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Mobilidade, Porto, Urbanismo

O Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), localizado na zona oriental do Porto, alcançou um marco significativo na arquitetura e sustentabilidade urbana ao obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) nível Ouro, tornando-se o primeiro edifício público em Portugal a alcançar tal distinção.

 

 

Uma infraestrutura sustentável e funcional

 

Inaugurado a 20 de julho de 2022, o TIC foi concebido para integrar diversos modos de transporte — rodoviário, ferroviário e metro — num único espaço, facilitando a mobilidade urbana e intermodal. Com uma área bruta de construção de 24.000 metros quadrados, o terminal também incorpora uma cobertura verde de 4,6 hectares, a maior já implantada em um edifício público na cidade do Porto.

 

Além de sua funcionalidade, o TIC destaca-se pelo uso de tecnologias sustentáveis, como sistemas de gestão inteligente para otimização do uso de plataformas e cais de embarque, contribuindo para a redução da pegada de carbono da cidade.

 

 

Contribuição ambiental significativa

 

A certificação LEED Ouro foi atribuída ao TIC após rigorosa avaliação de critérios como eficiência energética, gestão da água, materiais sustentáveis e qualidade ambiental interna. Estima-se que o terminal contribua para a redução de aproximadamente 5,2 toneladas de CO₂ na atmosfera nos próximos cinco anos, alinhando-se aos objetivos do Pacto do Porto para o Clima, que visa alcançar a neutralidade carbónica até 2030.

 

 

Arquitetura e design inovadores

 

O projeto arquitetónico do TIC foi desenvolvido pelo gabinete Brandão Costa Arquitectos, que concebeu uma estrutura linear que integra harmoniosamente o terminal com o ambiente urbano circundante. A proposta arquitetónica enfatiza a sustentabilidade e a funcionalidade, criando um espaço que serve não apenas como um hub de transportes, mas também como um novo pulmão verde para a cidade.

 

 

Impacto na mobilidade urbana

 

Com a integração de múltiplos modos de transporte, o TIC facilita a mobilidade dos cidadãos e visitantes, promovendo o uso de transportes públicos e reduzindo a dependência do automóvel. A implementação de tecnologias de gestão inteligente e a otimização dos espaços de embarque contribuem para uma experiência mais eficiente e sustentável para os utilizadores.

 

 

Reconhecimento nacional e internacional

 

A obtenção da certificação LEED Ouro coloca o Terminal Intermodal de Campanhã como um exemplo de boas práticas em sustentabilidade e design urbano, não apenas em Portugal, mas também no cenário internacional. Este reconhecimento reforça o compromisso da cidade do Porto com a inovação, a mobilidade sustentável e a qualidade de vida urbana.

 

O TIC representa um passo significativo na transformação da cidade do Porto em um modelo de desenvolvimento urbano sustentável, integrando eficiência energética, mobilidade inteligente e qualidade ambiental em um único projeto.

 

 

📷 Espaço de Arquitetura

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Porto, Urbanismo

A Câmara Municipal do Porto (CMP) apresentou um plano ambicioso para reforçar a rede de espaços de lazer infantil na cidade: estão previstas 13 novas zonas de parques infantis, a requalificação de 10 existentes e a ampliação de 6 parques já em funcionamento.


Segundo o vice-presidente da autarquia, Filipe Araújo, responsável pelo pelouro do Ambiente, “em 2013 tínhamos 18 parques infantis e encontravam-se em fraco estado de conservação. Hoje temos 39 espaços de recreio distribuídos pela cidade”.


O anúncio surge no âmbito de uma proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE) que defendia o direito das crianças de brincar em espaços públicos seguros e acessíveis.

 

 

Diagnóstico e prioridade de ação

 

De acordo com o estudo municipal que acompanhou esta iniciativa, foi identificado que algumas áreas urbanas do Porto não eram servidas adequadamente por espaços de jogo ou que os parques existentes apresentavam equipamentos ou pavimentos obsoletos.


A CMP salienta que, dado o crescimento demográfico e os dados dos Censos de 2021, a distribuição territorial dos parques infantis foi alinhada com as maiores necessidades de cada freguesia.

 

 

Novas criações: onde surgem os 13 parques

 

Os 13 novos espaços de recreio estão programados para surgir nos próximos dois a três anos e serão instalados em locais como:

 

  • Jardim da Lomba

 

  • CETA – Cooperativa de Habitações Económicas

 

  • Praceta Cidade da Praia

 

  • Passeio Alegre

 

  • Jardim Sá da Bandeira

 

  • Largo de Valverde

 

  • Parque de Cartes

 

  • Quinta de Salgueiros

 

  • Rua Prof. Joaquim Bastos

 

  • Bairro Central de Francos

 

  • Senhora do Porto

 

  • Rua João Araújo Correia

 

  • Jardim dos Álamos

 

Estas zonas foram selecionadas porque estavam mal servidas por espaços de recreio ou apresentavam condições que exigiam intervenção urgente. A fase de contratação dos projetos já está em curso.

