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Economia, Mobilidade, Porto, Urbanismo

O Porto viveu esta quarta-feira um dia histórico com a inauguração oficial do Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), uma infraestrutura estratégica que promete transformar profundamente a mobilidade urbana e regional.

 

Após anos de espera, promessas adiadas e vários obstáculos, entrou finalmente em funcionamento o novo terminal rodoviário da cidade, pensado para integrar diferentes modos de transporte e reduzir a pressão automóvel no centro urbano.

 

Na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, definiu o momento como “Um marco histórico para a reorganização de todo o sistema de transporte público do Porto e um passo crucial para a descarbonização da cidade.”

 

 

O lugar onde as linhas se encontram

 

Localizado em Campanhã, junto à histórica estação ferroviária, o TIC nasce como grande interface metropolitano e nacional, concentrando autocarros urbanos, interurbanos, internacionais, metro, comboio e táxis num único ponto.

 

Com esta nova infraestrutura, Campanhã reforça o seu papel como principal porta de entrada oriental da cidade e centro nevrálgico da mobilidade no Norte do país. O novo terminal permite ligação direta a:

 

  • Comboios urbanos, regionais e longo curso

  • Rede do Metro do Porto

  • Rede STCP

  • Operadores rodoviários privados

  • Táxis e TVDE

  • Estacionamento automóvel e bicicletas

 

 

Mais de 13 milhões de euros investidos

 

A obra representou um investimento municipal superior a 13,2 milhões de euros, contando com apoio financeiro europeu através do FEDER e financiamento público nacional e regional.

 

A gestão da empreitada esteve a cargo da empresa municipal GO Porto, enquanto a operação diária passou para a STCP Serviços.

 

 

Campanhã ganha também um grande pulmão verde

 

Um dos aspetos mais inovadores do projeto é a forte componente ambiental. Além da infraestrutura de transportes, nasceu sobre e em torno do edifício uma ampla zona verde, com mais de 4,6 hectares de área ajardinada.

 

Entre os principais números destacam-se:

 

  • 1.600 árvores plantadas

  • 50 mil m² de implantação total

  • 24 mil m² de construção

  • Maior cobertura verde alguma vez instalada num edifício público da cidade

 

O terminal integra assim mobilidade e sustentabilidade, funcionando também como novo parque urbano para Campanhã.

 

 

Até 120 mil passageiros por dia

 

O TIC foi desenhado para responder às necessidades presentes e futuras da cidade e da Área Metropolitana do Porto.

 

Capacidade estimada:

 

  • 8 cais de embarque e desembarque em rotação

  • Até 1.000 serviços diários

  • Até 120 mil passageiros por dia

  • Cerca de 43 milhões de utilizadores por ano

 

Foram ainda criados 55 postos de trabalho imediatos ligados à operação.

 

 

Menos trânsito e menos poluição no centro do Porto

 

A nova centralidade permitirá retirar circulação pesada de passageiros de várias zonas centrais da cidade, reduzindo congestionamento e emissões poluentes.

 

Segundo dados divulgados, o impacto ambiental poderá representar uma redução anual equivalente a 1.776 toneladas equivalentes de petróleo consumido.

 

Rui Moreira deixou um aviso claro “Desenganem-se aqueles que acham que a circulação de veículos pesados de passageiros no Porto vai continuar igual” e acrescentou que “Seremos implacáveis na regulação definitiva do transporte interurbano regional e internacional na cidade.”

 

 

Uma promessa antiga finalmente cumprida

 

A necessidade de um terminal intermodal em Campanhã remontava a 2003, quando o projeto foi inicialmente prometido pelo Estado.

 

Durante anos, o processo ficou bloqueado, só sendo desbloqueado após o chamado Acordo do Porto, assinado em 2015, no qual o Município assumiu a construção em troca da cedência dos terrenos.

