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Vila Nova de Gaia ganhou esta sexta-feira um dos mais ambiciosos projetos turísticos e culturais das últimas décadas com a inauguração do World of Wine, conhecido internacionalmente como WOW.

 

Instalado na encosta histórica de Gaia, entre o rio Douro e o The Yeatman, o novo espaço nasce como um grande quarteirão cultural e enoturístico, reunindo museus, restaurantes, lojas, escola de vinhos e áreas para eventos, tudo com uma vista privilegiada sobre a cidade do Porto.

 

O projeto resulta de um investimento superior a 100 milhões de euros por parte do grupo The Fladgate Partnership e representa uma nova etapa na valorização internacional da região.

 

 

Um novo bairro para descobrir

 

Mais do que um equipamento turístico, o WOW assume-se como um verdadeiro bairro cultural, recuperando antigos armazéns e caves históricas de vinho do Porto, nomeadamente ligados às marcas Taylor’s e Croft.

 

Ao todo, o espaço ultrapassa os 30 mil metros quadrados e integra:

 

  • Cinco museus temáticos

  • Oito restaurantes e cafés

  • Escola de vinhos

  • Lojas especializadas

  • Espaços para exposições

  • Salas para eventos corporativos e privados

  • Praça central ao ar livre

  • Miradouros panorâmicos sobre o Douro e Porto

 

A zona, outrora exclusivamente industrial, transforma-se agora num novo centro de lazer, cultura e turismo.

 

 

Cinco museus para viver experiências únicas

 

Uma das grandes apostas do WOW passa pela componente museológica, concebida para públicos nacionais e internacionais. Entre os espaços inaugurados encontram-se:

 

 

The Wine Experience

 

Uma viagem pelo universo do vinho, explicando terroirs, castas, aromas, produção e degustação.

 

 

Porto Region Across The Ages

 

Museu dedicado à história da cidade do Porto e da região Norte, desde a antiguidade até aos dias de hoje.

 

 

The Bridge Collection

 

Uma extraordinária coleção privada com mais de 1.500 recipientes ligados ao ritual da bebida, alguns datados de 7000 a.C.

 

 

Planet Cork

 

Experiência dedicada à cortiça portuguesa, um dos grandes símbolos industriais do país.

 

 

Porto Fashion & Fabric Museum


Museu que valoriza a tradição têxtil e a criatividade da moda portuguesa.

 

 

Gastronomia com assinatura e vistas únicas

 

O WOW abriu também portas com vários conceitos gastronómicos, apostando em experiências distintas para diferentes públicos.

 

Entre restaurantes, wine bars, cafés e esplanadas, os visitantes podem provar cozinha tradicional portuguesa, propostas internacionais e harmonizações vínicas num ambiente sofisticado e descontraído.

 

Tudo isto enquadrado por uma praça ampla com uma das mais belas vistas sobre o rio Douro, a Ribeira do Porto e a zona histórica portuense.

 

 

Adrian Bridge destaca nova oferta para a região

 

O diretor executivo do WOW, Adrian Bridge, explicou que o projeto pretende reforçar a atratividade da região e valorizar setores onde Portugal é referência. “O objetivo é reforçar a oferta cultural e museológica, proporcionando mais bons motivos para viver a cidade.”

 

Acrescentou ainda “Com estas experiências queremos destacar o enorme potencial da região nas áreas em que é especialista: vinho, cortiça, têxtil e moda.”

 

 

Recuperar o passado para construir o futuro

 

Um dos elementos mais elogiados do WOW é precisamente a recuperação arquitetónica dos antigos armazéns vínicos da encosta de Gaia.

 

A intervenção combinou património industrial com linhas contemporâneas, criando espaços modernos sem apagar a memória histórica do local. O projeto arquitetónico esteve a cargo do gabinete Broadway Malyan.

 

 

Novo impulso para Gaia e para o turismo nacional

 

A inauguração do WOW acontece num período particularmente desafiante para o turismo mundial, marcado pela pandemia de 2020.

 

Ainda assim, o novo espaço surge como sinal de confiança no futuro e de aposta estratégica na região do Douro e Grande Porto.

 

A expectativa é que o WOW se torne rapidamente num dos principais polos turísticos do país, atraindo visitantes nacionais e estrangeiros durante todo o ano.

 

 

Entrada livre no quarteirão

 

O acesso ao espaço exterior do WOW é gratuito, permitindo passear pelas ruas internas, praça central, lojas e zonas panorâmicas sem qualquer custo.

 

As experiências museológicas funcionam mediante bilhete individual ou combinado, com opções para famílias, grupos e escolas.

