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Ambiente, Eventos, Matosinhos

O Município de Matosinhos voltou a destacar-se a nível internacional ao alcançar, pelo segundo ano consecutivo, a classificação máxima “A” do Carbon Disclosure Project (CDP), no âmbito dos CDP Europe Awards. A distinção reforça o posicionamento do concelho como uma referência europeia nas políticas de sustentabilidade e ação climática.

 

A cerimónia decorreu em Paris, no Pavillon Gabriel, reunindo cerca de 350 representantes de cidades, empresas, instituições financeiras e decisores públicos europeus, no contexto das comemorações dos 25 anos do CDP.

 

A classificação “A” representa o mais elevado nível de desempenho atribuído pela organização, reconhecendo a ambição, consistência e eficácia das estratégias locais de mitigação e adaptação às alterações climáticas.

 

 

Trabalho contínuo e estratégia consolidada

 

A presidente da Câmara Municipal, Luísa Salgueiro, sublinhou que este reconhecimento resulta de um trabalho estruturado desenvolvido ao longo de mais de uma década, com o apoio técnico da Agência de Energia do Porto, responsável pelo acompanhamento metodológico e pela elaboração do inventário de emissões do concelho.

 

Segundo a autarca, integrar novamente a “A List” do CDP é simultaneamente uma distinção e uma responsabilidade acrescida: manter a consistência, não recuar nos progressos alcançados e acelerar a transição para um território mais resiliente e sustentável.

 

 

Participação europeia e envolvimento dos cidadãos

 

O reconhecimento internacional foi também reforçado pela participação no evento European Climate Pact Annual Event 2026 – Together in Action, que decorreu entre 23 e 25 de março, em Bruxelas, na Comissão Europeia.

 

Luísa Salgueiro participou como oradora na sessão “Citizens and municipalities co-designing our future”, onde apresentou Matosinhos como um caso de referência na promoção da participação cidadã na ação climática.

 

Durante a intervenção, destacou iniciativas como o Civic Lab for the Climate Transition, o projeto MOVES IT e o programa BluAct, focado no empreendedorismo azul e na promoção de soluções sustentáveis ligadas à economia do mar.

 

 

Transparência e inovação como pilares

 

A autarca sublinhou ainda o papel central dos cidadãos na construção de políticas públicas mais eficazes, defendendo que o envolvimento ativo da população contribui para decisões mais informadas, reforça a confiança institucional e aumenta o impacto das medidas implementadas.

 

Foi também destacada a importância da transparência e do diálogo em processos estruturantes, como a discussão sobre o futuro do Porto de Leixões, salientando que grandes decisões urbanas exigem participação informada e construção coletiva.

 

 

Matosinhos como referência internacional

 

A presença da autarca neste encontro europeu decorre também das suas funções como membro do Conselho Político Europeu do Pacto de Autarcas e Embaixadora do Pacto Climático Europeu, reforçando o posicionamento de Matosinhos como referência internacional nas áreas da ação climática, inovação urbana e participação cidadã.

 

 

📷 Câmara Municipal de Matosinhos

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Economia, Mobilidade, Porto, Top

Entrou hoje em funcionamento o novo sistema de transporte público metroBus, que passa a ligar a Casa da Música, na Avenida da Boavista, à Praça do Império, numa extensão de cerca de quatro quilómetros.

 

Numa fase inicial de arranque, e até ao final do mês de março, o serviço será gratuito, permitindo à população experimentar este novo meio de transporte e adaptar-se ao seu funcionamento antes do início oficial da operação comercial, marcado para 1 de abril.

 

 

Frequência e horários adaptados à procura

 

O metroBus apresenta uma operação ajustada aos períodos de maior movimento da cidade. Durante as horas de ponta — entre as 07h00 e as 10h00 e das 17h00 às 20h00 — os veículos circulam com uma frequência de 10 minutos.

 

Fora destes períodos, incluindo fins de semana e feriados, o intervalo entre viagens é de 15 minutos. Nesta fase inicial, o serviço funciona diariamente entre as 06h30 e as 22h00.

 

 

Sete estações ao longo da Boavista

 

O percurso do metroBus serve as principais artérias da zona ocidental da cidade, nomeadamente a Avenida da Boavista e a Avenida Marechal Gomes da Costa, integrando um total de sete estações:

 

  • Casa da Música

  • Guerra Junqueiro

  • Bessa

  • Pinheiro Manso

  • Serralves

  • João de Barros

  • Império

 

Esta nova ligação vem reforçar a mobilidade numa das zonas mais movimentadas do Porto, facilitando o acesso a pontos estratégicos da cidade.

 

 

Mobilidade mais rápida e sustentável

 

Para além da componente ambiental, um dos principais objetivos do metroBus passa por reduzir os tempos de viagem e melhorar a fluidez do transporte público.

 

Parte do trajeto conta com canal exclusivo, permitindo uma circulação mais eficiente. No entanto, em algumas zonas, como na Avenida Marechal Gomes da Costa, os veículos partilham a via com o trânsito automóvel.

