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Media, Porto

A TvTel anunciou hoje a aquisição da marca e dos conteúdos da Invicta TV, numa operação que surge como um verdadeiro fôlego para o canal regional, colocando um ponto final nas incertezas que pairavam sobre o seu futuro.

 

A decisão, comunicada esta quarta-feira, representa não só a continuidade do projeto televisivo do Grande Porto, como também o início de uma nova fase de reestruturação e crescimento.

 

 

Uma transição necessária para garantir o futuro

 

De acordo com o presidente do conselho de administração da TvTel, Martins de Sousa, a passagem da Invicta TV para a esfera da operadora implicou a suspensão temporária das emissões.

 

“Com a aquisição e a passagem do canal para a jurisdição portuguesa, tornou-se necessário interromper momentaneamente as emissões”, explicou o responsável.

 

Até aqui, a emissão da Invicta TV era assegurada através da Finanzza Investments, fora da jurisdição nacional, situação que levantava várias dúvidas legais e operacionais.

 

 

Reestruturação e novo enquadramento legal em curso

 

A suspensão das emissões será aproveitada para uma reformulação profunda do canal, que passa agora a estar plenamente enquadrado na legislação portuguesa.

 

Segundo Martins de Sousa, este período permitirá:

 

  • A reorganização estrutural do projeto

  • A regularização do licenciamento em território nacional

  • A definição de uma nova estratégia para o canal

 

A TvTel prevê que este processo esteja concluído no prazo de dois meses, altura em que a Invicta TV deverá regressar ao ar com uma nova imagem e posicionamento reforçado.

 

 

Conteúdos mantêm-se ativos através da Internet

 

Durante este período de transição, os conteúdos da Invicta TV não desaparecerão por completo. Os programas continuarão disponíveis online, através do site oficial do canal, permitindo manter a ligação com o público.

 

Esta solução garante que o projeto continua ativo, mesmo fora da grelha tradicional de televisão.

 

 

Equipa mantém-se e prepara nova fase

 

Outro dos pontos destacados pela TvTel é a continuidade da equipa que já integrava o canal.

 

Os cerca de cinco a seis jornalistas e operadores de câmara serão mantidos, desempenhando um papel central na reestruturação e relançamento da Invicta TV.

 

Esta decisão reforça a aposta na valorização dos profissionais locais e na preservação da identidade do canal.

 

 

Fim das polémicas e início de um novo ciclo

 

Segundo a administração da TvTel, a aquisição vem também resolver as dúvidas e polémicas que envolviam a legalidade do canal, garantindo agora um enquadramento transparente e sustentável.

 

A operação antecipa ainda um dos objetivos estratégicos da empresa: o desenvolvimento de um canal regional forte, com identidade própria e ligação direta à região Norte.

 

 

Um novo capítulo para a televisão do Grande Porto

 

A Invicta TV, que se afirmava como um projeto televisivo dedicado à região do Grande Porto, ganha assim uma nova oportunidade para se consolidar e crescer.

 

Num momento em que o futuro do canal parecia incerto, a entrada da TvTel surge como um sinal positivo, trazendo estabilidade, investimento e uma visão estratégica para o projeto.

 

Se a suspensão temporária representa uma pausa, o que se segue poderá marcar o verdadeiro arranque de uma nova era para a televisão regional no Porto.

 

 

📷 The Best of Porto

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Cultura, Economia, Porto

O Shopping Center Brasília, considerado o primeiro “shopping” da Península Ibérica, está a assinalar três décadas de história com um programa de comemorações que se estende até dezembro, com iniciativas semanais destinadas a dinamizar o espaço e atrair novos visitantes.

 

As celebrações, organizadas pela Associação de Comerciantes e pela Administração dos Condomínios do centro comercial, arrancaram com um desfile de moda que contou com manequins da agência Best Models, apresentando a coleção de inverno de várias lojas do próprio shopping.