 

 

Gaia ganha novo cartão de visita

 

Com a abertura do World of Wine, Vila Nova de Gaia reforça a sua identidade ligada ao vinho do Porto, mas expande-a agora para um conceito mais abrangente, moderno e internacional.

 

O WOW junta património, inovação, cultura, gastronomia e paisagem num só lugar.

 

E a partir de amanhã, quem visitar Gaia passa a ter mais um motivo obrigatório para subir a encosta.

 

 

📷 WOW

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Economia, Vila Nova de Gaia

A cadeia espanhola Mercadona abriu oficialmente a sua primeira loja em Portugal, marcando um momento histórico na sua estratégia de internacionalização.

 

O novo supermercado, localizado em Canidelo, abriu portas ao público às 9h00, tendo a inauguração sido antecipada em uma hora devido à elevada afluência de clientes.

 

 

Primeiros passos em território nacional

 

A entrada da Mercadona no mercado português representa um passo decisivo para o grupo liderado por Juan Roig, sendo este o seu primeiro projeto fora de Espanha. A aposta em Portugal surge como uma escolha estratégica, sustentada pela proximidade geográfica e pelos laços culturais entre os dois países.

 

Na véspera da inauguração, Juan Roig destacou a importância deste momento, sublinhando o orgulho da empresa em iniciar a sua expansão internacional em território português, reforçando a intenção de construir relações sólidas com produtores e parceiros locais.

 

 

Investimento e expansão prevista

 

A Mercadona prevê investir cerca de 260 milhões de euros em Portugal ao longo dos próximos três anos, com a abertura de 10 lojas inicialmente planeadas. Até ao final de julho de 2019, o grupo anunciou ainda a inauguração de mais três supermercados na região Norte, nomeadamente em Matosinhos, Maia e Gondomar.

 

A médio prazo, o objetivo passa por alcançar uma rede de cerca de 150 lojas em território nacional, consolidando a presença da marca e reforçando a sua competitividade no setor do retalho alimentar.

 

 

Impacto económico e criação de emprego

 

A loja de Canidelo representou um investimento de aproximadamente 8 milhões de euros e criou 85 postos de trabalho diretos, integrando um universo de cerca de 900 colaboradores já contratados em Portugal. A empresa estima atingir os 1100 trabalhadores até ao final de 2019, evidenciando o impacto significativo da sua entrada no mercado nacional.

 

Além disso, a estratégia da Mercadona passa também pela colaboração com fornecedores portugueses, promovendo a produção local e contribuindo para o crescimento da economia nacional.

 

 

Infraestruturas logísticas e crescimento sustentado

 

Para suportar a sua operação em Portugal, a empresa prevê a construção de um novo centro logístico na região de Lisboa, que irá complementar a unidade já existente na Póvoa de Varzim, responsável pelo abastecimento das lojas no Norte do país.

 

Esta aposta em infraestruturas logísticas é fundamental para garantir eficiência na distribuição e qualidade no serviço prestado aos clientes.

 

 

Um mercado em transformação

 

A chegada da Mercadona ocorre num contexto de forte dinamismo no setor do retalho alimentar em Portugal. Nos últimos anos, o mercado tem assistido a um crescimento significativo do número de lojas, impulsionado por grandes grupos como a Sonae e a Jerónimo Martins.

 

Segundo dados do Sales Index 2019, da Markest Consulting, o número de supermercados em Portugal atingiu os 2820 até ao final de 2018, refletindo uma concorrência cada vez mais intensa e diversificada.

 

 

Um marco histórico para a Mercadona

 

A inauguração da primeira loja em Portugal representa não apenas um novo capítulo na história da Mercadona, mas também um sinal claro da atratividade do mercado português para investidores internacionais. Com um plano ambicioso de crescimento e uma forte aposta na proximidade ao consumidor, a marca espanhola inicia assim um percurso que promete transformar o panorama do retalho alimentar no país.

 

 

📷 Mercadona

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Desporto, Economia, Eventos, Porto, Turismo, Vila Nova de Gaia

O dia 1 de setembro de 2007 ficará para sempre na memória da cidade do Porto. A estreia nacional da Red Bull Air Race transformou as margens do rio Douro num verdadeiro “mar de gente”, reunindo centenas de milhares de espectadores num dos maiores eventos alguma vez realizados em Portugal.

 

 

Um “mar de gente” desde manhã cedo

 

Logo nas primeiras horas da manhã, as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia começaram a encher-se de público, confirmando as previsões da organização, que apontava para entre 400 e 600 mil pessoas.