 

 

Requalificação e ampliação: melhorar o que já existe

 

Paralelamente à criação de novos parques, a CMP vai intervir sobre os espaços já instalados:

 

  • Requalificação de 10 parques — com substituição de equipamentos, novos pavimentos e melhoramentos gerais, em locais como o Parque da Pasteleira, Associação de Moradores do Campo Alegre, Palácio de Cristal, Fontaínhas, Jardim Paulo Vallada, Areosa, Parque do Covelo, Amial, Prelada (Adelaide Estrada) e Asas de Ramalde.

 

  • Ampliação de 6 parques existentes, que irão expandir-se para responder a maior procura ou para oferecer mais funcionalidades: os parques de Soares dos Reis, das Condominhas, de Santa Luzia, do Inatel, do Jardim da Arca D’Água e do Jardim da Cordoaria estão na lista.

 

Estas intervenções permitem ajustar os espaços de recreio às necessidades contemporâneas, incluindo acessibilidade, segurança, pavimentos apropriados e equipamentos mais modernos.

 

 

Benefícios para a cidade, as crianças e a comunidade local

 

Com este plano, o Porto pretende oferecer mais e melhores espaços de recreio de proximidade, reforçando o direito das crianças à brincadeira segura e ao ar livre. O vice-presidente referiu que já foram realizadas mais de 35.000 intervenções nos parques existentes no último ano.


Além disso, a criação e melhoria destes espaços contribuem para:

 

  • o fortalecimento do convívio intergeracional nas zonas residenciais;

 

  • o estímulo à atividade física infantil e ao desenvolvimento motor e social;

 

  • a valorização dos bairros mais densamente habitados ou com menor oferta de lazer;

 

  • a promoção de uma cidade mais inclusiva, onde as crianças com mobilidade reduzida também podem brincar.

 

 

📷 Freepik
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Desporto, Porto, Top

A cidade do Porto viveu esta sexta-feira um momento histórico para o desporto nacional com a inauguração oficial da Arena Liga Portugal, a nova sede da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

 

Localizado em Ramalde, o novo edifício surge como símbolo de modernidade, crescimento e ambição, assumindo-se como a nova casa do futebol profissional português e um espaço preparado para responder aos desafios do futuro.

 

A cerimónia oficial contou com a presença do presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, do primeiro-ministro Luís Montenegro, do presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, além de várias figuras de relevo do futebol português.

 

 

Uma nova casa para o futebol profissional

 

Com arquitetura vanguardista e dez pisos acima do solo, a Arena Liga Portugal representa um dos maiores investimentos privados recentes ligados ao desporto em Portugal.

 

Mais do que sede administrativa, o novo edifício foi pensado como um centro multifuncional aberto à sociedade, juntando trabalho, inovação, experiência do adepto e valorização da marca futebol.

 

A infraestrutura abrirá ao público em janeiro de 2025 e entre os espaços anunciados, encontram-se:

 

  • Museu Liga Portugal Legacy

  • Liga Portugal Store

  • Liga Portugal Business School

  • Liga Portugal LAB

  • Liga Portugal Kids

  • Campo de jogos indoor

  • Sports bar

  • Áreas multiusos para eventos, reuniões e formações

  • Zonas de experiências imersivas para visitantes

 

 

Pedro Proença: “É o símbolo da união”

 

No momento mais aguardado da cerimónia, Pedro Proença destacou o significado profundo da nova arena para o futebol português. “Esta arena é o símbolo da união e de tudo o que temos feito em conjunto nos últimos dez anos. É a prova de que todos juntos cumprimos os desígnios propostos e é a marca do verdadeiro legado que deixamos na Liga Portugal.”

 

O dirigente, que lidera também a Associação de Ligas Europeias, sublinhou que este projeto materializa uma visão estratégica construída ao longo da última década.

 

“Esta casa é o ponto de partida para um setor que quer continuar a crescer e a valorizar-se.” Visivelmente emocionado, acrescentou: “Hoje sou um homem realizado e orgulhoso pelo que todos temos feito pelo futebol nacional e profissional.”

 

 

Luís Montenegro elogia descentralização

 

O primeiro-ministro Luís Montenegro valorizou a permanência da Liga Portugal no Porto e a importância da descentralização institucional no país. “Esta é uma boa demonstração de que é possível termos as principais entidades do país descentralizadas e não apenas concentradas em Lisboa.”

 

O chefe do Governo referiu ainda que o futebol é um poderoso instrumento de coesão territorial e igualdade de oportunidades. “O desporto, e em particular o futebol, promove talento, mobilidade social e desenvolvimento.”

