Your address will show here +12 34 56 78
Economia, Mobilidade, Porto, Vila Nova de Gaia

A futura ponte sobre o rio Douro que integrará a linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa já pode ser conhecida em maior detalhe. O projeto, atualmente em consulta pública até 29 de junho, prevê uma infraestrutura de dupla utilização que servirá não apenas os comboios de alta velocidade, mas também automóveis, ciclistas e peões.

 

A nova travessia ligará os concelhos do Porto e de Vila Nova de Gaia e será um dos elementos centrais do primeiro troço da linha de alta velocidade Porto-Oiã, cuja construção deverá arrancar ainda este ano.

 

De acordo com a memória descritiva do projeto, elaborada pelo consórcio AVAN Norte, a ponte terá dois tabuleiros distintos. O superior será reservado à circulação ferroviária, permitindo a passagem dos comboios de alta velocidade. Já o inferior acolherá trânsito automóvel, ciclovia e percursos pedonais.

 

A organização do tabuleiro rodoviário foi concebida de forma simétrica. As duas vias de circulação automóvel ficarão localizadas na zona central da estrutura, ladeadas por ciclovias e, mais junto ao exterior, por passeios destinados aos peões.

 

Segundo os documentos disponibilizados para consulta pública, a travessia rodoviária contará com duas faixas de circulação de 3,25 metros de largura cada, separadas por um separador central com um metro. A infraestrutura incluirá ainda uma ciclovia com 1,50 metros de largura e passeios pedonais com 2,25 metros. Para reforçar a segurança, estão previstas barreiras de betão do tipo New Jersey entre as diferentes zonas de circulação.



 

Mais de um quilómetro sobre o Douro

 

A componente ferroviária da ponte terá uma extensão total de 1.127,7 metros, enquanto o tabuleiro rodoviário inferior terá cerca de 690 metros.

 

A estrutura será sustentada por várias torres, destacando-se duas grandes torres em forma de “A”, localizadas sobre o rio, que suportarão o tabuleiro através de cabos atirantados. O projeto contempla ainda pilares de apoio em Gaia e na margem portuense.

 

No Porto, a ligação ferroviária será efetuada através do futuro viaduto de Campanhã, que se conectará à nova infraestrutura junto à atual Linha do Norte. Em Gaia, a ponte prolongar-se-á até à entrada do túnel ferroviário que atravessará a cidade, na zona de Gervide.

 

 

Património industrial preservado

 

Uma das particularidades do projeto passa pela preservação de elementos históricos da antiga Fábrica de Louça de Massarelos.

 

Os antigos fornos e a emblemática chaminé industrial serão mantidos e integrados na nova configuração urbana. Estes elementos ficarão localizados junto à rotunda que marcará o acesso à travessia rodoviária, ciclável e pedonal, numa área atualmente ocupada por um posto de combustível na Avenida Gustavo Eiffel.

 

 

Estação de Gaia será um grande interface de transportes

 

A nova estação de alta velocidade de Gaia, situada em Santo Ovídio, surge igualmente detalhada nos documentos agora divulgados.

 

Os cais ferroviários ficarão instalados a cerca de 60 metros de profundidade e serão acessíveis através de elevadores e escadas rolantes. A estação contará com acessos a sul, junto à Rotunda de Santo Ovídio, e a norte, nas proximidades da atual estação de metro D. João II.

 

O projeto prevê ainda a construção de duas grandes claraboias que permitirão a entrada de luz natural até às plataformas subterrâneas.

 

Nas imediações da estação será criado um importante nó de mobilidade, integrando metro, táxis, zonas de tomada e largada de passageiros, estacionamento para bicicletas e um parque subterrâneo com capacidade para 475 viaturas.

 

Um dos elementos mais visíveis será uma torre com cerca de 68,75 metros de altura, que ocupará a área do atual parque de estacionamento em terra batida junto à estação D. João II.

 

Apesar da dimensão do projeto, os documentos revelam que não estão previstas alterações urbanísticas profundas na zona de Santo Ovídio, mantendo-se grande parte da atual configuração viária.

 

 

Ligação Porto-Lisboa em apenas 1h15

 

A nova ponte integra a primeira parceria público-privada da futura linha de alta velocidade Porto-Lisboa.