 

“As expectativas da organização parecem estar a confirmar-se, a avaliar pela enorme movimentação que se vive desde muito cedo nas cidades do Porto e Gaia”, afirmou o oficial de dia do Comando Metropolitano da PSP.

 

Ao longo de todo o dia, milhares de pessoas ocuparam cada metro disponível nas margens do Douro, varandas, miradouros e zonas elevadas, criando uma moldura humana absolutamente impressionante para assistir à prova.

 

 

Velocidade, precisão e espetáculo no Douro

 

O circuito, montado entre a Ponte Luís I e a Ponte da Arrábida, desafiou os melhores pilotos do mundo a competir num slalom aéreo composto por 17 “air gates”.

 

A prova exigiu níveis extremos de concentração e perícia: velocidades na ordem dos 400 km/h e forças que chegaram aos 10G colocaram os pilotos no limite físico e técnico.

 

Mais do que uma corrida, foi um espetáculo de precisão milimétrica, onde cada segundo e cada erro fazia a diferença.

 

 

Steve Jones vence etapa histórica no Porto

 

O grande vencedor da etapa do Porto foi o piloto britânico Steve Jones, que realizou uma prestação brilhante na final, completando o percurso em apenas 1 minuto e 10 segundos.

 

Jones superou o líder do campeonato, Mike Mangold, por apenas 38 centésimos de segundo, num dos momentos mais emocionantes da competição.

 

“Foi fantástico. Não esperava fazer 1:10, é incrível. Acho que este circuito se adaptou perfeitamente ao meu avião”, afirmou o piloto britânico após a vitória. “O avião está com um ótimo desempenho, então estou muito feliz”.

 

Na classificação da etapa, o britânico Paul Bonhomme terminou em terceiro lugar, seguido pelo húngaro Peter Besenyei, em quarto.

 

 

Campeonato ao rubro

 

Apesar da vitória de Jones no Porto, Mike Mangold mantém a liderança do campeonato mundial com 41 pontos, seguido de perto por Paul Bonhomme, com 39 pontos. Peter Besenyei ocupa o terceiro lugar, com 30 pontos.

 

Steve Jones, com este triunfo, sobe na classificação geral, somando pontos importantes numa fase decisiva da temporada.

 

 

Reação oficial: sucesso total para Portugal

 

No final da prova, o balanço institucional foi extremamente positivo. Paulo Campos destacou o impacto do evento: “Estamos muito satisfeitos por termos sediado esta competição em nosso país, em um cenário tão especial como as cidades do Porto e de Gaia”, afirmou. “Gostaria de parabenizar os organizadores por este fantástico evento e agradecer especialmente ao público pela calorosa receção e presença aqui hoje”.

 

 

Desmobilização ordeira e sem incidentes

 

Após o final da corrida, as centenas de milhares de espectadores começaram a abandonar o local de forma gradual. Segundo a PSP, a desmobilização decorreu “de forma ordeira e sem incidentes”.

 

“O público está a desmobilizar de forma lenta, mas fluida”, indicou fonte policial, acrescentando que não houve registo de acidentes ou situações graves associadas ao evento.

 

Apesar da elevada concentração de pessoas nas estações de metro e comboio, a situação manteve-se controlada.

 

 

Um dia histórico para o Porto

 

A primeira edição da Red Bull Air Race em Portugal superou todas as expectativas, não só pela dimensão do público, mas também pela qualidade do espetáculo e pela projeção internacional da cidade.

 

Num cenário único, entre o rio Douro e as encostas históricas, o Porto afirmou-se como palco de grandes eventos mundiais, deixando uma marca difícil de igualar.

 

E se na véspera os treinos já tinham deixado a cidade em suspenso, o dia 1 de setembro de 2007 confirmou aquilo que muitos já antecipavam: o Porto entrou definitivamente no mapa dos grandes espetáculos internacionais.

 

 
📷 Red Bull

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Desporto, Economia, Eventos, Porto, Turismo, Vila Nova de Gaia

A cidade do Porto prepara-se para receber um dos maiores eventos desportivos internacionais alguma vez realizados em território nacional.

 

A 1 de setembro de 2007, o rio Douro será palco da estreia portuguesa da Red Bull Air Race, considerada a “Fórmula 1 dos ares”. Mas já hoje, 31 de agosto, o espetáculo começou e deixou milhares de pessoas rendidas.

 

 

Douro já recebe manobras impressionantes nos primeiros ensaios

 

Entre as ribeiras de Vila Nova de Gaia e do Porto, os primeiros treinos oficiais já tomaram conta do céu. Ao longo do dia, várias aeronaves percorreram a pista montada sobre o rio, proporcionando momentos de grande adrenalina e precisão técnica.

