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Mobilidade, Porto, Urbanismo

O Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), localizado na zona oriental do Porto, alcançou um marco significativo na arquitetura e sustentabilidade urbana ao obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) nível Ouro, tornando-se o primeiro edifício público em Portugal a alcançar tal distinção.

 

 

Uma infraestrutura sustentável e funcional

 

Inaugurado a 20 de julho de 2022, o TIC foi concebido para integrar diversos modos de transporte — rodoviário, ferroviário e metro — num único espaço, facilitando a mobilidade urbana e intermodal. Com uma área bruta de construção de 24.000 metros quadrados, o terminal também incorpora uma cobertura verde de 4,6 hectares, a maior já implantada em um edifício público na cidade do Porto.

 

Além de sua funcionalidade, o TIC destaca-se pelo uso de tecnologias sustentáveis, como sistemas de gestão inteligente para otimização do uso de plataformas e cais de embarque, contribuindo para a redução da pegada de carbono da cidade.

 

 

Contribuição ambiental significativa

 

A certificação LEED Ouro foi atribuída ao TIC após rigorosa avaliação de critérios como eficiência energética, gestão da água, materiais sustentáveis e qualidade ambiental interna. Estima-se que o terminal contribua para a redução de aproximadamente 5,2 toneladas de CO₂ na atmosfera nos próximos cinco anos, alinhando-se aos objetivos do Pacto do Porto para o Clima, que visa alcançar a neutralidade carbónica até 2030.

 

 

Arquitetura e design inovadores

 

O projeto arquitetónico do TIC foi desenvolvido pelo gabinete Brandão Costa Arquitectos, que concebeu uma estrutura linear que integra harmoniosamente o terminal com o ambiente urbano circundante. A proposta arquitetónica enfatiza a sustentabilidade e a funcionalidade, criando um espaço que serve não apenas como um hub de transportes, mas também como um novo pulmão verde para a cidade.

 

 

Impacto na mobilidade urbana

 

Com a integração de múltiplos modos de transporte, o TIC facilita a mobilidade dos cidadãos e visitantes, promovendo o uso de transportes públicos e reduzindo a dependência do automóvel. A implementação de tecnologias de gestão inteligente e a otimização dos espaços de embarque contribuem para uma experiência mais eficiente e sustentável para os utilizadores.

 

 

Reconhecimento nacional e internacional

 

A obtenção da certificação LEED Ouro coloca o Terminal Intermodal de Campanhã como um exemplo de boas práticas em sustentabilidade e design urbano, não apenas em Portugal, mas também no cenário internacional. Este reconhecimento reforça o compromisso da cidade do Porto com a inovação, a mobilidade sustentável e a qualidade de vida urbana.

 

O TIC representa um passo significativo na transformação da cidade do Porto em um modelo de desenvolvimento urbano sustentável, integrando eficiência energética, mobilidade inteligente e qualidade ambiental em um único projeto.

 

 

📷 Espaço de Arquitetura

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Porto, Urbanismo

A Câmara Municipal do Porto (CMP) apresentou um plano ambicioso para reforçar a rede de espaços de lazer infantil na cidade: estão previstas 13 novas zonas de parques infantis, a requalificação de 10 existentes e a ampliação de 6 parques já em funcionamento.


Segundo o vice-presidente da autarquia, Filipe Araújo, responsável pelo pelouro do Ambiente, “em 2013 tínhamos 18 parques infantis e encontravam-se em fraco estado de conservação. Hoje temos 39 espaços de recreio distribuídos pela cidade”.


O anúncio surge no âmbito de uma proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE) que defendia o direito das crianças de brincar em espaços públicos seguros e acessíveis.

 

 

Diagnóstico e prioridade de ação

 

De acordo com o estudo municipal que acompanhou esta iniciativa, foi identificado que algumas áreas urbanas do Porto não eram servidas adequadamente por espaços de jogo ou que os parques existentes apresentavam equipamentos ou pavimentos obsoletos.


A CMP salienta que, dado o crescimento demográfico e os dados dos Censos de 2021, a distribuição territorial dos parques infantis foi alinhada com as maiores necessidades de cada freguesia.

