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Cultura, Património, Porto, Top

O Museu de Arte Contemporânea de Serralves e o Museu do Porto foram hoje distinguidos na cerimónia dos Prémios APOM 2025, realizada no Cineteatro Louletano, em Loulé, Algarve. O evento celebrou também o 60.º aniversário da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) e contou com a colaboração do Museu Municipal de Loulé e da Câmara Municipal de Loulé.

 

 

Museu de Serralves: Melhor Museu Português 2025

 

O Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, foi distinguido com o Prémio Melhor Museu Português, também atribuído pela APOM. O museu, inaugurado em 1999 e projetado por Álvaro Siza Vieira, abriu com a exposição “Circa 1968”, reunindo obras que exploravam temas de contestação e novas formas de expressão artística.


A coleção inclui nomes internacionais como Andy Warhol, Gerhard Richter, Joan Miró, Keith Haring, Anselm Kiefer e Wolfgang Tillmans, assim como artistas portugueses de referência, como Paula Rego, Helena Almeida, Álvaro Lapa e Fernando Calhau.


Recentemente, o museu ampliou o espaço expositivo com a Ala Álvaro Siza, expandindo a coleção com depósitos de arquivos de artistas e colecionadores como Julião Sarmento e Mário Teixeira da Silva.

 

O presidente da APOM, João Neto, justificou a escolha destacando a excelência da apresentação das obras da Coleção de Serralves, a qualidade da visão do museu e o impacto social. O prémio distingue anualmente as melhores práticas museológicas do país, abrangendo restauro, exposições, coleções visitáveis, investigação, projetos internacionais e mecenas.

 

 

Premiações do Museu do Porto

 

Entre os destaques, o Museu do Porto recebeu o prémio Edições pelo livro “A Urgência da Cidade: o Porto e 100 anos de Fernando Távora” e uma menção honrosa na categoria Projeto de Educação e Mediação Cultural pelo “Dia do Vizinho 2024”.


O livro homenageia o arquiteto Fernando Távora e reúne testemunhos de familiares, amigos e especialistas, além de documentação sobre o centenário do arquiteto, incluindo ensaios fotográficos e análises da sua intervenção na cidade do Porto.


O “Dia do Vizinho” é um projeto comunitário intergeracional que promove a participação de cidadãos, associações, artistas e coletivos, reforçando a presença do museu como espaço de proximidade e mediação cultural.

 

 

Contexto dos Prémios APOM

 

Criados em 1994, os Prémios APOM têm como objetivo reconhecer o trabalho de museus e profissionais da museologia em Portugal, cobrindo diferentes áreas da atividade museológica. A edição de 2025 recebeu 125 candidaturas de todo o país, refletindo a diversidade e qualidade do setor.


A cerimónia contou com a presença de cerca de 200 profissionais do setor e de representantes de municípios, incluindo o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo. Todos os premiados receberam uma escultura alusiva ao prémio, criada pelo artista Fernando Quintas.

 

 

Impacto e relevância

 

Estas distinções reforçam a importância do Museu de Serralves e do Museu do Porto no panorama cultural nacional, destacando o compromisso com a preservação do património, a educação, a mediação cultural e a promoção da arte contemporânea.

Ao celebrar a excelência, a APOM sublinha a relevância das instituições museológicas portuguesas na sociedade e a sua capacidade de criar experiências culturais significativas e transformadoras.

 

 

📷 RPAC
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Património, Top, Urbanismo

A reabilitação do Mercado do Bolhão, no Porto, foi distinguida com o prestigiado prémio International Architecture Awards 2024, na categoria “Restauro / Renovação”. O galardão foi atribuído por The Chicago Athenaeum Museum of Architecture and Design e pelo European Centre for Architecture Art Design and Urban Studies, durante cerimónia realizada ontem em Atenas.


O projeto concorria com várias obras de renome nos sectores de restauração patrimonial e renovação urbana, tendo ocorrido candidaturas de mais de 150 projetos oriundos de 48 países em 33 categorias distintas.