 

Segundo o Diretor das Operações do Metro, o sistema será apoiado por uma gestão semafórica inteligente, que permitirá “garantir uma circulação eficaz, tanto para o transporte público como para o trânsito rodoviário”.

 

 

Projeto financiado e expansão já em curso

 

Numa fase inicial, os veículos serão abastecidos num posto provisório em São Roque da Lameira, no Porto.

 

O projeto do metroBus não se ficará por esta primeira ligação. Está já prevista uma segunda fase, que irá estender o percurso entre a Casa da Música e a Anémona, em Matosinhos, com conclusão apontada para agosto.

 

A implementação global representa um investimento de cerca de 76 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), pelo Fundo Ambiental e pelo Orçamento do Estado.

 

 

Um novo capítulo na mobilidade do Porto

 

Com o arranque do metroBus, o Porto dá mais um passo na modernização da sua rede de transportes, apostando em soluções mais sustentáveis, eficientes e adaptadas às necessidades urbanas.


A fase gratuita permitirá testar o sistema em contexto real, preparando o caminho para uma integração plena na rotina dos portuenses já a partir de abril.

 

 

📷 República Portuguesa

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Cultura, Eventos, Matosinhos

O icónico festival MEO Marés Vivas entra numa nova era em 2026. A partir deste ano, o evento passa a designar-se MEO Marés e muda-se para uma nova localização: a Praia do Aterro, em Leça da Palmeira, no concelho de Matosinhos.

 

A próxima edição está marcada para os dias 17, 18 e 19 de julho de 2026, prometendo um novo capítulo na história de um dos maiores festivais de música do norte do país.

 

 

Nova identidade e nova casa à beira-mar

 

As novidades foram apresentadas no dia 4 de fevereiro, numa conferência de imprensa que confirmou uma transformação profunda no festival. Além da mudança de nome, o evento abandona definitivamente Vila Nova de Gaia, onde se realizou durante vários anos, para ganhar nova vida em território matosinhense.

 

A nova localização, junto ao mar, pretende oferecer melhores condições logísticas, maior capacidade de acolhimento e uma experiência diferenciadora para o público.

 

 

Da Weasel são a primeira confirmação

 

A primeira confirmação para o cartaz de 2026 são os Da Weasel, que sobem ao palco no dia 17 de julho com um espetáculo especial e inédito.

 

A banda será acompanhada por uma orquestra dirigida pelo maestro Rui Massena, recuperando o conceito de “Da Weasel Goes Symphonic”, apresentado há duas décadas junto à Torre de Belém, em Lisboa.

 

 

Um espetáculo dividido em três atos

 

O concerto preparado para o MEO Marés 2026 promete ser memorável, com uma estrutura dividida em três atos e um alinhamento renovado.

 

Segundo a organização, o espetáculo conduzirá o público por uma viagem intensa, que percorre:

 

  • Os maiores sucessos da banda;

  • Temas mais pesados e marcantes do seu repertório;

  • Novas abordagens musicais com acompanhamento orquestral.

 

Os arranjos mantêm a assinatura original de Rui Massena, e há ainda a promessa de estreia de um tema ao vivo.

 

O vocalista Carlão recorda a importância deste tipo de momentos na carreira da banda, sublinhando que o concerto sinfónico em Belém permanece como um dos episódios mais marcantes da sua trajetória.

 

 

Saída de Gaia marcada por polémica

 

A mudança do festival para Matosinhos não aconteceu sem controvérsia. O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Luís Filipe Menezes, confirmou a saída do evento do concelho, deixando críticas à organização.

 

O autarca referiu divergências quanto à localização do festival dentro do município e revelou que foram sugeridas alternativas no interior do concelho, que não chegaram a acordo com os promotores.

 

Apesar disso, garantiu não existir oposição à mudança para Matosinhos, destacando a boa relação institucional com a autarquia vizinha liderada por Luísa Salgueiro.

 

 

Um novo ciclo para um festival de referência

 

Com uma nova identidade, nova localização e promessas de inovação, o MEO Marés 2026 marca o início de um novo ciclo para um festival que continua a afirmar-se como referência no panorama musical nacional.

 

Para já, o cartaz ainda está em construção, mas a organização já deixou no ar a promessa: “Vem aí uma nova maré”.

 

 
📷 MEO Marés

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Mobilidade, Porto, Sociedade

O Metro do Porto assinala hoje 15 anos desde a sua inauguração oficial com um programa especial de comemorações que promete animar várias estações da rede ao longo de todo o dia.

 

As iniciativas arrancaram logo pela manhã, com uma emissão especial do programa “Café da Manhã” da RFM, transmitida em direto a partir da Estação da Trindade, um dos principais nós da rede.

 

Ao longo do dia, esta estação torna-se o epicentro das comemorações, com música ao vivo, atuações de DJs convidados, bares temporários e diversas surpresas distribuídas pelos vários pisos. A festa estende-se até às 21h00, envolvendo milhares de passageiros e visitantes.