 

Quando estiver concluída, a ligação ferroviária entre as duas maiores cidades portuguesas passará a demorar cerca de uma hora e quinze minutos, com paragens previstas em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria.

 

A conclusão do troço Porto-Oiã está prevista para 2030. Já a totalidade da linha Porto-Lisboa deverá entrar em funcionamento em 2032, o mesmo ano em que é esperada a conclusão da ligação de alta velocidade entre Porto e Vigo.

 

A nova ponte sobre o Douro será, assim, uma das infraestruturas mais marcantes das próximas décadas na Área Metropolitana do Porto, assumindo um papel estratégico na mobilidade ferroviária, rodoviária, ciclável e pedonal entre as duas margens do rio.

 

 

 📷 Infraestruturas de Portugal

0

Cultura, Eventos, Porto, Sociedade

O Porto já apresentou o programa oficial das Festas de São João 2026, uma das celebrações mais emblemáticas da cidade, que promete voltar a levar milhares de pessoas às ruas na noite de 23 para 24 de junho. Com um orçamento global de 800 mil euros, a edição deste ano aposta numa programação descentralizada, distribuída por vários pontos da cidade, com destaque para três grandes palcos, um espetáculo multimédia e de fogo de artifício sobre o rio Douro, concertos, arraiais, tradições populares e atividades para todas as idades.

 

A apresentação decorreu nos Jardins do Palácio de Cristal e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, do vereador do Desporto, Juventude e Associativismo, Rodrigo Passos, e de Tony Carreira, um dos artistas que integra o cartaz principal das festividades.

 

“O São João é uma festa muito especial. Costuma-se dizer, e bem, que é a noite mais longa do ano, mas não é só isso: é a festa mais bonita do mundo. É a mais bonita por aquilo que se sente na rua. É uma energia que nos liga a todos enquanto seres humanos”, afirmou Pedro Duarte durante a apresentação do programa.

 

 

Fogo de artifício volta a iluminar o Douro

 

Um dos momentos mais aguardados das Festas de São João volta a acontecer à meia-noite. Durante 12 minutos, os céus do Porto e de Vila Nova de Gaia serão iluminados por um espetáculo multimédia e de fogo de artifício entre as pontes Luís I e da Arrábida.

 

A iniciativa representa um investimento conjunto das duas autarquias, num valor de 215 mil euros, e deverá voltar a atrair milhares de pessoas às margens do Douro para assistir a um dos momentos mais emblemáticos da noite sanjoanina.

 

 

Aliados recebem Quinta do Bill e Tony Carreira

 

A Avenida dos Aliados volta a assumir-se como um dos principais centros da festa. A partir das 22 horas, sobem ao palco os Quinta do Bill, banda de referência da música portuguesa, conhecida por temas como “Filhos da Nação” e “No Silêncio do Teu Olhar”.

 

Depois do espetáculo de fogo de artifício será a vez de Tony Carreira animar a multidão com alguns dos seus maiores êxitos, num concerto que promete reunir diferentes gerações.

 

Ao longo da noite, Fernando Alvim assume a animação em formato DJ Set, enquanto a Dupla Mete Cá Sets prolongará a festa até às 4 horas da manhã.

 

Antes dos concertos, os Aliados serão também palco de um momento desportivo, com a transmissão, a partir das 18 horas, do encontro entre Portugal e Uzbequistão, a contar para o Mundial de Futebol.

 

 

D.A.M.A e Últimos Românticos animam a Cordoaria

 

Outro dos polos centrais das festividades será o Largo do Amor de Perdição, na Cordoaria. O espaço recebe, às 22 horas, os Últimos Românticos, projeto portuense que combina hip hop e música eletrónica. Já depois da meia-noite, às 00h20, sobem ao palco os D.A.M.A com o espetáculo especial “Canções Bonitas em PORTOguês”, concebido especialmente para a cidade.

 

A animação será complementada pelo projeto Noz Pimba, que promete transformar o recinto numa autêntica festa popular ao longo de toda a noite.

 

 

Casa da Música acolhe o Palco Juventude

 

Integrado na programação da Capital Nacional da Juventude 2026, o Palco Juventude estará instalado junto à Casa da Música e apresentará o projeto “Nunca Mates o Arraial”.

