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Agenda, Cultura, Eventos, Sociedade

A noite mais aguardada do ano volta a transformar o Porto numa gigantesca festa ao ar livre. Concertos, arraiais, fogo de artifício, tradições populares e animação espalhada por vários pontos da cidade prometem marcar as celebrações de São João.

 

 

 

Palco Avenida dos Aliados

 

Avenida dos Aliados
23 de junho | 20h00 às 04h00

 

O principal palco das Festas de São João recebe alguns dos nomes mais populares da música portuguesa. Os Quinta do Bill dão início aos grandes concertos da noite, seguindo-se Tony Carreira, que sobe ao palco após o espetáculo de fogo de artifício.

 

 

Programa

 

  • 20h00 às 22h00 | Fernando Alvim (DJ Set)

  • 22h00 às 23h30 | Quinta do Bill

  • 23h30 às 00h20 | Fernando Alvim (DJ Set)

  • 00h20 às 02h00 | Tony Carreira

  • 02h10 às 04h00 | Dupla Mete Cá Sets

 

 

 

Palco Largo do Amor de Perdição


Cordoaria
23 de junho | 20h00 às 04h00

 

Na Cordoaria, a festa faz-se ao ritmo dos D.A.M.A., que apresentam o espetáculo especial “Canções Bonitas em PORTOguês”. O cartaz inclui ainda os Últimos Românticos e a animação permanente do projeto Noz Pimba.

 

 

Programa

 

  • 20h00 às 22h00 | Noz Pimba

  • 22h00 às 23h00 | Últimos Românticos

  • 23h00 às 00h20 | Noz Pimba

  • 00h20 às 02h00 | D.A.M.A.

  • 02h00 às 04h00 | Noz Pimba

 

 

 

Palco Juventude – Casa da Música

 

Casa da Música
23 de junho | 20h00 às 04h00

 

Integrado na Capital Nacional da Juventude 2026, o Palco Juventude recebe o projeto Nunca Mates o Arraial, com uma programação alternativa que junta música independente, DJ sets e animação até de madrugada.

 

Apresentação: Beatriz Gosta e David Bruno

 

 

Programa

 

  • 20h00 às 21h20 | Bar Dançante (Mike El Nite e João Não)

  • 21h30 às 22h30 | Cedofeita Takeover (Vitória Vermelho e Luís Lucas)

  • 22h45 às 23h45 | Rapaz Ego

  • 00h00 às 01h15 | Nunca Mates o Mandarim

  • 01h30 às 02h30 | Bar Dançante (Mike El Nite e João Não)

  • 02h30 às 04h00 | Más Influências (DJ Set)

 

 

 

Ribeira e Rio Douro

 

Entre a Ponte Luís I e a Ponte da Arrábida
23 de junho

 

A zona ribeirinha volta a ser um dos pontos altos da festa. Antes da meia-noite, os Karetus aquecem o ambiente com um espetáculo de música eletrónica tendo o Douro como cenário.

 

 

Programa

 

  • 22h30 às 00h00 | Karetus

  • 00h00 às 00h12 | Espetáculo multimédia e fogo de artifício

 

 

 

Concerto de São João

 

Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal

24 de junho | 18h00

 

A Banda Sinfónica Portuguesa regressa aos Jardins do Palácio de Cristal para o tradicional Concerto de São João, com entrada livre.

 

 

 

Tradições Populares

 

Arruada de Ranchos

13 de junho | 15h00

Os grupos folclóricos e coletividades da cidade percorrem várias ruas do Porto numa celebração das tradições populares e dos costumes sanjoaninos.

 

 

Rusgas de São João

27 de junho | 18h30

 

As rusgas das freguesias regressam ao centro da cidade para desfilar perante o público e o júri do concurso oficial. O desfile termina junto aos Paços do Concelho.

 

 

 

Mercado do Bolhão

 

Cascata Comunitária de São João

 

8 a 28 de junho

 

Uma das tradições mais emblemáticas das festas populares volta ao Mercado do Bolhão, com uma grande instalação inspirada no casario tradicional do Porto.

 

 

Oficinas abertas ao público

6, 13, 20 e 27 de junho
11h00 às 13h00 e 15h00 às 17h00

 

 

Arraial no Bolhão

 

20 de junho

 

Tarde de música popular e animação no mercado mais emblemático da cidade.

 

 

Programa

 

  • 16h00 | Jorge Lomba

  • 17h00 | Nel Monteiro

 

 

 

Divertimentos

 

As tradicionais feiras populares e zonas de diversão voltam a marcar presença em vários pontos da cidade.

 

 

Fontainhas

 

29 de maio a 29 de junho

 

 

Jardim do Cálem (Lordelo do Ouro)

 

5 de junho a 5 de julho

 

 

Avenida D. Carlos I (Foz)

 

9 de junho a 5 de julho

 

 

Horários

 

  • Segunda a quinta-feira: 14h00 às 23h00

  • Sexta-feira: 14h00 às 01h00

  • Sábado e vésperas de feriado: 10h00 às 01h00

  • Domingo: 10h00 às 23h00

  • 23 de junho: 14h00 às 06h00


As zonas de restauração abrem diariamente às 12h00.
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Cultura, Eventos, Porto, Sociedade

O Porto já apresentou o programa oficial das Festas de São João 2026, uma das celebrações mais emblemáticas da cidade, que promete voltar a levar milhares de pessoas às ruas na noite de 23 para 24 de junho. Com um orçamento global de 800 mil euros, a edição deste ano aposta numa programação descentralizada, distribuída por vários pontos da cidade, com destaque para três grandes palcos, um espetáculo multimédia e de fogo de artifício sobre o rio Douro, concertos, arraiais, tradições populares e atividades para todas as idades.