 

Montenegro destacou também o simbolismo da inauguração acontecer poucos dias depois da confirmação oficial do Mundial 2030. “É uma semana grande e de festa para o futebol português.”

 

 

Rui Moreira: “Vai tornar-se um ícone do Porto”

 

O presidente da Câmara do Porto mostrou-se satisfeito por a cidade acolher esta nova infraestrutura e acredita que o edifício terá impacto urbano e simbólico. “Este edifício vai tornar-se rapidamente num ícone da cidade do Porto.”

 

Rui Moreira destacou a arquitetura inovadora e a relevância do projeto para a regeneração da zona de Ramalde, transformando-a numa nova centralidade urbana. “Estamos a criar mais uma oportunidade de valorização desta parte da cidade.”

 

O autarca salientou ainda que o novo espaço poderá aproximar mais adeptos do futebol e promover reflexão sobre o fenómeno desportivo.

 

 

Ramalde ganha nova centralidade

 

A instalação da Arena Liga Portugal em Ramalde reforça a transformação desta zona da cidade, que nos últimos anos tem recebido novos investimentos públicos e privados.

 

Além da nova sede da Liga Portugal, a área conta também com projetos ligados à Associação de Futebol do Porto e a outras infraestruturas desportivas municipais. O objetivo passa por criar um verdadeiro polo desportivo e institucional no Porto.

 

 

Mais do que um edifício

 

A Arena Liga Portugal nasce com a ambição de ser mais do que uma sede institucional.

 

O espaço pretende transformar a forma como o futebol profissional se relaciona com adeptos, empresas, parceiros e novas gerações, integrando inovação, entretenimento, conhecimento e memória histórica.

 

Num tempo em que o futebol se afirma cada vez mais como indústria global, Portugal passa a ter uma infraestrutura alinhada com os melhores padrões internacionais.

 

Com esta inauguração, o Porto reforça novamente o seu peso estratégico no panorama desportivo português. A Invicta continua, assim, a jogar na linha da frente.

 

 

📷 LPFP

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Ambiente, Porto, Turismo, Urbanismo

Quatro espaços verdes da cidade do Porto — o Parque da Cidade, o Jardim do Passeio Alegre, o Jardim Botânico do Porto e, mais recentemente, os Jardins do Palácio de Cristal — foram distinguidos com o Green Flag Award 2024, consolidando o reconhecimento internacional da cidade pela excelência da sua gestão ambiental e pela qualidade dos seus espaços públicos.

 

O novo galardão atribuído aos Jardins do Palácio de Cristal marca a primeira vez que este ícone da cidade entra na prestigiada lista dos “melhores parques do mundo”, juntando-se ao trio que já vinha a ser distinguido desde 2020.

 

 

Um “cartão-de-visita” de excelência

 

O Green Flag Award, promovido pela Keep Britain Tidy, é considerado o principal selo internacional de qualidade para parques e jardins. Este prémio reconhece locais que oferecem espaços seguros, limpos, sustentáveis e bem geridos, reforçando o papel dos espaços verdes como infraestruturas essenciais à saúde e bem-estar urbanos.

 

A cidade do Porto destaca-se assim no panorama europeu pela diversidade e qualidade dos seus espaços naturais, valorizando a convivência entre natureza e urbanidade.

 

 

Os espaços premiados

 

Parque da Cidade


Mantém-se como referência nacional e internacional. O maior parque urbano de Portugal, com 83 hectares que se estendem até ao mar, continua a ser exemplo de gestão integrada e sustentabilidade.

 

Jardim do Passeio Alegre


Um dos mais emblemáticos jardins históricos da cidade, combina romantismo, tradição e natureza, agora reconhecido pelo segundo ano consecutivo também como Green Heritage Site.

 

Jardim Botânico do Porto


Referência científica e educativa, o espaço da Universidade do Porto continua a ser um dos locais preferidos de residentes e visitantes, com coleções botânicas únicas e zonas de contemplação que reforçam o seu valor patrimonial.

 

Jardins do Palácio de Cristal


Distintos pela primeira vez em 2024, representam um marco na valorização do verde urbano. Com vistas panorâmicas sobre o Douro e uma forte ligação histórica à cidade, foram alvo de várias requalificações que melhoraram acessos, flora e espaços de lazer.

 

 

Um Porto mais verde, mais sustentável

 

Este reconhecimento reforça o compromisso do município com a sustentabilidade e qualidade urbana, além de projetar o Porto internacionalmente como destino de turismo ambiental e de lazer.


Segundo declarações à imprensa local, a Câmara Municipal destaca que estas distinções “confirmam o esforço contínuo de tornar o Porto uma cidade mais equilibrada, com espaços de proximidade, verdes e seguros para todos”.