 

 

Novas criações: onde surgem os 13 parques

 

Os 13 novos espaços de recreio estão programados para surgir nos próximos dois a três anos e serão instalados em locais como:

 

  • Jardim da Lomba

 

  • CETA – Cooperativa de Habitações Económicas

 

  • Praceta Cidade da Praia

 

  • Passeio Alegre

 

  • Jardim Sá da Bandeira

 

  • Largo de Valverde

 

  • Parque de Cartes

 

  • Quinta de Salgueiros

 

  • Rua Prof. Joaquim Bastos

 

  • Bairro Central de Francos

 

  • Senhora do Porto

 

  • Rua João Araújo Correia

 

  • Jardim dos Álamos

 

Estas zonas foram selecionadas porque estavam mal servidas por espaços de recreio ou apresentavam condições que exigiam intervenção urgente. A fase de contratação dos projetos já está em curso.

 

 

Requalificação e ampliação: melhorar o que já existe

 

Paralelamente à criação de novos parques, a CMP vai intervir sobre os espaços já instalados:

 

  • Requalificação de 10 parques — com substituição de equipamentos, novos pavimentos e melhoramentos gerais, em locais como o Parque da Pasteleira, Associação de Moradores do Campo Alegre, Palácio de Cristal, Fontaínhas, Jardim Paulo Vallada, Areosa, Parque do Covelo, Amial, Prelada (Adelaide Estrada) e Asas de Ramalde.

 

  • Ampliação de 6 parques existentes, que irão expandir-se para responder a maior procura ou para oferecer mais funcionalidades: os parques de Soares dos Reis, das Condominhas, de Santa Luzia, do Inatel, do Jardim da Arca D’Água e do Jardim da Cordoaria estão na lista.

 

Estas intervenções permitem ajustar os espaços de recreio às necessidades contemporâneas, incluindo acessibilidade, segurança, pavimentos apropriados e equipamentos mais modernos.

 

 

Benefícios para a cidade, as crianças e a comunidade local

 

Com este plano, o Porto pretende oferecer mais e melhores espaços de recreio de proximidade, reforçando o direito das crianças à brincadeira segura e ao ar livre. O vice-presidente referiu que já foram realizadas mais de 35.000 intervenções nos parques existentes no último ano.


Além disso, a criação e melhoria destes espaços contribuem para:

 

  • o fortalecimento do convívio intergeracional nas zonas residenciais;

 

  • o estímulo à atividade física infantil e ao desenvolvimento motor e social;

 

  • a valorização dos bairros mais densamente habitados ou com menor oferta de lazer;

 

  • a promoção de uma cidade mais inclusiva, onde as crianças com mobilidade reduzida também podem brincar.

 

 

📷 Freepik
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Património, Top, Urbanismo

A reabilitação do Mercado do Bolhão, no Porto, foi distinguida com o prestigiado prémio International Architecture Awards 2024, na categoria “Restauro / Renovação”. O galardão foi atribuído por The Chicago Athenaeum Museum of Architecture and Design e pelo European Centre for Architecture Art Design and Urban Studies, durante cerimónia realizada ontem em Atenas.


O projeto concorria com várias obras de renome nos sectores de restauração patrimonial e renovação urbana, tendo ocorrido candidaturas de mais de 150 projetos oriundos de 48 países em 33 categorias distintas.

 

 

O projeto de reabilitação: entre tradição e inovação

 

O edifício original do Mercado do Bolhão foi inaugurado entre 1914 e 1917, com projeto do arquiteto António Correia da Silva. A intervenção atual foi liderada pelo arquiteto Nuno Valentim, professor na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP).


Entre os objetivos principais da reabilitação estiveram a preservação dos valores físicos, históricos e humanos do edifício — como a tradicional atividade de frescos, mantendo o valor simbólico para a cidade — bem como a introdução de novas exigências contemporâneas em termos de acessibilidade, conforto, transparência urbana e funcionamento moderno.

 

 

Impacto urbano e simbólico para o Porto

 

Com esta distinção, o Mercado do Bolhão reafirma-se como um dos mais relevantes exemplos de intervenção em património edificado em Portugal, contribuindo para a valorização do centro histórico do Porto. O reconhecimento internacional reforça não apenas a qualidade arquitetónica do projeto, mas também o papel do mercado como núcleo de identidade, comércio tradicional e convivência urbana.


Além disso, o prémio serve como vitrine global para o Porto, atraindo atenção internacional para a cidade e para os seus projetos de reabilitação urbana.