 

A apresentação decorreu nos Jardins do Palácio de Cristal e contou com a presença do presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, do vereador do Desporto, Juventude e Associativismo, Rodrigo Passos, e de Tony Carreira, um dos artistas que integra o cartaz principal das festividades.

 

“O São João é uma festa muito especial. Costuma-se dizer, e bem, que é a noite mais longa do ano, mas não é só isso: é a festa mais bonita do mundo. É a mais bonita por aquilo que se sente na rua. É uma energia que nos liga a todos enquanto seres humanos”, afirmou Pedro Duarte durante a apresentação do programa.

 

 

Fogo de artifício volta a iluminar o Douro

 

Um dos momentos mais aguardados das Festas de São João volta a acontecer à meia-noite. Durante 12 minutos, os céus do Porto e de Vila Nova de Gaia serão iluminados por um espetáculo multimédia e de fogo de artifício entre as pontes Luís I e da Arrábida.

 

A iniciativa representa um investimento conjunto das duas autarquias, num valor de 215 mil euros, e deverá voltar a atrair milhares de pessoas às margens do Douro para assistir a um dos momentos mais emblemáticos da noite sanjoanina.

 

 

Aliados recebem Quinta do Bill e Tony Carreira

 

A Avenida dos Aliados volta a assumir-se como um dos principais centros da festa. A partir das 22 horas, sobem ao palco os Quinta do Bill, banda de referência da música portuguesa, conhecida por temas como “Filhos da Nação” e “No Silêncio do Teu Olhar”.

 

Depois do espetáculo de fogo de artifício será a vez de Tony Carreira animar a multidão com alguns dos seus maiores êxitos, num concerto que promete reunir diferentes gerações.

 

Ao longo da noite, Fernando Alvim assume a animação em formato DJ Set, enquanto a Dupla Mete Cá Sets prolongará a festa até às 4 horas da manhã.

 

Antes dos concertos, os Aliados serão também palco de um momento desportivo, com a transmissão, a partir das 18 horas, do encontro entre Portugal e Uzbequistão, a contar para o Mundial de Futebol.

 

 

D.A.M.A e Últimos Românticos animam a Cordoaria

 

Outro dos polos centrais das festividades será o Largo do Amor de Perdição, na Cordoaria. O espaço recebe, às 22 horas, os Últimos Românticos, projeto portuense que combina hip hop e música eletrónica. Já depois da meia-noite, às 00h20, sobem ao palco os D.A.M.A com o espetáculo especial “Canções Bonitas em PORTOguês”, concebido especialmente para a cidade.

 

A animação será complementada pelo projeto Noz Pimba, que promete transformar o recinto numa autêntica festa popular ao longo de toda a noite.

 

 

Casa da Música acolhe o Palco Juventude

 

Integrado na programação da Capital Nacional da Juventude 2026, o Palco Juventude estará instalado junto à Casa da Música e apresentará o projeto “Nunca Mates o Arraial”.

 

A programação inclui atuações de Cedofeita Takeover, Rapaz Ego e Nunca Mates o Mandarim, um dos nomes emergentes da cena indie portuense.

 

O espaço contará ainda com um “Bar Dançante” conduzido por Mike El Nite e João Não, bem como um DJ Set do projeto Más Influências. A apresentação ficará a cargo de Beatriz Gosta e David Bruno.

 

 

Karetus atuam junto ao rio

 

A zona ribeirinha ganha também destaque nesta edição das festas. Com a Ponte Luís I como pano de fundo, os Karetus sobem ao palco às 22h30 para um espetáculo que antecede o fogo de artifício da meia-noite, prometendo aquecer o ambiente junto ao Douro.

 

 

Concerto de São João regressa ao Palácio de Cristal

 

As celebrações prolongam-se para lá da noite principal. No dia 24 de junho, às 18 horas, a Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal recebe o tradicional Concerto de São João da Banda Sinfónica Portuguesa, com entrada livre.

 

 

Festas chegam a todas as freguesias

 

As comemorações estendem-se igualmente às várias freguesias da cidade. No dia 19 de junho, sobem aos palcos artistas como Ana Malhoa, Romana, Mónica Sintra, Diapasão e Victor Rodrigues.

 

Já na noite de 23 de junho atuam, entre outros, Minhotos Marotos, Zé Amaro, Jorge Guerreiro, Bandalusa, Iniciadores e Ritmo e Alma Show.

 

 

Tradições populares mantêm-se vivas

 

As manifestações tradicionais continuam a ocupar um lugar central na programação. A Arruada de Ranchos regressa às ruas da cidade no dia 13 de junho, a partir das 15 horas, reunindo diversos grupos e coletividades.

 

Já no dia 27 de junho será a vez das tradicionais Rusgas percorrerem a Baixa do Porto e os Aliados, num desfile que partirá da Rua de Passos Manuel e que contará novamente com transmissão em direto pelo Porto Canal.

 

 

Diversão, arraiais e Cascata Comunitária

 

As habituais zonas de diversão voltam a instalar-se nas Fontainhas, no Jardim do Cálem e na Avenida D. Carlos I, disponibilizando carrosséis, espaços de restauração, farturas, pipocas e outras atrações para toda a família.

 

O Mercado do Bolhão associa-se igualmente às comemorações através da tradicional Cascata Comunitária de São João, patente entre 8 e 28 de junho.

 

Ao longo do mês decorrerão também oficinas para famílias e, no dia 20 de junho, um arraial especial com atuações de Nel Monteiro e Jorge Lomba, numa das últimas grandes celebrações antes da noite mais longa do ano.

 

Com música, tradição, cultura popular e animação espalhada por toda a cidade, o São João 2026 prepara-se para voltar a transformar o Porto num dos maiores palcos festivos do país, celebrando uma tradição que continua a passar de geração em geração e que permanece como uma das maiores expressões da identidade portuense.

