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Cultura, Porto, Turismo

O Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, voltou a afirmar o seu prestígio internacional ao integrar a lista dos 100 museus mais visitados do mundo em 2025, sendo o único representante português neste ranking global.

 

De acordo com dados divulgados pela The Art Newspaper, o museu portuense ocupa a 84.ª posição, com um total de 902 mil visitantes ao longo do último ano.

 

 

Um destaque português num ranking dominado por gigantes mundiais

 

A lista é liderada por algumas das mais emblemáticas instituições culturais do mundo. O Museu do Louvre, em França, surge no topo com cerca de nove milhões de visitantes, seguido pelos Museus do Vaticano, com 6,9 milhões, e pelo Museu Nacional da Coreia, que alcançou 6,5 milhões de entradas.

 

Entre os primeiros lugares destacam-se ainda o Museu Britânico, o Metropolitan Museum of Art e o Museu Estatal Russo, confirmando a forte presença de grandes polos culturais europeus e norte-americanos.

 

 

Serralves consolida posição internacional

 

A presença de Serralves neste ranking reforça o papel do Porto enquanto destino cultural de referência. Com uma programação diversificada e uma forte ligação à arte contemporânea, o museu tem vindo a afirmar-se como um dos principais polos culturais da Península Ibérica.

 

Este reconhecimento internacional demonstra não só a atratividade do espaço, mas também a crescente procura por experiências culturais na cidade.

 

 

Mais de 200 milhões de visitas aos principais museus do mundo

 

No total, os 100 museus mais visitados do mundo somaram mais de 200 milhões de visitantes em 2025. Embora este número ainda esteja ligeiramente abaixo dos cerca de 230 milhões registados em 2019, representa uma recuperação significativa face aos impactos da pandemia, quando em 2020 se contabilizaram apenas 54 milhões de visitas.

 

Na Europa, a tendência é de estabilidade, com países como França, Espanha e Itália a manterem números consistentes, enquanto outras regiões registam crescimentos mais expressivos.

 

 

América do Sul e Ásia impulsionam crescimento global

 

Um dos dados mais relevantes do relatório aponta para uma forte expansão da afluência em regiões como a América do Sul e a Ásia. No Brasil, por exemplo, vários espaços culturais registaram aumentos significativos de visitantes, com destaque para o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand e os centros culturais do Banco do Brasil.

 

Já na Coreia do Sul, o crescimento foi particularmente expressivo, refletindo o impacto global da cultura coreana, que se tem traduzido também num aumento do turismo cultural.

 

 

Cultura continua a atrair milhões em todo o mundo

 

Apesar das mudanças nos hábitos de consumo cultural, os dados confirmam que os museus continuam a ser espaços de enorme relevância e atratividade. A procura por exposições, experiências imersivas e contacto com a arte mantém-se elevada, consolidando o papel destas instituições no panorama turístico e cultural global.

 

A presença de Serralves nesta lista é, assim, mais um sinal do reconhecimento internacional do Porto enquanto cidade onde a cultura ocupa um lugar central.

 

 

📷 Ayrton by Unsplash

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Agenda, Cultura, Eventos, Porto

O Primavera Sound Porto decorre entre os dias 11 e 14 de junho no Parque da Cidade do Porto.

 

Com um total de 55 artistas, o festival volta a afirmar-se como um dos principais eventos musicais da Europa, combinando nomes consagrados com propostas emergentes, numa curadoria que cruza estilos, gerações e geografias.

 

 

Três grandes cabeças-de-cartaz e um dia extra dedicado à eletrónica

 

A edição de 2026 será liderada por três nomes de peso da música internacional:

  • The xx sobem ao palco no dia 11 de junho;

  • Gorillaz assumem o protagonismo a 12 de junho;

  • Massive Attack encerram o alinhamento principal a 13 de junho.

 

O festival conta ainda com um dia extra, a 14 de junho, dedicado a sonoridades eletrónicas, com destaque para Peggy Gou, Dixon, Xinobi e SuM.

 

 

Um cartaz que celebra o passado e aponta ao futuro

 

A organização apresentou o alinhamento através de um vídeo produzido pela Vampire Films e pela VETA, que reflete a identidade do festival: uma fusão entre reencontros aguardados e novas apostas artísticas.

 

Desde a sua origem em Barcelona, em 2001, o Primavera Sound tem vindo a consolidar-se como um evento de referência mundial. No Porto, onde chega à sua 13.ª edição, o festival mantém-se como um ponto de equilíbrio entre a herança do original e uma identidade própria cada vez mais afirmada.

