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Economia, Mobilidade, Porto, Urbanismo

Arrancaram oficialmente as obras do futuro Terminal Intermodal de Campanhã, uma infraestrutura há muito aguardada na cidade do Porto e que promete transformar profundamente a forma como os transportes públicos se articulam na região.

 

Com conclusão prevista para junho de 2021, este projeto é apontado como uma das intervenções mais relevantes no setor da mobilidade urbana das últimas décadas.

 

 

Um projeto estratégico para a mobilidade urbana

 

Com um investimento global de 12,7 milhões de euros, o novo terminal foi concebido para concentrar, num único espaço, vários modos de transporte. O objetivo passa por facilitar a ligação entre comboios suburbanos e de longo curso, metro e diferentes redes de autocarros, incluindo a STCP, operadores privados e serviços intermunicipais e regionais.

 

Esta integração permitirá reduzir tempos de espera, melhorar a eficiência das ligações e proporcionar uma experiência mais cómoda e fluida para os passageiros que diariamente utilizam transportes públicos na cidade e na Área Metropolitana do Porto.

 

 

Localização privilegiada e novas acessibilidades

 

Situado em Campanhã, o terminal beneficia de uma localização estratégica, com ligação direta a importantes eixos rodoviários, como a Via de Cintura Interna (VCI) e as autoestradas A1, A3 e A4. Esta acessibilidade reforça o papel da zona como um dos principais pontos de entrada e distribuição de fluxos de mobilidade na cidade.

 

O projeto contempla ainda a criação de novas vias de acesso, contribuindo para uma melhor organização do tráfego e para a valorização urbana da zona envolvente.

 

 

Um dos principais nós da rede de transportes

 

O Terminal Intermodal de Campanhã será um elemento-chave na estrutura da rede de transportes do Porto, funcionando como um interface estratégico num anel de mobilidade que circunda a cidade. Este equipamento irá articular-se com outros polos relevantes, como o interface da Casa da Música e o futuro interface do Hospital de São João.

 

Esta visão integrada pretende reforçar a interligação entre diferentes zonas da cidade e melhorar a eficiência global do sistema de transportes públicos.

 

 

Infraestrutura moderna e sustentável

 

Com uma área bruta de construção de cerca de 24 mil metros quadrados, o novo terminal será equipado com diversas valências de apoio aos utilizadores. Entre elas, destacam-se um parque de estacionamento, zonas de “kiss & ride”, parque para bicicletas e área dedicada a táxis.

 

Um dos elementos mais inovadores do projeto será a cobertura verde, com cerca de 4,6 hectares, que contribuirá para a sustentabilidade ambiental da infraestrutura, promovendo a redução do impacto urbano e melhorando a integração paisagística.

 

 

Um investimento com impacto no futuro da cidade

 

Mais do que uma obra de engenharia, o Terminal Intermodal de Campanhã representa uma aposta clara numa mobilidade mais eficiente, sustentável e centrada nas necessidades dos cidadãos. A sua concretização marca um passo decisivo na modernização dos transportes no Porto, consolidando a cidade como uma referência em planeamento urbano e inovação na mobilidade.

 

 

📷 Risco

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Economia, Vila Nova de Gaia

A cadeia espanhola Mercadona abriu oficialmente a sua primeira loja em Portugal, marcando um momento histórico na sua estratégia de internacionalização.

 

O novo supermercado, localizado em Canidelo, abriu portas ao público às 9h00, tendo a inauguração sido antecipada em uma hora devido à elevada afluência de clientes.

 

 

Primeiros passos em território nacional

 

A entrada da Mercadona no mercado português representa um passo decisivo para o grupo liderado por Juan Roig, sendo este o seu primeiro projeto fora de Espanha. A aposta em Portugal surge como uma escolha estratégica, sustentada pela proximidade geográfica e pelos laços culturais entre os dois países.

 

Na véspera da inauguração, Juan Roig destacou a importância deste momento, sublinhando o orgulho da empresa em iniciar a sua expansão internacional em território português, reforçando a intenção de construir relações sólidas com produtores e parceiros locais.

 

 

Investimento e expansão prevista

 

A Mercadona prevê investir cerca de 260 milhões de euros em Portugal ao longo dos próximos três anos, com a abertura de 10 lojas inicialmente planeadas. Até ao final de julho de 2019, o grupo anunciou ainda a inauguração de mais três supermercados na região Norte, nomeadamente em Matosinhos, Maia e Gondomar.

 

A médio prazo, o objetivo passa por alcançar uma rede de cerca de 150 lojas em território nacional, consolidando a presença da marca e reforçando a sua competitividade no setor do retalho alimentar.