 

A programação inclui atuações de Cedofeita Takeover, Rapaz Ego e Nunca Mates o Mandarim, um dos nomes emergentes da cena indie portuense.

 

O espaço contará ainda com um “Bar Dançante” conduzido por Mike El Nite e João Não, bem como um DJ Set do projeto Más Influências. A apresentação ficará a cargo de Beatriz Gosta e David Bruno.

 

 

Karetus atuam junto ao rio

 

A zona ribeirinha ganha também destaque nesta edição das festas. Com a Ponte Luís I como pano de fundo, os Karetus sobem ao palco às 22h30 para um espetáculo que antecede o fogo de artifício da meia-noite, prometendo aquecer o ambiente junto ao Douro.

 

 

Concerto de São João regressa ao Palácio de Cristal

 

As celebrações prolongam-se para lá da noite principal. No dia 24 de junho, às 18 horas, a Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal recebe o tradicional Concerto de São João da Banda Sinfónica Portuguesa, com entrada livre.

 

 

Festas chegam a todas as freguesias

 

As comemorações estendem-se igualmente às várias freguesias da cidade. No dia 19 de junho, sobem aos palcos artistas como Ana Malhoa, Romana, Mónica Sintra, Diapasão e Victor Rodrigues.

 

Já na noite de 23 de junho atuam, entre outros, Minhotos Marotos, Zé Amaro, Jorge Guerreiro, Bandalusa, Iniciadores e Ritmo e Alma Show.

 

 

Tradições populares mantêm-se vivas

 

As manifestações tradicionais continuam a ocupar um lugar central na programação. A Arruada de Ranchos regressa às ruas da cidade no dia 13 de junho, a partir das 15 horas, reunindo diversos grupos e coletividades.

 

Já no dia 27 de junho será a vez das tradicionais Rusgas percorrerem a Baixa do Porto e os Aliados, num desfile que partirá da Rua de Passos Manuel e que contará novamente com transmissão em direto pelo Porto Canal.

 

 

Diversão, arraiais e Cascata Comunitária

 

As habituais zonas de diversão voltam a instalar-se nas Fontainhas, no Jardim do Cálem e na Avenida D. Carlos I, disponibilizando carrosséis, espaços de restauração, farturas, pipocas e outras atrações para toda a família.

 

O Mercado do Bolhão associa-se igualmente às comemorações através da tradicional Cascata Comunitária de São João, patente entre 8 e 28 de junho.

 

Ao longo do mês decorrerão também oficinas para famílias e, no dia 20 de junho, um arraial especial com atuações de Nel Monteiro e Jorge Lomba, numa das últimas grandes celebrações antes da noite mais longa do ano.

 

Com música, tradição, cultura popular e animação espalhada por toda a cidade, o São João 2026 prepara-se para voltar a transformar o Porto num dos maiores palcos festivos do país, celebrando uma tradição que continua a passar de geração em geração e que permanece como uma das maiores expressões da identidade portuense.

 

 

 📷 Miguel Nogueira by Porto.

0

Mobilidade, Património, Porto, Vila Nova de Gaia

A futura ponte sobre o rio Douro, que irá integrar a nova Linha Rubi do Metro do Porto, já entrou numa nova fase decisiva: a escolha do nome oficial. A partir desta quinta-feira, os cidadãos podem votar no nome da nova travessia que ligará Porto a Vila Nova de Gaia, através do portal participa.pt, num processo público que decorre até 5 de maio.

 

Em votação estão seis propostas finalistas, escolhidas por uma comissão de personalidades ligadas à história, cultura, engenharia e identidade da região.

 

A nova infraestrutura será uma das obras mais importantes da mobilidade metropolitana dos próximos anos, criando uma nova ligação entre as duas margens do Douro e servindo milhares de passageiros diariamente.

 

 

Uma ponte estratégica para o futuro da mobilidade

 

A nova travessia irá unir a zona do Campo Alegre, no Porto, à zona da Arrábida, em Gaia. Além do canal dedicado ao metro ligeiro, a ponte contará também com:

 

  • ciclovia

  • percurso pedonal

  • integração urbana entre as duas margens

  • nova ligação estratégica para transportes públicos

 

A estrutura será elemento central da futura Linha Rubi (Casa da Música – Santo Ovídio), uma das expansões mais relevantes da rede do Metro do Porto.