 

 

Mais prémios e o legado de excelência

 

A distinção obtida com o International Architecture Awards soma-se a outras conquistas relevantes:

  • Já anteriormente havia arrecadado prémios como o ULI Europe Awards for Excellence (outubro 2023) e o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana (em várias categorias, maio 2023).

  • No total, a obra acumula 11 reconhecimentos nacionais e internacionais até à data. Estes prémios sublinham a consistência do projeto em termos de qualidade arquitetónica, pertinência urbana e intervenção de âmbito social que respeita o tecido local.

 

 

O que significa para comerciantes, visitantes e cidade

 

Para os comerciantes do mercado, para a gestão municipal e para os cidadãos, o prémio representa uma validação pública daquilo que foi investido: a modernização estrutural, melhores condições de uso, e a preservação de elementos históricos que conferem ao Bolhão o seu carácter único.


Para os visitantes, a reabilitação permite uma experiência renovada — mais confortável, mais funcional, mantendo, porém, a atmosfera de mercado tradicional.


Para a cidade do Porto, o galardão funciona como instrumento de promoção urbana: mostra que o Porto combina património e modernidade, e que projetos locais podem competir ao mais alto nível internacional.

 

 

📷 Nuno Valentim Arquitectura
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Ambiente, Porto, Turismo, Urbanismo

Quatro espaços verdes da cidade do Porto — o Parque da Cidade, o Jardim do Passeio Alegre, o Jardim Botânico do Porto e, mais recentemente, os Jardins do Palácio de Cristal — foram distinguidos com o Green Flag Award 2024, consolidando o reconhecimento internacional da cidade pela excelência da sua gestão ambiental e pela qualidade dos seus espaços públicos.

 

O novo galardão atribuído aos Jardins do Palácio de Cristal marca a primeira vez que este ícone da cidade entra na prestigiada lista dos “melhores parques do mundo”, juntando-se ao trio que já vinha a ser distinguido desde 2020.

 

 

Um “cartão-de-visita” de excelência

 

O Green Flag Award, promovido pela Keep Britain Tidy, é considerado o principal selo internacional de qualidade para parques e jardins. Este prémio reconhece locais que oferecem espaços seguros, limpos, sustentáveis e bem geridos, reforçando o papel dos espaços verdes como infraestruturas essenciais à saúde e bem-estar urbanos.

 

A cidade do Porto destaca-se assim no panorama europeu pela diversidade e qualidade dos seus espaços naturais, valorizando a convivência entre natureza e urbanidade.

 

 

Os espaços premiados

 

Parque da Cidade


Mantém-se como referência nacional e internacional. O maior parque urbano de Portugal, com 83 hectares que se estendem até ao mar, continua a ser exemplo de gestão integrada e sustentabilidade.

 

Jardim do Passeio Alegre


Um dos mais emblemáticos jardins históricos da cidade, combina romantismo, tradição e natureza, agora reconhecido pelo segundo ano consecutivo também como Green Heritage Site.

 

Jardim Botânico do Porto


Referência científica e educativa, o espaço da Universidade do Porto continua a ser um dos locais preferidos de residentes e visitantes, com coleções botânicas únicas e zonas de contemplação que reforçam o seu valor patrimonial.

 

Jardins do Palácio de Cristal


Distintos pela primeira vez em 2024, representam um marco na valorização do verde urbano. Com vistas panorâmicas sobre o Douro e uma forte ligação histórica à cidade, foram alvo de várias requalificações que melhoraram acessos, flora e espaços de lazer.

 

 

Um Porto mais verde, mais sustentável

 

Este reconhecimento reforça o compromisso do município com a sustentabilidade e qualidade urbana, além de projetar o Porto internacionalmente como destino de turismo ambiental e de lazer.


Segundo declarações à imprensa local, a Câmara Municipal destaca que estas distinções “confirmam o esforço contínuo de tornar o Porto uma cidade mais equilibrada, com espaços de proximidade, verdes e seguros para todos”.

 

Com quatro parques premiados, o Porto posiciona-se entre as cidades europeias com maior número de Green Flag Awards, ao lado de urbes como Londres, Dublin e Amesterdão.

 

 

📷 City Guide Porto
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Cultura, Património, Porto

O Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, foi distinguido com o Prémio Melhor Museu Português pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM). A cerimónia decorreu hoje no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, reunindo profissionais do setor museológico de todo o país.