 

 

Bilhetes já disponíveis

 

Os bilhetes para o Primavera Sound Porto 2026 já se encontram à venda:

 

  • Passe geral (4 dias): 180€

  • Bilhete diário (11, 12 e 13 de junho): 75€

  • Bilhete para 14 de junho: 40€

  • Passe VIP (4 dias): 275€

  • Bilhete VIP diário (11, 12 e 13): 135€

 

 

Cartaz completo por dia

 

11 de junho

The xx, Big Thief, Ethel Cain, Kneecap, Oklou, Rusowsky, Nation of Language, Capicua, Gelli Haha, PAUS, Texas Is the Reason, Agriculture, Emmy Curl, Inês Marques Lucas, The New Eves, Ninajirachi, Vaiapraia

 

12 de junho

Gorillaz, Slowdive, Viagra Boys, Bad Gyal, Black Country, New Road, Panda Bear, Baxter Dury, Gisela João, Joey Valence & Brae, Mari Froes, Mark William Lewis, Melt-Banana, Water From Your Eyes, Annahstasia, Bestia Bebé, Buscabulla, Rita Vian

 

13 de junho

Massive Attack, Idles, Dijon, Jade, Amaarae, Fakemink, Sudan Archives, Yard Act, Criolo, Amaro & Dino, Model/Actriz, MXGPU, Napa, Smerz, Aiko El Grupo, Duquesa, The Sophs, Triángulo de Amor Bizarro

 

14 de junho

Peggy Gou, Dixon, Xinobi, SuM

 

 

Porto volta a ser palco de um dos maiores festivais europeus

 

Com o regresso ao Parque da Cidade, o Primavera Sound Porto reforça o seu estatuto como um dos eventos culturais mais relevantes do país, atraindo milhares de visitantes nacionais e internacionais.

 

A edição de 2026 promete, mais uma vez, transformar a cidade num verdadeiro epicentro musical, onde a diversidade sonora e a inovação artística se encontram num ambiente único.

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Cultura, Economia, Porto, Sociedade

O histórico Cine-Teatro Vale Formoso, uma das salas mais emblemáticas da cidade do Porto, vai voltar a abrir excecionalmente as portas ao público no próximo 13 de setembro, para um Dia Aberto à Comunidade promovido pela produtora UAU, recentemente responsável pela aquisição do edifício.

 

A iniciativa decorrerá entre as 10h00 e as 18h00, com entrada livre, permitindo aos portuenses visitar o espaço antes do arranque das obras de reabilitação que prometem devolver nova vida a este ícone cultural da cidade.

 

Encerrado há cerca de três décadas, o edifício mantém um lugar especial na memória coletiva de várias gerações. Agora, numa espécie de reencontro emocional entre o Porto e um dos seus teatros mais simbólicos, a população terá oportunidade de conhecer o interior do espaço tal como se encontra atualmente, antes da transformação que culminará com a sua reabertura prevista para 2027.

 

 

Uma última visita antes da transformação

 

Durante o Dia Aberto, os visitantes poderão percorrer várias áreas do antigo teatro, incluindo a sala principal, o foyer, zonas técnicas, futuros espaços de restauração e ainda o futuro jardim de inverno, previsto no projeto de reabilitação.

 

Será também apresentada ao público a proposta arquitetónica atualmente em desenvolvimento pelo consórcio Metrourbe e Arsuna, responsável pela recuperação do imóvel.

 

Segundo a UAU, este momento pretende permitir que a cidade se despeça do interior do edifício no seu estado atual, ao mesmo tempo que conhece em primeira mão o futuro do espaço.

 

 

Curiosidade enorme em torno do interior do teatro

 

Em comunicado, Paulo Dias, diretor-geral da UAU, sublinha o interesse crescente da população em conhecer o imóvel.

 

“Recebemos muitos contactos, desde académicos e locais, a pedir para visitarem o espaço. Como o Cine-Teatro Vale Formoso esteve fechado durante muitos anos, as pessoas só conhecem a fachada, mas há muita curiosidade para conhecer o interior deste teatro, que é um marco arquitetónico e cultural do século XX.”

 

A afirmação reflete o simbolismo que o edifício continua a ter na cidade, apesar de décadas de encerramento.

 

 

Um ícone portuense nascido em 1948

 

O Cine-Teatro Vale Formoso foi inaugurado a 30 de dezembro de 1948, numa época em que o cinema e o teatro assumiam papel central na vida cultural urbana.

 

Projetado pelo arquiteto Francisco Granja, o edifício destacou-se desde cedo pela imponência arquitetónica e pela sua dimensão, tornando-se uma das principais salas de espetáculos da cidade nas décadas seguintes.

 

Durante muitos anos foi palco de sessões de cinema, teatro, eventos sociais e momentos marcantes para milhares de portuenses, especialmente entre as décadas de 1950 e 1970.

 

Com mais de 4.200 metros quadrados, o complexo inclui uma ampla sala principal com capacidade superior a mil lugares, camarins, zonas técnicas e áreas complementares.

 

 

Fecho nos anos 90 e décadas de silêncio

 

Com a transformação dos hábitos culturais e a crise de muitas salas tradicionais, o Cine-Teatro Vale Formoso acabaria por encerrar nos anos 90, entrando depois num longo período de inatividade.

 

Ao longo dos anos, o edifício permaneceu como símbolo nostálgico de uma época dourada dos grandes cinemas de bairro e das casas de espetáculo da Invicta. Apesar de encerrado, nunca desapareceu da paisagem urbana nem da memória emocional da cidade.

