua essência.

 

 

O sabor de sempre, no Porto de hoje

 

Quem entrar na nova Regaleira encontrará um espaço renovado, mas com a mesma alma de sempre. A mesma família. A mesma história. O mesmo sabor.

 

E, acima de tudo, a certeza de que algumas tradições resistem ao tempo — e continuam a fazer do Porto um lugar único.

 

 

📷 A Regaleira

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Economia, Mobilidade, Porto, Urbanismo

Arrancaram oficialmente as obras do futuro Terminal Intermodal de Campanhã, uma infraestrutura há muito aguardada na cidade do Porto e que promete transformar profundamente a forma como os transportes públicos se articulam na região.

 

Com conclusão prevista para junho de 2021, este projeto é apontado como uma das intervenções mais relevantes no setor da mobilidade urbana das últimas décadas.

 

 

Um projeto estratégico para a mobilidade urbana

 

Com um investimento global de 12,7 milhões de euros, o novo terminal foi concebido para concentrar, num único espaço, vários modos de transporte. O objetivo passa por facilitar a ligação entre comboios suburbanos e de longo curso, metro e diferentes redes de autocarros, incluindo a STCP, operadores privados e serviços intermunicipais e regionais.

 

Esta integração permitirá reduzir tempos de espera, melhorar a eficiência das ligações e proporcionar uma experiência mais cómoda e fluida para os passageiros que diariamente utilizam transportes públicos na cidade e na Área Metropolitana do Porto.

 

 

Localização privilegiada e novas acessibilidades

 

Situado em Campanhã, o terminal beneficia de uma localização estratégica, com ligação direta a importantes eixos rodoviários, como a Via de Cintura Interna (VCI) e as autoestradas A1, A3 e A4. Esta acessibilidade reforça o papel da zona como um dos principais pontos de entrada e distribuição de fluxos de mobilidade na cidade.

 

O projeto contempla ainda a criação de novas vias de acesso, contribuindo para uma melhor organização do tráfego e para a valorização urbana da zona envolvente.

 

 

Um dos principais nós da rede de transportes

 

O Terminal Intermodal de Campanhã será um elemento-chave na estrutura da rede de transportes do Porto, funcionando como um interface estratégico num anel de mobilidade que circunda a cidade. Este equipamento irá articular-se com outros polos relevantes, como o interface da Casa da Música e o futuro interface do Hospital de São João.

 

Esta visão integrada pretende reforçar a interligação entre diferentes zonas da cidade e melhorar a eficiência global do sistema de transportes públicos.

 

 

Infraestrutura moderna e sustentável

 

Com uma área bruta de construção de cerca de 24 mil metros quadrados, o novo terminal será equipado com diversas valências de apoio aos utilizadores. Entre elas, destacam-se um parque de estacionamento, zonas de “kiss & ride”, parque para bicicletas e área dedicada a táxis.

 

Um dos elementos mais inovadores do projeto será a cobertura verde, com cerca de 4,6 hectares, que contribuirá para a sustentabilidade ambiental da infraestrutura, promovendo a redução do impacto urbano e melhorando a integração paisagística.

 

 

Um investimento com impacto no futuro da cidade

 

Mais do que uma obra de engenharia, o Terminal Intermodal de Campanhã representa uma aposta clara numa mobilidade mais eficiente, sustentável e centrada nas necessidades dos cidadãos. A sua concretização marca um passo decisivo na modernização dos transportes no Porto, consolidando a cidade como uma referência em planeamento urbano e inovação na mobilidade.

 

 

📷 Risco

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