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Eventos, Porto, Urbanismo

A cidade do Porto voltou a destacar-se a nível nacional ao conquistar o Grande Prémio “Redes e Cidades que Caminham 2026”, reforçando a sua posição como referência na criação de espaços urbanos mais acessíveis, sustentáveis e centrados nas pessoas.

 

A distinção foi atribuída no âmbito do IV Congresso Cidades e Vilas que Caminham, que decorreu no Auditório da Fundação Manuel António da Mota e reuniu especialistas, decisores políticos e técnicos para debater o futuro das cidades.

 

 

Um triplo reconhecimento para o Porto

 

Além do grande prémio, o Município arrecadou ainda o primeiro lugar na categoria de reabilitação urbana e uma menção honrosa, num reconhecimento alargado do trabalho desenvolvido na qualificação do espaço público.

 

Os projetos distinguidos foram executados pela GO Porto, que se destacou entre mais de duas dezenas de candidaturas a nível nacional.

 

Entre os projetos premiados está a candidatura que assinala os 25 anos do Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura, distinguida na área da reabilitação urbana. Já o programa Rua Direita foi reconhecido com uma menção honrosa, sendo apontado como um exemplo de intervenção estratégica na malha urbana.

 

 

Uma estratégia centrada nas pessoas e na qualidade de vida

 

Presente na cerimónia, a vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, Catarina Araújo, destacou a importância de políticas públicas que valorizem o espaço urbano enquanto local de encontro, convivência e partilha.

 

“É fundamental refletir sobre políticas urbanísticas que qualifiquem o espaço público e o tornem num verdadeiro lugar de encontro”, afirmou, sublinhando o compromisso do município com um investimento estruturado na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

 

 

GO Porto destaca impacto das intervenções urbanas

 

Também durante o congresso, representantes da GO Porto reforçaram o papel da empresa na transformação da cidade.

 

Fernando Monteiro destacou a importância da herança do Porto 2001 na forma como hoje se pensa a reabilitação urbana “Percebemos hoje a importância do sentimento de pertença dos cidadãos em relação à cidade e isso acontece na forma como intervimos no espaço público”.

 

O responsável sublinhou ainda o programa Rua Direita como um exemplo claro de mudança estratégica, colocando o peão no centro das decisões de planeamento urbano.

 

Já Andreia Júnior agradeceu o trabalho das equipas envolvidas e a confiança do município, reforçando o compromisso com uma cidade mais humana e inclusiva.

 

 

Cidades mais resilientes num contexto de mudança climática

 

O congresso ficou também marcado pelo debate em torno da adaptação das cidades às alterações climáticas, um dos maiores desafios da atualidade.

 

Com intervenções de especialistas como Renato Lourenço e Alves da Silva, foram discutidas estratégias para tornar os centros urbanos mais resilientes, sustentáveis e preparados para o futuro.

 

A mobilidade urbana, especialmente a promoção da caminhada, assumiu um papel central nestas reflexões, sendo vista como uma das principais ferramentas para reduzir o impacto ambiental e melhorar a qualidade de vida nas cidades.

 

 

Porto reforça liderança no urbanismo sustentável

 

Com este reconhecimento, o Porto consolida a sua posição como uma das cidades mais caminháveis do país, fruto de uma estratégia consistente que aposta na reabilitação urbana, na valorização do espaço público e na mobilidade sustentável.

 

Num contexto global onde as cidades enfrentam desafios cada vez mais complexos, o exemplo do Porto mostra que é possível conciliar desenvolvimento urbano com qualidade de vida, colocando as pessoas no centro das decisões.

 

Mais do que um prémio, esta distinção representa o reconhecimento de uma visão: a de uma cidade pensada para quem a vive todos os dias.

 

 

📷 The Best of Porto

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Economia, Sociedade, Turismo, Urbanismo, Valongo

A cidade de Ermesinde prepara-se para receber um dos maiores projetos de investimento privado dos últimos anos na região. Um novo complexo integrado de saúde, que inclui hospital, unidade de cuidados continuados, residência sénior e hotel de quatro estrelas, deverá nascer na Avenida Eng.º Duarte Pacheco, junto à Igreja de Santa Rita, num investimento estimado em 35 milhões de euros.

 

Promovido pelo Grupo Terra Quente Saúde, o projeto prevê a criação de cerca de 120 postos de trabalho diretos e pretende reforçar a oferta de serviços de saúde e turismo no concelho de Valongo.