 

 

Impacto económico e criação de emprego

 

A loja de Canidelo representou um investimento de aproximadamente 8 milhões de euros e criou 85 postos de trabalho diretos, integrando um universo de cerca de 900 colaboradores já contratados em Portugal. A empresa estima atingir os 1100 trabalhadores até ao final de 2019, evidenciando o impacto significativo da sua entrada no mercado nacional.

 

Além disso, a estratégia da Mercadona passa também pela colaboração com fornecedores portugueses, promovendo a produção local e contribuindo para o crescimento da economia nacional.

 

 

Infraestruturas logísticas e crescimento sustentado

 

Para suportar a sua operação em Portugal, a empresa prevê a construção de um novo centro logístico na região de Lisboa, que irá complementar a unidade já existente na Póvoa de Varzim, responsável pelo abastecimento das lojas no Norte do país.

 

Esta aposta em infraestruturas logísticas é fundamental para garantir eficiência na distribuição e qualidade no serviço prestado aos clientes.

 

 

Um mercado em transformação

 

A chegada da Mercadona ocorre num contexto de forte dinamismo no setor do retalho alimentar em Portugal. Nos últimos anos, o mercado tem assistido a um crescimento significativo do número de lojas, impulsionado por grandes grupos como a Sonae e a Jerónimo Martins.

 

Segundo dados do Sales Index 2019, da Markest Consulting, o número de supermercados em Portugal atingiu os 2820 até ao final de 2018, refletindo uma concorrência cada vez mais intensa e diversificada.

 

 

Um marco histórico para a Mercadona

 

A inauguração da primeira loja em Portugal representa não apenas um novo capítulo na história da Mercadona, mas também um sinal claro da atratividade do mercado português para investidores internacionais. Com um plano ambicioso de crescimento e uma forte aposta na proximidade ao consumidor, a marca espanhola inicia assim um percurso que promete transformar o panorama do retalho alimentar no país.

 

 

📷 Mercadona

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Economia, Eventos, Porto, Turismo

A Avenida dos Aliados, o coração pulsante da cidade do Porto, foi o palco escolhido por mais de 200.000 pessoas para celebrar a passagem de ano de 2018 para 2019. Este evento consolidou-se como uma das maiores festas de réveillon ao ar livre em Portugal, destacando-se pela sua organização, segurança e ambiente festivo.

 

 

Música ao vivo com Pedro Abrunhosa

 

O destaque da noite foi a atuação do renomado músico portuense Pedro Abrunhosa, que subiu ao palco principal da cidade às 23h00. Com o tema “Vem Ter Comigo aos Aliados”, Abrunhosa apresentou o seu novo álbum, Espiritual, e interpretou alguns dos seus maiores sucessos, contagiando a multidão com a sua energia e talento.

 

 

Fogo-de-artifício e celebração

 

À meia-noite, o céu da cidade foi iluminado por um espetacular espetáculo de fogo de artifício, lançado a partir do edifício da Câmara Municipal do Porto. Este momento mágico marcou a entrada de 2019, sendo acompanhado por milhares de pessoas que celebraram juntas a chegada do novo ano.

 

 

Palcos alternativos e animação pela baixa

 

Além do palco principal na Avenida dos Aliados, a Baixa do Porto contou com mais três palcos alternativos, onde DJs locais animaram os presentes com diversos estilos musicais. Esta descentralização permitiu que mais pessoas participassem da festa, espalhando a animação por várias zonas da cidade.

 

 

Transporte público reforçado

 

Para garantir a segurança e o conforto dos participantes, o serviço de transporte público foi reforçado. A STCP e o Metro do Porto operaram durante toda a noite, com horários alargados, facilitando o acesso e a mobilidade dos cidadãos que escolheram celebrar no centro da cidade.

 

 

📷 Porto

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Economia, Património, Porto, Urbanismo

A cidade do Porto viveu hoje um momento histórico com a abertura oficial do Mercado Temporário do Bolhão, instalado no centro comercial La Vie. A inauguração marca o início de uma nova fase para um dos espaços mais emblemáticos da Invicta.

 

Depois de décadas de espera por obras de requalificação, o centenário Mercado do Bolhão encerrou portas no passado sábado, dando lugar a um processo de modernização que deverá durar cerca de dois anos.

 

 

Um novo espaço para preservar uma tradição

 

O Mercado Temporário do Bolhão surge como solução para garantir a continuidade da atividade dos comerciantes durante o período de obras.