 

 

O projeto de reabilitação: entre tradição e inovação

 

O edifício original do Mercado do Bolhão foi inaugurado entre 1914 e 1917, com projeto do arquiteto António Correia da Silva. A intervenção atual foi liderada pelo arquiteto Nuno Valentim, professor na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP).


Entre os objetivos principais da reabilitação estiveram a preservação dos valores físicos, históricos e humanos do edifício — como a tradicional atividade de frescos, mantendo o valor simbólico para a cidade — bem como a introdução de novas exigências contemporâneas em termos de acessibilidade, conforto, transparência urbana e funcionamento moderno.

 

 

Impacto urbano e simbólico para o Porto

 

Com esta distinção, o Mercado do Bolhão reafirma-se como um dos mais relevantes exemplos de intervenção em património edificado em Portugal, contribuindo para a valorização do centro histórico do Porto. O reconhecimento internacional reforça não apenas a qualidade arquitetónica do projeto, mas também o papel do mercado como núcleo de identidade, comércio tradicional e convivência urbana.


Além disso, o prémio serve como vitrine global para o Porto, atraindo atenção internacional para a cidade e para os seus projetos de reabilitação urbana.

 

 

Mais prémios e o legado de excelência

 

A distinção obtida com o International Architecture Awards soma-se a outras conquistas relevantes:

  • Já anteriormente havia arrecadado prémios como o ULI Europe Awards for Excellence (outubro 2023) e o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana (em várias categorias, maio 2023).

  • No total, a obra acumula 11 reconhecimentos nacionais e internacionais até à data. Estes prémios sublinham a consistência do projeto em termos de qualidade arquitetónica, pertinência urbana e intervenção de âmbito social que respeita o tecido local.

 

 

O que significa para comerciantes, visitantes e cidade

 

Para os comerciantes do mercado, para a gestão municipal e para os cidadãos, o prémio representa uma validação pública daquilo que foi investido: a modernização estrutural, melhores condições de uso, e a preservação de elementos históricos que conferem ao Bolhão o seu carácter único.


Para os visitantes, a reabilitação permite uma experiência renovada — mais confortável, mais funcional, mantendo, porém, a atmosfera de mercado tradicional.


Para a cidade do Porto, o galardão funciona como instrumento de promoção urbana: mostra que o Porto combina património e modernidade, e que projetos locais podem competir ao mais alto nível internacional.

 

 

📷 Nuno Valentim Arquitectura
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Cultura, Património, Porto

O Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, foi distinguido com o Prémio Melhor Museu Português pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM). A cerimónia decorreu hoje no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, reunindo profissionais do setor museológico de todo o país.

 

 

Reorganização e inovação no Museu Nacional de Soares dos Reis

 

A escolha do Museu Nacional de Soares dos Reis para este prestigiado prémio deve-se à recente reorganização e reestruturação do espaço, que esteve parcialmente encerrado durante cerca de três anos. A reabertura do museu apresentou um projeto inovador, estabelecendo um renovado diálogo com os visitantes e reforçando o seu papel na preservação e divulgação do património artístico nacional.

 

 

Coleção e espaços expositivos

 

O Museu Nacional de Soares dos Reis, instalado no Palácio dos Carrancas desde 1933, possui uma vasta coleção de arte portuguesa, com destaque para as obras de Soares dos Reis, considerado o pai da escultura portuguesa moderna. Além das esculturas, o museu alberga também pinturas, cerâmicas, mobiliário e ourivesaria. Recentemente, o museu inaugurou uma nova ala expositiva, ampliando o espaço dedicado às suas coleções e proporcionando uma experiência mais enriquecedora aos visitantes.

 

 

Reconhecimento da APOM

 

A APOM, fundada em 1965, tem como objetivo distinguir os museus e os seus profissionais em diversas áreas, promovendo a valorização do património cultural e a inovação na museologia. O Prémio Museu do Ano é um dos principais galardões atribuídos pela associação, reconhecendo a excelência na gestão e programação museológica.

 

Esta distinção reforça o papel do Museu Nacional de Soares dos Reis como um dos principais polos culturais do Porto, consolidando-o como um espaço de referência na promoção da arte e da cultura portuguesa.