 

 

Reorganização e inovação no Museu Nacional de Soares dos Reis

 

A escolha do Museu Nacional de Soares dos Reis para este prestigiado prémio deve-se à recente reorganização e reestruturação do espaço, que esteve parcialmente encerrado durante cerca de três anos. A reabertura do museu apresentou um projeto inovador, estabelecendo um renovado diálogo com os visitantes e reforçando o seu papel na preservação e divulgação do património artístico nacional.

 

 

Coleção e espaços expositivos

 

O Museu Nacional de Soares dos Reis, instalado no Palácio dos Carrancas desde 1933, possui uma vasta coleção de arte portuguesa, com destaque para as obras de Soares dos Reis, considerado o pai da escultura portuguesa moderna. Além das esculturas, o museu alberga também pinturas, cerâmicas, mobiliário e ourivesaria. Recentemente, o museu inaugurou uma nova ala expositiva, ampliando o espaço dedicado às suas coleções e proporcionando uma experiência mais enriquecedora aos visitantes.

 

 

Reconhecimento da APOM

 

A APOM, fundada em 1965, tem como objetivo distinguir os museus e os seus profissionais em diversas áreas, promovendo a valorização do património cultural e a inovação na museologia. O Prémio Museu do Ano é um dos principais galardões atribuídos pela associação, reconhecendo a excelência na gestão e programação museológica.

 

Esta distinção reforça o papel do Museu Nacional de Soares dos Reis como um dos principais polos culturais do Porto, consolidando-o como um espaço de referência na promoção da arte e da cultura portuguesa.

 

 

📷 City Guide Porto
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Cultura, Economia, Património, Porto, Sociedade, Turismo, Urbanismo

O antigo Matadouro Industrial de Campanhã, durante décadas um dos espaços industriais mais marcantes da zona oriental do Porto, prepara-se para iniciar uma nova vida. o histórico complexo reabrirá transformado em M-ODU, um ambicioso polo urbano, empresarial, cultural e comunitário que representa um investimento de 40 milhões de euros.

 

O projeto promete assumir-se como uma das maiores operações recentes de regeneração urbana da cidade, devolvendo utilidade pública e económica a um espaço emblemático que permaneceu desativado durante largos anos.

 

Com assinatura internacional e uma visão contemporânea, o novo M-ODU quer unir arquitetura, inovação, trabalho, arte e convivência, ajudando a consolidar Campanhã como uma das zonas estratégicas do futuro da cidade.

 

 

Um novo centro de vida para Campanhã

 

A ambição deste projeto passa por criar um ecossistema urbano onde trabalho, cultura e qualidade de vida convivem diariamente. O complexo vai ocupar uma área total de cerca de 20 mil metros quadrados, integrando:

 

  • nove edifícios de escritórios

  • oito mil metros quadrados para galerias e equipamentos públicos

  • zonas de restauração

  • cafetaria e quiosque

  • espaços de bem-estar

  • áreas culturais e comunitárias

 

A previsão aponta para a chegada de mais de 700 trabalhadores no terceiro trimestre de 2026, muitos deles ligados ao universo empresarial da Mota-Engil.

 

Ao mesmo tempo, o espaço será pensado como projeto aberto à cidade, procurando atrair também visitantes, moradores e novos utilizadores.

 

Nos últimos anos, Campanhã tem sido alvo de profundas transformações urbanas, com investimentos públicos e privados que incluem o Terminal Intermodal de Campanhã, novos projetos residenciais, requalificação de espaço público e novas centralidades.

 

O M-ODU surge como peça-chave nesse processo, reforçando a atratividade da zona oriental e contribuindo para equilibrar o desenvolvimento urbano da cidade. Durante décadas vista como periferia funcional, Campanhã assume-se agora como território de futuro.

 

 

Arquitetura assinada por Kengo Kuma

 

Um dos grandes elementos distintivos do M-ODU será a sua linguagem arquitetónica, desenvolvida pelo reconhecido atelier japonês Kengo Kuma & Associates, em parceria com o gabinete português OODA.

 

A presença de um nome internacional como Kengo Kuma confere ao projeto relevância acrescida, associando o Porto a uma arquitetura contemporânea de escala global.

 

 

Cobertura inspirada na natureza japonesa

 

Um dos elementos mais marcantes do novo complexo será a cobertura leve que parece flutuar sobre os edifícios. Essa estrutura inspira-se no conceito japonês komorebi, expressão que significa “a luz que passa suavemente entre as folhas das árvores”.