 

Instalado numa área de cerca de 5.600 metros quadrados no piso -1 do La Vie, o espaço acolhe mais de 80 lojistas, distribuídos por:

  • 61 bancas de produtos frescos, como peixe, carne, fruta e legumes

  • Quatro restaurantes

  • Diversas áreas de apoio

 

Com um investimento municipal de cerca de 850 mil euros, o novo mercado apresenta condições modernas e funcionais, permitindo aos comerciantes manter a sua atividade com maior conforto.

 

 

Marcelo assinala abertura com banho de multidão

 

A inauguração contou com a presença do Marcelo Rebelo de Sousa, que assinalou o primeiro dia de funcionamento do mercado.

 

O Presidente da República iniciou a visita junto ao edifício original, acompanhado pelo presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, percorrendo depois a curta distância até ao espaço temporário.

 

Recebido com entusiasmo pelos comerciantes e visitantes, Marcelo destacou o simbolismo deste momento e mostrou-se impressionado com as condições do novo mercado, afirmando que superou as suas expectativas.

 

 

 

 

Uma transição preparada ao detalhe

 

A transferência dos comerciantes decorreu entre os dias 28 e 30 de abril, cumprindo o calendário definido pela autarquia.

 

O processo foi acompanhado por um extenso trabalho de proximidade, que incluiu centenas de reuniões individuais com os lojistas, garantindo a salvaguarda dos seus direitos históricos e a continuidade da atividade.

 

Dos cerca de 140 comerciantes do Bolhão:

 

  • Mais de 80 aceitaram integrar o mercado temporário

  • Cerca de 100 manifestaram intenção de regressar ao espaço original após as obras

  • Outros optaram por cessar atividade ou procurar alternativas


 

Mais horários, melhores condições

 

Uma das novidades do Mercado Temporário do Bolhão é o alargamento do horário de funcionamento:

 

  • Dias úteis: até às 20h00 (antes encerrava às 17h00)

  • Sábados: até às 18h00 (antes encerrava às 13h00)

 

Esta alteração visa adaptar o mercado aos hábitos atuais dos consumidores, sem perder a sua essência tradicional.

 

 



Um projeto esperado há mais de 40 anos

 

A requalificação do Bolhão é uma das intervenções mais aguardadas pela cidade, depois de várias tentativas falhadas ao longo das últimas décadas.

 

O atual projeto, apresentado em 2015 por Rui Moreira, resultou de um extenso estudo socioeconómico e de um trabalho contínuo junto dos comerciantes, que permitiu alcançar um consenso alargado.

 

As decisões foram aprovadas por unanimidade na Assembleia Municipal, num raro momento de consenso político.

 

 

Obras avançam com financiamento assegurado

 

A empreitada de reabilitação, que arrancará já este mês, será gerida pela GO Porto e conta com financiamento próprio da autarquia, complementado por candidaturas a fundos comunitários.

 

A solidez financeira do município permitiu avançar com o projeto sem dependência externa, garantindo a sua execução.

 

 

O espírito do Bolhão continua vivo

 

Apesar da mudança de localização, a mensagem é clara: o Bolhão não desapareceu, apenas mudou temporariamente de casa.

 

A Câmara do Porto aposta agora numa forte campanha de comunicação para garantir que a nova localização é rapidamente reconhecida pelos cidadãos e visitantes.

 

Mais do que um mercado, o Bolhão é um símbolo da cidade. E enquanto o edifício original se prepara para renascer, o Mercado Temporário assegura que a sua alma continua bem presente no quotidiano dos portuenses.

 

 

Regresso já tem data… e promessa

 

O compromisso está assumido: dentro de dois anos, os comerciantes regressarão ao renovado Mercado do Bolhão, que manterá a sua identidade como mercado de frescos.

 

Até lá, o Mercado Temporário será o palco onde tradição e modernidade se encontram, garantindo que uma das maiores referências do Porto continua viva.

 

 

📷 GO Porto

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Economia, Porto, Turismo

A revista Business Destinations voltou a distinguir a Alfândega do Porto como o melhor espaço europeu para reuniões e conferências, reforçando o prestígio internacional de um dos edifícios mais emblemáticos da cidade. Esta é a segunda vitória consecutiva nos Business Destinations Travel Awards, consolidando a posição da Alfândega como referência incontornável no turismo de negócios.

 

 

Reconhecimento internacional para o Porto

 

A cerimónia de entrega dos prémios teve lugar em Londres, reunindo centenas de representantes de agências de viagem e especialistas em turismo de negócios de toda a Europa.