 

 

📷 City Guide Porto
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Cultura, Economia, Património, Porto, Sociedade, Turismo, Urbanismo

O antigo Matadouro Industrial de Campanhã, durante décadas um dos espaços industriais mais marcantes da zona oriental do Porto, prepara-se para iniciar uma nova vida. o histórico complexo reabrirá transformado em M-ODU, um ambicioso polo urbano, empresarial, cultural e comunitário que representa um investimento de 40 milhões de euros.

 

O projeto promete assumir-se como uma das maiores operações recentes de regeneração urbana da cidade, devolvendo utilidade pública e económica a um espaço emblemático que permaneceu desativado durante largos anos.

 

Com assinatura internacional e uma visão contemporânea, o novo M-ODU quer unir arquitetura, inovação, trabalho, arte e convivência, ajudando a consolidar Campanhã como uma das zonas estratégicas do futuro da cidade.

 

 

Um novo centro de vida para Campanhã

 

A ambição deste projeto passa por criar um ecossistema urbano onde trabalho, cultura e qualidade de vida convivem diariamente. O complexo vai ocupar uma área total de cerca de 20 mil metros quadrados, integrando:

 

  • nove edifícios de escritórios

  • oito mil metros quadrados para galerias e equipamentos públicos

  • zonas de restauração

  • cafetaria e quiosque

  • espaços de bem-estar

  • áreas culturais e comunitárias

 

A previsão aponta para a chegada de mais de 700 trabalhadores no terceiro trimestre de 2026, muitos deles ligados ao universo empresarial da Mota-Engil.

 

Ao mesmo tempo, o espaço será pensado como projeto aberto à cidade, procurando atrair também visitantes, moradores e novos utilizadores.

 

Nos últimos anos, Campanhã tem sido alvo de profundas transformações urbanas, com investimentos públicos e privados que incluem o Terminal Intermodal de Campanhã, novos projetos residenciais, requalificação de espaço público e novas centralidades.

 

O M-ODU surge como peça-chave nesse processo, reforçando a atratividade da zona oriental e contribuindo para equilibrar o desenvolvimento urbano da cidade. Durante décadas vista como periferia funcional, Campanhã assume-se agora como território de futuro.

 

 

Arquitetura assinada por Kengo Kuma

 

Um dos grandes elementos distintivos do M-ODU será a sua linguagem arquitetónica, desenvolvida pelo reconhecido atelier japonês Kengo Kuma & Associates, em parceria com o gabinete português OODA.

 

A presença de um nome internacional como Kengo Kuma confere ao projeto relevância acrescida, associando o Porto a uma arquitetura contemporânea de escala global.

 

 

Cobertura inspirada na natureza japonesa

 

Um dos elementos mais marcantes do novo complexo será a cobertura leve que parece flutuar sobre os edifícios. Essa estrutura inspira-se no conceito japonês komorebi, expressão que significa “a luz que passa suavemente entre as folhas das árvores”.

 

A ideia procura criar uma relação entre luz natural, sombra, transparência e movimento, aproximando a arquitetura da natureza e oferecendo identidade única ao espaço. Mais do que um detalhe estético, a cobertura deverá tornar-se uma das imagens de marca do novo M-ODU.

 

 

De espaço industrial a símbolo de futuro

 

Durante décadas, o antigo Matadouro Industrial fez parte da infraestrutura económica do Porto. Agora, entra numa nova era. Em vez de abandono ou demolição, a cidade opta por reutilizar e reinventar património urbano, transformando memória industrial em inovação contemporânea.

 

O resultado será um novo polo multifuncional capaz de atrair empresas, talento, visitantes e novas dinâmicas económicas.

 

 

Porto continua a reinventar-se

 

Com o avanço do M-ODU, o Porto reforça a imagem de cidade capaz de preservar passado e construir futuro em simultâneo. A reconversão do antigo Matadouro representa isso mesmo: recuperar um lugar histórico para responder às exigências do século XXI.

 

Campanhã ganhará um novo centro de energia urbana, e o Porto mais um símbolo da sua transformação.

