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Desporto, Eventos, Porto

A seleção nacional portuguesa voltou a inscrever o seu nome na história do futebol europeu ao conquistar a primeira edição da Liga das Nações da UEFA.

 

A vitória por 1-0 frente à Seleção dos Países Baixos garantiu mais um troféu continental para Portugal, três anos depois do triunfo no Campeonato Europeu de Futebol de 2016.

 

 

Um golo que valeu um título histórico

 

O encontro decisivo, disputado no Estádio do Dragão, ficou marcado por um momento de inspiração de Gonçalo Guedes, autor do único golo da partida. O remate certeiro garantiu o triunfo da equipa orientada por Fernando Santos, selando assim a conquista de um troféu inédito no panorama do futebol internacional.

 

 

Porto no centro da festa

 

Após o apito final, a celebração rapidamente se transferiu para o coração da cidade do Porto. Jogadores e equipa técnica deslocaram-se até à emblemática Avenida dos Aliados, onde milhares de adeptos aguardavam para celebrar o feito histórico.

 

Na varanda da Câmara Municipal, decorada com as cores nacionais, a seleção foi recebida em ambiente de euforia. O capitão Cristiano Ronaldo liderou os festejos, exibindo o troféu perante a multidão e incentivando os adeptos a entoarem o hino nacional, num momento de grande união e orgulho coletivo.

 

 

Um feito inédito no futebol europeu

 

Com esta conquista, Portugal torna-se o primeiro país a vencer a Liga das Nações, competição recentemente criada pela UEFA com o objetivo de reforçar a competitividade entre seleções europeias.

 

Além disso, o feito ganha ainda maior simbolismo por ter sido alcançado em casa, numa fase final disputada em solo português, reforçando o papel do país como anfitrião de grandes eventos desportivos.

 

 

Continuidade de uma geração de ouro

 

A vitória na Liga das Nações confirma a consistência e qualidade da atual geração de jogadores portugueses, que continua a somar conquistas e a elevar o nome de Portugal no panorama internacional. Depois do Euro 2016, este novo título consolida um ciclo de sucesso histórico para o futebol nacional.

 

 

📷 Liga Portugal

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Economia, Eventos, Porto, Turismo

A Avenida dos Aliados, o coração pulsante da cidade do Porto, foi o palco escolhido por mais de 200.000 pessoas para celebrar a passagem de ano de 2018 para 2019. Este evento consolidou-se como uma das maiores festas de réveillon ao ar livre em Portugal, destacando-se pela sua organização, segurança e ambiente festivo.

 

 

Música ao vivo com Pedro Abrunhosa

 

O destaque da noite foi a atuação do renomado músico portuense Pedro Abrunhosa, que subiu ao palco principal da cidade às 23h00. Com o tema “Vem Ter Comigo aos Aliados”, Abrunhosa apresentou o seu novo álbum, Espiritual, e interpretou alguns dos seus maiores sucessos, contagiando a multidão com a sua energia e talento.

 

 

Fogo-de-artifício e celebração

 

À meia-noite, o céu da cidade foi iluminado por um espetacular espetáculo de fogo de artifício, lançado a partir do edifício da Câmara Municipal do Porto. Este momento mágico marcou a entrada de 2019, sendo acompanhado por milhares de pessoas que celebraram juntas a chegada do novo ano.

 

 

Palcos alternativos e animação pela baixa

 

Além do palco principal na Avenida dos Aliados, a Baixa do Porto contou com mais três palcos alternativos, onde DJs locais animaram os presentes com diversos estilos musicais. Esta descentralização permitiu que mais pessoas participassem da festa, espalhando a animação por várias zonas da cidade.

 

 

Transporte público reforçado

 

Para garantir a segurança e o conforto dos participantes, o serviço de transporte público foi reforçado. A STCP e o Metro do Porto operaram durante toda a noite, com horários alargados, facilitando o acesso e a mobilidade dos cidadãos que escolheram celebrar no centro da cidade.

 

 

📷 Porto

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Eventos, Porto

A cidade do Porto recebe, a partir de hoje e até ao próximo dia 18 de novembro, o BEA World Festival, um dos mais prestigiados encontros internacionais dedicados à indústria dos eventos.