 

Com quatro parques premiados, o Porto posiciona-se entre as cidades europeias com maior número de Green Flag Awards, ao lado de urbes como Londres, Dublin e Amesterdão.

 

 

📷 City Guide Porto
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Cultura, Património, Porto

O Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, foi distinguido com o Prémio Melhor Museu Português pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM). A cerimónia decorreu hoje no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, reunindo profissionais do setor museológico de todo o país.

 

 

Reorganização e inovação no Museu Nacional de Soares dos Reis

 

A escolha do Museu Nacional de Soares dos Reis para este prestigiado prémio deve-se à recente reorganização e reestruturação do espaço, que esteve parcialmente encerrado durante cerca de três anos. A reabertura do museu apresentou um projeto inovador, estabelecendo um renovado diálogo com os visitantes e reforçando o seu papel na preservação e divulgação do património artístico nacional.

 

 

Coleção e espaços expositivos

 

O Museu Nacional de Soares dos Reis, instalado no Palácio dos Carrancas desde 1933, possui uma vasta coleção de arte portuguesa, com destaque para as obras de Soares dos Reis, considerado o pai da escultura portuguesa moderna. Além das esculturas, o museu alberga também pinturas, cerâmicas, mobiliário e ourivesaria. Recentemente, o museu inaugurou uma nova ala expositiva, ampliando o espaço dedicado às suas coleções e proporcionando uma experiência mais enriquecedora aos visitantes.

 

 

Reconhecimento da APOM

 

A APOM, fundada em 1965, tem como objetivo distinguir os museus e os seus profissionais em diversas áreas, promovendo a valorização do património cultural e a inovação na museologia. O Prémio Museu do Ano é um dos principais galardões atribuídos pela associação, reconhecendo a excelência na gestão e programação museológica.

 

Esta distinção reforça o papel do Museu Nacional de Soares dos Reis como um dos principais polos culturais do Porto, consolidando-o como um espaço de referência na promoção da arte e da cultura portuguesa.

 

 

📷 City Guide Porto
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Cultura, Economia, Património, Porto, Sociedade, Turismo, Urbanismo

O antigo Matadouro Industrial de Campanhã, durante décadas um dos espaços industriais mais marcantes da zona oriental do Porto, prepara-se para iniciar uma nova vida. o histórico complexo reabrirá transformado em M-ODU, um ambicioso polo urbano, empresarial, cultural e comunitário que representa um investimento de 40 milhões de euros.

 

O projeto promete assumir-se como uma das maiores operações recentes de regeneração urbana da cidade, devolvendo utilidade pública e económica a um espaço emblemático que permaneceu desativado durante largos anos.

 

Com assinatura internacional e uma visão contemporânea, o novo M-ODU quer unir arquitetura, inovação, trabalho, arte e convivência, ajudando a consolidar Campanhã como uma das zonas estratégicas do futuro da cidade.

 

 

Um novo centro de vida para Campanhã

 

A ambição deste projeto passa por criar um ecossistema urbano onde trabalho, cultura e qualidade de vida convivem diariamente. O complexo vai ocupar uma área total de cerca de 20 mil metros quadrados, integrando:

 

  • nove edifícios de escritórios

  • oito mil metros quadrados para galerias e equipamentos públicos

  • zonas de restauração

  • cafetaria e quiosque

  • espaços de bem-estar

  • áreas culturais e comunitárias

 

A previsão aponta para a chegada de mais de 700 trabalhadores no terceiro trimestre de 2026, muitos deles ligados ao universo empresarial da Mota-Engil.

 

Ao mesmo tempo, o espaço será pensado como projeto aberto à cidade, procurando atrair também visitantes, moradores e novos utilizadores.

 

Nos últimos anos, Campanhã tem sido alvo de profundas transformações urbanas, com investimentos públicos e privados que incluem o Terminal Intermodal de Campanhã, novos projetos residenciais, requalificação de espaço público e novas centralidades.

 

O M-ODU surge como peça-chave nesse processo, reforçando a atratividade da zona oriental e contribuindo para equilibrar o desenvolvimento urbano da cidade. Durante décadas vista como periferia funcional, Campanhã assume-se agora como território de futuro.

 

 

Arquitetura assinada por Kengo Kuma

 

Um dos grandes elementos distintivos do M-ODU será a sua linguagem arquitetónica, desenvolvida pelo reconhecido atelier japonês Kengo Kuma & Associates, em parceria com o gabinete português OODA.

 

A presença de um nome internacional como Kengo Kuma confere ao projeto relevância acrescida, associando o Porto a uma arquitetura contemporânea de escala global.

