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Amarante

O concelho de Amarante foi distinguido pela organização internacional Green Destinations, integrando a prestigiada lista das “100 Melhores Histórias de Destinos Sustentáveis de 2025”. A distinção surge graças ao projeto de Requalificação das Margens do Rio Tâmega, uma intervenção que alia preservação ambiental, valorização paisagística e promoção turística responsável.

 

A nível nacional, apenas seis municípios portugueses conseguiram integrar esta lista, reforçando o carácter seletivo e altamente competitivo desta distinção internacional.

 

 

Um reconhecimento internacional de excelência

 

A Green Destinations é considerada a principal entidade mundial na certificação e promoção de destinos turísticos sustentáveis. A seleção dos melhores destinos é realizada no âmbito da Top 100 Partnership, uma iniciativa global apoiada pela Future of Tourism Coalition.

 

Este processo conta ainda com contributos de algumas das mais relevantes entidades do setor turístico, como a ITB Berlin, QualityCoast, Good Travel Guide, Travelife, Ecotourism Australia e DEL Turismo, garantindo rigor, credibilidade e reconhecimento internacional.

 

 

Projeto do Tâmega destaca-se pela sustentabilidade

 

O projeto de Requalificação das Margens do Rio Tâmega foi o grande responsável por colocar Amarante no mapa mundial da sustentabilidade turística.

 

Esta intervenção destacou-se por:

  • Promover a preservação dos ecossistemas naturais;

  • Valorizar o património paisagístico e cultural da região;

  • Criar condições para um turismo mais responsável e consciente;

  • Incentivar o equilíbrio entre desenvolvimento económico e proteção ambiental.

 

Ao transformar as margens do Tâmega num espaço mais acessível, sustentável e atrativo, Amarante conseguiu afirmar-se como um exemplo de boas práticas no turismo sustentável.

 

 

Amarante reforça posição no turismo sustentável

 

Esta distinção internacional consolida Amarante como um destino que aposta numa visão de futuro, onde o crescimento turístico não compromete os recursos naturais nem a identidade local.

 

Num contexto global em que a sustentabilidade assume um papel cada vez mais central, o reconhecimento da Green Destinations coloca o concelho numa posição de destaque, atraindo visitantes mais conscientes e valorizando a autenticidade do território.

 

Mais informações sobre a lista completa podem ser consultadas através da plataforma oficial da Green Destinations.

 

 

📷 Município de Amarante
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Cultura, Economia, Porto, Sociedade

O histórico Cine-Teatro Vale Formoso, uma das salas mais emblemáticas da cidade do Porto, vai voltar a abrir excecionalmente as portas ao público no próximo 13 de setembro, para um Dia Aberto à Comunidade promovido pela produtora UAU, recentemente responsável pela aquisição do edifício.

 

A iniciativa decorrerá entre as 10h00 e as 18h00, com entrada livre, permitindo aos portuenses visitar o espaço antes do arranque das obras de reabilitação que prometem devolver nova vida a este ícone cultural da cidade.

 

Encerrado há cerca de três décadas, o edifício mantém um lugar especial na memória coletiva de várias gerações. Agora, numa espécie de reencontro emocional entre o Porto e um dos seus teatros mais simbólicos, a população terá oportunidade de conhecer o interior do espaço tal como se encontra atualmente, antes da transformação que culminará com a sua reabertura prevista para 2027.

 

 

Uma última visita antes da transformação

 

Durante o Dia Aberto, os visitantes poderão percorrer várias áreas do antigo teatro, incluindo a sala principal, o foyer, zonas técnicas, futuros espaços de restauração e ainda o futuro jardim de inverno, previsto no projeto de reabilitação.

 

Será também apresentada ao público a proposta arquitetónica atualmente em desenvolvimento pelo consórcio Metrourbe e Arsuna, responsável pela recuperação do imóvel.

 

Segundo a UAU, este momento pretende permitir que a cidade se despeça do interior do edifício no seu estado atual, ao mesmo tempo que conhece em primeira mão o futuro do espaço.