 

 

Um equipamento de grande escala numa zona estratégica

 

O futuro empreendimento será construído num terreno com cerca de 22.780 metros quadrados, localizado numa zona central e bem servida de acessos rodoviários e ferroviários. A proximidade a vias estruturantes e a equipamentos relevantes, como a Igreja e o Colégio de Santa Rita, reforça o potencial estratégico da localização.

 

O projeto arquitetónico prevê edifícios com até cinco pisos, organizados em formato “L”, garantindo uma integração urbana equilibrada e respeitando os elementos envolventes.

 

 

Hospital, cuidados continuados e residência sénior

 

O complexo terá como principal pilar uma unidade hospitalar privada com uma vasta oferta de serviços, incluindo:

 

  • Atendimento permanente

  • Bloco operatório

  • Internamento

  • Meios complementares de diagnóstico

  • Áreas técnicas e de apoio clínico

 

Em articulação com o hospital, será construída uma unidade de cuidados continuados, vocacionada para convalescença, cuidados paliativos e, eventualmente, valências na área da saúde mental.

 

Já a residência sénior contará com 42 quartos, pensados para estadias de curta e longa duração, com foco no conforto, privacidade e promoção de um envelhecimento ativo.

 

 

Hotel de quatro estrelas responde a lacuna no concelho

 

O projeto inclui ainda uma unidade hoteleira de quatro estrelas, com cerca de 81 quartos, que surge para colmatar a escassez deste tipo de oferta no concelho. Este equipamento deverá servir não só visitantes, mas também familiares de utentes das unidades de saúde.

 

 

Mobilidade, acessos e estacionamento reforçados

 

A proposta contempla melhorias significativas ao nível da mobilidade. Está prevista a criação de uma nova via paralela à Avenida Eng.º Duarte Pacheco, concebida como uma alameda de acesso ao complexo.

 

No total, o empreendimento contará com cerca de 400 lugares de estacionamento, distribuídos entre zonas subterrâneas e de superfície, garantindo resposta adequada ao aumento de fluxo na área.

 

 

Projeto estratégico com contrapartidas para o município

 

O projeto encontra-se atualmente em fase de apreciação para reconhecimento como empreendimento de carácter estratégico e de interesse público municipal. Esta classificação poderá permitir ajustes às regras urbanísticas em vigor

 

Como contrapartida, está prevista a cedência de um terreno ao município para a construção de um equipamento público, apontando-se a possibilidade de uma futura piscina municipal.

 

 

Investimento reforça oferta de saúde e desenvolvimento local

 

Com este projeto, o Grupo Terra Quente Saúde reforça a sua estratégia de expansão no norte do país, onde já conta com unidades em cidades como Mirandela, Bragança e Chaves.

 

A nova infraestrutura pretende responder à crescente procura por cuidados de saúde privados e diferenciados, numa área com elevada densidade populacional e sem um equipamento com estas características.

 

 

📷 Município de Valongo

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Ambiente, Porto, Urbanismo

O jardim que ocupa o centro da Praça da República, no Porto, oficialmente nomeado como Jardim de Teófilo Braga, reabriu hoje ao público, após cerca de 1,3 milhões de euros de investimento e mais de um ano de obras.

 

 

Obra e cronologia

 

Segundo a autarquia portuense, a empreitada tinha arrancado “há um ano e um mês” antes da abertura. As vedações metálicas que encerravam o espaço público foram retiradas no início de outubro, permitindo aos cidadãos redescobrir o jardim que já serviu como campo militar e local de exercício das tropas. Em agosto, o município já tinha apontado o final desse mês como prazo para conclusão da obra, mas não adiantou uma data de reabertura.

 

 

As novidades do espaço

 

A reabilitação inclui uma série de melhorias que visam tornar o jardim mais verde, mais acessível e mais funcional. Entre os destaques:

 

  • Plantação de mais de 13 000 arbustos e de mais de 200 novas árvores, aumentando significativamente a área dedicada aos espaços verdes.

 

  • Substituição dos antigos caminhos em areia por pavimento em granito, renovação das redes de rega, drenagem e iluminação pública.

 

  • Instalação de novo mobiliário urbano — bancos de madeira, bebedouros, papeleiras e melhoria das zonas de permanência para famílias e residentes.