 

A ideia procura criar uma relação entre luz natural, sombra, transparência e movimento, aproximando a arquitetura da natureza e oferecendo identidade única ao espaço. Mais do que um detalhe estético, a cobertura deverá tornar-se uma das imagens de marca do novo M-ODU.

 

 

De espaço industrial a símbolo de futuro

 

Durante décadas, o antigo Matadouro Industrial fez parte da infraestrutura económica do Porto. Agora, entra numa nova era. Em vez de abandono ou demolição, a cidade opta por reutilizar e reinventar património urbano, transformando memória industrial em inovação contemporânea.

 

O resultado será um novo polo multifuncional capaz de atrair empresas, talento, visitantes e novas dinâmicas económicas.

 

 

Porto continua a reinventar-se

 

Com o avanço do M-ODU, o Porto reforça a imagem de cidade capaz de preservar passado e construir futuro em simultâneo. A reconversão do antigo Matadouro representa isso mesmo: recuperar um lugar histórico para responder às exigências do século XXI.

 

Campanhã ganhará um novo centro de energia urbana, e o Porto mais um símbolo da sua transformação.

 

 

📷 OODA

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Economia, Urbanismo, Vila do Conde

Uma empresa sediada em Vila do Conde apresentou a primeira casa construída com tecnologia de impressão 3D em Portugal, introduzindo uma nova abordagem no setor da habitação, mais rápida, eficiente e sustentável.

 

O projeto é da Havelar, uma startup fundada em 2023, que pretende responder à crescente crise habitacional através da inovação tecnológica.

 

 

Construção mais rápida e custos mais reduzidos

 

A grande diferença deste método está na rapidez de execução. As paredes da habitação foram “impressas” em apenas 18 horas, através de uma impressora 3D de grande escala.

 

Após essa fase, a montagem da casa — incluindo instalação de portas, janelas e módulos pré-fabricados — demorou cerca de duas semanas.

 

Comparando com a construção tradicional:

 

  • O processo pode ser até oito vezes mais rápido;

  • Os custos podem ser até três vezes mais baixos.

 

O preço estimado desta moradia ronda os 150 mil euros, podendo variar conforme os acabamentos e a localização.

 

 

Uma casa moderna, eficiente e sustentável

 

A habitação, localizada em Vilar do Pinheiro, apresenta uma tipologia T2 com cerca de 90 metros quadrados, destacando-se pelo seu design contemporâneo e funcional.

 

Entre as principais características estão:

  • Paredes em betão com textura visível, resultante da impressão em camadas;

  • Isolamento térmico com cortiça granulada;

  • Grandes janelas que privilegiam a luz natural;

  • Soluções energéticas mais eficientes.

 

Além disso, este método permite reduzir significativamente o desperdício de materiais, contribuindo para uma construção mais sustentável.

 

 

Tecnologia que pode transformar o setor da construção

 

A impressão 3D aplicada à construção já é uma realidade em vários países e começa agora a ganhar expressão em Portugal.

 

O sistema funciona como uma “fábrica móvel”, sendo transportado até ao local para imprimir diretamente a estrutura da casa. Apesar de ainda existirem limitações — como o número de pisos — a tecnologia apresenta um enorme potencial de crescimento.

 

A empresa prevê avançar com a construção de várias habitações com este método, especialmente no segmento da habitação acessível.

 

 

Uma possível resposta à crise da habitação

 

Num contexto de dificuldade no acesso à habitação, soluções como esta podem representar uma alternativa viável.

 

A combinação entre rapidez, menor custo e sustentabilidade posiciona a impressão 3D como uma ferramenta relevante para aumentar a oferta de casas no mercado e responder às necessidades das gerações mais jovens.

 

 

📷 Havelar

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Mobilidade, Património, Porto, Vila Nova de Gaia

A futura ponte sobre o rio Douro, que irá integrar a nova Linha Rubi do Metro do Porto, já entrou numa nova fase decisiva: a escolha do nome oficial. A partir desta quinta-feira, os cidadãos podem votar no nome da nova travessia que ligará Porto a Vila Nova de Gaia, através do portal participa.pt, num processo público que decorre até 5 de maio.

