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Economia, Mobilidade, Porto, Vila Nova de Gaia

A futura ponte sobre o rio Douro que integrará a linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa já pode ser conhecida em maior detalhe. O projeto, atualmente em consulta pública até 29 de junho, prevê uma infraestrutura de dupla utilização que servirá não apenas os comboios de alta velocidade, mas também automóveis, ciclistas e peões.

 

A nova travessia ligará os concelhos do Porto e de Vila Nova de Gaia e será um dos elementos centrais do primeiro troço da linha de alta velocidade Porto-Oiã, cuja construção deverá arrancar ainda este ano.

 

De acordo com a memória descritiva do projeto, elaborada pelo consórcio AVAN Norte, a ponte terá dois tabuleiros distintos. O superior será reservado à circulação ferroviária, permitindo a passagem dos comboios de alta velocidade. Já o inferior acolherá trânsito automóvel, ciclovia e percursos pedonais.

 

A organização do tabuleiro rodoviário foi concebida de forma simétrica. As duas vias de circulação automóvel ficarão localizadas na zona central da estrutura, ladeadas por ciclovias e, mais junto ao exterior, por passeios destinados aos peões.

 

Segundo os documentos disponibilizados para consulta pública, a travessia rodoviária contará com duas faixas de circulação de 3,25 metros de largura cada, separadas por um separador central com um metro. A infraestrutura incluirá ainda uma ciclovia com 1,50 metros de largura e passeios pedonais com 2,25 metros. Para reforçar a segurança, estão previstas barreiras de betão do tipo New Jersey entre as diferentes zonas de circulação.



 

Mais de um quilómetro sobre o Douro

 

A componente ferroviária da ponte terá uma extensão total de 1.127,7 metros, enquanto o tabuleiro rodoviário inferior terá cerca de 690 metros.

 

A estrutura será sustentada por várias torres, destacando-se duas grandes torres em forma de “A”, localizadas sobre o rio, que suportarão o tabuleiro através de cabos atirantados. O projeto contempla ainda pilares de apoio em Gaia e na margem portuense.

 

No Porto, a ligação ferroviária será efetuada através do futuro viaduto de Campanhã, que se conectará à nova infraestrutura junto à atual Linha do Norte. Em Gaia, a ponte prolongar-se-á até à entrada do túnel ferroviário que atravessará a cidade, na zona de Gervide.

 

 

Património industrial preservado

 

Uma das particularidades do projeto passa pela preservação de elementos históricos da antiga Fábrica de Louça de Massarelos.

 

Os antigos fornos e a emblemática chaminé industrial serão mantidos e integrados na nova configuração urbana. Estes elementos ficarão localizados junto à rotunda que marcará o acesso à travessia rodoviária, ciclável e pedonal, numa área atualmente ocupada por um posto de combustível na Avenida Gustavo Eiffel.

 

 

Estação de Gaia será um grande interface de transportes

 

A nova estação de alta velocidade de Gaia, situada em Santo Ovídio, surge igualmente detalhada nos documentos agora divulgados.

 

Os cais ferroviários ficarão instalados a cerca de 60 metros de profundidade e serão acessíveis através de elevadores e escadas rolantes. A estação contará com acessos a sul, junto à Rotunda de Santo Ovídio, e a norte, nas proximidades da atual estação de metro D. João II.

 

O projeto prevê ainda a construção de duas grandes claraboias que permitirão a entrada de luz natural até às plataformas subterrâneas.

 

Nas imediações da estação será criado um importante nó de mobilidade, integrando metro, táxis, zonas de tomada e largada de passageiros, estacionamento para bicicletas e um parque subterrâneo com capacidade para 475 viaturas.

 

Um dos elementos mais visíveis será uma torre com cerca de 68,75 metros de altura, que ocupará a área do atual parque de estacionamento em terra batida junto à estação D. João II.

 

Apesar da dimensão do projeto, os documentos revelam que não estão previstas alterações urbanísticas profundas na zona de Santo Ovídio, mantendo-se grande parte da atual configuração viária.