 

  • Reposicionamento de estátuas históricas do jardim, como a escultura “Baco”, a estátua do General Pires Veloso e do Padre Américo, e devolução da escultura “Rapto de Ganimedes” à praça.

 

 

Resgate da memória e estrutura histórica

 

O projeto de requalificação procurou respeitar a história do local. O jardim está assente sobre um traçado linear, simétrico e centralizado, que remonta ao antigo campo militar de 1909, aproveitado para exercícios de tropas. A autoria do projeto de paisagismo é da docente Teresa Portela Marques, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

 

 

Impacto urbano e opinião pública

 

A reabertura do jardim devolve à cidade um dos seus espaços verdes mais simbólicos. Localizado no coração do Porto, a nova configuração pretende favorecer o lazer, o convívio e a permanência no local. No entanto, algumas vozes da comunidade já sublinham que ainda “faltam sombras” para os dias mais quentes.

 

 

A importância para a cidade

 

Enquanto local de memória, ligado à Revolta de 31 de Janeiro de 1891 e à história militar da praça, e ao mesmo tempo a pulmão verde contemporâneo, o Jardim de Teófilo Braga assume uma dupla função: cultural e ambiental. A reabilitação não só melhora a qualidade da paisagem urbana mas também reforça o papel dos espaços públicos no bem-estar dos habitantes do Porto.

 

 

📷 GO Porto
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Mobilidade, Porto, Urbanismo

O Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), localizado na zona oriental do Porto, alcançou um marco significativo na arquitetura e sustentabilidade urbana ao obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) nível Ouro, tornando-se o primeiro edifício público em Portugal a alcançar tal distinção.

 

 

Uma infraestrutura sustentável e funcional

 

Inaugurado a 20 de julho de 2022, o TIC foi concebido para integrar diversos modos de transporte — rodoviário, ferroviário e metro — num único espaço, facilitando a mobilidade urbana e intermodal. Com uma área bruta de construção de 24.000 metros quadrados, o terminal também incorpora uma cobertura verde de 4,6 hectares, a maior já implantada em um edifício público na cidade do Porto.

 

Além de sua funcionalidade, o TIC destaca-se pelo uso de tecnologias sustentáveis, como sistemas de gestão inteligente para otimização do uso de plataformas e cais de embarque, contribuindo para a redução da pegada de carbono da cidade.

 

 

Contribuição ambiental significativa

 

A certificação LEED Ouro foi atribuída ao TIC após rigorosa avaliação de critérios como eficiência energética, gestão da água, materiais sustentáveis e qualidade ambiental interna. Estima-se que o terminal contribua para a redução de aproximadamente 5,2 toneladas de CO₂ na atmosfera nos próximos cinco anos, alinhando-se aos objetivos do Pacto do Porto para o Clima, que visa alcançar a neutralidade carbónica até 2030.

 

 

Arquitetura e design inovadores

 

O projeto arquitetónico do TIC foi desenvolvido pelo gabinete Brandão Costa Arquitectos, que concebeu uma estrutura linear que integra harmoniosamente o terminal com o ambiente urbano circundante. A proposta arquitetónica enfatiza a sustentabilidade e a funcionalidade, criando um espaço que serve não apenas como um hub de transportes, mas também como um novo pulmão verde para a cidade.

 

 

Impacto na mobilidade urbana

 

Com a integração de múltiplos modos de transporte, o TIC facilita a mobilidade dos cidadãos e visitantes, promovendo o uso de transportes públicos e reduzindo a dependência do automóvel. A implementação de tecnologias de gestão inteligente e a otimização dos espaços de embarque contribuem para uma experiência mais eficiente e sustentável para os utilizadores.

 

 

Reconhecimento nacional e internacional

 

A obtenção da certificação LEED Ouro coloca o Terminal Intermodal de Campanhã como um exemplo de boas práticas em sustentabilidade e design urbano, não apenas em Portugal, mas também no cenário internacional. Este reconhecimento reforça o compromisso da cidade do Porto com a inovação, a mobilidade sustentável e a qualidade de vida urbana.

 

O TIC representa um passo significativo na transformação da cidade do Porto em um modelo de desenvolvimento urbano sustentável, integrando eficiência energética, mobilidade inteligente e qualidade ambiental em um único projeto.