 

 

Curiosidade enorme em torno do interior do teatro

 

Em comunicado, Paulo Dias, diretor-geral da UAU, sublinha o interesse crescente da população em conhecer o imóvel.

 

“Recebemos muitos contactos, desde académicos e locais, a pedir para visitarem o espaço. Como o Cine-Teatro Vale Formoso esteve fechado durante muitos anos, as pessoas só conhecem a fachada, mas há muita curiosidade para conhecer o interior deste teatro, que é um marco arquitetónico e cultural do século XX.”

 

A afirmação reflete o simbolismo que o edifício continua a ter na cidade, apesar de décadas de encerramento.

 

 

Um ícone portuense nascido em 1948

 

O Cine-Teatro Vale Formoso foi inaugurado a 30 de dezembro de 1948, numa época em que o cinema e o teatro assumiam papel central na vida cultural urbana.

 

Projetado pelo arquiteto Francisco Granja, o edifício destacou-se desde cedo pela imponência arquitetónica e pela sua dimensão, tornando-se uma das principais salas de espetáculos da cidade nas décadas seguintes.

 

Durante muitos anos foi palco de sessões de cinema, teatro, eventos sociais e momentos marcantes para milhares de portuenses, especialmente entre as décadas de 1950 e 1970.

 

Com mais de 4.200 metros quadrados, o complexo inclui uma ampla sala principal com capacidade superior a mil lugares, camarins, zonas técnicas e áreas complementares.

 

 

Fecho nos anos 90 e décadas de silêncio

 

Com a transformação dos hábitos culturais e a crise de muitas salas tradicionais, o Cine-Teatro Vale Formoso acabaria por encerrar nos anos 90, entrando depois num longo período de inatividade.

 

Ao longo dos anos, o edifício permaneceu como símbolo nostálgico de uma época dourada dos grandes cinemas de bairro e das casas de espetáculo da Invicta. Apesar de encerrado, nunca desapareceu da paisagem urbana nem da memória emocional da cidade.

 

 

Classificação municipal salvou o edifício

 

Em 2022, a Câmara Municipal do Porto classificou o Cine-Teatro Vale Formoso e o conjunto envolvente como Conjunto de Interesse Municipal, reconhecendo o seu valor patrimonial, arquitetónico e histórico.

 

Essa decisão revelou-se determinante para garantir a preservação do imóvel e impedir eventuais projetos que descaracterizassem a sua função cultural.

 

Na altura, o presidente da autarquia, Rui Moreira, salientou que a classificação permitiria assegurar que o edifício continuasse ligado às artes e ao espetáculo.

 

 

Investimento superior a sete milhões de euros

 

A aquisição agora formalizada pela UAU representa o início de uma nova etapa para o espaço. Entre compra do imóvel e obras de reabilitação, o investimento global ultrapassa os sete milhões de euros, num dos mais relevantes projetos privados recentes de recuperação cultural no Porto.

 

A intervenção pretende modernizar o equipamento e adaptá-lo às exigências atuais, sem perder os elementos históricos que fazem parte da sua identidade.

 

Entre os elementos preservados estarão:

  • a emblemática escadaria interior

  • a torre característica da fachada

  • diversos apontamentos arquitetónicos originais

  • a atmosfera histórica do edifício

 

 

Reabertura prevista para 2027

 

A nova fase do Cine-Teatro Vale Formoso deverá culminar com a reabertura no início de 2027, já com uma programação regular dedicada às artes performativas, concertos, teatro, eventos culturais e corporativos.

 

A ambição da UAU passa por transformar o espaço numa nova referência cultural da cidade, complementando a oferta existente e devolvendo ao Porto uma sala histórica preparada para o futuro.

 

 

O regresso de uma sala com alma

 

Num momento em que o Porto aposta cada vez mais na valorização do património e na dinamização cultural, o renascimento do Cine-Teatro Vale Formoso surge como símbolo de continuidade entre passado e futuro.

 

Durante anos fechado e silencioso, o edifício prepara-se agora para voltar a ter luzes acesas, público nas cadeiras e aplausos no final de cada espetáculo.