 

Durante quatro dias, o Porto transforma-se num verdadeiro ponto de encontro global, acolhendo mais de 500 participantes provenientes de vários pontos do mundo. Entre profissionais, agências, marcas e especialistas do setor, o evento representa uma oportunidade única para posicionar a cidade e o país como destinos de excelência na área dos eventos.

 

A edição de 2017 assume um significado especial, ao marcar a transição dos BEA Awards de um contexto europeu para uma dimensão verdadeiramente global, após onze edições anteriores.

 

 

Competição internacional destaca criatividade e impacto

 

Com cerca de 30 categorias em competição, os prémios distinguem projetos que se destacam pela criatividade, desempenho e impacto junto do público. Entre os finalistas, encontram-se cinco projetos portugueses, num alinhamento que reflete a diversidade e qualidade do setor nacional.

 

A competição reúne candidaturas de diferentes países, com realidades distintas ao nível de orçamento e contexto de negócio, permitindo uma comparação abrangente entre grandes marcas internacionais e iniciativas mais independentes, mas igualmente inovadoras.

 

 

Conferências, networking e partilha de conhecimento

 

Ao longo dos três dias principais do festival, o programa inclui conferências, apresentações de casos de estudo e múltiplos momentos de networking. Este ambiente promove a troca de ideias, a partilha de experiências e o contacto direto entre alguns dos principais protagonistas da indústria global de eventos.

 

O ponto alto do evento será a cerimónia de entrega dos prémios, onde serão reconhecidos os projetos mais inovadores e impactantes do ano.

 

 

Uma montra internacional para o Porto e para Portugal

 

A realização do BEA World Festival no Porto reforça a atratividade da cidade como destino para eventos internacionais, destacando a sua capacidade de acolhimento, infraestrutura e dinamismo cultural.

 

Para além da vertente profissional, esta iniciativa representa também uma importante oportunidade de promoção da região e de Portugal junto de um público altamente influente, consolidando a sua posição no panorama internacional dos grandes eventos.

 

 

📷 BEA World Festival

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Cultura, Eventos, Porto

O Portugal Fashion comemora o seu 20.º aniversário com a 37.ª edição do evento, que decorrerá entre os dias 21 e 24 de outubro de 2015. Com o tema “Celebration”, a edição conta com mais de 31 desfiles, destacando-se como uma das mais ambiciosas e celebradas da história do evento.

 

À semelhança das edições anteriores, o primeiro dia de desfiles será em Lisboa. Os restantes três dias do evento serão no Porto, no Edifício da Alfândega que se mantém como a passerelle principal, nos Jardins do Palácio de Cristal, no Silo Auto, no Quartel de Serpa Pinto e no Coliseu do Porto, local emblemático na história do Portugal Fashion.

 

 

Designers em destaque

 

Fátima Lopes, Miguel Vieira, Nuno Baltazar, Luís Buchinho, Luís Onofre, Anabela Baldaque, Pedro Pedro, Katty Xiomara, Carlos Gil e Elsa Barreto são alguns dos estilistas que vão apresentar as suas coleções para a próxima estação, neste evento.

 

Além disso, a iniciativa BLOOM revelará novos talentos da moda portuguesa, proporcionando uma plataforma para jovens designers se destacarem.

 

 

Exposição comemorativa

 

Como parte das celebrações, será inaugurada uma exposição alusiva ao 20.º aniversário do Portugal Fashion, na Alfândega do Porto, no dia 23 de outubro. A mostra reunirá momentos marcantes das edições anteriores, destacando a evolução do evento e a importância da moda portuguesa no cenário internacional.

 

 

Reconhecimento internacional

 

O Portugal Fashion consolidou-se como um dos maiores e mais relevantes eventos de moda em Portugal, atraindo atenção internacional e reforçando o papel do país no cenário global da moda. Com o apoio da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), o evento tem sido fundamental para promover a moda portuguesa e os seus criadores.