 

 

📷 Espaço de Arquitetura

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Porto, Urbanismo

A Câmara Municipal do Porto (CMP) apresentou um plano ambicioso para reforçar a rede de espaços de lazer infantil na cidade: estão previstas 13 novas zonas de parques infantis, a requalificação de 10 existentes e a ampliação de 6 parques já em funcionamento.


Segundo o vice-presidente da autarquia, Filipe Araújo, responsável pelo pelouro do Ambiente, “em 2013 tínhamos 18 parques infantis e encontravam-se em fraco estado de conservação. Hoje temos 39 espaços de recreio distribuídos pela cidade”.


O anúncio surge no âmbito de uma proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda (BE) que defendia o direito das crianças de brincar em espaços públicos seguros e acessíveis.

 

 

Diagnóstico e prioridade de ação

 

De acordo com o estudo municipal que acompanhou esta iniciativa, foi identificado que algumas áreas urbanas do Porto não eram servidas adequadamente por espaços de jogo ou que os parques existentes apresentavam equipamentos ou pavimentos obsoletos.


A CMP salienta que, dado o crescimento demográfico e os dados dos Censos de 2021, a distribuição territorial dos parques infantis foi alinhada com as maiores necessidades de cada freguesia.

 

 

Novas criações: onde surgem os 13 parques

 

Os 13 novos espaços de recreio estão programados para surgir nos próximos dois a três anos e serão instalados em locais como:

 

  • Jardim da Lomba

 

  • CETA – Cooperativa de Habitações Económicas

 

  • Praceta Cidade da Praia

 

  • Passeio Alegre

 

  • Jardim Sá da Bandeira

 

  • Largo de Valverde

 

  • Parque de Cartes

 

  • Quinta de Salgueiros

 

  • Rua Prof. Joaquim Bastos

 

  • Bairro Central de Francos

 

  • Senhora do Porto

 

  • Rua João Araújo Correia

 

  • Jardim dos Álamos

 

Estas zonas foram selecionadas porque estavam mal servidas por espaços de recreio ou apresentavam condições que exigiam intervenção urgente. A fase de contratação dos projetos já está em curso.

 

 

Requalificação e ampliação: melhorar o que já existe

 

Paralelamente à criação de novos parques, a CMP vai intervir sobre os espaços já instalados:

 

  • Requalificação de 10 parques — com substituição de equipamentos, novos pavimentos e melhoramentos gerais, em locais como o Parque da Pasteleira, Associação de Moradores do Campo Alegre, Palácio de Cristal, Fontaínhas, Jardim Paulo Vallada, Areosa, Parque do Covelo, Amial, Prelada (Adelaide Estrada) e Asas de Ramalde.

 

  • Ampliação de 6 parques existentes, que irão expandir-se para responder a maior procura ou para oferecer mais funcionalidades: os parques de Soares dos Reis, das Condominhas, de Santa Luzia, do Inatel, do Jardim da Arca D’Água e do Jardim da Cordoaria estão na lista.

 

Estas intervenções permitem ajustar os espaços de recreio às necessidades contemporâneas, incluindo acessibilidade, segurança, pavimentos apropriados e equipamentos mais modernos.

 

 

Benefícios para a cidade, as crianças e a comunidade local

 

Com este plano, o Porto pretende oferecer mais e melhores espaços de recreio de proximidade, reforçando o direito das crianças à brincadeira segura e ao ar livre. O vice-presidente referiu que já foram realizadas mais de 35.000 intervenções nos parques existentes no último ano.


Além disso, a criação e melhoria destes espaços contribuem para:

 

  • o fortalecimento do convívio intergeracional nas zonas residenciais;

 

  • o estímulo à atividade física infantil e ao desenvolvimento motor e social;

 

  • a valorização dos bairros mais densamente habitados ou com menor oferta de lazer;

 

  • a promoção de uma cidade mais inclusiva, onde as crianças com mobilidade reduzida também podem brincar.

 

 

📷 Freepik
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Património, Top, Urbanismo

A reabilitação do Mercado do Bolhão, no Porto, foi distinguida com o prestigiado prémio International Architecture Awards 2024, na categoria “Restauro / Renovação”. O galardão foi atribuído por The Chicago Athenaeum Museum of Architecture and Design e pelo European Centre for Architecture Art Design and Urban Studies, durante cerimónia realizada ontem em Atenas.