 

O projeto global tem financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e representa um investimento de centenas de milhões de euros.

 

Além da componente ferroviária, a nova travessia deverá contribuir para:

 

  • reduzir tráfego automóvel

  • aproximar zonas urbanas hoje menos conectadas

  • incentivar mobilidade suave

  • reforçar sustentabilidade metropolitana

 

 

Os seis nomes finalistas

 

Os cidadãos podem escolher entre seis designações possíveis:

 

Ponte da Boa Viagem: Evoca a tradição marítima e a histórica ligação das populações do Porto e Gaia ao mar e às viagens.

 

Ponte Douro: Uma escolha direta e simbólica, centrada no próprio rio que molda a identidade da região.

 

Ponte da Ferreirinha: Homenageia Dona Antónia Adelaide Ferreira, figura maior do vinho do Porto e uma das mulheres mais marcantes da história económica portuguesa.

 

Ponte da Boa Passagem: Recorda o antigo cruzeiro da Boa Passagem, ligado à travessia histórica entre margens.

 

Ponte da União: Representa a ligação secular entre Porto e Gaia e o espírito de cooperação entre as duas cidades.

 

Ponte Engenheiro Joaquim Sarmento: Distinção a um nome prestigiado da engenharia portuguesa, autor de várias obras emblemáticas da região.

 

 

Quem escolheu os finalistas

 

A comissão de seleção responsável pela escolha dos nomes foi composta por cinco personalidades:

 

  • Amândio Barros, historiador

  • Hélder Pacheco, historiador

  • Germano Silva, jornalista e investigador

  • Humberto Varum, engenheiro civil

  • Rui Veloso, músico

 

O objetivo foi reunir propostas com valor histórico, cultural e identitário para ambas as cidades.

 

 

Critérios exigentes para a escolha

 

As propostas tinham de respeitar pelo menos uma destas condições:

 

  • homenagear personalidades falecidas há mais de um ano e de reconhecido mérito

    ou

 

  • representar referências históricas, geográficas, económicas, sociais ou culturais ligadas ao Porto e Gaia.

 

O processo pretende garantir que o nome final tenha significado duradouro e ligação real ao território.

 

 

Nome vencedor será anunciado em junho

 

Após o encerramento da votação popular a 5 de maio, uma comissão final validará a escolha definitiva.

 

Essa comissão será composta por:

 

  • Ricardo Fonseca, ex-presidente da Metro do Porto

  • Fernando Sousa, coordenador do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade

  • Fernanda Ribeiro, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

 

O nome oficial será revelado no dia 2 de junho. Mais do que uma simples estrutura, esta será uma ponte com impacto urbano, económico e simbólico.

 

Como aconteceu com a Ponte Luís I, Ponte da Arrábida ou Ponte do Infante, o nome escolhido poderá atravessar gerações. Agora, a decisão passa também pelos cidadãos.

 

 

📷 Metro do Porto

0

Desporto, Economia, Eventos, Porto, Turismo, Vila Nova de Gaia

A cidade do Porto prepara-se para receber um dos maiores eventos desportivos internacionais alguma vez realizados em território nacional.

 

A 1 de setembro de 2007, o rio Douro será palco da estreia portuguesa da Red Bull Air Race, considerada a “Fórmula 1 dos ares”. Mas já hoje, 31 de agosto, o espetáculo começou e deixou milhares de pessoas rendidas.

 

 

Douro já recebe manobras impressionantes nos primeiros ensaios

 

Entre as ribeiras de Vila Nova de Gaia e do Porto, os primeiros treinos oficiais já tomaram conta do céu. Ao longo do dia, várias aeronaves percorreram a pista montada sobre o rio, proporcionando momentos de grande adrenalina e precisão técnica.

 

As manobras, realizadas a baixa altitude e a velocidades elevadas, atraíram desde logo a atenção de curiosos e entusiastas da aviação, que se juntaram nas margens do Douro para assistir ao que promete ser um espetáculo memorável.

