Desporto, Porto
A Federação Portuguesa de Futebol escreveu um novo capítulo da sua história ao inaugurar oficialmente uma delegação na cidade do Porto, num passo simbólico e estratégico que reforça a aproximação da instituição às regiões e aos agentes desportivos de todo o país.
A nova estrutura, instalada na Icon Tower, em Ramalde, representa uma mudança histórica para o organismo máximo do futebol nacional, tradicionalmente sediado na área metropolitana de Lisboa.
A cerimónia contou com a presença do presidente da FPF, Pedro Proença, da ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e do presidente da Associação de Futebol do Porto, José Manuel Neves.
Um momento histórico para o futebol português
Para Pedro Proença, esta inauguração simboliza muito mais do que a abertura de um novo espaço físico. “A abertura destas instalações mostra que esta Federação está mais aberta, mais próxima, mais descentralizada e mais alinhada com a visão que temos para o futuro do futebol português”, afirmou.
O dirigente destacou ainda que a nova casa da FPF no Norte pretende servir clubes, associações, árbitros, treinadores, dirigentes e comunidades locais, reforçando a presença da federação junto de quem constrói diariamente o futebol português.
Porto ganha protagonismo institucional
A escolha do Porto para acolher esta nova delegação foi vista como natural, tendo em conta a importância da cidade e da região Norte no panorama desportivo nacional.
Pedro Duarte saudou a decisão e sublinhou o valor estratégico da iniciativa. “É um espaço físico, mas todos sabemos que representa muito mais do que isso. Numa cidade onde o futebol se vive com tanta intensidade, esta proximidade é extremamente relevante.”
O autarca considerou ainda que esta decisão reforça o papel do Porto como capital regional e cidade central no desporto português.
Descentralizar para unir
A criação da delegação integra o plano programático da atual direção da FPF e surge como uma das grandes promessas cumpridas por Pedro Proença desde a sua chegada à liderança federativa.
Segundo o presidente da federação, descentralizar não é apenas uma ideia política, mas uma necessidade estrutural. “O futebol português não é apenas de uma cidade ou de uma região. O futebol português é de Portugal inteiro.”
A nova estratégia pretende reduzir assimetrias territoriais e promover uma relação mais próxima entre a federação e o país real.
Ministra destaca impacto social do futebol
Também Margarida Balseiro Lopes valorizou a importância do momento, assumindo emoção pela dimensão simbólica da inauguração. “A Federação Portuguesa de Futebol é hoje muito mais do que desporto. Tem um impacto social enorme em Portugal.”
A governante destacou o papel da FPF na inclusão, igualdade e coesão territorial, considerando que esta descentralização representa uma mensagem clara de proximidade e compromisso com todo o país.
O futebol aproxima-se do Norte
Com esta nova delegação, a Federação Portuguesa de Futebol deixa de olhar o país apenas a partir de Lisboa e assume uma nova postura de proximidade territorial.
A abertura no Porto representa não só uma descentralização administrativa, mas também um reconhecimento da importância histórica, cultural e desportiva do Norte no futebol português. Mais do que inaugurar escritórios, a FPF inaugurou uma nova forma de estar.~
Instalações modernas e preparadas para o futuro
A nova sede da FPF no Porto conta com:
Área comum com capacidade para cerca de 60 trabalhadores
Sala multiusos para formações e reuniões
Gabinetes de direção
Espaço lúdico e zonas de apoio
O objetivo passa por criar uma base operacional sólida no Norte, capaz de receber reuniões, projetos técnicos, formações e iniciativas institucionais.

112 anos celebrados no Porto
A inauguração coincidiu ainda com as celebrações do 112.º aniversário da Federação Portuguesa de Futebol, assinaladas numa cerimónia realizada na Alfândega do Porto.
A noite reuniu centenas de convidados ligados ao futebol nacional, entre presidentes de associações, clubes, antigos jogadores, treinadores e personalidades institucionais, contando ainda com a presença do antigo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Ambição, vitórias e futuro
No discurso oficial, Pedro Proença destacou os recentes sucessos das seleções nacionais e reforçou a ambição da federação em continuar a vencer. “Temos os melhores jogadores, os melhores treinadores, os melhores árbitros e os melhores dirigentes do mundo. A nossa aspiração é só uma: sermos os melhores do mundo.”
A mensagem final foi clara e dirigida a todo o país: “Habituem-se. Vamos continuar a ganhar.”