 

 

Um marco histórico no comércio moderno

 

Inaugurado a 9 de outubro de 1976, o Shopping Brasília marcou uma nova era no consumo em Portugal, acompanhando a evolução das tendências e dos hábitos sociais ao longo de várias gerações. Ao longo dos anos, o espaço enfrentou períodos de grande afluência, mas também desafios associados à concorrência e às mudanças no setor do retalho.

 

“As comemorações dos 30 anos são a rampa de lançamento que precisávamos para projectar este espaço à sociedade portuguesa. Não queremos que caia no esquecimento”, afirma Ana Paula Santos, lojista e coordenadora do programa.

 

 

Cultura e arte como motor de dinamização

 

Um dos pontos altos da programação é a exposição “Fascinarte no Brasília”, patente no antigo cinema Charlot, que reúne obras de artistas consagrados como Paula Rego e Júlio Pomar, a par de novos talentos como Alexandre Jordão.

 

A iniciativa pretende reforçar a vertente cultural do espaço e atrair novos públicos. Carlos Van Zeller, presidente da Associação de Comerciantes, acredita que a aposta na arte pode “dinamizar o shopping e criar mais lojas de cultura nas várias vertentes”.

 

Além da exposição, o programa inclui uma feira de minerais com o apoio da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, tertúlias evocativas dos 30 anos do centro comercial e um concurso de pintura para descobrir novos talentos.

 

 

Memórias e identidade portuense

 

O impacto do Brasília na vida da cidade continua presente na memória coletiva. A canção “A rapariguinha do shopping”, de Rui Veloso e Carlos Tê, é frequentemente evocada como símbolo de uma época em que o centro comercial era ponto de encontro incontornável.

 

“Estou aqui desde o início. Quando abriu era uma loucura, vinham pessoas de todos os lados”, recorda Emília Machado, comerciante há 30 anos. Apesar das dificuldades, mantém-se otimista quanto ao futuro: “Temos clientes certos e com este tipo de eventos penso que vamos conseguir trazer de novo o movimento”.

 

 

Plano de renovação para o futuro

 

A revitalização do espaço é uma prioridade clara para os comerciantes. Entre as medidas previstas estão a renovação da fachada, remodelações no interior e a criação de uma nova praça de alimentação.

 

“Não pretendemos olhar para a concorrência. Queremos sim marcar a diferença. Para isso é necessário dinamizar o shopping e recuperar a dignidade que tinha no passado”, sublinha Ana Paula Santos.

 

 
📷 Manuel de Sousa

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Matosinhos, Media, Porto

O Porto Canal iniciou hoje oficialmente as suas emissões, marcando o regresso da televisão regional ao Norte de Portugal. A nova estação apresenta-se com uma programação focada na realidade do Grande Porto, apostando na informação local, na proximidade com o público e na valorização da identidade nortenha.

 

 

Um canal feito para e pelo Porto

 

O primeiro dia de emissões está a ser marcado por imagens simbólicas e profundamente ligadas à cidade: o rio Douro, a Ribeira, a Torre dos Clérigos, a Avenida dos Aliados, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, a Estação de São Bento e as pontes que unem o Porto e Vila Nova de Gaia.


Estas imagens foram escolhidas para ilustrar o espírito do canal — mostrar o Norte na sua essência, cultura e energia própria.

 

Os estúdios do Porto Canal estão localizados na Senhora da Hora, concelho de Matosinhos. O projeto conta com apoio financeiro de empresas da região, além de parcerias com autarquias locais e instituições de ensino superior, nomeadamente a Universidade do Porto.

 

 

“Um espelho da região do Grande Porto”

 

O diretor do canal, Bruno Carvalho, descreve o projeto como “um espelho do que se está a passar na região do Grande Porto”.


Segundo o responsável, o objetivo passa por “mostrar o que é a região a vários níveis — social, económico, cultural e desportivo — ao contrário do que sucedeu com o antigo NTV, também da nossa autoria.”