O projeto concorria com várias obras de renome nos sectores de restauração patrimonial e renovação urbana, tendo ocorrido candidaturas de mais de 150 projetos oriundos de 48 países em 33 categorias distintas.

 

 

O projeto de reabilitação: entre tradição e inovação

 

O edifício original do Mercado do Bolhão foi inaugurado entre 1914 e 1917, com projeto do arquiteto António Correia da Silva. A intervenção atual foi liderada pelo arquiteto Nuno Valentim, professor na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP).


Entre os objetivos principais da reabilitação estiveram a preservação dos valores físicos, históricos e humanos do edifício — como a tradicional atividade de frescos, mantendo o valor simbólico para a cidade — bem como a introdução de novas exigências contemporâneas em termos de acessibilidade, conforto, transparência urbana e funcionamento moderno.

 

 

Impacto urbano e simbólico para o Porto

 

Com esta distinção, o Mercado do Bolhão reafirma-se como um dos mais relevantes exemplos de intervenção em património edificado em Portugal, contribuindo para a valorização do centro histórico do Porto. O reconhecimento internacional reforça não apenas a qualidade arquitetónica do projeto, mas também o papel do mercado como núcleo de identidade, comércio tradicional e convivência urbana.


Além disso, o prémio serve como vitrine global para o Porto, atraindo atenção internacional para a cidade e para os seus projetos de reabilitação urbana.

 

 

Mais prémios e o legado de excelência

 

A distinção obtida com o International Architecture Awards soma-se a outras conquistas relevantes:

  • Já anteriormente havia arrecadado prémios como o ULI Europe Awards for Excellence (outubro 2023) e o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana (em várias categorias, maio 2023).

  • No total, a obra acumula 11 reconhecimentos nacionais e internacionais até à data. Estes prémios sublinham a consistência do projeto em termos de qualidade arquitetónica, pertinência urbana e intervenção de âmbito social que respeita o tecido local.

 

 

O que significa para comerciantes, visitantes e cidade

 

Para os comerciantes do mercado, para a gestão municipal e para os cidadãos, o prémio representa uma validação pública daquilo que foi investido: a modernização estrutural, melhores condições de uso, e a preservação de elementos históricos que conferem ao Bolhão o seu carácter único.


Para os visitantes, a reabilitação permite uma experiência renovada — mais confortável, mais funcional, mantendo, porém, a atmosfera de mercado tradicional.


Para a cidade do Porto, o galardão funciona como instrumento de promoção urbana: mostra que o Porto combina património e modernidade, e que projetos locais podem competir ao mais alto nível internacional.

 

 

📷 Nuno Valentim Arquitectura
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Ambiente, Porto, Turismo, Urbanismo

Quatro espaços verdes da cidade do Porto — o Parque da Cidade, o Jardim do Passeio Alegre, o Jardim Botânico do Porto e, mais recentemente, os Jardins do Palácio de Cristal — foram distinguidos com o Green Flag Award 2024, consolidando o reconhecimento internacional da cidade pela excelência da sua gestão ambiental e pela qualidade dos seus espaços públicos.

 

O novo galardão atribuído aos Jardins do Palácio de Cristal marca a primeira vez que este ícone da cidade entra na prestigiada lista dos “melhores parques do mundo”, juntando-se ao trio que já vinha a ser distinguido desde 2020.

 

 

Um “cartão-de-visita” de excelência

 

O Green Flag Award, promovido pela Keep Britain Tidy, é considerado o principal selo internacional de qualidade para parques e jardins. Este prémio reconhece locais que oferecem espaços seguros, limpos, sustentáveis e bem geridos, reforçando o papel dos espaços verdes como infraestruturas essenciais à saúde e bem-estar urbanos.

 

A cidade do Porto destaca-se assim no panorama europeu pela diversidade e qualidade dos seus espaços naturais, valorizando a convivência entre natureza e urbanidade.

 

 

Os espaços premiados

 

Parque da Cidade


Mantém-se como referência nacional e internacional. O maior parque urbano de Portugal, com 83 hectares que se estendem até ao mar, continua a ser exemplo de gestão integrada e sustentabilidade.

 

Jardim do Passeio Alegre


Um dos mais emblemáticos jardins históricos da cidade, combina romantismo, tradição e natureza, agora reconhecido pelo segundo ano consecutivo também como Green Heritage Site.