O evento contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, que destacou a distinção como um motivo de orgulho para a cidade e para o país.

 

Segundo os organizadores, os vencedores dos Business Destinations Travel Awards são escolhidos por um painel de peritos em turismo de negócios e pela equipa editorial da revista, com base em critérios como a qualidade das infraestruturas, acessibilidade, excelência dos serviços, e integração urbana.

 

 

Um edifício histórico ao serviço da modernidade

 

Instalada num imponente edifício do século XIX, situado na zona ribeirinha do Porto, a Alfândega combina valor patrimonial e funcionalidade contemporânea.


O edifício foi reabilitado na década de 1990 com um projeto do arquiteto Eduardo Souto de Moura, prémio Pritzker, que soube preservar a traça histórica, adaptando-a às exigências de um moderno centro de congressos.

 

Com 22 salas distribuídas por cerca de 40 mil metros quadrados, o espaço tem capacidade para acolher eventos entre três e quatro mil participantes, oferecendo condições técnicas e logísticas de excelência para congressos, exposições, feiras e reuniões corporativas.

 

 

Uma distinção que reforça o prestígio do destino Porto

 

A revista Business Destinations organiza anualmente os Travel Awards, dividindo a área de eventos em duas categorias principais — uma dedicada a grandes centros internacionais e outra a espaços de média dimensão.


A Alfândega do Porto venceu nesta última categoria em 2014 e 2015, impondo-se frente a vários concorrentes europeus.

 

Este novo reconhecimento surge num momento em que o Porto se afirma cada vez mais como destino de excelência, tanto para o turismo de lazer como para o turismo de negócios.
A distinção, segundo fontes institucionais, representa “mais um motivo de satisfação e um estímulo para continuar a valorizar o património e a qualidade da oferta da cidade.”

 

 

Património, inovação e reconhecimento

 

Mais do que um simples centro de congressos, a Alfândega do Porto é hoje um símbolo de revitalização urbana e cultural, exemplo de como um edifício histórico pode ser reinventado para servir as exigências do século XXI.


O prémio da Business Destinations vem assim reforçar a reputação internacional da cidade e somar-se aos vários galardões que o Porto tem recebido nos últimos anos, consolidando a sua imagem como um dos destinos europeus mais dinâmicos e inspiradores.

 

 

📷 Wikipedia
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Desporto, Economia, Eventos, Porto, Turismo, Vila Nova de Gaia

O dia 1 de setembro de 2007 ficará para sempre na memória da cidade do Porto. A estreia nacional da Red Bull Air Race transformou as margens do rio Douro num verdadeiro “mar de gente”, reunindo centenas de milhares de espectadores num dos maiores eventos alguma vez realizados em Portugal.

 

 

Um “mar de gente” desde manhã cedo

 

Logo nas primeiras horas da manhã, as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia começaram a encher-se de público, confirmando as previsões da organização, que apontava para entre 400 e 600 mil pessoas.

 

“As expectativas da organização parecem estar a confirmar-se, a avaliar pela enorme movimentação que se vive desde muito cedo nas cidades do Porto e Gaia”, afirmou o oficial de dia do Comando Metropolitano da PSP.

 

Ao longo de todo o dia, milhares de pessoas ocuparam cada metro disponível nas margens do Douro, varandas, miradouros e zonas elevadas, criando uma moldura humana absolutamente impressionante para assistir à prova.

 

 

Velocidade, precisão e espetáculo no Douro

 

O circuito, montado entre a Ponte Luís I e a Ponte da Arrábida, desafiou os melhores pilotos do mundo a competir num slalom aéreo composto por 17 “air gates”.

 

A prova exigiu níveis extremos de concentração e perícia: velocidades na ordem dos 400 km/h e forças que chegaram aos 10G colocaram os pilotos no limite físico e técnico.

 

Mais do que uma corrida, foi um espetáculo de precisão milimétrica, onde cada segundo e cada erro fazia a diferença.

 

 

Steve Jones vence etapa histórica no Porto

 

O grande vencedor da etapa do Porto foi o piloto britânico Steve Jones, que realizou uma prestação brilhante na final, completando o percurso em apenas 1 minuto e 10 segundos.

 

Jones superou o líder do campeonato, Mike Mangold, por apenas 38 centésimos de segundo, num dos momentos mais emocionantes da competição.

 

“Foi fantástico. Não esperava fazer 1:10, é incrível. Acho que este circuito se adaptou perfeitamente ao meu avião”, afirmou o piloto britânico após a vitória. “O avião está com um ótimo desempenho, então estou muito feliz”.