 

 

📷 incomum

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Eventos, Porto, Religião, Sociedade

O dia 14 de maio de 2010 ficará para sempre gravado na memória coletiva da cidade do Porto. A visita do Papa Bento XVI à Invicta transformou o coração da cidade num imenso espaço de fé, emoção e comunhão, reunindo mais de 100 mil pessoas na Avenida dos Aliados para a celebração de uma missa histórica.

 

Integrada na visita apostólica a Portugal, que decorreu entre 11 e 14 de maio, esta passagem pelo Porto marcou o ponto final de uma jornada espiritual que teve como principais momentos as celebrações em Lisboa e em Fátima, onde o Papa assinalou o 10.º aniversário da beatificação de Jacinta Marto e Francisco Marto.

 

 

Uma cidade em suspenso à espera do Papa

 

Desde as primeiras horas da manhã, milhares de fiéis começaram a ocupar as ruas do centro do Porto, criando um ambiente de expectativa e entusiasmo. A Avenida dos Aliados encheu-se de peregrinos, famílias, jovens e idosos, todos unidos por um mesmo propósito: ver e ouvir o líder da Igreja Católica.

 

O Papa Bento XVI chegou ao Porto pelas 10 horas, iniciando um percurso de cerca de 2,5 quilómetros em papamóvel, desde a Serra do Pilar até ao centro da cidade. Ao longo de todo o trajeto, formou-se um verdadeiro cordão humano, com milhares de pessoas a saudarem o pontífice com aplausos, bandeiras e palavras de acolhimento.

 

Os gritos de “viva o Papa” ecoaram pelas ruas, num momento de forte emoção coletiva.

 

 

Avenida dos Aliados transforma-se em templo ao ar livre

 

A missa campal, celebrada na Avenida dos Aliados, foi o ponto alto da visita. O espaço foi cuidadosamente preparado para acolher a multidão, com um altar imponente inspirado na Sé do Porto, refletindo a identidade religiosa e cultural da cidade.

 

Durante a celebração, Bento XVI agradeceu o acolhimento caloroso dos portuenses, referindo-se à cidade como a “Cidade da Virgem”, numa clara alusão à sua tradição mariana.

 

A cerimónia decorreu num ambiente de profundo recolhimento, mas também de grande entusiasmo, com cânticos, orações e momentos de silêncio que envolveram toda a assembleia.

 

 

Um encontro especial com os jovens universitários

 

Após a missa, o Papa dirigiu-se à varanda da Câmara Municipal do Porto, onde teve um encontro simbólico com jovens universitários.

 

Num gesto carregado de significado, um grupo de estudantes ofereceu-lhe uma guitarra em fibra de carbono e uma camisola tecnologicamente inovadora, capaz de monitorizar o ritmo cardíaco, símbolos de uma geração que alia tradição e modernidade.

 

Bento XVI agradeceu o gesto e dirigiu palavras especiais aos jovens, destacando a importância do seu papel na sociedade e na vivência da fé: “Agradeço a vossa presença e o vosso testemunho”, afirmou, numa mensagem de proximidade e incentivo.

 

 

Um momento histórico para a cidade e para a Igreja

 

A visita de Bento XVI marcou o regresso de um Papa ao Porto 28 anos depois da passagem de Papa João Paulo II, em 1982.

 

Tal como nessa ocasião, a cidade respondeu com entusiasmo e mobilização, demonstrando a importância da fé e da tradição religiosa na identidade portuense.

 

As autoridades locais e eclesiásticas consideraram este momento como um marco histórico, não só pela dimensão do evento, mas também pelo seu impacto simbólico e espiritual.

 

 

Segurança, organização e um evento sem incidentes

 

A dimensão da visita exigiu uma operação logística e de segurança de grande escala, envolvendo diversas entidades e centenas de operacionais.

 

Apesar da enorme afluência de público, todo o evento decorreu de forma ordeira e tranquila, sem registo de incidentes relevantes, demonstrando a eficácia da organização e o civismo dos participantes.

 

 

Despedida com mensagem de esperança

 

Após os momentos vividos na cidade, Bento XVI seguiu para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, onde teve lugar a cerimónia oficial de despedida.

 

Na ocasião, estiveram presentes várias figuras de Estado, incluindo o então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, bem como membros do Governo, autoridades militares e representantes da Igreja.