 

 

Cobertura inspirada na natureza japonesa

 

Um dos elementos mais marcantes do novo complexo será a cobertura leve que parece flutuar sobre os edifícios. Essa estrutura inspira-se no conceito japonês komorebi, expressão que significa “a luz que passa suavemente entre as folhas das árvores”.

 

A ideia procura criar uma relação entre luz natural, sombra, transparência e movimento, aproximando a arquitetura da natureza e oferecendo identidade única ao espaço. Mais do que um detalhe estético, a cobertura deverá tornar-se uma das imagens de marca do novo M-ODU.

 

 

De espaço industrial a símbolo de futuro

 

Durante décadas, o antigo Matadouro Industrial fez parte da infraestrutura económica do Porto. Agora, entra numa nova era. Em vez de abandono ou demolição, a cidade opta por reutilizar e reinventar património urbano, transformando memória industrial em inovação contemporânea.

 

O resultado será um novo polo multifuncional capaz de atrair empresas, talento, visitantes e novas dinâmicas económicas.

 

 

Porto continua a reinventar-se

 

Com o avanço do M-ODU, o Porto reforça a imagem de cidade capaz de preservar passado e construir futuro em simultâneo. A reconversão do antigo Matadouro representa isso mesmo: recuperar um lugar histórico para responder às exigências do século XXI.

 

Campanhã ganhará um novo centro de energia urbana, e o Porto mais um símbolo da sua transformação.

 

 

📷 OODA

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Mobilidade, Património, Porto, Urbanismo, Vila Nova de Gaia

A futura ponte sobre o rio Douro, que irá ligar Porto e Vila Nova de Gaia no âmbito da nova Linha Rubi (H) do Metro do Porto, já tem nome oficial: Ponte D. Antónia Ferreira – Ferreirinha.

 

A escolha resultou de um processo de votação pública que mobilizou cidadãos e entidades, consagrando a homenagem a uma das figuras mais marcantes da história económica e social do Douro e do Vinho do Porto.

 

Dona Antónia Adelaide Ferreira, conhecida popularmente como Ferreirinha, passa assim a dar nome à nova travessia que unirá duas cidades historicamente ligadas ao vinho, ao rio e ao crescimento conjunto.

 

 

Uma homenagem a uma figura maior do Douro

 

Dona Antónia Adelaide Ferreira é uma das personalidades mais emblemáticas do século XIX em Portugal. Reconhecida pelo papel decisivo no desenvolvimento do setor vinícola duriense, destacou-se pela modernização da produção, expansão comercial e defesa dos interesses da região demarcada do Douro.

 

Num tempo dominado por estruturas masculinas, tornou-se símbolo de visão empresarial, liderança e resiliência, sendo ainda hoje uma referência histórica nacional.

 

Dar o seu nome à nova ponte representa também a valorização do legado feminino na história portuguesa. Mais do que uma designação, o nome projeta a nova ponte como símbolo entre passado e futuro.

 

Ligação estratégica entre Campo Alegre e Arrábida

 

A nova ponte fará a ligação entre a zona do Campo Alegre, no Porto, e a zona da Arrábida, em Gaia. Será uma infraestrutura essencial para a mobilidade metropolitana, permitindo a passagem da futura Linha Rubi do metro, criando uma ligação estratégica entre as duas cidades. As estações previstas incluem:

 

Em Gaia:
  • Santo Ovídio

  • Soares dos Reis

  • Devesas

  • Rotunda

  • Candal

  • Arrábida

 

No Porto:
  • Campo Alegre

  • Casa da Música

 

Este novo eixo deverá beneficiar milhares de passageiros por dia e reforçar a cobertura da rede metropolitana.

 

 

Investimento de centenas de milhões

 

O projeto global da Linha Rubi representa um investimento estimado em 435 milhões de euros, dos quais 299 milhões financiados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

 

A construção deverá arrancar após os procedimentos finais e a conclusão está prevista para os próximos anos, constituindo uma das maiores obras públicas de mobilidade em curso na região.

 

 

Decisão com participação popular

 

O nome Ferreirinha foi escolhido através de votação pública promovida por várias entidades, envolvendo cidadãos na escolha de uma designação para a nova travessia.

 

A decisão final foi validada por uma comissão composta por personalidades ligadas ao conhecimento, património e mobilidade.

 

O anúncio oficial ocorreu durante as comemorações do aniversário do Jornal de Notícias.

 

 

Porto passa a ter mais uma ponte icónica

 

Conhecida mundialmente como cidade das pontes, a Invicta prepara-se para somar mais uma infraestrutura ao conjunto histórico de travessias sobre o Douro.

 

Quando abrir ao público, a Ponte Ferreirinha será utilizada diariamente por passageiros, peões e ciclistas, tornando-se parte da vida urbana contemporânea.