 

Na classificação da etapa, o britânico Paul Bonhomme terminou em terceiro lugar, seguido pelo húngaro Peter Besenyei, em quarto.

 

 

Campeonato ao rubro

 

Apesar da vitória de Jones no Porto, Mike Mangold mantém a liderança do campeonato mundial com 41 pontos, seguido de perto por Paul Bonhomme, com 39 pontos. Peter Besenyei ocupa o terceiro lugar, com 30 pontos.

 

Steve Jones, com este triunfo, sobe na classificação geral, somando pontos importantes numa fase decisiva da temporada.

 

 

Reação oficial: sucesso total para Portugal

 

No final da prova, o balanço institucional foi extremamente positivo. Paulo Campos destacou o impacto do evento: “Estamos muito satisfeitos por termos sediado esta competição em nosso país, em um cenário tão especial como as cidades do Porto e de Gaia”, afirmou. “Gostaria de parabenizar os organizadores por este fantástico evento e agradecer especialmente ao público pela calorosa receção e presença aqui hoje”.

 

 

Desmobilização ordeira e sem incidentes

 

Após o final da corrida, as centenas de milhares de espectadores começaram a abandonar o local de forma gradual. Segundo a PSP, a desmobilização decorreu “de forma ordeira e sem incidentes”.

 

“O público está a desmobilizar de forma lenta, mas fluida”, indicou fonte policial, acrescentando que não houve registo de acidentes ou situações graves associadas ao evento.

 

Apesar da elevada concentração de pessoas nas estações de metro e comboio, a situação manteve-se controlada.

 

 

Um dia histórico para o Porto

 

A primeira edição da Red Bull Air Race em Portugal superou todas as expectativas, não só pela dimensão do público, mas também pela qualidade do espetáculo e pela projeção internacional da cidade.

 

Num cenário único, entre o rio Douro e as encostas históricas, o Porto afirmou-se como palco de grandes eventos mundiais, deixando uma marca difícil de igualar.

 

E se na véspera os treinos já tinham deixado a cidade em suspenso, o dia 1 de setembro de 2007 confirmou aquilo que muitos já antecipavam: o Porto entrou definitivamente no mapa dos grandes espetáculos internacionais.

 

 
📷 Red Bull

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Desporto, Economia, Eventos, Porto, Turismo, Vila Nova de Gaia

A cidade do Porto prepara-se para receber um dos maiores eventos desportivos internacionais alguma vez realizados em território nacional.

 

A 1 de setembro de 2007, o rio Douro será palco da estreia portuguesa da Red Bull Air Race, considerada a “Fórmula 1 dos ares”. Mas já hoje, 31 de agosto, o espetáculo começou e deixou milhares de pessoas rendidas.

 

 

Douro já recebe manobras impressionantes nos primeiros ensaios

 

Entre as ribeiras de Vila Nova de Gaia e do Porto, os primeiros treinos oficiais já tomaram conta do céu. Ao longo do dia, várias aeronaves percorreram a pista montada sobre o rio, proporcionando momentos de grande adrenalina e precisão técnica.

 

As manobras, realizadas a baixa altitude e a velocidades elevadas, atraíram desde logo a atenção de curiosos e entusiastas da aviação, que se juntaram nas margens do Douro para assistir ao que promete ser um espetáculo memorável.

 

 

Uma operação gigantesca para um evento histórico

 

A dimensão do evento impressiona. Segundo dados avançados pela organização, foram mobilizadas cerca de 1.400 toneladas de material, transportadas em 60 camiões. No terreno estarão 1.200 seguranças, apoiados por 68 torres de som, dez ecrãs gigantes e uma vasta estrutura logística.

 

No total, o investimento ultrapassa os 10 milhões de euros, tornando esta prova no evento desportivo mais caro do ano em Portugal.

 

A nível de segurança, estarão envolvidos cerca de 2.500 operacionais, incluindo elementos de bombeiros, PSP, GNR, Autoridade Marítima, INEM e Cruz Vermelha. Cerca de 90% destes meios estarão concentrados na zona entre Massarelos e a Ponte Luís I.

 

A vigilância será reforçada com 30 câmaras distribuídas por vários pontos da cidade.

 

 

Como vai funcionar a corrida


A prova consiste num slalom aéreo entre obstáculos insufláveis — os chamados “air gates” — com cerca de 20 metros de altura, colocados no rio Douro. Os pilotos terão de percorrer este circuito a velocidades que podem atingir os 400 km/h, mantendo uma precisão absoluta: qualquer erro resulta em penalizações.