 

 

📷 OODA

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Mobilidade, Património, Porto, Urbanismo, Vila Nova de Gaia

A futura ponte sobre o rio Douro, que irá ligar Porto e Vila Nova de Gaia no âmbito da nova Linha Rubi (H) do Metro do Porto, já tem nome oficial: Ponte D. Antónia Ferreira – Ferreirinha.

 

A escolha resultou de um processo de votação pública que mobilizou cidadãos e entidades, consagrando a homenagem a uma das figuras mais marcantes da história económica e social do Douro e do Vinho do Porto.

 

Dona Antónia Adelaide Ferreira, conhecida popularmente como Ferreirinha, passa assim a dar nome à nova travessia que unirá duas cidades historicamente ligadas ao vinho, ao rio e ao crescimento conjunto.

 

 

Uma homenagem a uma figura maior do Douro

 

Dona Antónia Adelaide Ferreira é uma das personalidades mais emblemáticas do século XIX em Portugal. Reconhecida pelo papel decisivo no desenvolvimento do setor vinícola duriense, destacou-se pela modernização da produção, expansão comercial e defesa dos interesses da região demarcada do Douro.

 

Num tempo dominado por estruturas masculinas, tornou-se símbolo de visão empresarial, liderança e resiliência, sendo ainda hoje uma referência histórica nacional.

 

Dar o seu nome à nova ponte representa também a valorização do legado feminino na história portuguesa. Mais do que uma designação, o nome projeta a nova ponte como símbolo entre passado e futuro.

 

Ligação estratégica entre Campo Alegre e Arrábida

 

A nova ponte fará a ligação entre a zona do Campo Alegre, no Porto, e a zona da Arrábida, em Gaia. Será uma infraestrutura essencial para a mobilidade metropolitana, permitindo a passagem da futura Linha Rubi do metro, criando uma ligação estratégica entre as duas cidades. As estações previstas incluem:

 

Em Gaia:
  • Santo Ovídio

  • Soares dos Reis

  • Devesas

  • Rotunda

  • Candal

  • Arrábida

 

No Porto:
  • Campo Alegre

  • Casa da Música

 

Este novo eixo deverá beneficiar milhares de passageiros por dia e reforçar a cobertura da rede metropolitana.

 

 

Investimento de centenas de milhões

 

O projeto global da Linha Rubi representa um investimento estimado em 435 milhões de euros, dos quais 299 milhões financiados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

 

A construção deverá arrancar após os procedimentos finais e a conclusão está prevista para os próximos anos, constituindo uma das maiores obras públicas de mobilidade em curso na região.

 

 

Decisão com participação popular

 

O nome Ferreirinha foi escolhido através de votação pública promovida por várias entidades, envolvendo cidadãos na escolha de uma designação para a nova travessia.

 

A decisão final foi validada por uma comissão composta por personalidades ligadas ao conhecimento, património e mobilidade.

 

O anúncio oficial ocorreu durante as comemorações do aniversário do Jornal de Notícias.

 

 

Porto passa a ter mais uma ponte icónica

 

Conhecida mundialmente como cidade das pontes, a Invicta prepara-se para somar mais uma infraestrutura ao conjunto histórico de travessias sobre o Douro.

 

Quando abrir ao público, a Ponte Ferreirinha será utilizada diariamente por passageiros, peões e ciclistas, tornando-se parte da vida urbana contemporânea.

 

Com mobilidade sustentável, arquitetura moderna e forte carga simbólica, a nova travessia promete marcar uma nova era nas ligações entre as duas margens do Douro.

 

 

📷 Metro do Porto

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Mobilidade, Património, Porto, Vila Nova de Gaia

A futura ponte sobre o rio Douro, que irá integrar a nova Linha Rubi do Metro do Porto, já entrou numa nova fase decisiva: a escolha do nome oficial. A partir desta quinta-feira, os cidadãos podem votar no nome da nova travessia que ligará Porto a Vila Nova de Gaia, através do portal participa.pt, num processo público que decorre até 5 de maio.

 

Em votação estão seis propostas finalistas, escolhidas por uma comissão de personalidades ligadas à história, cultura, engenharia e identidade da região.

 

A nova infraestrutura será uma das obras mais importantes da mobilidade metropolitana dos próximos anos, criando uma nova ligação entre as duas margens do Douro e servindo milhares de passageiros diariamente.