 

Com mobilidade sustentável, arquitetura moderna e forte carga simbólica, a nova travessia promete marcar uma nova era nas ligações entre as duas margens do Douro.

 

 

📷 Metro do Porto

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Mobilidade, Património, Porto, Vila Nova de Gaia

A futura ponte sobre o rio Douro, que irá integrar a nova Linha Rubi do Metro do Porto, já entrou numa nova fase decisiva: a escolha do nome oficial. A partir desta quinta-feira, os cidadãos podem votar no nome da nova travessia que ligará Porto a Vila Nova de Gaia, através do portal participa.pt, num processo público que decorre até 5 de maio.

 

Em votação estão seis propostas finalistas, escolhidas por uma comissão de personalidades ligadas à história, cultura, engenharia e identidade da região.

 

A nova infraestrutura será uma das obras mais importantes da mobilidade metropolitana dos próximos anos, criando uma nova ligação entre as duas margens do Douro e servindo milhares de passageiros diariamente.

 

 

Uma ponte estratégica para o futuro da mobilidade

 

A nova travessia irá unir a zona do Campo Alegre, no Porto, à zona da Arrábida, em Gaia. Além do canal dedicado ao metro ligeiro, a ponte contará também com:

 

  • ciclovia

  • percurso pedonal

  • integração urbana entre as duas margens

  • nova ligação estratégica para transportes públicos

 

A estrutura será elemento central da futura Linha Rubi (Casa da Música – Santo Ovídio), uma das expansões mais relevantes da rede do Metro do Porto.

 

O projeto global tem financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e representa um investimento de centenas de milhões de euros.

 

Além da componente ferroviária, a nova travessia deverá contribuir para:

 

  • reduzir tráfego automóvel

  • aproximar zonas urbanas hoje menos conectadas

  • incentivar mobilidade suave

  • reforçar sustentabilidade metropolitana

 

 

Os seis nomes finalistas

 

Os cidadãos podem escolher entre seis designações possíveis:

 

Ponte da Boa Viagem: Evoca a tradição marítima e a histórica ligação das populações do Porto e Gaia ao mar e às viagens.

 

Ponte Douro: Uma escolha direta e simbólica, centrada no próprio rio que molda a identidade da região.

 

Ponte da Ferreirinha: Homenageia Dona Antónia Adelaide Ferreira, figura maior do vinho do Porto e uma das mulheres mais marcantes da história económica portuguesa.

 

Ponte da Boa Passagem: Recorda o antigo cruzeiro da Boa Passagem, ligado à travessia histórica entre margens.

 

Ponte da União: Representa a ligação secular entre Porto e Gaia e o espírito de cooperação entre as duas cidades.

 

Ponte Engenheiro Joaquim Sarmento: Distinção a um nome prestigiado da engenharia portuguesa, autor de várias obras emblemáticas da região.

 

 

Quem escolheu os finalistas

 

A comissão de seleção responsável pela escolha dos nomes foi composta por cinco personalidades:

 

  • Amândio Barros, historiador

  • Hélder Pacheco, historiador

  • Germano Silva, jornalista e investigador

  • Humberto Varum, engenheiro civil

  • Rui Veloso, músico

 

O objetivo foi reunir propostas com valor histórico, cultural e identitário para ambas as cidades.

 

 

Critérios exigentes para a escolha

 

As propostas tinham de respeitar pelo menos uma destas condições:

 

  • homenagear personalidades falecidas há mais de um ano e de reconhecido mérito

    ou

 

  • representar referências históricas, geográficas, económicas, sociais ou culturais ligadas ao Porto e Gaia.

 

O processo pretende garantir que o nome final tenha significado duradouro e ligação real ao território.

 

 

Nome vencedor será anunciado em junho

 

Após o encerramento da votação popular a 5 de maio, uma comissão final validará a escolha definitiva.

 

Essa comissão será composta por:

 

  • Ricardo Fonseca, ex-presidente da Metro do Porto

  • Fernando Sousa, coordenador do Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade

  • Fernanda Ribeiro, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

 

O nome oficial será revelado no dia 2 de junho. Mais do que uma simples estrutura, esta será uma ponte com impacto urbano, económico e simbólico.

 

Como aconteceu com a Ponte Luís I, Ponte da Arrábida ou Ponte do Infante, o nome escolhido poderá atravessar gerações. Agora, a decisão passa também pelos cidadãos.

 

 

📷 Metro do Porto

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Economia, Mobilidade, Porto, Urbanismo

O Porto viveu esta quarta-feira um dia histórico com a inauguração oficial do Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), uma infraestrutura estratégica que promete transformar profundamente a mobilidade urbana e regional.

 

Após anos de espera, promessas adiadas e vários obstáculos, entrou finalmente em funcionamento o novo terminal rodoviário da cidade, pensado para integrar diferentes modos de transporte e reduzir a pressão automóvel no centro urbano.