 

“O Red Bull Air Race não é só velocidade, a precisão é crucial para o sucesso”, explica Luís Garção. “Voar a estas velocidades, perto do chão, exige uma habilidade imensa. Não há espaço para erros”.

 

Os pilotos estarão sujeitos a forças que podem atingir os 10 a 12G — o dobro do limite que uma pessoa comum consegue suportar sem desmaiar.

 

 

Os melhores pilotos do mundo no Porto

 

A organização não tem dúvidas: estarão presentes “os melhores pilotos do mundo”. No total, participam 12 a 13 concorrentes de nove nacionalidades, com destaque para norte-americanos e britânicos.

 

Muitos são pilotos comerciais de companhias como a British Airways ou a American Airlines, enquanto outros são instrutores ou especialistas em acrobacia aérea.

 

As aeronaves, leves e altamente manobráveis, pesam menos de 600 quilos e conseguem atingir velocidades impressionantes. O modelo mais utilizado será o Edge 540, capaz de ultrapassar os 425 km/h.

 

 

Queimódromo será base de operações

 

O Queimódromo foi escolhido como paddock e aeródromo da prova. A partir daí, os aviões descolam em direção ao mar, entrando depois na foz do Douro para iniciar o circuito.

“É um local com muitas vantagens: amplo, plano e muito próximo do mar”, explica Luís Garção. “Os aviões precisam apenas de cerca de 250 metros para descolar, o que torna este espaço ideal”.

 

 

Segurança e espetáculo de mãos dadas

 

Apesar da complexidade, a organização garante que a segurança é total.
“A prova é de risco zero. Não consigo ver risco nesta corrida”, afirma Luís Garção, acrescentando que todos os cenários de contingência foram previstos.

 

Os próprios obstáculos insufláveis foram concebidos para não causar danos: em caso de impacto, esvaziam-se imediatamente, funcionando como um “airbag”. “Acima de tudo, esta prova é um espetáculo”, sublinha.

 

 

Homenagem à história da aviação portuguesa

 

O evento servirá também para recordar o comandante Sarmento de Beires, pioneiro da aviação nacional. No sábado, será inaugurada uma exposição biobibliográfica na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, acompanhada de um colóquio sobre a travessia aérea do Atlântico Sul.

 

 

Impacto global e projeção internacional

 

A organização estima que mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo assistam à prova através da televisão, reforçando a projeção internacional do Porto.

 

“O retorno para a cidade é óbvio. É uma honra receber esta etapa”, afirma Luís Garção, que acredita no sucesso do evento e na possibilidade de o Porto integrar o calendário internacional nos próximos anos.

 

Depois de cidades como Budapeste, Londres, San Diego ou Perth, o Porto entra assim no mapa de um dos eventos mais espetaculares do mundo.

 

E se os ensaios já deixaram a cidade em suspenso, tudo aponta para que, amanhã, o Douro seja palco de um espetáculo absolutamente inesquecível.

 

 
📷 Red Bull

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Desporto, Economia, Eventos, Porto

A cidade do Porto voltou a afirmar-se como palco de grandes eventos internacionais com a realização do Grande Prémio do Porto 2007, que este fim de semana, a 7 e 8 de julho, marcou a estreia em território nacional do Campeonato Mundial de Carros de Turismo.

 

O emblemático Circuito da Boavista recebeu milhares de espectadores e alguns dos maiores nomes do automobilismo mundial, num espetáculo de velocidade, técnica e emoção.

 

 

Boavista volta a acelerar com projeção internacional

 

Reativado em 2005 com o Grande Prémio Histórico do Porto, o Circuito da Boavista ganha em 2007 uma nova dimensão ao integrar o calendário do WTCC — uma das competições mais prestigiadas do automobilismo mundial.

 

O traçado citadino, desenhado ao longo de artérias icónicas da cidade como a Avenida da Boavista, a Circunvalação e a zona do Castelo do Queijo, foi alvo de melhorias significativas para garantir as exigentes condições de segurança impostas pela Federação Internacional do Automóvel.

 

Com uma extensão total de cerca de 4.720 metros, o circuito foi ampliado na zona da Vilarinha e preparado para receber viaturas capazes de ultrapassar os 200 km/h.

 

 

Três dias de competição intensa e seis campeonatos em pista

 

O programa arrancou na sexta-feira com sessões de treinos livres e primeiras provas, prolongando-se até domingo com um total de seis competições:

 

  • Campeonato Mundial de Carros de Turismo (WTCC)

  • Fórmula Masters Internacional

  • Campeonato Nacional de Velocidade

  • Troféu SEAT León

  • Campeonato Nacional de Velocidade em Clássicos

  • Campeonato Open de Velocidade

 

O ponto alto aconteceu na tarde de domingo, com a corrida do WTCC, que trouxe à cidade alguns dos melhores pilotos do mundo.