 

Antes de partir, o Papa deixou uma mensagem de esperança e gratidão ao povo português, sublinhando o carinho com que foi recebido ao longo de toda a visita.

 

 

Um legado que perdura na memória coletiva

 

Mais do que um evento religioso, a visita de Bento XVI ao Porto foi um momento de união, identidade e celebração coletiva.

 

A imagem da Avenida dos Aliados repleta de pessoas, os aplausos ao longo do percurso e a emoção vivida durante a missa são testemunhos de um dia que ultrapassou o plano espiritual para se afirmar como um marco na história da cidade.

 

Num tempo marcado por desafios e mudanças, este encontro entre o Papa e os portuenses deixou uma mensagem clara: a fé, a comunidade e a esperança continuam a ser pilares fundamentais da sociedade.

 

 

📷 Ricardo Ramalho

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Eventos, Porto, Religião, Sociedade

A cidade do Porto prepara-se para um dos momentos mais marcantes da sua história recente com a visita do Papa Bento XVI.

 

No coração da cidade, a Avenida dos Aliados será transformada num verdadeiro templo ao ar livre, com um altar de grande dimensão inspirado na arquitetura e simbologia da Sé do Porto.

 

 

Um altar inspirado na identidade religiosa do Porto

 

A estrutura, com cerca de 39 metros de comprimento por 12 de largura, será instalada na Praça General Humberto Delgado, em frente ao edifício da Câmara Municipal, e foi concebida como uma reinterpretação contemporânea da catedral portuense.

 

O projeto transpõe simbolicamente a planta da Sé para o espaço urbano:

 

  • A Avenida dos Aliados assume o papel de nave central;

  • A estrutura do altar evoca o transepto;

  • O conjunto cria uma experiência de templo campal, aberto à cidade e ao céu.

 

Mais do que um palco litúrgico, trata-se de uma obra carregada de significado espiritual e identidade local.

 

 

Elementos simbólicos e inspiração barroca

 

O altar incorpora dezenas de elementos simbólicos que refletem a organização da diocese. No total, estão representados 29 componentes evocativos da Diocese do Porto, das quatro regiões pastorais e das 22 vigararias.

 

A cadeira do Papa — a cátedra — será colocada sobre uma plataforma com três degraus, numa clara alusão à Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.

 

Outro elemento marcante é a cobertura com clarabóia, concebida para permitir a entrada de luz natural e criar uma ligação visual com o céu, evocando a cúpula da Sé.

 

O fundo do altar, construído em madeira, inspira-se na talha dourada barroca, um dos traços mais característicos da arquitetura religiosa do Porto, estabelecendo uma ponte entre tradição e contemporaneidade.

 

 

Um projeto com assinatura portuense

 

O altar foi desenhado pelo arquiteto Audemaro Rocha e resulta de uma colaboração estreita entre a Diocese do Porto e a autarquia.

 

A construção recorreu a painéis pré-fabricados de madeira, permitindo não só rapidez de execução, mas também uma forte componente estética, evocando os retábulos barrocos das igrejas da cidade.

 

O mobiliário foi integralmente produzido e oferecido por empresas dos concelhos de Paços de Ferreira e Paredes, reforçando o envolvimento da região neste momento histórico.

 

 

Logística e integração urbana

 

A estrutura foi pensada ao detalhe, incluindo áreas de apoio como sacristias e espaços reservados ao clero, instalados no edifício da Câmara Municipal e ligados ao altar através de rampas.

 

Esta integração funcional permite uma organização eficiente da celebração, que deverá reunir milhares de fiéis na baixa do Porto.

 

 

Um momento histórico para a cidade

 

A dois meses da visita, a expectativa é elevada. A Diocese do Porto e a Câmara Municipal pretendem que este evento se torne um marco na história da cidade, à semelhança da visita de Papa João Paulo II em 1982.

 

Mais do que uma celebração religiosa, a missa de Bento XVI promete ser um momento de união, fé e identidade coletiva, num cenário único que transformará o centro do Porto num espaço de espiritualidade partilhada.