 

Em votação estão seis propostas finalistas, escolhidas por uma comissão de personalidades ligadas à história, cultura, engenharia e identidade da região.

 

A nova infraestrutura será uma das obras mais importantes da mobilidade metropolitana dos próximos anos, criando uma nova ligação entre as duas margens do Douro e servindo milhares de passageiros diariamente.

 

 

Uma ponte estratégica para o futuro da mobilidade

 

A nova travessia irá unir a zona do Campo Alegre, no Porto, à zona da Arrábida, em Gaia. Além do canal dedicado ao metro ligeiro, a ponte contará também com:

 

  • ciclovia

  • percurso pedonal

  • integração urbana entre as duas margens

  • nova ligação estratégica para transportes públicos

 

A estrutura será elemento central da futura Linha Rubi (Casa da Música – Santo Ovídio), uma das expansões mais relevantes da rede do Metro do Porto.

 

O projeto global tem financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e representa um investimento de centenas de milhões de euros.

 

Além da componente ferroviária, a nova travessia deverá contribuir para:

 

  • reduzir tráfego automóvel

  • aproximar zonas urbanas hoje menos conectadas

  • incentivar mobilidade suave

  • reforçar sustentabilidade metropolitana

 

 

Os seis nomes finalistas

 

Os cidadãos podem escolher entre seis designações possíveis:

 

Ponte da Boa Viagem: Evoca a tradição marítima e a histórica ligação das populações do Porto e Gaia ao mar e às viagens.

 

Ponte Douro: Uma escolha direta e simbólica, centrada no próprio rio que molda a identidade da região.

 

Ponte da Ferreirinha: Homenageia Dona Antónia Adelaide Ferreira, figura maior do vinho do Porto e uma das mulheres mais marcantes da história económica portuguesa.

 

Ponte da Boa Passagem: Recorda o antigo cruzeiro da Boa Passagem, ligado à travessia histórica entre margens.

 

Ponte da União: Representa a ligação secular entre Porto e Gaia e o espírito de cooperação entre as duas cidades.

 

Ponte Engenheiro Joaquim Sarmento: Distinção a um nome prestigiado da engenharia portuguesa, autor de várias obras emblemáticas da região.

 

 

Quem escolheu os finalistas

 

A comissão de seleção responsável pela escolha dos nomes foi composta por cinco personalidades:

 

  • Amândio Barros, historiador

  • Hélder Pacheco, historiador

  • Germano Silva, jornalista e investigador

  • Humberto Varum, engenheiro civil

  • Rui Veloso, músico

 

O objetivo foi reunir propostas com valor histórico, cultural e identitário para ambas as cidades.

 

 

Critérios exigentes para a escolha

 

As propostas tinham de respeitar pelo menos uma destas condições:

 

  • homenagear personalidades falecidas há mais de um ano e de reconhecido mérito

    ou

 

  • representar referências históricas, geográficas, económicas, sociais ou culturais ligadas ao Porto e Gaia.

 

O processo pretende garantir que o nome final tenha significado duradouro e ligação real ao território.

 

 

Nome vencedor será anunciado em junho

 

Após o encerramento da votação popular a 5 de maio, uma comissão final validará a escolha definitiva.

 

Essa comissão será composta por:

 

  • Ricardo Fonseca, ex-presidente da Metro do Porto

  • Fernando Sousa, coordenador do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade

  • Fernanda Ribeiro, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

 

O nome oficial será revelado no dia 2 de junho. Mais do que uma simples estrutura, esta será uma ponte com impacto urbano, económico e simbólico.

 

Como aconteceu com a Ponte Luís I, Ponte da Arrábida ou Ponte do Infante, o nome escolhido poderá atravessar gerações. Agora, a decisão passa também pelos cidadãos.

 

 

📷 Metro do Porto

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Ambiente, Porto, Turismo, Urbanismo

O Porto volta a ser distinguido internacionalmente! Três dos seus mais emblemáticos espaços verdes — o Parque da Cidade, o Jardim do Passeio Alegre e o Jardim Botânico do Porto — receberam o Green Flag Award, um prestigiado selo internacional de qualidade atribuído pela organização britânica Keep Britain Tidy, em parceria com o Ministério da Habitação, Comunidades e Governo Local do Reino Unido.

 

Esta distinção reconhece os melhores parques e jardins do mundo, premiando locais que alcançam elevados padrões de excelência na gestão, manutenção, sustentabilidade ambiental e envolvimento comunitário.