 

Entre eles destacou-se o português Tiago Monteiro, bem como nomes internacionais como Alessandro Zanardi, antigo piloto de Fórmula 1 e exemplo de superação e Jörg Müller, líder do campeonato.

 

 

Uma cidade transformada numa verdadeira “aldeia automóvel”

 

Para acolher o evento, foi montada uma complexa infraestrutura que transformou a zona envolvente ao Castelo do Queijo e ao Edifício Transparente numa autêntica aldeia automóvel.

 

O espaço integrou:

 

  • Áreas de acolhimento e restauração

  • Exposições e zonas comerciais

  • Parque infantil e atividades radicais

  • Desfile de moda e concurso de beleza

 

O paddock foi instalado no Queimódromo, onde estiveram concentrados mais de 800 profissionais, entre pilotos, mecânicos e equipas técnicas, apoiados por cerca de 140 camiões de logística.

 

 

Infraestruturas reforçadas para um circuito de alta velocidade

 

Para além do novo traçado, o circuito recebeu importantes melhorias, incluindo novas bancadas, reforço de barreiras de segurança e zonas técnicas adaptadas às exigências do WTCC.

 

A organização apostou ainda numa experiência mais confortável para o público, com a instalação de três novas bancadas de grande capacidade e melhores condições de visibilidade.

 

 

Do presente ao passado: dois fins de semana de pura emoção

 

Uma das novidades da edição de 2007 foi a divisão do evento em dois fins de semana consecutivos.

 

Este primeiro momento foi dedicado às competições modernas, com destaque para o WTCC. Já no fim de semana seguinte, o circuito voltará a encher-se de emoção com o Grande Prémio Histórico do Porto, onde carros clássicos das décadas de 50 e 60 prometem levar o público numa viagem no tempo.

 

 

Porto reforça posição no mapa dos grandes eventos

 

A realização do WTCC no Porto representa um passo importante na estratégia da cidade para afirmar-se como destino de grandes eventos internacionais.

 

Depois do sucesso do regresso do circuito em 2005, a aposta na continuidade e na evolução do evento demonstra a ambição de consolidar o Porto como referência no panorama automobilístico europeu.

 

Com milhares de espectadores, uma organização de grande escala e a presença de estrelas mundiais, o Grande Prémio do Porto 2007 confirmou aquilo que já se antecipava: a Boavista voltou definitivamente ao mapa da velocidade.

 


📷 Dani Perreira

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Economia, Porto, Turismo

O Porto Convention & Visitors Bureau (PCVB) está a intensificar a promoção internacional da cidade como destino de excelência para o turismo de negócios, com o objetivo de colocar o Porto entre as 50 cidades do mundo que mais recebem eventos e congressos internacionais.

 

A cidade vive um momento de grande dinamismo, fruto da aposta na modernização das infraestruturas, da crescente rede de ligações aéreas e do investimento na requalificação urbana. Estes fatores fazem do Porto uma escolha cada vez mais competitiva no setor conhecido por MICEMeetings, Incentives, Conferences and Exhibitions.

 

 

Porto em destaque no turismo de negócios

 

Nos últimos anos, o Porto tem vindo a afirmar-se como um destino de referência para congressos, feiras e eventos empresariais, acolhendo cada vez mais iniciativas nacionais e internacionais.

 

O Porto Convention & Visitors Bureau, criado em 1995 e sem fins lucrativos, trabalha ativamente com a Câmara Municipal do Porto, a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte e com os principais agentes do setor para captar novos eventos e promover a cidade nos maiores palcos internacionais.

 

O objetivo é claro: colocar o Porto no mapa mundial do turismo de negócios, destacando a cidade pela sua qualidade, autenticidade e capacidade de acolhimento.

 

 

Estratégia de promoção e internacionalização

 

O PCVB tem marcado presença em feiras e salões internacionais de turismo de negócios em cidades como Frankfurt, Barcelona e Londres, apresentando o Porto como uma alternativa sólida a destinos mais tradicionais.

 

A comunicação assenta na diversidade de espaços para eventos, na excelente relação qualidade-preço e na imagem cada vez mais moderna e vibrante do destino. Locais emblemáticos como a Alfândega do Porto, o Palácio da Bolsa, a Casa da Música ou o Europarque são exemplos de espaços versáteis e com condições técnicas de nível internacional.