 

 

📷 Bento XVI Portugal

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Cultura, Eventos, Sociedade, Vila Nova de Gaia

A jornalista e apresentadora Fernanda Freitas estreou-se no mundo literário com a obra “Sem Medo Maria”, um livro impactante que mergulha na realidade da violência doméstica em Portugal, dando rosto, voz e contexto a um problema ainda envolto em silêncio.

 

Com prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa, a obra conta ainda com uma nota conclusiva assinada por Jorge Lacão, que a descreve como um retrato profundo e necessário da sociedade portuguesa. O livro apresenta e analisa dados estatísticos relevantes, mas vai mais longe ao incluir testemunhos reais de vítimas provenientes de diferentes classes sociais, regiões do país e faixas etárias, incluindo adolescentes.

 

 

Um retrato real de um problema silencioso

 

Entre os dados mais marcantes reunidos na obra, destaca-se o número de cerca de 110 mil ocorrências de violência doméstica registadas em Portugal entre 2000 e 2006, sendo que 86% das vítimas são mulheres. Números que, segundo a autora, ganharam uma dimensão mais humana ao longo de cerca de ano e meio de investigação, período durante o qual teve contacto direto com histórias reais.

 

“Sem Medo Maria” não se limita à denúncia. A obra integra também opiniões de especialistas nas áreas legal, social e psicológica, bem como um guia prático de apoio às vítimas, com contactos úteis a nível nacional, tornando-se uma ferramenta relevante não só de consciencialização, mas também de intervenção.

 

 

The Best of Porto marcou presença na apresentação em Gaia

 

O The Best of Porto esteve presente numa das sessões de apresentação do livro, que teve lugar na Fnac GaiaShopping, reunindo leitores, curiosos e profissionais da comunicação.

 

A sessão contou com a participação do jornalista Hélder Reis, que assumiu o papel de principal orador, conduzindo a apresentação e destacando a importância da obra no panorama atual.

 

Durante o evento, Fernanda Freitas partilhou algumas das histórias que integram o livro, refletindo sobre o tabu que ainda envolve a violência doméstica na sociedade portuguesa e a necessidade urgente de quebrar o silêncio.

 

Com uma abordagem sensível, mas firme, “Sem Medo Maria” afirma-se como uma obra essencial, não apenas pela denúncia que faz, mas pelo contributo ativo que oferece na luta contra uma das realidades mais preocupantes da sociedade contemporânea.

 

 

📷 The Best of Porto

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Desporto, Economia, Eventos, Porto, Turismo, Vila Nova de Gaia

O dia 1 de setembro de 2007 ficará para sempre na memória da cidade do Porto. A estreia nacional da Red Bull Air Race transformou as margens do rio Douro num verdadeiro “mar de gente”, reunindo centenas de milhares de espectadores num dos maiores eventos alguma vez realizados em Portugal.

 

 

Um “mar de gente” desde manhã cedo

 

Logo nas primeiras horas da manhã, as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia começaram a encher-se de público, confirmando as previsões da organização, que apontava para entre 400 e 600 mil pessoas.

 

“As expectativas da organização parecem estar a confirmar-se, a avaliar pela enorme movimentação que se vive desde muito cedo nas cidades do Porto e Gaia”, afirmou o oficial de dia do Comando Metropolitano da PSP.

 

Ao longo de todo o dia, milhares de pessoas ocuparam cada metro disponível nas margens do Douro, varandas, miradouros e zonas elevadas, criando uma moldura humana absolutamente impressionante para assistir à prova.

 

 

Velocidade, precisão e espetáculo no Douro

 

O circuito, montado entre a Ponte Luís I e a Ponte da Arrábida, desafiou os melhores pilotos do mundo a competir num slalom aéreo composto por 17 “air gates”.

 

A prova exigiu níveis extremos de concentração e perícia: velocidades na ordem dos 400 km/h e forças que chegaram aos 10G colocaram os pilotos no limite físico e técnico.

 

Mais do que uma corrida, foi um espetáculo de precisão milimétrica, onde cada segundo e cada erro fazia a diferença.