 

 

 📷 Miguel Nogueira by Porto.

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Maia, Sociedade

A Maia foi distinguida como a cidade portuguesa mais feliz no Happy City Index 2026, ocupando a 69.ª posição num ranking internacional liderado pela Copenhaga, que volta a ser considerada a cidade mais feliz do mundo pelo segundo ano consecutivo.

 

Este reconhecimento coloca a cidade maiata em destaque no panorama internacional e reforça a sua posição como uma das localidades com melhor qualidade de vida em Portugal.

 

 

Um ranking global que avalia muito mais do que felicidade

 

O Happy City Index resulta de um amplo estudo internacional que analisou cidades de todo o mundo com base em 64 indicadores distribuídos por seis áreas fundamentais:

 

  • Qualidade de vida dos cidadãos

  • Governação e participação cívica

  • Sustentabilidade ambiental

  • Desenvolvimento económico

  • Saúde e bem-estar

  • Mobilidade urbana

 

A análise, baseada em dados públicos comparáveis, permite uma avaliação abrangente das condições de vida nas cidades, destacando aquelas que conseguem equilibrar crescimento urbano com bem-estar social.

 

 

Maia em destaque entre cidades europeias e mundiais

 

Com 6273 pontos, a Maia surge lado a lado com importantes cidades europeias, como Drammen (Noruega), Hamburgo (Alemanha), Västerås (Suécia) e Aachen (Alemanha).

 

A cidade portuguesa supera ainda outras referências internacionais, como Bordeaux (França), Adelaide (Austrália), Praga (Chéquia), Bolonha (Itália), Calgary (Canadá) e Bona (Alemanha).

 

No topo da classificação, dominado sobretudo por cidades do norte e centro da Europa, encontram-se:

 

  • Copenhaga

  • Helsínquia

  • Genebra

  • Uppsala

  • Tóquio

 

Completam o top 10 cidades como Trondheim, Berna, Malmö, Munique e Aarhus.

 

 

Maia lidera ranking nacional

 

Entre as cidades portuguesas incluídas no índice, a Maia ocupa o primeiro lugar, destacando-se claramente no panorama nacional.

 

A lista portuguesa é composta por:

 

  • Maia – 69.º lugar

  • Matosinhos – 111.º

  • Odivelas – 114.º

  • Almada – 124.º

  • Lisboa – 159.º

  • Braga – 166.º

  • Gondomar – 199.º

  • Funchal – 225.º

 

Este resultado evidencia o desempenho consistente da Maia em áreas-chave como mobilidade, ambiente urbano, serviços e qualidade de vida.

 

 

Um modelo de cidade cada vez mais humana e sustentável

 

A posição alcançada pela Maia não surge por acaso. Ao longo dos últimos anos, o município tem apostado em políticas públicas focadas na melhoria do espaço urbano, na sustentabilidade ambiental e na proximidade com os cidadãos.

 

A combinação entre desenvolvimento económico, planeamento urbano equilibrado e investimento em infraestruturas e serviços tem permitido criar um ambiente propício ao bem-estar da população.

 

 

Portugal ganha visibilidade no mapa da felicidade urbana

 

Embora apenas oito cidades portuguesas integrem o ranking, a presença da Maia no top 100 mundial representa um sinal positivo para o país, demonstrando que é possível competir com cidades de referência internacional.

 

Num contexto global em que a qualidade de vida assume um papel cada vez mais central, este tipo de distinção reforça a importância de políticas urbanas orientadas para as pessoas.

 

 

Uma cidade perto do Porto… e cada vez mais no topo

 

Localizada na Área Metropolitana do Porto, a Maia beneficia também da sua proximidade à Porto, integrando uma região dinâmica e em crescimento.

 

Com este reconhecimento, afirma-se não apenas como uma cidade funcional e bem organizada, mas como um território onde se vive melhor.

 

Mais do que um ranking, este resultado traduz uma realidade cada vez mais evidente: a felicidade urbana constrói-se com visão, investimento e foco nas pessoas — e a Maia está a dar passos firmes nesse caminho.

 

 

📷 Visit Maia

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Economia, Sociedade, Turismo, Urbanismo, Valongo

A cidade de Ermesinde prepara-se para receber um dos maiores projetos de investimento privado dos últimos anos na região. Um novo complexo integrado de saúde, que inclui hospital, unidade de cuidados continuados, residência sénior e hotel de quatro estrelas, deverá nascer na Avenida Eng.º Duarte Pacheco, junto à Igreja de Santa Rita, num investimento estimado em 35 milhões de euros.

 

Promovido pelo Grupo Terra Quente Saúde, o projeto prevê a criação de cerca de 120 postos de trabalho diretos e pretende reforçar a oferta de serviços de saúde e turismo no concelho de Valongo.

 

 

Um equipamento de grande escala numa zona estratégica

 

O futuro empreendimento será construído num terreno com cerca de 22.780 metros quadrados, localizado numa zona central e bem servida de acessos rodoviários e ferroviários. A proximidade a vias estruturantes e a equipamentos relevantes, como a Igreja e o Colégio de Santa Rita, reforça o potencial estratégico da localização.

 

O projeto arquitetónico prevê edifícios com até cinco pisos, organizados em formato “L”, garantindo uma integração urbana equilibrada e respeitando os elementos envolventes.

 

 

Hospital, cuidados continuados e residência sénior

 

O complexo terá como principal pilar uma unidade hospitalar privada com uma vasta oferta de serviços, incluindo:

 

  • Atendimento permanente

  • Bloco operatório

  • Internamento

  • Meios complementares de diagnóstico

  • Áreas técnicas e de apoio clínico

 

Em articulação com o hospital, será construída uma unidade de cuidados continuados, vocacionada para convalescença, cuidados paliativos e, eventualmente, valências na área da saúde mental.