 

Uma das principais apostas do Porto Canal será a renovação das equipas. Bruno Carvalho explicou que “a maioria das caras será nova para os espectadores”, reforçando a intenção de dar oportunidade a jovens profissionais da comunicação.

 

 

Programas que refletem o Norte

 

Entre os novos conteúdos previstos, destacam-se três formatos originais:

 

  • “Bastidores”, um programa que promete revelar o funcionamento interno de locais públicos como aeroportos, hospitais e instituições essenciais ao quotidiano das populações;

 

  • “Porto de Abrigo”, dedicado às instituições de solidariedade social e às histórias humanas que fazem a diferença;

 

  • “Máfia senta-se à mesa”, um espaço de debate e comentário sobre futebol, que pretende aliar informação, análise e entretenimento.

 

Estes programas refletem a diversidade da grelha e o compromisso do canal em tratar temas relevantes para a comunidade, com proximidade e autenticidade.

 

 

O desafio de um canal regional

 

O Porto Canal surge num contexto mediático em que vários projetos regionais falharam por falta de sustentabilidade, como o NTV, que encerrou poucos anos antes. Bruno Carvalho reconhece o desafio, mas mostra-se confiante: “A experiência do estrangeiro, nomeadamente de Espanha, demonstra que o mercado regional é rentável. O Porto Canal quer contrariar o fatalismo e provar que é possível fazer televisão de qualidade a partir do Norte.”

 

Com esta visão, o Porto Canal pretende ser uma voz ativa da região, promovendo a sua cultura, economia e talento — um canal feito no Porto, para o Porto e para o mundo.

 

 

📷 Porto Canal
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Eventos

Pela primeira vez, o The Best of Porto alargou os seus horizontes no universo das reportagens e rumou até à capital para acompanhar de perto um momento especial no panorama criativo nacional: o lançamento da nova linha de bijuteria da apresentadora e jornalista Fernanda Freitas.

 

A apresentação da coleção “You by Fernanda Freitas” decorreu na tarde desta quinta-feira, 21 de setembro de 2006, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), numa data ainda mais simbólica por coincidir com o aniversário da criadora.

 

 

Uma coleção com identidade e versatilidade

 

Descritas pela própria como “peças versáteis”, as criações destacam-se pela originalidade e pela liberdade de utilização. Produzidas a partir de materiais como pedra, madeira, cabedal e metais não preciosos, as peças refletem um conceito acessível, criativo e altamente adaptável ao estilo de cada pessoa.

 

Entre colares, pulseiras e cintos, a coleção apresenta ainda uma proposta inovadora: uma peça decorativa para telemóvel, inspirada na linha estética de um dos colares, um detalhe que evidencia a preocupação da autora em acompanhar tendências e estilos de vida contemporâneos.

 

Segundo explicou Fernanda Freitas durante o evento, todo o processo criativo parte de si: “idealizo as peças, desenvolvo o protótipo e depois a produção é assegurada por uma fábrica”. Este equilíbrio entre autoria e produção permite manter a identidade da marca sem comprometer a escala.

 

 

Quatro peças numa só: o conceito que marca a diferença

 

Um dos grandes destaques da coleção reside na sua multifuncionalidade. Cada peça pode assumir até quatro formas distintas, permitindo que, por exemplo, uma pulseira se transforme num colar ou até num cinto.

 

“A pessoa leva para casa uma pulseira e pode fazer dela um colar ou um cinto, adaptando a peça conforme as necessidades”, explicou a criadora, sublinhando o caráter dinâmico e personalizado da coleção.

 

Além disso, as peças podem ser combinadas entre si, criando novas possibilidades e reforçando a ideia de que cada utilizador pode construir o seu próprio estilo, uma verdadeira extensão da identidade pessoal, tal como sugere o nome da marca: You.