 

 

Steve Jones vence etapa histórica no Porto

 

O grande vencedor da etapa do Porto foi o piloto britânico Steve Jones, que realizou uma prestação brilhante na final, completando o percurso em apenas 1 minuto e 10 segundos.

 

Jones superou o líder do campeonato, Mike Mangold, por apenas 38 centésimos de segundo, num dos momentos mais emocionantes da competição.

 

“Foi fantástico. Não esperava fazer 1:10, é incrível. Acho que este circuito se adaptou perfeitamente ao meu avião”, afirmou o piloto britânico após a vitória. “O avião está com um ótimo desempenho, então estou muito feliz”.

 

Na classificação da etapa, o britânico Paul Bonhomme terminou em terceiro lugar, seguido pelo húngaro Peter Besenyei, em quarto.

 

 

Campeonato ao rubro

 

Apesar da vitória de Jones no Porto, Mike Mangold mantém a liderança do campeonato mundial com 41 pontos, seguido de perto por Paul Bonhomme, com 39 pontos. Peter Besenyei ocupa o terceiro lugar, com 30 pontos.

 

Steve Jones, com este triunfo, sobe na classificação geral, somando pontos importantes numa fase decisiva da temporada.

 

 

Reação oficial: sucesso total para Portugal

 

No final da prova, o balanço institucional foi extremamente positivo. Paulo Campos destacou o impacto do evento: “Estamos muito satisfeitos por termos sediado esta competição em nosso país, em um cenário tão especial como as cidades do Porto e de Gaia”, afirmou. “Gostaria de parabenizar os organizadores por este fantástico evento e agradecer especialmente ao público pela calorosa receção e presença aqui hoje”.

 

 

Desmobilização ordeira e sem incidentes

 

Após o final da corrida, as centenas de milhares de espectadores começaram a abandonar o local de forma gradual. Segundo a PSP, a desmobilização decorreu “de forma ordeira e sem incidentes”.

 

“O público está a desmobilizar de forma lenta, mas fluida”, indicou fonte policial, acrescentando que não houve registo de acidentes ou situações graves associadas ao evento.

 

Apesar da elevada concentração de pessoas nas estações de metro e comboio, a situação manteve-se controlada.

 

 

Um dia histórico para o Porto

 

A primeira edição da Red Bull Air Race em Portugal superou todas as expectativas, não só pela dimensão do público, mas também pela qualidade do espetáculo e pela projeção internacional da cidade.

 

Num cenário único, entre o rio Douro e as encostas históricas, o Porto afirmou-se como palco de grandes eventos mundiais, deixando uma marca difícil de igualar.

 

E se na véspera os treinos já tinham deixado a cidade em suspenso, o dia 1 de setembro de 2007 confirmou aquilo que muitos já antecipavam: o Porto entrou definitivamente no mapa dos grandes espetáculos internacionais.

 

 
📷 Red Bull

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Desporto, Economia, Eventos, Porto, Turismo, Vila Nova de Gaia

A cidade do Porto prepara-se para receber um dos maiores eventos desportivos internacionais alguma vez realizados em território nacional.

 

A 1 de setembro de 2007, o rio Douro será palco da estreia portuguesa da Red Bull Air Race, considerada a “Fórmula 1 dos ares”. Mas já hoje, 31 de agosto, o espetáculo começou e deixou milhares de pessoas rendidas.

 

 

Douro já recebe manobras impressionantes nos primeiros ensaios

 

Entre as ribeiras de Vila Nova de Gaia e do Porto, os primeiros treinos oficiais já tomaram conta do céu. Ao longo do dia, várias aeronaves percorreram a pista montada sobre o rio, proporcionando momentos de grande adrenalina e precisão técnica.

 

As manobras, realizadas a baixa altitude e a velocidades elevadas, atraíram desde logo a atenção de curiosos e entusiastas da aviação, que se juntaram nas margens do Douro para assistir ao que promete ser um espetáculo memorável.

 

 

Uma operação gigantesca para um evento histórico

 

A dimensão do evento impressiona. Segundo dados avançados pela organização, foram mobilizadas cerca de 1.400 toneladas de material, transportadas em 60 camiões. No terreno estarão 1.200 seguranças, apoiados por 68 torres de som, dez ecrãs gigantes e uma vasta estrutura logística.