 

 

Classificação municipal salvou o edifício

 

Em 2022, a Câmara Municipal do Porto classificou o Cine-Teatro Vale Formoso e o conjunto envolvente como Conjunto de Interesse Municipal, reconhecendo o seu valor patrimonial, arquitetónico e histórico.

 

Essa decisão revelou-se determinante para garantir a preservação do imóvel e impedir eventuais projetos que descaracterizassem a sua função cultural.

 

Na altura, o presidente da autarquia, Rui Moreira, salientou que a classificação permitiria assegurar que o edifício continuasse ligado às artes e ao espetáculo.

 

 

Investimento superior a sete milhões de euros

 

A aquisição agora formalizada pela UAU representa o início de uma nova etapa para o espaço. Entre compra do imóvel e obras de reabilitação, o investimento global ultrapassa os sete milhões de euros, num dos mais relevantes projetos privados recentes de recuperação cultural no Porto.

 

A intervenção pretende modernizar o equipamento e adaptá-lo às exigências atuais, sem perder os elementos históricos que fazem parte da sua identidade.

 

Entre os elementos preservados estarão:

  • a emblemática escadaria interior

  • a torre característica da fachada

  • diversos apontamentos arquitetónicos originais

  • a atmosfera histórica do edifício

 

 

Reabertura prevista para 2027

 

A nova fase do Cine-Teatro Vale Formoso deverá culminar com a reabertura no início de 2027, já com uma programação regular dedicada às artes performativas, concertos, teatro, eventos culturais e corporativos.

 

A ambição da UAU passa por transformar o espaço numa nova referência cultural da cidade, complementando a oferta existente e devolvendo ao Porto uma sala histórica preparada para o futuro.

 

 

O regresso de uma sala com alma

 

Num momento em que o Porto aposta cada vez mais na valorização do património e na dinamização cultural, o renascimento do Cine-Teatro Vale Formoso surge como símbolo de continuidade entre passado e futuro.

 

Durante anos fechado e silencioso, o edifício prepara-se agora para voltar a ter luzes acesas, público nas cadeiras e aplausos no final de cada espetáculo.

 

No dia 13 de setembro, antes das obras começarem, o Porto terá oportunidade de entrar novamente num espaço que nunca deixou verdadeiramente de lhe pertencer.

 

 

📷 UAU

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Cultura, Porto

A cidade do Porto recebe hoje a estreia da peça “Paranormal”, um espetáculo irreverente protagonizado por Joaquim Monchique, que promete surpreender o público com uma abordagem original ao teatro e uma impressionante multiplicidade de personagens.

 

O Paranormal Professor Adamastor (Joaquim Monchique) é um esotérico que entra em cena naquilo que não se pode catalogar como monólogo, porque as personagens materializam-se no corpo, na cara, na voz e nas expressões do ator! É uma peça que fala de gente que procura gente, pessoas que não querem ser encontradas que sem querer são descobertas!

 

A peça apresenta-se como uma comédia envolvente e inesperada, onde o cenário, a luz, a banda sonora e o texto contribuem para uma experiência dinâmica e quase “sobrenatural”, em que o palco parece transformar-se constantemente.

 

 

Uma história sobre encontros e desencontros

 

No centro da narrativa está a figura de um excêntrico professor paranormal que convida o público a refletir sobre um tema intrigante: o desaparecimento de pessoas.

 

A peça explora histórias de indivíduos que procuram outros, bem como daqueles que escolhem desaparecer e recomeçar longe de tudo. A partir desta premissa, constrói-se uma sucessão de situações inesperadas, onde as personagens ganham vida própria e interagem entre si, num registo simultaneamente cómico e reflexivo.

 

 

Texto com origem no teatro brasileiro

 

A base do espetáculo é o texto “Louro alto solteiro procura”, do dramaturgo brasileiro Miguel Falabella, adaptado à realidade portuguesa. Reconhecido pelo seu olhar humano e pela forte componente humorística, Falabella traz para esta obra temas universais como identidade, relações humanas, preconceito e transformação pessoal.

 

A adaptação mantém o tom irreverente e o humor mordaz do original, resultando numa peça que aborda questões sérias através da comédia.

 

 

Uma estreia especial no Porto

 

A estreia acontece no Teatro Batalha, uma escolha carregada de significado para Joaquim Monchique, que nutre uma ligação especial à cidade. Ao longo da sua carreira, o ator já passou por várias salas portuenses, destacando o entusiasmo e a entrega do público da Invicta.

 

A opção de estrear o espetáculo no Porto reforça essa relação de proximidade, valorizando a cidade como palco privilegiado para grandes produções teatrais.

 

 

Uma comédia intensa e surpreendente

 

“Paranormal” destaca-se pela sua intensidade, ritmo e versatilidade interpretativa, proporcionando momentos de humor constante e situações inesperadas. A peça apresenta-se como uma verdadeira viagem emocional, onde o riso convive com a reflexão.

 

Entre o absurdo e o real, o espetáculo convida o público a entrar num universo onde tudo pode acontecer — e onde, no final, até o próprio espetador pode sentir que faz parte da história.

 

 
📷 The Best of Porto

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