 

No dia 13 de setembro, antes das obras começarem, o Porto terá oportunidade de entrar novamente num espaço que nunca deixou verdadeiramente de lhe pertencer.

 

 

📷 UAU

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Património, Porto, Urbanismo

As tão aguardadas obras de recuperação do Mercado do Bolhão arrancaram oficialmente esta terça-feira, marcando o início de um dos projetos mais emblemáticos de requalificação urbana do Porto. Classificado como Monumento de Interesse Público desde 2013, o edifício centenário entra agora numa nova fase da sua história, com o objetivo de devolver à cidade o espírito autêntico de um mercado tradicional e popular.

 

A Câmara Municipal do Porto adjudicou a empreitada e confirmou a entrada das primeiras máquinas no local. Segundo a autarquia, a intervenção deverá estar concluída no prazo de dois anos, devolvendo à cidade “um dos seus mais importantes valores patrimoniais, intacto na sua essência e sempre como mercado tradicional e público de frescos, como nasceu”.

 

 

Um projeto esperado há mais de três décadas

 

A reabilitação do Bolhão tem sido um desejo antigo de portuenses, comerciantes e autarcas. Este é já o quarto projeto de recuperação do mercado em 30 anos, depois de várias tentativas falhadas devido a divergências entre os planos apresentados e as preocupações de preservação histórica expressas pela população e pelos vendedores.

 

A atual intervenção representa, segundo o município, um compromisso entre a modernização necessária e a defesa da identidade arquitetónica e cultural do edifício. O objetivo é garantir que o Bolhão mantém o seu carácter de mercado de frescos, continuando a ser um espaço de comércio tradicional e convivência, mas com condições estruturais, higiénicas e logísticas totalmente renovadas.

 

 

Primeira fase: estabilização e preparação estrutural

 

Antes do arranque formal das obras, a primeira fase da modernização começou em agosto de 2016, com um investimento de 800 mil euros. Essa etapa inicial incluiu o desvio de infraestruturas e de uma linha de água para as ruas Sá da Bandeira e Fernandes Tomás, permitindo preparar o edifício para a reabilitação profunda agora em curso.

 

O plano contemplou ainda a criação das condições necessárias para a estabilização do edifício, a construção de uma cave logística e de um túnel de ligação entre a Rua do Ateneu e a futura cave do mercado, garantindo a eficiência no abastecimento e a melhoria das acessibilidades.

 

 

O que está previsto na reabilitação integral

 

De acordo com o programa da obra geral, a intervenção inclui a reabilitação e consolidação estrutural das fachadas e coberturas, a criação de um piso subterrâneo, bem como novos acessos pedonais e um conjunto de obras de reforço estrutural no interior do edifício.

 

O projeto prevê ainda a valorização do espaço público envolvente, integrando o Bolhão de forma harmoniosa na dinâmica urbana da Baixa do Porto, área que tem vindo a ser alvo de uma ampla requalificação nos últimos anos.

 

 

Um símbolo de identidade portuense

 

Mais do que uma simples intervenção de engenharia, a recuperação do Mercado do Bolhão representa um ato de preservação da memória coletiva do Porto. O mercado, inaugurado em 1914 e conhecido pelo seu traçado neoclássico, é um dos espaços mais visitados e fotografados da cidade, sendo também um ponto de encontro entre gerações de comerciantes e clientes.

 

Quando reabrir, o Bolhão deverá manter a sua função original, aliando tradição e modernidade, e reafirmando o seu papel como símbolo da alma portuense — um espaço onde o comércio, a cultura e a autenticidade se cruzam diariamente.

 

 

O futuro do Bolhão e o impacto na cidade

 

Com as obras em curso, o Porto reafirma a sua aposta na reabilitação urbana e na valorização do património histórico, procurando equilibrar o desenvolvimento económico com a preservação da identidade local.


A conclusão do projeto não só trará benefícios aos comerciantes e moradores, como também reforçará o potencial turístico e cultural da Baixa, tornando o Mercado do Bolhão novamente num cartão de visita da cidade.

 

 

📷 GO Porto

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