 

 

Ligação Porto-Lisboa em apenas 1h15

 

A nova ponte integra a primeira parceria público-privada da futura linha de alta velocidade Porto-Lisboa.

 

Quando estiver concluída, a ligação ferroviária entre as duas maiores cidades portuguesas passará a demorar cerca de uma hora e quinze minutos, com paragens previstas em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria.

 

A conclusão do troço Porto-Oiã está prevista para 2030. Já a totalidade da linha Porto-Lisboa deverá entrar em funcionamento em 2032, o mesmo ano em que é esperada a conclusão da ligação de alta velocidade entre Porto e Vigo.

 

A nova ponte sobre o Douro será, assim, uma das infraestruturas mais marcantes das próximas décadas na Área Metropolitana do Porto, assumindo um papel estratégico na mobilidade ferroviária, rodoviária, ciclável e pedonal entre as duas margens do rio.

 

 

 📷 Infraestruturas de Portugal

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Economia, Mobilidade, Porto, Urbanismo

Arrancaram oficialmente as obras do futuro Terminal Intermodal de Campanhã, uma infraestrutura há muito aguardada na cidade do Porto e que promete transformar profundamente a forma como os transportes públicos se articulam na região.

 

Com conclusão prevista para junho de 2021, este projeto é apontado como uma das intervenções mais relevantes no setor da mobilidade urbana das últimas décadas.

 

 

Um projeto estratégico para a mobilidade urbana

 

Com um investimento global de 12,7 milhões de euros, o novo terminal foi concebido para concentrar, num único espaço, vários modos de transporte. O objetivo passa por facilitar a ligação entre comboios suburbanos e de longo curso, metro e diferentes redes de autocarros, incluindo a STCP, operadores privados e serviços intermunicipais e regionais.

 

Esta integração permitirá reduzir tempos de espera, melhorar a eficiência das ligações e proporcionar uma experiência mais cómoda e fluida para os passageiros que diariamente utilizam transportes públicos na cidade e na Área Metropolitana do Porto.

 

 

Localização privilegiada e novas acessibilidades

 

Situado em Campanhã, o terminal beneficia de uma localização estratégica, com ligação direta a importantes eixos rodoviários, como a Via de Cintura Interna (VCI) e as autoestradas A1, A3 e A4. Esta acessibilidade reforça o papel da zona como um dos principais pontos de entrada e distribuição de fluxos de mobilidade na cidade.

 

O projeto contempla ainda a criação de novas vias de acesso, contribuindo para uma melhor organização do tráfego e para a valorização urbana da zona envolvente.

 

 

Um dos principais nós da rede de transportes

 

O Terminal Intermodal de Campanhã será um elemento-chave na estrutura da rede de transportes do Porto, funcionando como um interface estratégico num anel de mobilidade que circunda a cidade. Este equipamento irá articular-se com outros polos relevantes, como o interface da Casa da Música e o futuro interface do Hospital de São João.

 

Esta visão integrada pretende reforçar a interligação entre diferentes zonas da cidade e melhorar a eficiência global do sistema de transportes públicos.

 

 

Infraestrutura moderna e sustentável

 

Com uma área bruta de construção de cerca de 24 mil metros quadrados, o novo terminal será equipado com diversas valências de apoio aos utilizadores. Entre elas, destacam-se um parque de estacionamento, zonas de “kiss & ride”, parque para bicicletas e área dedicada a táxis.

 

Um dos elementos mais inovadores do projeto será a cobertura verde, com cerca de 4,6 hectares, que contribuirá para a sustentabilidade ambiental da infraestrutura, promovendo a redução do impacto urbano e melhorando a integração paisagística.

 

 

Um investimento com impacto no futuro da cidade

 

Mais do que uma obra de engenharia, o Terminal Intermodal de Campanhã representa uma aposta clara numa mobilidade mais eficiente, sustentável e centrada nas necessidades dos cidadãos. A sua concretização marca um passo decisivo na modernização dos transportes no Porto, consolidando a cidade como uma referência em planeamento urbano e inovação na mobilidade.

 

 

📷 Risco

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