 

Na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, definiu o momento como “Um marco histórico para a reorganização de todo o sistema de transporte público do Porto e um passo crucial para a descarbonização da cidade.”

 

 

O lugar onde as linhas se encontram

 

Localizado em Campanhã, junto à histórica estação ferroviária, o TIC nasce como grande interface metropolitano e nacional, concentrando autocarros urbanos, interurbanos, internacionais, metro, comboio e táxis num único ponto.

 

Com esta nova infraestrutura, Campanhã reforça o seu papel como principal porta de entrada oriental da cidade e centro nevrálgico da mobilidade no Norte do país. O novo terminal permite ligação direta a:

 

  • Comboios urbanos, regionais e longo curso

  • Rede do Metro do Porto

  • Rede STCP

  • Operadores rodoviários privados

  • Táxis e TVDE

  • Estacionamento automóvel e bicicletas

 

 

Mais de 13 milhões de euros investidos

 

A obra representou um investimento municipal superior a 13,2 milhões de euros, contando com apoio financeiro europeu através do FEDER e financiamento público nacional e regional.

 

A gestão da empreitada esteve a cargo da empresa municipal GO Porto, enquanto a operação diária passou para a STCP Serviços.

 

 

Campanhã ganha também um grande pulmão verde

 

Um dos aspetos mais inovadores do projeto é a forte componente ambiental. Além da infraestrutura de transportes, nasceu sobre e em torno do edifício uma ampla zona verde, com mais de 4,6 hectares de área ajardinada.

 

Entre os principais números destacam-se:

 

  • 1.600 árvores plantadas

  • 50 mil m² de implantação total

  • 24 mil m² de construção

  • Maior cobertura verde alguma vez instalada num edifício público da cidade

 

O terminal integra assim mobilidade e sustentabilidade, funcionando também como novo parque urbano para Campanhã.

 

 

Até 120 mil passageiros por dia

 

O TIC foi desenhado para responder às necessidades presentes e futuras da cidade e da Área Metropolitana do Porto.

 

Capacidade estimada:

 

  • 8 cais de embarque e desembarque em rotação

  • Até 1.000 serviços diários

  • Até 120 mil passageiros por dia

  • Cerca de 43 milhões de utilizadores por ano

 

Foram ainda criados 55 postos de trabalho imediatos ligados à operação.

 

 

Menos trânsito e menos poluição no centro do Porto

 

A nova centralidade permitirá retirar circulação pesada de passageiros de várias zonas centrais da cidade, reduzindo congestionamento e emissões poluentes.

 

Segundo dados divulgados, o impacto ambiental poderá representar uma redução anual equivalente a 1.776 toneladas equivalentes de petróleo consumido.

 

Rui Moreira deixou um aviso claro “Desenganem-se aqueles que acham que a circulação de veículos pesados de passageiros no Porto vai continuar igual” e acrescentou que “Seremos implacáveis na regulação definitiva do transporte interurbano regional e internacional na cidade.”

 

 

Uma promessa antiga finalmente cumprida

 

A necessidade de um terminal intermodal em Campanhã remontava a 2003, quando o projeto foi inicialmente prometido pelo Estado.

 

Durante anos, o processo ficou bloqueado, só sendo desbloqueado após o chamado Acordo do Porto, assinado em 2015, no qual o Município assumiu a construção em troca da cedência dos terrenos.

 

Cronologia:

 

  • 2016 – Lançamento do concurso

  • 2017 – Apresentação do projeto vencedor, assinado por Nuno Brandão Costa

  • 2018 – Concurso da empreitada

  • 2019 – Início das obras

  • 2022 – Inauguração oficial

 

 

Rui Moreira destaca reabilitação da zona oriental

 

O autarca portuense aproveitou o momento para sublinhar a aposta estratégica na zona oriental da cidade. “Cumprimos um dos nossos maiores desígnios: reabilitar as politicamente esquecidas zona oriental e freguesia de Campanhã.”

 

Campanhã, durante décadas marcada por abandono e subaproveitamento urbano, ganha assim uma das mais importantes infraestruturas da cidade no século XXI.

 

 

Nova era para a mobilidade portuense

 

Com o TIC, o Porto reforça a sua visão de cidade moderna, integrada e sustentável, onde o transporte público assume papel central. A nova infraestrutura junta-se a outros polos estratégicos como:

 

  • Interface da Casa da Música

  • Futuro polo do Hospital de São João

  • Requalificação das Camélias

  • Investimentos da Metro do Porto e STCP

 

 

Campanhã transforma-se numa nova centralidade urbana

 

Mais do que um terminal, o TIC representa uma nova centralidade urbana. Ali onde durante anos existiram terrenos subutilizados, nasce agora uma porta moderna de entrada na cidade, um parque verde e uma plataforma de mobilidade preparada para o futuro.