 

 

Uma ponte estratégica para o futuro da mobilidade

 

A nova travessia irá unir a zona do Campo Alegre, no Porto, à zona da Arrábida, em Gaia. Além do canal dedicado ao metro ligeiro, a ponte contará também com:

 

  • ciclovia

  • percurso pedonal

  • integração urbana entre as duas margens

  • nova ligação estratégica para transportes públicos

 

A estrutura será elemento central da futura Linha Rubi (Casa da Música – Santo Ovídio), uma das expansões mais relevantes da rede do Metro do Porto.

 

O projeto global tem financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e representa um investimento de centenas de milhões de euros.

 

Além da componente ferroviária, a nova travessia deverá contribuir para:

 

  • reduzir tráfego automóvel

  • aproximar zonas urbanas hoje menos conectadas

  • incentivar mobilidade suave

  • reforçar sustentabilidade metropolitana

 

 

Os seis nomes finalistas

 

Os cidadãos podem escolher entre seis designações possíveis:

 

Ponte da Boa Viagem: Evoca a tradição marítima e a histórica ligação das populações do Porto e Gaia ao mar e às viagens.

 

Ponte Douro: Uma escolha direta e simbólica, centrada no próprio rio que molda a identidade da região.

 

Ponte da Ferreirinha: Homenageia Dona Antónia Adelaide Ferreira, figura maior do vinho do Porto e uma das mulheres mais marcantes da história económica portuguesa.

 

Ponte da Boa Passagem: Recorda o antigo cruzeiro da Boa Passagem, ligado à travessia histórica entre margens.

 

Ponte da União: Representa a ligação secular entre Porto e Gaia e o espírito de cooperação entre as duas cidades.

 

Ponte Engenheiro Joaquim Sarmento: Distinção a um nome prestigiado da engenharia portuguesa, autor de várias obras emblemáticas da região.

 

 

Quem escolheu os finalistas

 

A comissão de seleção responsável pela escolha dos nomes foi composta por cinco personalidades:

 

  • Amândio Barros, historiador

  • Hélder Pacheco, historiador

  • Germano Silva, jornalista e investigador

  • Humberto Varum, engenheiro civil

  • Rui Veloso, músico

 

O objetivo foi reunir propostas com valor histórico, cultural e identitário para ambas as cidades.

 

 

Critérios exigentes para a escolha

 

As propostas tinham de respeitar pelo menos uma destas condições:

 

  • homenagear personalidades falecidas há mais de um ano e de reconhecido mérito

    ou

 

  • representar referências históricas, geográficas, económicas, sociais ou culturais ligadas ao Porto e Gaia.

 

O processo pretende garantir que o nome final tenha significado duradouro e ligação real ao território.

 

 

Nome vencedor será anunciado em junho

 

Após o encerramento da votação popular a 5 de maio, uma comissão final validará a escolha definitiva.

 

Essa comissão será composta por:

 

  • Ricardo Fonseca, ex-presidente da Metro do Porto

  • Fernando Sousa, coordenador do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade

  • Fernanda Ribeiro, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

 

O nome oficial será revelado no dia 2 de junho. Mais do que uma simples estrutura, esta será uma ponte com impacto urbano, económico e simbólico.

 

Como aconteceu com a Ponte Luís I, Ponte da Arrábida ou Ponte do Infante, o nome escolhido poderá atravessar gerações. Agora, a decisão passa também pelos cidadãos.

 

 

📷 Metro do Porto

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Economia, Património, Porto, Sociedade, Turismo

Um dos maiores símbolos gastronómicos da cidade do Porto voltou finalmente a abrir portas. A histórica A Regaleira reabriu ao público no dia 1 de julho de 2021, devolvendo à Invicta a receita original da francesinha, aquela que nasceu em 1952 e que marcou gerações.

 

Depois de um encerramento forçado em 2018, o regresso deste emblemático restaurante representa muito mais do que uma simples reabertura: é o recuperar de uma tradição profundamente enraizada na identidade portuense.