 

Já a residência sénior contará com 42 quartos, pensados para estadias de curta e longa duração, com foco no conforto, privacidade e promoção de um envelhecimento ativo.

 

 

Hotel de quatro estrelas responde a lacuna no concelho

 

O projeto inclui ainda uma unidade hoteleira de quatro estrelas, com cerca de 81 quartos, que surge para colmatar a escassez deste tipo de oferta no concelho. Este equipamento deverá servir não só visitantes, mas também familiares de utentes das unidades de saúde.

 

 

Mobilidade, acessos e estacionamento reforçados

 

A proposta contempla melhorias significativas ao nível da mobilidade. Está prevista a criação de uma nova via paralela à Avenida Eng.º Duarte Pacheco, concebida como uma alameda de acesso ao complexo.

 

No total, o empreendimento contará com cerca de 400 lugares de estacionamento, distribuídos entre zonas subterrâneas e de superfície, garantindo resposta adequada ao aumento de fluxo na área.

 

 

Projeto estratégico com contrapartidas para o município

 

O projeto encontra-se atualmente em fase de apreciação para reconhecimento como empreendimento de carácter estratégico e de interesse público municipal. Esta classificação poderá permitir ajustes às regras urbanísticas em vigor

 

Como contrapartida, está prevista a cedência de um terreno ao município para a construção de um equipamento público, apontando-se a possibilidade de uma futura piscina municipal.

 

 

Investimento reforça oferta de saúde e desenvolvimento local

 

Com este projeto, o Grupo Terra Quente Saúde reforça a sua estratégia de expansão no norte do país, onde já conta com unidades em cidades como Mirandela, Bragança e Chaves.

 

A nova infraestrutura pretende responder à crescente procura por cuidados de saúde privados e diferenciados, numa área com elevada densidade populacional e sem um equipamento com estas características.

 

 

📷 Município de Valongo

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Cultura, Economia, Porto, Sociedade

O histórico Cine-Teatro Vale Formoso, uma das salas mais emblemáticas da cidade do Porto, vai voltar a abrir excecionalmente as portas ao público no próximo 13 de setembro, para um Dia Aberto à Comunidade promovido pela produtora UAU, recentemente responsável pela aquisição do edifício.

 

A iniciativa decorrerá entre as 10h00 e as 18h00, com entrada livre, permitindo aos portuenses visitar o espaço antes do arranque das obras de reabilitação que prometem devolver nova vida a este ícone cultural da cidade.

 

Encerrado há cerca de três décadas, o edifício mantém um lugar especial na memória coletiva de várias gerações. Agora, numa espécie de reencontro emocional entre o Porto e um dos seus teatros mais simbólicos, a população terá oportunidade de conhecer o interior do espaço tal como se encontra atualmente, antes da transformação que culminará com a sua reabertura prevista para 2027.

 

 

Uma última visita antes da transformação

 

Durante o Dia Aberto, os visitantes poderão percorrer várias áreas do antigo teatro, incluindo a sala principal, o foyer, zonas técnicas, futuros espaços de restauração e ainda o futuro jardim de inverno, previsto no projeto de reabilitação.

 

Será também apresentada ao público a proposta arquitetónica atualmente em desenvolvimento pelo consórcio Metrourbe e Arsuna, responsável pela recuperação do imóvel.

 

Segundo a UAU, este momento pretende permitir que a cidade se despeça do interior do edifício no seu estado atual, ao mesmo tempo que conhece em primeira mão o futuro do espaço.

 

 

Curiosidade enorme em torno do interior do teatro

 

Em comunicado, Paulo Dias, diretor-geral da UAU, sublinha o interesse crescente da população em conhecer o imóvel.

 

“Recebemos muitos contactos, desde académicos e locais, a pedir para visitarem o espaço. Como o Cine-Teatro Vale Formoso esteve fechado durante muitos anos, as pessoas só conhecem a fachada, mas há muita curiosidade para conhecer o interior deste teatro, que é um marco arquitetónico e cultural do século XX.”

 

A afirmação reflete o simbolismo que o edifício continua a ter na cidade, apesar de décadas de encerramento.

 

 

Um ícone portuense nascido em 1948

 

O Cine-Teatro Vale Formoso foi inaugurado a 30 de dezembro de 1948, numa época em que o cinema e o teatro assumiam papel central na vida cultural urbana.

 

Projetado pelo arquiteto Francisco Granja, o edifício destacou-se desde cedo pela imponência arquitetónica e pela sua dimensão, tornando-se uma das principais salas de espetáculos da cidade nas décadas seguintes.

 

Durante muitos anos foi palco de sessões de cinema, teatro, eventos sociais e momentos marcantes para milhares de portuenses, especialmente entre as décadas de 1950 e 1970.

 

Com mais de 4.200 metros quadrados, o complexo inclui uma ampla sala principal com capacidade superior a mil lugares, camarins, zonas técnicas e áreas complementares.

 

 

Fecho nos anos 90 e décadas de silêncio

 

Com a transformação dos hábitos culturais e a crise de muitas salas tradicionais, o Cine-Teatro Vale Formoso acabaria por encerrar nos anos 90, entrando depois num longo período de inatividade.

 

Ao longo dos anos, o edifício permaneceu como símbolo nostálgico de uma época dourada dos grandes cinemas de bairro e das casas de espetáculo da Invicta. Apesar de encerrado, nunca desapareceu da paisagem urbana nem da memória emocional da cidade.

