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Economia, Mobilidade, Porto, Urbanismo

Arrancaram oficialmente as obras do futuro Terminal Intermodal de Campanhã, uma infraestrutura há muito aguardada na cidade do Porto e que promete transformar profundamente a forma como os transportes públicos se articulam na região.

 

Com conclusão prevista para junho de 2021, este projeto é apontado como uma das intervenções mais relevantes no setor da mobilidade urbana das últimas décadas.

 

 

Um projeto estratégico para a mobilidade urbana

 

Com um investimento global de 12,7 milhões de euros, o novo terminal foi concebido para concentrar, num único espaço, vários modos de transporte. O objetivo passa por facilitar a ligação entre comboios suburbanos e de longo curso, metro e diferentes redes de autocarros, incluindo a STCP, operadores privados e serviços intermunicipais e regionais.

 

Esta integração permitirá reduzir tempos de espera, melhorar a eficiência das ligações e proporcionar uma experiência mais cómoda e fluida para os passageiros que diariamente utilizam transportes públicos na cidade e na Área Metropolitana do Porto.

 

 

Localização privilegiada e novas acessibilidades

 

Situado em Campanhã, o terminal beneficia de uma localização estratégica, com ligação direta a importantes eixos rodoviários, como a Via de Cintura Interna (VCI) e as autoestradas A1, A3 e A4. Esta acessibilidade reforça o papel da zona como um dos principais pontos de entrada e distribuição de fluxos de mobilidade na cidade.

 

O projeto contempla ainda a criação de novas vias de acesso, contribuindo para uma melhor organização do tráfego e para a valorização urbana da zona envolvente.

 

 

Um dos principais nós da rede de transportes

 

O Terminal Intermodal de Campanhã será um elemento-chave na estrutura da rede de transportes do Porto, funcionando como um interface estratégico num anel de mobilidade que circunda a cidade. Este equipamento irá articular-se com outros polos relevantes, como o interface da Casa da Música e o futuro interface do Hospital de São João.

 

Esta visão integrada pretende reforçar a interligação entre diferentes zonas da cidade e melhorar a eficiência global do sistema de transportes públicos.

 

 

Infraestrutura moderna e sustentável

 

Com uma área bruta de construção de cerca de 24 mil metros quadrados, o novo terminal será equipado com diversas valências de apoio aos utilizadores. Entre elas, destacam-se um parque de estacionamento, zonas de “kiss & ride”, parque para bicicletas e área dedicada a táxis.

 

Um dos elementos mais inovadores do projeto será a cobertura verde, com cerca de 4,6 hectares, que contribuirá para a sustentabilidade ambiental da infraestrutura, promovendo a redução do impacto urbano e melhorando a integração paisagística.

 

 

Um investimento com impacto no futuro da cidade

 

Mais do que uma obra de engenharia, o Terminal Intermodal de Campanhã representa uma aposta clara numa mobilidade mais eficiente, sustentável e centrada nas necessidades dos cidadãos. A sua concretização marca um passo decisivo na modernização dos transportes no Porto, consolidando a cidade como uma referência em planeamento urbano e inovação na mobilidade.

 

 

📷 Risco

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Património, Porto, Urbanismo

As tão aguardadas obras de recuperação do Mercado do Bolhão arrancaram oficialmente esta terça-feira, marcando o início de um dos projetos mais emblemáticos de requalificação urbana do Porto. Classificado como Monumento de Interesse Público desde 2013, o edifício centenário entra agora numa nova fase da sua história, com o objetivo de devolver à cidade o espírito autêntico de um mercado tradicional e popular.

 

A Câmara Municipal do Porto adjudicou a empreitada e confirmou a entrada das primeiras máquinas no local. Segundo a autarquia, a intervenção deverá estar concluída no prazo de dois anos, devolvendo à cidade “um dos seus mais importantes valores patrimoniais, intacto na sua essência e sempre como mercado tradicional e público de frescos, como nasceu”.

 

 

Um projeto esperado há mais de três décadas

 

A reabilitação do Bolhão tem sido um desejo antigo de portuenses, comerciantes e autarcas. Este é já o quarto projeto de recuperação do mercado em 30 anos, depois de várias tentativas falhadas devido a divergências entre os planos apresentados e as preocupações de preservação histórica expressas pela população e pelos vendedores.

 

A atual intervenção representa, segundo o município, um compromisso entre a modernização necessária e a defesa da identidade arquitetónica e cultural do edifício. O objetivo é garantir que o Bolhão mantém o seu carácter de mercado de frescos, continuando a ser um espaço de comércio tradicional e convivência, mas com condições estruturais, higiénicas e logísticas totalmente renovadas.

 

 

Primeira fase: estabilização e preparação estrutural

 

Antes do arranque formal das obras, a primeira fase da modernização começou em agosto de 2016, com um investimento de 800 mil euros. Essa etapa inicial incluiu o desvio de infraestruturas e de uma linha de água para as ruas Sá da Bandeira e Fernandes Tomás, permitindo preparar o edifício para a reabilitação profunda agora em curso.

 

O plano contemplou ainda a criação das condições necessárias para a estabilização do edifício, a construção de uma cave logística e de um túnel de ligação entre a Rua do Ateneu e a futura cave do mercado, garantindo a eficiência no abastecimento e a melhoria das acessibilidades.

 

 

O que está previsto na reabilitação integral

 

De acordo com o programa da obra geral, a intervenção inclui a reabilitação e consolidação estrutural das fachadas e coberturas, a criação de um piso subterrâneo, bem como novos acessos pedonais e um conjunto de obras de reforço estrutural no interior do edifício.

 

O projeto prevê ainda a valorização do espaço público envolvente, integrando o Bolhão de forma harmoniosa na dinâmica urbana da Baixa do Porto, área que tem vindo a ser alvo de uma ampla requalificação nos últimos anos.

 

 

Um símbolo de identidade portuense

 

Mais do que uma simples intervenção de engenharia, a recuperação do Mercado do Bolhão representa um ato de preservação da memória coletiva do Porto. O mercado, inaugurado em 1914 e conhecido pelo seu traçado neoclássico, é um dos espaços mais visitados e fotografados da cidade, sendo também um ponto de encontro entre gerações de comerciantes e clientes.

 

Quando reabrir, o Bolhão deverá manter a sua função original, aliando tradição e modernidade, e reafirmando o seu papel como símbolo da alma portuense — um espaço onde o comércio, a cultura e a autenticidade se cruzam diariamente.

 

 

O futuro do Bolhão e o impacto na cidade

 

Com as obras em curso, o Porto reafirma a sua aposta na reabilitação urbana e na valorização do património histórico, procurando equilibrar o desenvolvimento económico com a preservação da identidade local.


A conclusão do projeto não só trará benefícios aos comerciantes e moradores, como também reforçará o potencial turístico e cultural da Baixa, tornando o Mercado do Bolhão novamente num cartão de visita da cidade.

 

 

📷 GO Porto

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