 

Mas a animação não se fica por aqui: a música percorre toda a rede, estando presente tanto no interior das composições como em várias estações, criando um ambiente festivo em todo o sistema.

 

A celebração ganha nova dimensão a partir das 23h30, quando a Estação de São Bento se transforma numa grande pista de dança. A festa prolonga-se pela noite fora, com atuações dos DJs Rich e Mendes, da RFM, prometendo encerrar o dia em grande.

 

 

15 anos a ligar a região

 

O Metro do Porto foi oficialmente inaugurado a 7 de dezembro de 2002, tendo iniciado a operação comercial a 1 de janeiro de 2003, com a abertura da Linha Azul, que ligava a Trindade, no Porto, à Matosinhos, através da estação da Senhora da Hora.

 

Desde então, a rede tem vindo a crescer de forma significativa, assumindo-se como um dos principais pilares da mobilidade na Área Metropolitana do Porto.

 

 

Uma rede em expansão

 

Atualmente, o sistema conta com seis linhas, 82 estações e uma extensão total de cerca de 67 quilómetros, servindo diariamente milhares de passageiros.

 

O futuro passa pela expansão da rede, estando já previstos novos projetos, como a ligação entre Estação de São Bento e a Casa da Música, através da futura Linha Rosa, bem como o prolongamento da Linha Amarela até Vila d’Este.

 

As obras destas extensões deverão arrancar nos primeiros meses de 2019, com conclusão prevista para 2022. No seu conjunto, estima-se que estas novas ligações venham a servir diariamente mais de 33 mil pessoas.

 

 

Um símbolo da mobilidade moderna

 

Ao longo destes 15 anos, o Metro do Porto tornou-se um símbolo de modernidade, eficiência e sustentabilidade, contribuindo decisivamente para a melhoria da qualidade de vida na região e para a redução do tráfego automóvel.

 

As comemorações de hoje refletem não só o percurso feito, mas também a ambição de continuar a crescer e a inovar no futuro.

 

 

📷 Hugo Moreira by JPN

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Matosinhos, Media, Porto

O Porto Canal iniciou hoje oficialmente as suas emissões, marcando o regresso da televisão regional ao Norte de Portugal. A nova estação apresenta-se com uma programação focada na realidade do Grande Porto, apostando na informação local, na proximidade com o público e na valorização da identidade nortenha.

 

 

Um canal feito para e pelo Porto

 

O primeiro dia de emissões está a ser marcado por imagens simbólicas e profundamente ligadas à cidade: o rio Douro, a Ribeira, a Torre dos Clérigos, a Avenida dos Aliados, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, a Estação de São Bento e as pontes que unem o Porto e Vila Nova de Gaia.


Estas imagens foram escolhidas para ilustrar o espírito do canal — mostrar o Norte na sua essência, cultura e energia própria.

 

Os estúdios do Porto Canal estão localizados na Senhora da Hora, concelho de Matosinhos. O projeto conta com apoio financeiro de empresas da região, além de parcerias com autarquias locais e instituições de ensino superior, nomeadamente a Universidade do Porto.

 

 

“Um espelho da região do Grande Porto”

 

O diretor do canal, Bruno Carvalho, descreve o projeto como “um espelho do que se está a passar na região do Grande Porto”.


Segundo o responsável, o objetivo passa por “mostrar o que é a região a vários níveis — social, económico, cultural e desportivo — ao contrário do que sucedeu com o antigo NTV, também da nossa autoria.”

 

Uma das principais apostas do Porto Canal será a renovação das equipas. Bruno Carvalho explicou que “a maioria das caras será nova para os espectadores”, reforçando a intenção de dar oportunidade a jovens profissionais da comunicação.

 

 

Programas que refletem o Norte

 

Entre os novos conteúdos previstos, destacam-se três formatos originais:

 

  • “Bastidores”, um programa que promete revelar o funcionamento interno de locais públicos como aeroportos, hospitais e instituições essenciais ao quotidiano das populações;

 

  • “Porto de Abrigo”, dedicado às instituições de solidariedade social e às histórias humanas que fazem a diferença;

 

  • “Máfia senta-se à mesa”, um espaço de debate e comentário sobre futebol, que pretende aliar informação, análise e entretenimento.

 

Estes programas refletem a diversidade da grelha e o compromisso do canal em tratar temas relevantes para a comunidade, com proximidade e autenticidade.

 

 

O desafio de um canal regional

 

O Porto Canal surge num contexto mediático em que vários projetos regionais falharam por falta de sustentabilidade, como o NTV, que encerrou poucos anos antes. Bruno Carvalho reconhece o desafio, mas mostra-se confiante: “A experiência do estrangeiro, nomeadamente de Espanha, demonstra que o mercado regional é rentável. O Porto Canal quer contrariar o fatalismo e provar que é possível fazer televisão de qualidade a partir do Norte.”

 

Com esta visão, o Porto Canal pretende ser uma voz ativa da região, promovendo a sua cultura, economia e talento — um canal feito no Porto, para o Porto e para o mundo.

 

 

📷 Porto Canal
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