 

 

Classificação municipal salvou o edifício

 

Em 2022, a Câmara Municipal do Porto classificou o Cine-Teatro Vale Formoso e o conjunto envolvente como Conjunto de Interesse Municipal, reconhecendo o seu valor patrimonial, arquitetónico e histórico.

 

Essa decisão revelou-se determinante para garantir a preservação do imóvel e impedir eventuais projetos que descaracterizassem a sua função cultural.

 

Na altura, o presidente da autarquia, Rui Moreira, salientou que a classificação permitiria assegurar que o edifício continuasse ligado às artes e ao espetáculo.

 

 

Investimento superior a sete milhões de euros

 

A aquisição agora formalizada pela UAU representa o início de uma nova etapa para o espaço. Entre compra do imóvel e obras de reabilitação, o investimento global ultrapassa os sete milhões de euros, num dos mais relevantes projetos privados recentes de recuperação cultural no Porto.

 

A intervenção pretende modernizar o equipamento e adaptá-lo às exigências atuais, sem perder os elementos históricos que fazem parte da sua identidade.

 

Entre os elementos preservados estarão:

  • a emblemática escadaria interior

  • a torre característica da fachada

  • diversos apontamentos arquitetónicos originais

  • a atmosfera histórica do edifício

 

 

Reabertura prevista para 2027

 

A nova fase do Cine-Teatro Vale Formoso deverá culminar com a reabertura no início de 2027, já com uma programação regular dedicada às artes performativas, concertos, teatro, eventos culturais e corporativos.

 

A ambição da UAU passa por transformar o espaço numa nova referência cultural da cidade, complementando a oferta existente e devolvendo ao Porto uma sala histórica preparada para o futuro.

 

 

O regresso de uma sala com alma

 

Num momento em que o Porto aposta cada vez mais na valorização do património e na dinamização cultural, o renascimento do Cine-Teatro Vale Formoso surge como símbolo de continuidade entre passado e futuro.

 

Durante anos fechado e silencioso, o edifício prepara-se agora para voltar a ter luzes acesas, público nas cadeiras e aplausos no final de cada espetáculo.

 

No dia 13 de setembro, antes das obras começarem, o Porto terá oportunidade de entrar novamente num espaço que nunca deixou verdadeiramente de lhe pertencer.

 

 

📷 UAU

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Porto, Sociedade

A cidade do Porto voltou a destacar-se no panorama internacional ao conquistar o 21.º lugar no Happy City Index 2025, integrando a categoria Ouro, a mais elevada do ranking que avalia as cidades mais felizes do mundo.

 

Já Lisboa surge na 90.ª posição, na categoria Prata, confirmando a presença portuguesa entre as 200 cidades com melhor qualidade de vida global.

 

 

Um ranking global que mede a felicidade urbana

 

O estudo foi conduzido pelo Institute for Quality of Life, envolvendo cerca de 200 investigadores voluntários de mais de dez países.

 

Ao contrário de outros rankings tradicionais, o Happy City Index não procura eleger apenas uma cidade “mais feliz”, mas sim organizar as cidades em três categorias (Ouro, Prata e Bronze) com base numa análise multidimensional que inclui:

 

  • Governação

  • Economia

  • Saúde

  • Mobilidade

  • Ambiente

  • Participação dos cidadãos

 

Cada indicador tem um peso específico, contribuindo para uma avaliação global que reflete o bem-estar e a qualidade de vida nas cidades.

 

 

Porto em destaque com forte desempenho na governação

 

Com um total de 879 pontos, o Porto alcançou o 21.º lugar mundial, posicionando-se entre as cidades mais felizes do planeta.

 

O melhor desempenho da cidade invicta registou-se no indicador de governação, com 202 pontos, que avalia fatores como transparência, qualidade da administração pública e envolvimento dos cidadãos nos processos de decisão.

 

Neste critério, o Porto destacou-se ao alcançar o 14.º lugar mundial, ficando apenas atrás de grandes cidades internacionais como Washington DC e imediatamente acima de Xangai.

 

Por outro lado, o indicador com menor pontuação foi o da mobilidade, com 80 pontos, refletindo desafios ainda existentes ao nível da eficiência e acessibilidade dos transportes públicos.

 

 

Lisboa também integra o ranking, mas em posição inferior

 

A Lisboa surge na 90.ª posição, com 726 pontos, integrando a categoria Prata. Tal como o Porto, a capital portuguesa obteve a sua melhor classificação no indicador de governação, com 172 pontos, embora sem alcançar o top 15 global.

 

Já o desempenho mais fraco foi registado no critério ambiental, com 76 pontos, evidenciando margem de melhoria ao nível das políticas de sustentabilidade.

 

Em contrapartida, Lisboa destacou-se no indicador da saúde, onde alcançou o 15.º lugar, com 161 pontos, empatando com cidades como Valência e Florença.

 

 

Copenhaga volta a liderar o ranking mundial

 

No topo da classificação encontra-se novamente a Copenhaga, considerada a cidade mais feliz do mundo em 2025, com 1039 pontos.

 

A capital dinamarquesa destacou-se sobretudo nos indicadores de economia e participação cívica, confirmando a tendência de domínio das cidades do norte da Europa neste tipo de rankings.

 

Entre as cidades mais bem classificadas encontram-se ainda Helsínquia, Genebra e Singapura, reforçando a presença de centros urbanos altamente desenvolvidos e sustentáveis.

 

 

Estados Unidos lideram em número de cidades no ranking

 

Os Estados Unidos são o país com maior número de cidades representadas no ranking, com um total de 18. Entre elas, destaca-se Nova Iorque, que ocupa o 17.º lugar e é a cidade americana mais bem classificada.

 

 

Um reflexo dos desafios globais

 

O relatório não ignora o contexto internacional, referindo que conflitos como a guerra na Ucrânia e as tensões no Médio Oriente continuam a impactar a qualidade de vida em várias regiões.

