Ambiente, Porto
O Parque da Cidade do Porto foi classificado em primeiro lugar num estudo realizado pela DECO que avaliou a qualidade de sete parques urbanos distribuídos por quatro cidades portuguesas: Lisboa, Porto, Coimbra e Beja. Apesar de liderar o ranking, o espaço verde portuense obteve uma classificação global de “médio/bom”, partilhada com o Parque Eduardo VII.
Integração com a cidade e proteção ambiental destacadas
Segundo o estudo, publicado na revista “Teste Saúde”, a localização e os acessos do Parque da Cidade do Porto foram dos aspetos mais valorizados, permitindo uma integração harmoniosa entre o meio urbano, a vegetação e a proximidade à praia.
Outro ponto positivo identificado pelos técnicos da DECO foi a proteção contra o ruído do tráfego e o vandalismo, garantida por sebes, muros e entradas bem definidas. Estes elementos contribuem não só para a segurança, mas também para uma gestão e manutenção mais eficazes do espaço.
Serviços, água e manutenção com nota máxima
A boa classificação do parque deveu-se, em grande parte, às pontuações máximas obtidas em vários critérios essenciais. Entre eles destacam-se:
Serviços disponíveis, como casas de banho, chafarizes e cafés;
Presença de elementos de água, incluindo lagos, lagoas e cursos de água;
Manutenção da vegetação, com amplas áreas de arbustos e relvados bem cuidados.
O estudo sublinha ainda que o Parque da Cidade, juntamente com o Parque Tejo e o Parque dos Poetas, se destacou como um dos espaços mais asseados entre os avaliados.
Segurança cumpre requisitos mínimos
No que diz respeito à segurança, o parque portuense cumpre os requisitos mínimos definidos, tendo sido avaliados parâmetros como a presença de policiamento, a existência de telefones SOS e os horários de funcionamento.
Falhas transversais aos parques avaliados
Apesar das classificações positivas, o estudo da DECO é claro ao apontar fragilidades comuns a todos os parques analisados. A organização conclui que “existem falhas em todos os parques urbanos avaliados”, o que revela uma alegada falta de valorização destes espaços por parte das autarquias.
Entre os principais problemas identificados estão:
Iluminação e mobiliário urbano insuficientes, situação que apenas não se verifica no Parque Eduardo VII;
Falta de ambientes verdadeiramente calmos, contrariando o que seria esperado em espaços verdes;
Escassez de equipamentos para todas as faixas etárias, limitando a utilização familiar plena.
Comparação com outros parques nacionais
Para além do Parque da Cidade do Porto e do Parque Eduardo VII, que lideram com a classificação “médio/bom”, os restantes espaços avaliados obtiveram classificação “médio”. São eles:
Parque Verde do Mondego
Parque Tejo
Parque dos Poetas
Parque da Cidade de Beja