 

No total, o investimento ultrapassa os 10 milhões de euros, tornando esta prova no evento desportivo mais caro do ano em Portugal.

 

A nível de segurança, estarão envolvidos cerca de 2.500 operacionais, incluindo elementos de bombeiros, PSP, GNR, Autoridade Marítima, INEM e Cruz Vermelha. Cerca de 90% destes meios estarão concentrados na zona entre Massarelos e a Ponte Luís I.

 

A vigilância será reforçada com 30 câmaras distribuídas por vários pontos da cidade.

 

 

Como vai funcionar a corrida


A prova consiste num slalom aéreo entre obstáculos insufláveis — os chamados “air gates” — com cerca de 20 metros de altura, colocados no rio Douro. Os pilotos terão de percorrer este circuito a velocidades que podem atingir os 400 km/h, mantendo uma precisão absoluta: qualquer erro resulta em penalizações.

 

“O Red Bull Air Race não é só velocidade, a precisão é crucial para o sucesso”, explica Luís Garção. “Voar a estas velocidades, perto do chão, exige uma habilidade imensa. Não há espaço para erros”.

 

Os pilotos estarão sujeitos a forças que podem atingir os 10 a 12G — o dobro do limite que uma pessoa comum consegue suportar sem desmaiar.

 

 

Os melhores pilotos do mundo no Porto

 

A organização não tem dúvidas: estarão presentes “os melhores pilotos do mundo”. No total, participam 12 a 13 concorrentes de nove nacionalidades, com destaque para norte-americanos e britânicos.

 

Muitos são pilotos comerciais de companhias como a British Airways ou a American Airlines, enquanto outros são instrutores ou especialistas em acrobacia aérea.

 

As aeronaves, leves e altamente manobráveis, pesam menos de 600 quilos e conseguem atingir velocidades impressionantes. O modelo mais utilizado será o Edge 540, capaz de ultrapassar os 425 km/h.

 

 

Queimódromo será base de operações

 

O Queimódromo foi escolhido como paddock e aeródromo da prova. A partir daí, os aviões descolam em direção ao mar, entrando depois na foz do Douro para iniciar o circuito.

“É um local com muitas vantagens: amplo, plano e muito próximo do mar”, explica Luís Garção. “Os aviões precisam apenas de cerca de 250 metros para descolar, o que torna este espaço ideal”.

 

 

Segurança e espetáculo de mãos dadas

 

Apesar da complexidade, a organização garante que a segurança é total.
“A prova é de risco zero. Não consigo ver risco nesta corrida”, afirma Luís Garção, acrescentando que todos os cenários de contingência foram previstos.

 

Os próprios obstáculos insufláveis foram concebidos para não causar danos: em caso de impacto, esvaziam-se imediatamente, funcionando como um “airbag”. “Acima de tudo, esta prova é um espetáculo”, sublinha.

 

 

Homenagem à história da aviação portuguesa

 

O evento servirá também para recordar o comandante Sarmento de Beires, pioneiro da aviação nacional. No sábado, será inaugurada uma exposição biobibliográfica na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, acompanhada de um colóquio sobre a travessia aérea do Atlântico Sul.

 

 

Impacto global e projeção internacional

 

A organização estima que mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo assistam à prova através da televisão, reforçando a projeção internacional do Porto.

 

“O retorno para a cidade é óbvio. É uma honra receber esta etapa”, afirma Luís Garção, que acredita no sucesso do evento e na possibilidade de o Porto integrar o calendário internacional nos próximos anos.

 

Depois de cidades como Budapeste, Londres, San Diego ou Perth, o Porto entra assim no mapa de um dos eventos mais espetaculares do mundo.

 

E se os ensaios já deixaram a cidade em suspenso, tudo aponta para que, amanhã, o Douro seja palco de um espetáculo absolutamente inesquecível.

 

 
📷 Red Bull

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Desporto, Economia, Eventos, Porto

A cidade do Porto voltou a afirmar-se como palco de grandes eventos internacionais com a realização do Grande Prémio do Porto 2007, que este fim de semana, a 7 e 8 de julho, marcou a estreia em território nacional do Campeonato Mundial de Carros de Turismo.