 

Ainda assim, cidades como Moscovo (170.º lugar) e Tel Aviv (100.º lugar) conseguiram integrar o ranking, demonstrando a complexidade dos fatores que influenciam a felicidade urbana.

 

 

Portugal no mapa das cidades felizes

 

A presença do Porto na categoria Ouro e de Lisboa na categoria Prata confirma o posicionamento de Portugal como um país com cidades competitivas a nível internacional no que diz respeito à qualidade de vida.

 

No caso do Porto, o 21.º lugar mundial representa um reconhecimento claro das políticas urbanas e da gestão da cidade, que têm vindo a apostar na proximidade com os cidadãos e na melhoria contínua do espaço urbano.

 

Mais do que um ranking, este resultado reforça uma ideia cada vez mais evidente: cidades que investem em governação, bem-estar e participação cívica são cidades onde se vive melhor.

 

 

📷 Freepik

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Cultura, Economia, Património, Porto, Sociedade, Turismo, Urbanismo

O antigo Matadouro Industrial de Campanhã, durante décadas um dos espaços industriais mais marcantes da zona oriental do Porto, prepara-se para iniciar uma nova vida. o histórico complexo reabrirá transformado em M-ODU, um ambicioso polo urbano, empresarial, cultural e comunitário que representa um investimento de 40 milhões de euros.

 

O projeto promete assumir-se como uma das maiores operações recentes de regeneração urbana da cidade, devolvendo utilidade pública e económica a um espaço emblemático que permaneceu desativado durante largos anos.

 

Com assinatura internacional e uma visão contemporânea, o novo M-ODU quer unir arquitetura, inovação, trabalho, arte e convivência, ajudando a consolidar Campanhã como uma das zonas estratégicas do futuro da cidade.

 

 

Um novo centro de vida para Campanhã

 

A ambição deste projeto passa por criar um ecossistema urbano onde trabalho, cultura e qualidade de vida convivem diariamente. O complexo vai ocupar uma área total de cerca de 20 mil metros quadrados, integrando:

 

  • nove edifícios de escritórios

  • oito mil metros quadrados para galerias e equipamentos públicos

  • zonas de restauração

  • cafetaria e quiosque

  • espaços de bem-estar

  • áreas culturais e comunitárias

 

A previsão aponta para a chegada de mais de 700 trabalhadores no terceiro trimestre de 2026, muitos deles ligados ao universo empresarial da Mota-Engil.

 

Ao mesmo tempo, o espaço será pensado como projeto aberto à cidade, procurando atrair também visitantes, moradores e novos utilizadores.

 

Nos últimos anos, Campanhã tem sido alvo de profundas transformações urbanas, com investimentos públicos e privados que incluem o Terminal Intermodal de Campanhã, novos projetos residenciais, requalificação de espaço público e novas centralidades.

 

O M-ODU surge como peça-chave nesse processo, reforçando a atratividade da zona oriental e contribuindo para equilibrar o desenvolvimento urbano da cidade. Durante décadas vista como periferia funcional, Campanhã assume-se agora como território de futuro.

 

 

Arquitetura assinada por Kengo Kuma

 

Um dos grandes elementos distintivos do M-ODU será a sua linguagem arquitetónica, desenvolvida pelo reconhecido atelier japonês Kengo Kuma & Associates, em parceria com o gabinete português OODA.

 

A presença de um nome internacional como Kengo Kuma confere ao projeto relevância acrescida, associando o Porto a uma arquitetura contemporânea de escala global.

 

 

Cobertura inspirada na natureza japonesa

 

Um dos elementos mais marcantes do novo complexo será a cobertura leve que parece flutuar sobre os edifícios. Essa estrutura inspira-se no conceito japonês komorebi, expressão que significa “a luz que passa suavemente entre as folhas das árvores”.

 

A ideia procura criar uma relação entre luz natural, sombra, transparência e movimento, aproximando a arquitetura da natureza e oferecendo identidade única ao espaço. Mais do que um detalhe estético, a cobertura deverá tornar-se uma das imagens de marca do novo M-ODU.

 

 

De espaço industrial a símbolo de futuro

 

Durante décadas, o antigo Matadouro Industrial fez parte da infraestrutura económica do Porto. Agora, entra numa nova era. Em vez de abandono ou demolição, a cidade opta por reutilizar e reinventar património urbano, transformando memória industrial em inovação contemporânea.

 

O resultado será um novo polo multifuncional capaz de atrair empresas, talento, visitantes e novas dinâmicas económicas.

 

 

Porto continua a reinventar-se

 

Com o avanço do M-ODU, o Porto reforça a imagem de cidade capaz de preservar passado e construir futuro em simultâneo. A reconversão do antigo Matadouro representa isso mesmo: recuperar um lugar histórico para responder às exigências do século XXI.

 

Campanhã ganhará um novo centro de energia urbana, e o Porto mais um símbolo da sua transformação.

 

 

📷 OODA

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Economia, Património, Porto, Sociedade, Turismo

Um dos maiores símbolos gastronómicos da cidade do Porto voltou finalmente a abrir portas. A histórica A Regaleira reabriu ao público no dia 1 de julho de 2021, devolvendo à Invicta a receita original da francesinha, aquela que nasceu em 1952 e que marcou gerações.

 

Depois de um encerramento forçado em 2018, o regresso deste emblemático restaurante representa muito mais do que uma simples reabertura: é o recuperar de uma tradição profundamente enraizada na identidade portuense.

 

 

Uma reabertura esperada… e inevitável

 

Para os irmãos Francisco Passos e Tiago Passos, netos do fundador António Passos, a reabertura sempre foi uma certeza, mesmo sem saberem quando ou como iria acontecer.