 

 

Critérios de excelência do Green Flag Award

 

Desde 1996, o Green Flag Award avalia espaços verdes públicos segundo um conjunto rigoroso de critérios. Entre os principais estão a manutenção e limpeza exemplar, a segurança e acolhimento dos visitantes, a preservação da biodiversidade e do património cultural, e ainda a existência de um plano de gestão sustentável e participado pela comunidade.

 

A cidade do Porto, através da sua Câmara Municipal e das equipas de manutenção dos espaços, vê assim reconhecido o trabalho contínuo em prol da qualidade de vida urbana e da preservação ambiental.

 

 

Os espaços distinguidos

 

Parque da Cidade do Porto


Com cerca de 83 hectares de área verde, o Parque da Cidade é o maior parque urbano de Portugal, estendendo-se até ao Atlântico. O seu equilíbrio entre natureza, desporto e lazer fez dele um dos cinco melhores parques do mundo em edições anteriores do prémio.

 

Jardim do Passeio Alegre


Situado na Foz do Douro, o Passeio Alegre combina património histórico, paisagem marítima e espécies arbóreas centenárias. Para além do Green Flag Award, recebeu também a distinção de Green Heritage Site, que realça o seu valor histórico e cultural.

 

Jardim Botânico do Porto


Integrado no Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP), o Jardim Botânico ocupa cerca de quatro hectares e mantém uma forte ligação à investigação científica e educação ambiental, sendo um dos locais mais visitados e emblemáticos da cidade.

 

 

Um reconhecimento que reforça a imagem do Porto

 

Estas distinções reforçam o posicionamento do Porto como cidade verde e sustentável, valorizando o seu património natural e urbano. São também um estímulo para continuar a investir na qualidade ambiental e no bem-estar dos cidadãos, tornando o Porto um exemplo de cidade europeia amiga da natureza e das pessoas.

 

 

📷 City Guide Porto

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Mobilidade, Porto

O Porto será uma das primeiras cidades portuguesas a testar autocarros 100% autónomos, um projeto inovador da STCP – Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, que arranca no outono de 2020.

 

A notícia foi confirmada pela Agência Nacional de Inovação (ANI), que revelou que a chegada destes veículos à cidade resulta da participação da STCP no projeto europeu FABULOS (Future Automated Bus Urban Level Operation Systems), coordenado pelo consórcio Forum Virium Helsinki, da Finlândia.

 

 

Tecnologia de ponta ao serviço da mobilidade urbana

 

Os novos autocarros autónomos são totalmente elétricos e controlados por sistemas inteligentes de navegação, capazes de detetar e contornar obstáculos, como viaturas estacionadas ou peões.


Numa fase inicial, os testes serão realizados na zona da Asprela, junto ao Hospital de São João e ao Pólo Universitário, um dos eixos de maior movimento da cidade.

 

De acordo com a ANI, o objetivo do projeto é “encontrar soluções inovadoras para o fornecimento e gestão de transportes públicos automatizados”, promovendo a eficiência, segurança e sustentabilidade da mobilidade urbana.

 

 

Um projeto europeu de inovação e sustentabilidade

 

O FABULOS é financiado em cerca de sete milhões de euros pelo programa europeu Horizonte 2020, e encontra-se na fase final de implementação. A iniciativa pretende impulsionar o desenvolvimento sustentável do transporte público, reduzindo emissões e melhorando a integração tecnológica nas cidades europeias.

 

Apesar de dispensarem condutor, os autocarros poderão contar com um operador de segurança a bordo, responsável por garantir o bem-estar dos passageiros durante as viagens experimentais.

 

Além de Portugal, também Estónia, Grécia, Irlanda e Itália participam no projeto, através da criação de centros de competências em Compras Públicas de Inovação, assegurando a partilha de conhecimento e a replicação de boas práticas em toda a Europa.

 

 

Uma nova era para o transporte público no Porto

 

Com esta iniciativa, o Porto reforça a sua posição de vanguarda na inovação urbana, apostando em soluções inteligentes e ecológicas que poderão transformar o futuro da mobilidade metropolitana.


A integração dos autocarros autónomos na rede da STCP representa um passo decisivo rumo à cidade do futuro — mais sustentável, tecnológica e centrada nas pessoas.

 

 

📷 STCP
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