O Porto esperou muitos anos, mas hoje, Campanhã entrou definitivamente no mapa das grandes transformações urbanas.

 

 

📷 Porto

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Economia, Património, Porto, Sociedade, Turismo

Um dos maiores símbolos gastronómicos da cidade do Porto voltou finalmente a abrir portas. A histórica A Regaleira reabriu ao público no dia 1 de julho de 2021, devolvendo à Invicta a receita original da francesinha, aquela que nasceu em 1952 e que marcou gerações.

 

Depois de um encerramento forçado em 2018, o regresso deste emblemático restaurante representa muito mais do que uma simples reabertura: é o recuperar de uma tradição profundamente enraizada na identidade portuense.

 

 

Uma reabertura esperada… e inevitável

 

Para os irmãos Francisco Passos e Tiago Passos, netos do fundador António Passos, a reabertura sempre foi uma certeza, mesmo sem saberem quando ou como iria acontecer.

 

“Nunca houve um momento-chave. Quando fechámos, sabíamos que íamos reabrir”, revelou Francisco Passos.

 

A saída do espaço original, motivada pela especulação imobiliária, obrigou a família a interromper temporariamente a atividade. Ainda assim, nunca deixou de existir a vontade de devolver à cidade um dos seus maiores ícones gastronómicos.

 

 

Novo espaço, mesma alma

 

A nova Regaleira surge na mesma rua, a Rua do Bonjardim, a poucos metros do local original, mantendo a ligação emocional com os clientes habituais.

 

Embora o espaço tenha sido renovado, há vários elementos que preservam a memória da casa:

 

  • Fotografias e quadros antigos

  • Objetos do restaurante original expostos

  • Um lambrim dos anos 50 na sala inferior

  • Parte da equipa histórica de sala

 

“Os equipamentos são novos, mas o conceito e as pessoas são os antigos”, sublinha Francisco.

 

 

A francesinha original… tal como nasceu

 

O grande destaque continua a ser a verdadeira francesinha da Regaleira, uma receita única, diferente das versões mais populares que hoje se encontram pela cidade.

 

Criada em 1952 por Daniel David da Silva, esta versão distingue-se por vários detalhes:

 

  • Utiliza pão biju em vez de pão de forma

  • A carne é perna de porco assada, e não bife

  • Não inclui automaticamente ovo nem batatas fritas

  • O molho mantém a receita original, guardada ao longo de décadas

 

Mais do que um prato, trata-se de um legado gastronómico que permanece praticamente inalterado desde a sua criação.

 

 

Uma história que nasce de uma homenagem

 

A origem da francesinha está envolta em curiosidade e criatividade. Conta-se que Daniel David da Silva, inspirado pelas suas viagens pela Europa, criou este prato como uma homenagem às mulheres francesas, consideradas mais ousadas e “picantes”.

 

O resultado foi uma sanduíche intensa, acompanhada por um molho igualmente marcante, que rapidamente conquistou os clientes da Regaleira. O nome surgiu naturalmente: francesinha.

 

 

Uma novidade à altura da tradição

 

Apesar do respeito pela tradição, a nova fase da Regaleira traz também inovação.

 

Uma das grandes novidades é a criação de uma cerveja artesanal exclusiva, desenvolvida para harmonizar com a francesinha. O projeto contou com a colaboração do mestre cervejeiro Gilberto Palmeira, que criou várias receitas até chegar à versão final escolhida.

 

 

Coragem em tempos difíceis

 

A reabertura acontece num contexto particularmente desafiante para a restauração, marcado pelos efeitos da pandemia.

 

“Foi um risco extremamente ponderado”, admite Francisco Passos. “Sabemos que não é o momento ideal, mas era a oportunidade que tínhamos.”

 

Num período em que muitos restaurantes encerram, a decisão de reabrir revela não só coragem, mas também uma forte ligação emocional à cidade e à sua história.

 

 

Mais do que um restaurante, um símbolo da cidade

 

A Regaleira não é apenas mais um restaurante no Porto. É um espaço que faz parte da memória coletiva, um ponto de encontro de gerações e um marco da identidade gastronómica da cidade.

 

O regresso da casa onde nasceu a francesinha original representa, por isso, um momento especial para todos os portuenses, e para quem visita a cidade em busca da sua essência.

 

 

O sabor de sempre, no Porto de hoje

 

Quem entrar na nova Regaleira encontrará um espaço renovado, mas com a mesma alma de sempre. A mesma família. A mesma história. O mesmo sabor.

 

E, acima de tudo, a certeza de que algumas tradições resistem ao tempo — e continuam a fazer do Porto um lugar único.

 

 

📷 A Regaleira

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