 

“Nunca houve um momento-chave. Quando fechámos, sabíamos que íamos reabrir”, revelou Francisco Passos.

 

A saída do espaço original, motivada pela especulação imobiliária, obrigou a família a interromper temporariamente a atividade. Ainda assim, nunca deixou de existir a vontade de devolver à cidade um dos seus maiores ícones gastronómicos.

 

 

Novo espaço, mesma alma

 

A nova Regaleira surge na mesma rua, a Rua do Bonjardim, a poucos metros do local original, mantendo a ligação emocional com os clientes habituais.

 

Embora o espaço tenha sido renovado, há vários elementos que preservam a memória da casa:

 

  • Fotografias e quadros antigos

  • Objetos do restaurante original expostos

  • Um lambrim dos anos 50 na sala inferior

  • Parte da equipa histórica de sala

 

“Os equipamentos são novos, mas o conceito e as pessoas são os antigos”, sublinha Francisco.

 

 

A francesinha original… tal como nasceu

 

O grande destaque continua a ser a verdadeira francesinha da Regaleira, uma receita única, diferente das versões mais populares que hoje se encontram pela cidade.

 

Criada em 1952 por Daniel David da Silva, esta versão distingue-se por vários detalhes:

 

  • Utiliza pão biju em vez de pão de forma

  • A carne é perna de porco assada, e não bife

  • Não inclui automaticamente ovo nem batatas fritas

  • O molho mantém a receita original, guardada ao longo de décadas

 

Mais do que um prato, trata-se de um legado gastronómico que permanece praticamente inalterado desde a sua criação.

 

 

Uma história que nasce de uma homenagem

 

A origem da francesinha está envolta em curiosidade e criatividade. Conta-se que Daniel David da Silva, inspirado pelas suas viagens pela Europa, criou este prato como uma homenagem às mulheres francesas, consideradas mais ousadas e “picantes”.

 

O resultado foi uma sanduíche intensa, acompanhada por um molho igualmente marcante, que rapidamente conquistou os clientes da Regaleira. O nome surgiu naturalmente: francesinha.

 

 

Uma novidade à altura da tradição

 

Apesar do respeito pela tradição, a nova fase da Regaleira traz também inovação.

 

Uma das grandes novidades é a criação de uma cerveja artesanal exclusiva, desenvolvida para harmonizar com a francesinha. O projeto contou com a colaboração do mestre cervejeiro Gilberto Palmeira, que criou várias receitas até chegar à versão final escolhida.

 

 

Coragem em tempos difíceis

 

A reabertura acontece num contexto particularmente desafiante para a restauração, marcado pelos efeitos da pandemia.

 

“Foi um risco extremamente ponderado”, admite Francisco Passos. “Sabemos que não é o momento ideal, mas era a oportunidade que tínhamos.”

 

Num período em que muitos restaurantes encerram, a decisão de reabrir revela não só coragem, mas também uma forte ligação emocional à cidade e à sua história.

 

 

Mais do que um restaurante, um símbolo da cidade

 

A Regaleira não é apenas mais um restaurante no Porto. É um espaço que faz parte da memória coletiva, um ponto de encontro de gerações e um marco da identidade gastronómica da cidade.

 

O regresso da casa onde nasceu a francesinha original representa, por isso, um momento especial para todos os portuenses, e para quem visita a cidade em busca da sua essência.

 

 

O sabor de sempre, no Porto de hoje

 

Quem entrar na nova Regaleira encontrará um espaço renovado, mas com a mesma alma de sempre. A mesma família. A mesma história. O mesmo sabor.

 

E, acima de tudo, a certeza de que algumas tradições resistem ao tempo — e continuam a fazer do Porto um lugar único.

 

 

📷 A Regaleira

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Mobilidade, Porto, Sociedade

O Metro do Porto assinala hoje 15 anos desde a sua inauguração oficial com um programa especial de comemorações que promete animar várias estações da rede ao longo de todo o dia.

 

As iniciativas arrancaram logo pela manhã, com uma emissão especial do programa “Café da Manhã” da RFM, transmitida em direto a partir da Estação da Trindade, um dos principais nós da rede.

 

Ao longo do dia, esta estação torna-se o epicentro das comemorações, com música ao vivo, atuações de DJs convidados, bares temporários e diversas surpresas distribuídas pelos vários pisos. A festa estende-se até às 21h00, envolvendo milhares de passageiros e visitantes.

 

Mas a animação não se fica por aqui: a música percorre toda a rede, estando presente tanto no interior das composições como em várias estações, criando um ambiente festivo em todo o sistema.

 

A celebração ganha nova dimensão a partir das 23h30, quando a Estação de São Bento se transforma numa grande pista de dança. A festa prolonga-se pela noite fora, com atuações dos DJs Rich e Mendes, da RFM, prometendo encerrar o dia em grande.

 

 

15 anos a ligar a região

 

O Metro do Porto foi oficialmente inaugurado a 7 de dezembro de 2002, tendo iniciado a operação comercial a 1 de janeiro de 2003, com a abertura da Linha Azul, que ligava a Trindade, no Porto, à Matosinhos, através da estação da Senhora da Hora.

 

Desde então, a rede tem vindo a crescer de forma significativa, assumindo-se como um dos principais pilares da mobilidade na Área Metropolitana do Porto.

 

 

Uma rede em expansão

 

Atualmente, o sistema conta com seis linhas, 82 estações e uma extensão total de cerca de 67 quilómetros, servindo diariamente milhares de passageiros.

 

O futuro passa pela expansão da rede, estando já previstos novos projetos, como a ligação entre Estação de São Bento e a Casa da Música, através da futura Linha Rosa, bem como o prolongamento da Linha Amarela até Vila d’Este.