 

 

Uma reabertura esperada… e inevitável

 

Para os irmãos Francisco Passos e Tiago Passos, netos do fundador António Passos, a reabertura sempre foi uma certeza, mesmo sem saberem quando ou como iria acontecer.

 

“Nunca houve um momento-chave. Quando fechámos, sabíamos que íamos reabrir”, revelou Francisco Passos.

 

A saída do espaço original, motivada pela especulação imobiliária, obrigou a família a interromper temporariamente a atividade. Ainda assim, nunca deixou de existir a vontade de devolver à cidade um dos seus maiores ícones gastronómicos.

 

 

Novo espaço, mesma alma

 

A nova Regaleira surge na mesma rua, a Rua do Bonjardim, a poucos metros do local original, mantendo a ligação emocional com os clientes habituais.

 

Embora o espaço tenha sido renovado, há vários elementos que preservam a memória da casa:

 

  • Fotografias e quadros antigos

  • Objetos do restaurante original expostos

  • Um lambrim dos anos 50 na sala inferior

  • Parte da equipa histórica de sala

 

“Os equipamentos são novos, mas o conceito e as pessoas são os antigos”, sublinha Francisco.

 

 

A francesinha original… tal como nasceu

 

O grande destaque continua a ser a verdadeira francesinha da Regaleira, uma receita única, diferente das versões mais populares que hoje se encontram pela cidade.

 

Criada em 1952 por Daniel David da Silva, esta versão distingue-se por vários detalhes:

 

  • Utiliza pão biju em vez de pão de forma

  • A carne é perna de porco assada, e não bife

  • Não inclui automaticamente ovo nem batatas fritas

  • O molho mantém a receita original, guardada ao longo de décadas

 

Mais do que um prato, trata-se de um legado gastronómico que permanece praticamente inalterado desde a sua criação.

 

 

Uma história que nasce de uma homenagem

 

A origem da francesinha está envolta em curiosidade e criatividade. Conta-se que Daniel David da Silva, inspirado pelas suas viagens pela Europa, criou este prato como uma homenagem às mulheres francesas, consideradas mais ousadas e “picantes”.

 

O resultado foi uma sanduíche intensa, acompanhada por um molho igualmente marcante, que rapidamente conquistou os clientes da Regaleira. O nome surgiu naturalmente: francesinha.

 

 

Uma novidade à altura da tradição

 

Apesar do respeito pela tradição, a nova fase da Regaleira traz também inovação.

 

Uma das grandes novidades é a criação de uma cerveja artesanal exclusiva, desenvolvida para harmonizar com a francesinha. O projeto contou com a colaboração do mestre cervejeiro Gilberto Palmeira, que criou várias receitas até chegar à versão final escolhida.

 

 

Coragem em tempos difíceis

 

A reabertura acontece num contexto particularmente desafiante para a restauração, marcado pelos efeitos da pandemia.

 

“Foi um risco extremamente ponderado”, admite Francisco Passos. “Sabemos que não é o momento ideal, mas era a oportunidade que tínhamos.”

 

Num período em que muitos restaurantes encerram, a decisão de reabrir revela não só coragem, mas também uma forte ligação emocional à cidade e à sua história.

 

 

Mais do que um restaurante, um símbolo da cidade

 

A Regaleira não é apenas mais um restaurante no Porto. É um espaço que faz parte da memória coletiva, um ponto de encontro de gerações e um marco da identidade gastronómica da cidade.

 

O regresso da casa onde nasceu a francesinha original representa, por isso, um momento especial para todos os portuenses, e para quem visita a cidade em busca da sua essência.

 

 

O sabor de sempre, no Porto de hoje

 

Quem entrar na nova Regaleira encontrará um espaço renovado, mas com a mesma alma de sempre. A mesma família. A mesma história. O mesmo sabor.

 

E, acima de tudo, a certeza de que algumas tradições resistem ao tempo — e continuam a fazer do Porto um lugar único.

 

 

📷 A Regaleira

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Património, Porto, Urbanismo

As tão aguardadas obras de recuperação do Mercado do Bolhão arrancaram oficialmente esta terça-feira, marcando o início de um dos projetos mais emblemáticos de requalificação urbana do Porto. Classificado como Monumento de Interesse Público desde 2013, o edifício centenário entra agora numa nova fase da sua história, com o objetivo de devolver à cidade o espírito autêntico de um mercado tradicional e popular.