 

 

Uma operação gigantesca para um evento histórico

 

A dimensão do evento impressiona. Segundo dados avançados pela organização, foram mobilizadas cerca de 1.400 toneladas de material, transportadas em 60 camiões. No terreno estarão 1.200 seguranças, apoiados por 68 torres de som, dez ecrãs gigantes e uma vasta estrutura logística.

 

No total, o investimento ultrapassa os 10 milhões de euros, tornando esta prova no evento desportivo mais caro do ano em Portugal.

 

A nível de segurança, estarão envolvidos cerca de 2.500 operacionais, incluindo elementos de bombeiros, PSP, GNR, Autoridade Marítima, INEM e Cruz Vermelha. Cerca de 90% destes meios estarão concentrados na zona entre Massarelos e a Ponte Luís I.

 

A vigilância será reforçada com 30 câmaras distribuídas por vários pontos da cidade.

 

 

Como vai funcionar a corrida


A prova consiste num slalom aéreo entre obstáculos insufláveis — os chamados “air gates” — com cerca de 20 metros de altura, colocados no rio Douro. Os pilotos terão de percorrer este circuito a velocidades que podem atingir os 400 km/h, mantendo uma precisão absoluta: qualquer erro resulta em penalizações.

 

“O Red Bull Air Race não é só velocidade, a precisão é crucial para o sucesso”, explica Luís Garção. “Voar a estas velocidades, perto do chão, exige uma habilidade imensa. Não há espaço para erros”.

 

Os pilotos estarão sujeitos a forças que podem atingir os 10 a 12G — o dobro do limite que uma pessoa comum consegue suportar sem desmaiar.

 

 

Os melhores pilotos do mundo no Porto

 

A organização não tem dúvidas: estarão presentes “os melhores pilotos do mundo”. No total, participam 12 a 13 concorrentes de nove nacionalidades, com destaque para norte-americanos e britânicos.

 

Muitos são pilotos comerciais de companhias como a British Airways ou a American Airlines, enquanto outros são instrutores ou especialistas em acrobacia aérea.

 

As aeronaves, leves e altamente manobráveis, pesam menos de 600 quilos e conseguem atingir velocidades impressionantes. O modelo mais utilizado será o Edge 540, capaz de ultrapassar os 425 km/h.

 

 

Queimódromo será base de operações

 

O Queimódromo foi escolhido como paddock e aeródromo da prova. A partir daí, os aviões descolam em direção ao mar, entrando depois na foz do Douro para iniciar o circuito.

“É um local com muitas vantagens: amplo, plano e muito próximo do mar”, explica Luís Garção. “Os aviões precisam apenas de cerca de 250 metros para descolar, o que torna este espaço ideal”.

 

 

Segurança e espetáculo de mãos dadas

 

Apesar da complexidade, a organização garante que a segurança é total.
“A prova é de risco zero. Não consigo ver risco nesta corrida”, afirma Luís Garção, acrescentando que todos os cenários de contingência foram previstos.

 

Os próprios obstáculos insufláveis foram concebidos para não causar danos: em caso de impacto, esvaziam-se imediatamente, funcionando como um “airbag”. “Acima de tudo, esta prova é um espetáculo”, sublinha.

 

 

Homenagem à história da aviação portuguesa

 

O evento servirá também para recordar o comandante Sarmento de Beires, pioneiro da aviação nacional. No sábado, será inaugurada uma exposição biobibliográfica na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, acompanhada de um colóquio sobre a travessia aérea do Atlântico Sul.

 

 

Impacto global e projeção internacional

 

A organização estima que mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo assistam à prova através da televisão, reforçando a projeção internacional do Porto.

 

“O retorno para a cidade é óbvio. É uma honra receber esta etapa”, afirma Luís Garção, que acredita no sucesso do evento e na possibilidade de o Porto integrar o calendário internacional nos próximos anos.

 

Depois de cidades como Budapeste, Londres, San Diego ou Perth, o Porto entra assim no mapa de um dos eventos mais espetaculares do mundo.

 

E se os ensaios já deixaram a cidade em suspenso, tudo aponta para que, amanhã, o Douro seja palco de um espetáculo absolutamente inesquecível.

 

 
📷 Red Bull

0