 

As obras destas extensões deverão arrancar nos primeiros meses de 2019, com conclusão prevista para 2022. No seu conjunto, estima-se que estas novas ligações venham a servir diariamente mais de 33 mil pessoas.

 

 

Um símbolo da mobilidade moderna

 

Ao longo destes 15 anos, o Metro do Porto tornou-se um símbolo de modernidade, eficiência e sustentabilidade, contribuindo decisivamente para a melhoria da qualidade de vida na região e para a redução do tráfego automóvel.

 

As comemorações de hoje refletem não só o percurso feito, mas também a ambição de continuar a crescer e a inovar no futuro.

 

 

📷 Hugo Moreira by JPN

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Eventos, Porto, Religião, Sociedade

O dia 14 de maio de 2010 ficará para sempre gravado na memória coletiva da cidade do Porto. A visita do Papa Bento XVI à Invicta transformou o coração da cidade num imenso espaço de fé, emoção e comunhão, reunindo mais de 100 mil pessoas na Avenida dos Aliados para a celebração de uma missa histórica.

 

Integrada na visita apostólica a Portugal, que decorreu entre 11 e 14 de maio, esta passagem pelo Porto marcou o ponto final de uma jornada espiritual que teve como principais momentos as celebrações em Lisboa e em Fátima, onde o Papa assinalou o 10.º aniversário da beatificação de Jacinta Marto e Francisco Marto.

 

 

Uma cidade em suspenso à espera do Papa

 

Desde as primeiras horas da manhã, milhares de fiéis começaram a ocupar as ruas do centro do Porto, criando um ambiente de expectativa e entusiasmo. A Avenida dos Aliados encheu-se de peregrinos, famílias, jovens e idosos, todos unidos por um mesmo propósito: ver e ouvir o líder da Igreja Católica.

 

O Papa Bento XVI chegou ao Porto pelas 10 horas, iniciando um percurso de cerca de 2,5 quilómetros em papamóvel, desde a Serra do Pilar até ao centro da cidade. Ao longo de todo o trajeto, formou-se um verdadeiro cordão humano, com milhares de pessoas a saudarem o pontífice com aplausos, bandeiras e palavras de acolhimento.

 

Os gritos de “viva o Papa” ecoaram pelas ruas, num momento de forte emoção coletiva.

 

 

Avenida dos Aliados transforma-se em templo ao ar livre

 

A missa campal, celebrada na Avenida dos Aliados, foi o ponto alto da visita. O espaço foi cuidadosamente preparado para acolher a multidão, com um altar imponente inspirado na Sé do Porto, refletindo a identidade religiosa e cultural da cidade.

 

Durante a celebração, Bento XVI agradeceu o acolhimento caloroso dos portuenses, referindo-se à cidade como a “Cidade da Virgem”, numa clara alusão à sua tradição mariana.

 

A cerimónia decorreu num ambiente de profundo recolhimento, mas também de grande entusiasmo, com cânticos, orações e momentos de silêncio que envolveram toda a assembleia.

 

 

Um encontro especial com os jovens universitários

 

Após a missa, o Papa dirigiu-se à varanda da Câmara Municipal do Porto, onde teve um encontro simbólico com jovens universitários.

 

Num gesto carregado de significado, um grupo de estudantes ofereceu-lhe uma guitarra em fibra de carbono e uma camisola tecnologicamente inovadora, capaz de monitorizar o ritmo cardíaco, símbolos de uma geração que alia tradição e modernidade.

 

Bento XVI agradeceu o gesto e dirigiu palavras especiais aos jovens, destacando a importância do seu papel na sociedade e na vivência da fé: “Agradeço a vossa presença e o vosso testemunho”, afirmou, numa mensagem de proximidade e incentivo.

 

 

Um momento histórico para a cidade e para a Igreja

 

A visita de Bento XVI marcou o regresso de um Papa ao Porto 28 anos depois da passagem de Papa João Paulo II, em 1982.

 

Tal como nessa ocasião, a cidade respondeu com entusiasmo e mobilização, demonstrando a importância da fé e da tradição religiosa na identidade portuense.

 

As autoridades locais e eclesiásticas consideraram este momento como um marco histórico, não só pela dimensão do evento, mas também pelo seu impacto simbólico e espiritual.

 

 

Segurança, organização e um evento sem incidentes

 

A dimensão da visita exigiu uma operação logística e de segurança de grande escala, envolvendo diversas entidades e centenas de operacionais.

 

Apesar da enorme afluência de público, todo o evento decorreu de forma ordeira e tranquila, sem registo de incidentes relevantes, demonstrando a eficácia da organização e o civismo dos participantes.

 

 

Despedida com mensagem de esperança

 

Após os momentos vividos na cidade, Bento XVI seguiu para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, onde teve lugar a cerimónia oficial de despedida.

 

Na ocasião, estiveram presentes várias figuras de Estado, incluindo o então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, bem como membros do Governo, autoridades militares e representantes da Igreja.

 

Antes de partir, o Papa deixou uma mensagem de esperança e gratidão ao povo português, sublinhando o carinho com que foi recebido ao longo de toda a visita.

 

 

Um legado que perdura na memória coletiva

 

Mais do que um evento religioso, a visita de Bento XVI ao Porto foi um momento de união, identidade e celebração coletiva.

 

A imagem da Avenida dos Aliados repleta de pessoas, os aplausos ao longo do percurso e a emoção vivida durante a missa são testemunhos de um dia que ultrapassou o plano espiritual para se afirmar como um marco na história da cidade.

 

Num tempo marcado por desafios e mudanças, este encontro entre o Papa e os portuenses deixou uma mensagem clara: a fé, a comunidade e a esperança continuam a ser pilares fundamentais da sociedade.

 

 

📷 Ricardo Ramalho

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