 

Segundo o PCVB, o Porto está a conquistar a confiança de organizadores de congressos médicos, científicos e tecnológicos, segmentos que têm grande peso no ranking mundial elaborado pela International Congress and Convention Association (ICCA).

 

 

Cidade autêntica, moderna e acolhedora

 

A estratégia do Porto passa também por valorizar os seus traços distintivos: uma cidade segura, acolhedora, com uma forte identidade cultural e um centro histórico classificado como Património Mundial da UNESCO.

 

Para o presidente do Porto Convention & Visitors Bureau, “a cidade combina autenticidade e modernidade como poucas na Europa”. Acrescenta ainda que “o visitante que vem em trabalho acaba sempre por querer regressar em lazer — e isso é o melhor cartão-de-visita que podemos ter”.

 

 

Impacto económico e projeção internacional

 

O crescimento do turismo de negócios representa um fator decisivo para a economia local, contribuindo para aumentar a taxa de ocupação hoteleira, estimular o comércio e reforçar a imagem internacional do Porto.

 

As autoridades locais acreditam que o reforço da ligação entre o setor público e privado será essencial para atingir o objetivo traçado: colocar o Porto entre as 50 cidades mundiais mais procuradas para eventos.

 

Com uma oferta diversificada, um aeroporto em expansão e uma rede hoteleira em rápido crescimento, o Porto está preparado para receber, competir e surpreender.

 

 

📷 Freepik

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Cultura, Economia, Porto

O Shopping Center Brasília, considerado o primeiro “shopping” da Península Ibérica, está a assinalar três décadas de história com um programa de comemorações que se estende até dezembro, com iniciativas semanais destinadas a dinamizar o espaço e atrair novos visitantes.

 

As celebrações, organizadas pela Associação de Comerciantes e pela Administração dos Condomínios do centro comercial, arrancaram com um desfile de moda que contou com manequins da agência Best Models, apresentando a coleção de inverno de várias lojas do próprio shopping.

 

 

Um marco histórico no comércio moderno

 

Inaugurado a 9 de outubro de 1976, o Shopping Brasília marcou uma nova era no consumo em Portugal, acompanhando a evolução das tendências e dos hábitos sociais ao longo de várias gerações. Ao longo dos anos, o espaço enfrentou períodos de grande afluência, mas também desafios associados à concorrência e às mudanças no setor do retalho.

 

“As comemorações dos 30 anos são a rampa de lançamento que precisávamos para projectar este espaço à sociedade portuguesa. Não queremos que caia no esquecimento”, afirma Ana Paula Santos, lojista e coordenadora do programa.

 

 

Cultura e arte como motor de dinamização

 

Um dos pontos altos da programação é a exposição “Fascinarte no Brasília”, patente no antigo cinema Charlot, que reúne obras de artistas consagrados como Paula Rego e Júlio Pomar, a par de novos talentos como Alexandre Jordão.

 

A iniciativa pretende reforçar a vertente cultural do espaço e atrair novos públicos. Carlos Van Zeller, presidente da Associação de Comerciantes, acredita que a aposta na arte pode “dinamizar o shopping e criar mais lojas de cultura nas várias vertentes”.

 

Além da exposição, o programa inclui uma feira de minerais com o apoio da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, tertúlias evocativas dos 30 anos do centro comercial e um concurso de pintura para descobrir novos talentos.

 

 

Memórias e identidade portuense

 

O impacto do Brasília na vida da cidade continua presente na memória coletiva. A canção “A rapariguinha do shopping”, de Rui Veloso e Carlos Tê, é frequentemente evocada como símbolo de uma época em que o centro comercial era ponto de encontro incontornável.

 

“Estou aqui desde o início. Quando abriu era uma loucura, vinham pessoas de todos os lados”, recorda Emília Machado, comerciante há 30 anos. Apesar das dificuldades, mantém-se otimista quanto ao futuro: “Temos clientes certos e com este tipo de eventos penso que vamos conseguir trazer de novo o movimento”.

 

 

Plano de renovação para o futuro

 

A revitalização do espaço é uma prioridade clara para os comerciantes. Entre as medidas previstas estão a renovação da fachada, remodelações no interior e a criação de uma nova praça de alimentação.

 

“Não pretendemos olhar para a concorrência. Queremos sim marcar a diferença. Para isso é necessário dinamizar o shopping e recuperar a dignidade que tinha no passado”, sublinha Ana Paula Santos.

 

 
📷 Manuel de Sousa

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