 

 

Uma carreira consolidada que se expande à criatividade

 

Natural do Porto, Fernanda Freitas tem um percurso sólido na comunicação social portuguesa. Iniciou a sua carreira na rádio, passando pela Rádio Press (Porto) e pela Rádio Paris Lisboa, antes de dar o salto para a televisão em 1992, na RTP2.

 

Ao longo dos anos, passou por vários canais, incluindo SIC, onde apresentou o programa Às duas por três entre 2002 e 2005, regressando posteriormente à RTP. Atualmente, coordena e apresenta o programa diário Sociedade Civil, afirmando-se como uma das figuras mais respeitadas da televisão portuguesa.

 

Com o lançamento da You by Fernanda Freitas, a apresentadora revela agora uma nova faceta, a de criadora, levando para o universo da bijuteria a mesma sensibilidade, criatividade e capacidade de comunicação que sempre a caracterizaram.

 


📷 You by Fernanda Freitas

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Ambiente, Porto

O Parque da Cidade do Porto foi classificado em primeiro lugar num estudo realizado pela DECO que avaliou a qualidade de sete parques urbanos distribuídos por quatro cidades portuguesas: Lisboa, Porto, Coimbra e Beja. Apesar de liderar o ranking, o espaço verde portuense obteve uma classificação global de “médio/bom”, partilhada com o Parque Eduardo VII.

 

 

Integração com a cidade e proteção ambiental destacadas

 

Segundo o estudo, publicado na revista “Teste Saúde”, a localização e os acessos do Parque da Cidade do Porto foram dos aspetos mais valorizados, permitindo uma integração harmoniosa entre o meio urbano, a vegetação e a proximidade à praia.

 

Outro ponto positivo identificado pelos técnicos da DECO foi a proteção contra o ruído do tráfego e o vandalismo, garantida por sebes, muros e entradas bem definidas. Estes elementos contribuem não só para a segurança, mas também para uma gestão e manutenção mais eficazes do espaço.

 

 

Serviços, água e manutenção com nota máxima

 

A boa classificação do parque deveu-se, em grande parte, às pontuações máximas obtidas em vários critérios essenciais. Entre eles destacam-se:

 

  • Serviços disponíveis, como casas de banho, chafarizes e cafés;

  • Presença de elementos de água, incluindo lagos, lagoas e cursos de água;

  • Manutenção da vegetação, com amplas áreas de arbustos e relvados bem cuidados.


O estudo sublinha ainda que o Parque da Cidade, juntamente com o Parque Tejo e o Parque dos Poetas, se destacou como um dos espaços mais asseados entre os avaliados.

 

 

Segurança cumpre requisitos mínimos

 

No que diz respeito à segurança, o parque portuense cumpre os requisitos mínimos definidos, tendo sido avaliados parâmetros como a presença de policiamento, a existência de telefones SOS e os horários de funcionamento.

 

 

Falhas transversais aos parques avaliados

 

Apesar das classificações positivas, o estudo da DECO é claro ao apontar fragilidades comuns a todos os parques analisados. A organização conclui que “existem falhas em todos os parques urbanos avaliados”, o que revela uma alegada falta de valorização destes espaços por parte das autarquias.

 

Entre os principais problemas identificados estão:

 

  • Iluminação e mobiliário urbano insuficientes, situação que apenas não se verifica no Parque Eduardo VII;

  • Falta de ambientes verdadeiramente calmos, contrariando o que seria esperado em espaços verdes;

  • Escassez de equipamentos para todas as faixas etárias, limitando a utilização familiar plena.

 

 

Comparação com outros parques nacionais

 

Para além do Parque da Cidade do Porto e do Parque Eduardo VII, que lideram com a classificação “médio/bom”, os restantes espaços avaliados obtiveram classificação “médio”. São eles:

 

  • Parque Verde do Mondego

  • Parque Tejo

  • Parque dos Poetas

  • Parque da Cidade de Beja

 

 

📷 City Guide Porto

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