 

A Câmara Municipal do Porto adjudicou a empreitada e confirmou a entrada das primeiras máquinas no local. Segundo a autarquia, a intervenção deverá estar concluída no prazo de dois anos, devolvendo à cidade “um dos seus mais importantes valores patrimoniais, intacto na sua essência e sempre como mercado tradicional e público de frescos, como nasceu”.

 

 

Um projeto esperado há mais de três décadas

 

A reabilitação do Bolhão tem sido um desejo antigo de portuenses, comerciantes e autarcas. Este é já o quarto projeto de recuperação do mercado em 30 anos, depois de várias tentativas falhadas devido a divergências entre os planos apresentados e as preocupações de preservação histórica expressas pela população e pelos vendedores.

 

A atual intervenção representa, segundo o município, um compromisso entre a modernização necessária e a defesa da identidade arquitetónica e cultural do edifício. O objetivo é garantir que o Bolhão mantém o seu carácter de mercado de frescos, continuando a ser um espaço de comércio tradicional e convivência, mas com condições estruturais, higiénicas e logísticas totalmente renovadas.

 

 

Primeira fase: estabilização e preparação estrutural

 

Antes do arranque formal das obras, a primeira fase da modernização começou em agosto de 2016, com um investimento de 800 mil euros. Essa etapa inicial incluiu o desvio de infraestruturas e de uma linha de água para as ruas Sá da Bandeira e Fernandes Tomás, permitindo preparar o edifício para a reabilitação profunda agora em curso.

 

O plano contemplou ainda a criação das condições necessárias para a estabilização do edifício, a construção de uma cave logística e de um túnel de ligação entre a Rua do Ateneu e a futura cave do mercado, garantindo a eficiência no abastecimento e a melhoria das acessibilidades.

 

 

O que está previsto na reabilitação integral

 

De acordo com o programa da obra geral, a intervenção inclui a reabilitação e consolidação estrutural das fachadas e coberturas, a criação de um piso subterrâneo, bem como novos acessos pedonais e um conjunto de obras de reforço estrutural no interior do edifício.

 

O projeto prevê ainda a valorização do espaço público envolvente, integrando o Bolhão de forma harmoniosa na dinâmica urbana da Baixa do Porto, área que tem vindo a ser alvo de uma ampla requalificação nos últimos anos.

 

 

Um símbolo de identidade portuense

 

Mais do que uma simples intervenção de engenharia, a recuperação do Mercado do Bolhão representa um ato de preservação da memória coletiva do Porto. O mercado, inaugurado em 1914 e conhecido pelo seu traçado neoclássico, é um dos espaços mais visitados e fotografados da cidade, sendo também um ponto de encontro entre gerações de comerciantes e clientes.

 

Quando reabrir, o Bolhão deverá manter a sua função original, aliando tradição e modernidade, e reafirmando o seu papel como símbolo da alma portuense — um espaço onde o comércio, a cultura e a autenticidade se cruzam diariamente.

 

 

O futuro do Bolhão e o impacto na cidade

 

Com as obras em curso, o Porto reafirma a sua aposta na reabilitação urbana e na valorização do património histórico, procurando equilibrar o desenvolvimento económico com a preservação da identidade local.


A conclusão do projeto não só trará benefícios aos comerciantes e moradores, como também reforçará o potencial turístico e cultural da Baixa, tornando o Mercado do Bolhão novamente num cartão de visita da cidade.

 

 

📷 GO Porto

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Economia, Património, Porto, Urbanismo

A cidade do Porto viveu hoje um momento histórico com a abertura oficial do Mercado Temporário do Bolhão, instalado no centro comercial La Vie. A inauguração marca o início de uma nova fase para um dos espaços mais emblemáticos da Invicta.

 

Depois de décadas de espera por obras de requalificação, o centenário Mercado do Bolhão encerrou portas no passado sábado, dando lugar a um processo de modernização que deverá durar cerca de dois anos.