 

As manobras, realizadas a baixa altitude e a velocidades elevadas, atraíram desde logo a atenção de curiosos e entusiastas da aviação, que se juntaram nas margens do Douro para assistir ao que promete ser um espetáculo memorável.

 

 

Uma operação gigantesca para um evento histórico

 

A dimensão do evento impressiona. Segundo dados avançados pela organização, foram mobilizadas cerca de 1.400 toneladas de material, transportadas em 60 camiões. No terreno estarão 1.200 seguranças, apoiados por 68 torres de som, dez ecrãs gigantes e uma vasta estrutura logística.

 

No total, o investimento ultrapassa os 10 milhões de euros, tornando esta prova no evento desportivo mais caro do ano em Portugal.

 

A nível de segurança, estarão envolvidos cerca de 2.500 operacionais, incluindo elementos de bombeiros, PSP, GNR, Autoridade Marítima, INEM e Cruz Vermelha. Cerca de 90% destes meios estarão concentrados na zona entre Massarelos e a Ponte Luís I.

 

A vigilância será reforçada com 30 câmaras distribuídas por vários pontos da cidade.

 

 

Como vai funcionar a corrida


A prova consiste num slalom aéreo entre obstáculos insufláveis — os chamados “air gates” — com cerca de 20 metros de altura, colocados no rio Douro. Os pilotos terão de percorrer este circuito a velocidades que podem atingir os 400 km/h, mantendo uma precisão absoluta: qualquer erro resulta em penalizações.

 

“O Red Bull Air Race não é só velocidade, a precisão é crucial para o sucesso”, explica Luís Garção. “Voar a estas velocidades, perto do chão, exige uma habilidade imensa. Não há espaço para erros”.

 

Os pilotos estarão sujeitos a forças que podem atingir os 10 a 12G — o dobro do limite que uma pessoa comum consegue suportar sem desmaiar.

 

 

Os melhores pilotos do mundo no Porto

 

A organização não tem dúvidas: estarão presentes “os melhores pilotos do mundo”. No total, participam 12 a 13 concorrentes de nove nacionalidades, com destaque para norte-americanos e britânicos.

 

Muitos são pilotos comerciais de companhias como a British Airways ou a American Airlines, enquanto outros são instrutores ou especialistas em acrobacia aérea.

 

As aeronaves, leves e altamente manobráveis, pesam menos de 600 quilos e conseguem atingir velocidades impressionantes. O modelo mais utilizado será o Edge 540, capaz de ultrapassar os 425 km/h.

 

 

Queimódromo será base de operações

 

O Queimódromo foi escolhido como paddock e aeródromo da prova. A partir daí, os aviões descolam em direção ao mar, entrando depois na foz do Douro para iniciar o circuito.

“É um local com muitas vantagens: amplo, plano e muito próximo do mar”, explica Luís Garção. “Os aviões precisam apenas de cerca de 250 metros para descolar, o que torna este espaço ideal”.

 

 

Segurança e espetáculo de mãos dadas

 

Apesar da complexidade, a organização garante que a segurança é total.
“A prova é de risco zero. Não consigo ver risco nesta corrida”, afirma Luís Garção, acrescentando que todos os cenários de contingência foram previstos.

 

Os próprios obstáculos insufláveis foram concebidos para não causar danos: em caso de impacto, esvaziam-se imediatamente, funcionando como um “airbag”. “Acima de tudo, esta prova é um espetáculo”, sublinha.

 

 

Homenagem à história da aviação portuguesa

 

O evento servirá também para recordar o comandante Sarmento de Beires, pioneiro da aviação nacional. No sábado, será inaugurada uma exposição biobibliográfica na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, acompanhada de um colóquio sobre a travessia aérea do Atlântico Sul.

 

 

Impacto global e projeção internacional

 

A organização estima que mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo assistam à prova através da televisão, reforçando a projeção internacional do Porto.

 

“O retorno para a cidade é óbvio. É uma honra receber esta etapa”, afirma Luís Garção, que acredita no sucesso do evento e na possibilidade de o Porto integrar o calendário internacional nos próximos anos.

 

Depois de cidades como Budapeste, Londres, San Diego ou Perth, o Porto entra assim no mapa de um dos eventos mais espetaculares do mundo.

 

E se os ensaios já deixaram a cidade em suspenso, tudo aponta para que, amanhã, o Douro seja palco de um espetáculo absolutamente inesquecível.

 

 
📷 Red Bull

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