 

Cronologia:

 

  • 2016 – Lançamento do concurso

  • 2017 – Apresentação do projeto vencedor, assinado por Nuno Brandão Costa

  • 2018 – Concurso da empreitada

  • 2019 – Início das obras

  • 2022 – Inauguração oficial

 

 

Rui Moreira destaca reabilitação da zona oriental

 

O autarca portuense aproveitou o momento para sublinhar a aposta estratégica na zona oriental da cidade. “Cumprimos um dos nossos maiores desígnios: reabilitar as politicamente esquecidas zona oriental e freguesia de Campanhã.”

 

Campanhã, durante décadas marcada por abandono e subaproveitamento urbano, ganha assim uma das mais importantes infraestruturas da cidade no século XXI.

 

 

Nova era para a mobilidade portuense

 

Com o TIC, o Porto reforça a sua visão de cidade moderna, integrada e sustentável, onde o transporte público assume papel central. A nova infraestrutura junta-se a outros polos estratégicos como:

 

  • Interface da Casa da Música

  • Futuro polo do Hospital de São João

  • Requalificação das Camélias

  • Investimentos da Metro do Porto e STCP

 

 

Campanhã transforma-se numa nova centralidade urbana

 

Mais do que um terminal, o TIC representa uma nova centralidade urbana. Ali onde durante anos existiram terrenos subutilizados, nasce agora uma porta moderna de entrada na cidade, um parque verde e uma plataforma de mobilidade preparada para o futuro.

O Porto esperou muitos anos, mas hoje, Campanhã entrou definitivamente no mapa das grandes transformações urbanas.

 

 

📷 Porto

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Mobilidade, Porto

O Metro do Porto prepara-se para uma das mais importantes expansões da sua história. Esta segunda-feira, o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes, assinou, no Porto, os contratos que permitirão dar início aos projetos de extensão da rede, num investimento total de cerca de 290 milhões de euros.

 

 

Expansão vai abranger o Porto e Vila Nova de Gaia

 

O plano de expansão contempla seis quilómetros adicionais de via e sete novas estações distribuídas entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia.

 

No Porto, a grande novidade é a nova Linha Rosa (G), que ligará Casa da Música a S. Bento. Será uma linha totalmente subterrânea, com estações intermédias na Praça da Galiza e no Hospital de Santo António, assegurando também ligações diretas às atuais estações terminais de Casa da Música e S. Bento — dois dos principais eixos de transporte e mobilidade da cidade.

 

Em Gaia, a Linha Amarela (D) será prolongada até Vila d’Este, acrescentando 3,18 quilómetros à rede existente. Este troço contará com duas novas estações intermédias — Manuel Leão e Hospital Santos Silva —, reforçando a ligação a zonas densamente habitadas e ao principal hospital da cidade.

 

 

Mais de 33 mil novos utilizadores diários esperados

 

Segundo os estudos de procura, as novas extensões deverão ser utilizadas por mais de 33 mil passageiros por dia, número que confirma a crescente procura pelo transporte público sustentável na região do Grande Porto.

 

O projeto visa não apenas melhorar a mobilidade urbana, mas também reduzir o tráfego automóvel e as emissões poluentes, contribuindo para um modelo de cidade mais eficiente, moderna e amiga do ambiente.

 

 

Critérios de escolha e importância estratégica

 

A seleção das novas linhas teve por base vários fatores técnicos e estratégicos:

 

  • Viabilidade das obras em contexto urbano e subterrâneo;

 

  • Taxa de cobertura populacional e acessibilidade a serviços de saúde e cultura;

 

  • Rentabilidade do investimento público;

 

Integração com a rede de transportes existente, como autocarros e comboios suburbanos.

 

O investimento global, de cerca de 290 milhões de euros, representa um dos maiores projetos de infraestrutura pública da região Norte na década de 2010, apoiado por fundos nacionais e europeus.

 

 

Conclusão prevista para 2022

 

As obras deverão iniciar-se no ano seguinte e a conclusão está prevista para 2022.
A concretização deste plano marcará uma nova era na mobilidade metropolitana, reforçando o papel do Metro do Porto como pilar essencial do transporte público no Norte de Portugal.


📷 Wikimedia

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