 

 

Um novo espaço para preservar uma tradição

 

O Mercado Temporário do Bolhão surge como solução para garantir a continuidade da atividade dos comerciantes durante o período de obras.

 

Instalado numa área de cerca de 5.600 metros quadrados no piso -1 do La Vie, o espaço acolhe mais de 80 lojistas, distribuídos por:

  • 61 bancas de produtos frescos, como peixe, carne, fruta e legumes

  • Quatro restaurantes

  • Diversas áreas de apoio

 

Com um investimento municipal de cerca de 850 mil euros, o novo mercado apresenta condições modernas e funcionais, permitindo aos comerciantes manter a sua atividade com maior conforto.

 

 

Marcelo assinala abertura com banho de multidão

 

A inauguração contou com a presença do Marcelo Rebelo de Sousa, que assinalou o primeiro dia de funcionamento do mercado.

 

O Presidente da República iniciou a visita junto ao edifício original, acompanhado pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, percorrendo depois a curta distância até ao espaço temporário.

 

Recebido com entusiasmo pelos comerciantes e visitantes, Marcelo destacou o simbolismo deste momento e mostrou-se impressionado com as condições do novo mercado, afirmando que superou as suas expectativas.

 

 

 

 

Uma transição preparada ao detalhe

 

A transferência dos comerciantes decorreu entre os dias 28 e 30 de abril, cumprindo o calendário definido pela autarquia.

 

O processo foi acompanhado por um extenso trabalho de proximidade, que incluiu centenas de reuniões individuais com os lojistas, garantindo a salvaguarda dos seus direitos históricos e a continuidade da atividade.

 

Dos cerca de 140 comerciantes do Bolhão:

 

  • Mais de 80 aceitaram integrar o mercado temporário

  • Cerca de 100 manifestaram intenção de regressar ao espaço original após as obras

  • Outros optaram por cessar atividade ou procurar alternativas


 

Mais horários, melhores condições

 

Uma das novidades do Mercado Temporário do Bolhão é o alargamento do horário de funcionamento:

 

  • Dias úteis: até às 20h00 (antes encerrava às 17h00)

  • Sábados: até às 18h00 (antes encerrava às 13h00)

 

Esta alteração visa adaptar o mercado aos hábitos atuais dos consumidores, sem perder a sua essência tradicional.

 

 



Um projeto esperado há mais de 40 anos

 

A requalificação do Bolhão é uma das intervenções mais aguardadas pela cidade, depois de várias tentativas falhadas ao longo das últimas décadas.

 

O atual projeto, apresentado em 2015 por Rui Moreira, resultou de um extenso estudo socioeconómico e de um trabalho contínuo junto dos comerciantes, que permitiu alcançar um consenso alargado.

 

As decisões foram aprovadas por unanimidade na Assembleia Municipal, num raro momento de consenso político.

 

 

Obras avançam com financiamento assegurado

 

A empreitada de reabilitação, que arrancará já este mês, será gerida pela GO Porto e conta com financiamento próprio da autarquia, complementado por candidaturas a fundos comunitários.

 

A solidez financeira do município permitiu avançar com o projeto sem dependência externa, garantindo a sua execução.

 

 

O espírito do Bolhão continua vivo

 

Apesar da mudança de localização, a mensagem é clara: o Bolhão não desapareceu, apenas mudou temporariamente de casa.

 

A Câmara do Porto aposta agora numa forte campanha de comunicação para garantir que a nova localização é rapidamente reconhecida pelos cidadãos e visitantes.

 

Mais do que um mercado, o Bolhão é um símbolo da cidade. E enquanto o edifício original se prepara para renascer, o Mercado Temporário assegura que a sua alma continua bem presente no quotidiano dos portuenses.

 

 

Regresso já tem data… e promessa

 

O compromisso está assumido: dentro de dois anos, os comerciantes regressarão ao renovado Mercado do Bolhão, que manterá a sua identidade como mercado de frescos.

 

Até lá, o Mercado Temporário será o palco onde tradição e modernidade se encontram, garantindo que uma das maiores referências do Porto continua viva.

 

 

📷 GO Porto

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