 

O emblemático Circuito da Boavista recebeu milhares de espectadores e alguns dos maiores nomes do automobilismo mundial, num espetáculo de velocidade, técnica e emoção.

 

 

Boavista volta a acelerar com projeção internacional

 

Reativado em 2005 com o Grande Prémio Histórico do Porto, o Circuito da Boavista ganha em 2007 uma nova dimensão ao integrar o calendário do WTCC — uma das competições mais prestigiadas do automobilismo mundial.

 

O traçado citadino, desenhado ao longo de artérias icónicas da cidade como a Avenida da Boavista, a Circunvalação e a zona do Castelo do Queijo, foi alvo de melhorias significativas para garantir as exigentes condições de segurança impostas pela Federação Internacional do Automóvel.

 

Com uma extensão total de cerca de 4.720 metros, o circuito foi ampliado na zona da Vilarinha e preparado para receber viaturas capazes de ultrapassar os 200 km/h.

 

 

Três dias de competição intensa e seis campeonatos em pista

 

O programa arrancou na sexta-feira com sessões de treinos livres e primeiras provas, prolongando-se até domingo com um total de seis competições:

 

  • Campeonato Mundial de Carros de Turismo (WTCC)

  • Fórmula Masters Internacional

  • Campeonato Nacional de Velocidade

  • Troféu SEAT León

  • Campeonato Nacional de Velocidade em Clássicos

  • Campeonato Open de Velocidade

 

O ponto alto aconteceu na tarde de domingo, com a corrida do WTCC, que trouxe à cidade alguns dos melhores pilotos do mundo.

 

Entre eles destacou-se o português Tiago Monteiro, bem como nomes internacionais como Alessandro Zanardi, antigo piloto de Fórmula 1 e exemplo de superação e Jörg Müller, líder do campeonato.

 

 

Uma cidade transformada numa verdadeira “aldeia automóvel”

 

Para acolher o evento, foi montada uma complexa infraestrutura que transformou a zona envolvente ao Castelo do Queijo e ao Edifício Transparente numa autêntica aldeia automóvel.

 

O espaço integrou:

 

  • Áreas de acolhimento e restauração

  • Exposições e zonas comerciais

  • Parque infantil e atividades radicais

  • Desfile de moda e concurso de beleza

 

O paddock foi instalado no Queimódromo, onde estiveram concentrados mais de 800 profissionais, entre pilotos, mecânicos e equipas técnicas, apoiados por cerca de 140 camiões de logística.

 

 

Infraestruturas reforçadas para um circuito de alta velocidade

 

Para além do novo traçado, o circuito recebeu importantes melhorias, incluindo novas bancadas, reforço de barreiras de segurança e zonas técnicas adaptadas às exigências do WTCC.

 

A organização apostou ainda numa experiência mais confortável para o público, com a instalação de três novas bancadas de grande capacidade e melhores condições de visibilidade.

 

 

Do presente ao passado: dois fins de semana de pura emoção

 

Uma das novidades da edição de 2007 foi a divisão do evento em dois fins de semana consecutivos.

 

Este primeiro momento foi dedicado às competições modernas, com destaque para o WTCC. Já no fim de semana seguinte, o circuito voltará a encher-se de emoção com o Grande Prémio Histórico do Porto, onde carros clássicos das décadas de 50 e 60 prometem levar o público numa viagem no tempo.

 

 

Porto reforça posição no mapa dos grandes eventos

 

A realização do WTCC no Porto representa um passo importante na estratégia da cidade para afirmar-se como destino de grandes eventos internacionais.

 

Depois do sucesso do regresso do circuito em 2005, a aposta na continuidade e na evolução do evento demonstra a ambição de consolidar o Porto como referência no panorama automobilístico europeu.

 

Com milhares de espectadores, uma organização de grande escala e a presença de estrelas mundiais, o Grande Prémio do Porto 2007 confirmou aquilo que já se antecipava: a Boavista voltou definitivamente ao mapa da velocidade.

 


📷 Dani Perreira

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