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Ambiente, Porto, Urbanismo

O jardim que ocupa o centro da Praça da República, no Porto, oficialmente nomeado como Jardim de Teófilo Braga, reabriu hoje ao público, após cerca de 1,3 milhões de euros de investimento e mais de um ano de obras.

 

 

Obra e cronologia

 

Segundo a autarquia portuense, a empreitada tinha arrancado “há um ano e um mês” antes da abertura. As vedações metálicas que encerravam o espaço público foram retiradas no início de outubro, permitindo aos cidadãos redescobrir o jardim que já serviu como campo militar e local de exercício das tropas. Em agosto, o município já tinha apontado o final desse mês como prazo para conclusão da obra, mas não adiantou uma data de reabertura.

 

 

As novidades do espaço

 

A reabilitação inclui uma série de melhorias que visam tornar o jardim mais verde, mais acessível e mais funcional. Entre os destaques:

 

  • Plantação de mais de 13 000 arbustos e de mais de 200 novas árvores, aumentando significativamente a área dedicada aos espaços verdes.

 

  • Substituição dos antigos caminhos em areia por pavimento em granito, renovação das redes de rega, drenagem e iluminação pública.

 

  • Instalação de novo mobiliário urbano — bancos de madeira, bebedouros, papeleiras e melhoria das zonas de permanência para famílias e residentes.

 

  • Reposicionamento de estátuas históricas do jardim, como a escultura “Baco”, a estátua do General Pires Veloso e do Padre Américo, e devolução da escultura “Rapto de Ganimedes” à praça.

 

 

Resgate da memória e estrutura histórica

 

O projeto de requalificação procurou respeitar a história do local. O jardim está assente sobre um traçado linear, simétrico e centralizado, que remonta ao antigo campo militar de 1909, aproveitado para exercícios de tropas. A autoria do projeto de paisagismo é da docente Teresa Portela Marques, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

 

 

Impacto urbano e opinião pública

 

A reabertura do jardim devolve à cidade um dos seus espaços verdes mais simbólicos. Localizado no coração do Porto, a nova configuração pretende favorecer o lazer, o convívio e a permanência no local. No entanto, algumas vozes da comunidade já sublinham que ainda “faltam sombras” para os dias mais quentes.

 

 

A importância para a cidade

 

Enquanto local de memória, ligado à Revolta de 31 de Janeiro de 1891 e à história militar da praça, e ao mesmo tempo a pulmão verde contemporâneo, o Jardim de Teófilo Braga assume uma dupla função: cultural e ambiental. A reabilitação não só melhora a qualidade da paisagem urbana mas também reforça o papel dos espaços públicos no bem-estar dos habitantes do Porto.

 

 

📷 GO Porto
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