 

Jardim Botânico do Porto


Referência científica e educativa, o espaço da Universidade do Porto continua a ser um dos locais preferidos de residentes e visitantes, com coleções botânicas únicas e zonas de contemplação que reforçam o seu valor patrimonial.

 

Jardins do Palácio de Cristal


Distintos pela primeira vez em 2024, representam um marco na valorização do verde urbano. Com vistas panorâmicas sobre o Douro e uma forte ligação histórica à cidade, foram alvo de várias requalificações que melhoraram acessos, flora e espaços de lazer.

 

 

Um Porto mais verde, mais sustentável

 

Este reconhecimento reforça o compromisso do município com a sustentabilidade e qualidade urbana, além de projetar o Porto internacionalmente como destino de turismo ambiental e de lazer.


Segundo declarações à imprensa local, a Câmara Municipal destaca que estas distinções “confirmam o esforço contínuo de tornar o Porto uma cidade mais equilibrada, com espaços de proximidade, verdes e seguros para todos”.

 

Com quatro parques premiados, o Porto posiciona-se entre as cidades europeias com maior número de Green Flag Awards, ao lado de urbes como Londres, Dublin e Amesterdão.

 

 

📷 City Guide Porto
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Cultura, Economia, Património, Porto, Sociedade, Turismo, Urbanismo

O antigo Matadouro Industrial de Campanhã, durante décadas um dos espaços industriais mais marcantes da zona oriental do Porto, prepara-se para iniciar uma nova vida. o histórico complexo reabrirá transformado em M-ODU, um ambicioso polo urbano, empresarial, cultural e comunitário que representa um investimento de 40 milhões de euros.

 

O projeto promete assumir-se como uma das maiores operações recentes de regeneração urbana da cidade, devolvendo utilidade pública e económica a um espaço emblemático que permaneceu desativado durante largos anos.

 

Com assinatura internacional e uma visão contemporânea, o novo M-ODU quer unir arquitetura, inovação, trabalho, arte e convivência, ajudando a consolidar Campanhã como uma das zonas estratégicas do futuro da cidade.

 

 

Um novo centro de vida para Campanhã

 

A ambição deste projeto passa por criar um ecossistema urbano onde trabalho, cultura e qualidade de vida convivem diariamente. O complexo vai ocupar uma área total de cerca de 20 mil metros quadrados, integrando:

 

  • nove edifícios de escritórios

  • oito mil metros quadrados para galerias e equipamentos públicos

  • zonas de restauração

  • cafetaria e quiosque

  • espaços de bem-estar

  • áreas culturais e comunitárias

 

A previsão aponta para a chegada de mais de 700 trabalhadores no terceiro trimestre de 2026, muitos deles ligados ao universo empresarial da Mota-Engil.

 

Ao mesmo tempo, o espaço será pensado como projeto aberto à cidade, procurando atrair também visitantes, moradores e novos utilizadores.

 

Nos últimos anos, Campanhã tem sido alvo de profundas transformações urbanas, com investimentos públicos e privados que incluem o Terminal Intermodal de Campanhã, novos projetos residenciais, requalificação de espaço público e novas centralidades.

 

O M-ODU surge como peça-chave nesse processo, reforçando a atratividade da zona oriental e contribuindo para equilibrar o desenvolvimento urbano da cidade. Durante décadas vista como periferia funcional, Campanhã assume-se agora como território de futuro.

 

 

Arquitetura assinada por Kengo Kuma

 

Um dos grandes elementos distintivos do M-ODU será a sua linguagem arquitetónica, desenvolvida pelo reconhecido atelier japonês Kengo Kuma & Associates, em parceria com o gabinete português OODA.

 

A presença de um nome internacional como Kengo Kuma confere ao projeto relevância acrescida, associando o Porto a uma arquitetura contemporânea de escala global.

 

 

Cobertura inspirada na natureza japonesa

 

Um dos elementos mais marcantes do novo complexo será a cobertura leve que parece flutuar sobre os edifícios. Essa estrutura inspira-se no conceito japonês komorebi, expressão que significa “a luz que passa suavemente entre as folhas das árvores”.

 

A ideia procura criar uma relação entre luz natural, sombra, transparência e movimento, aproximando a arquitetura da natureza e oferecendo identidade única ao espaço. Mais do que um detalhe estético, a cobertura deverá tornar-se uma das imagens de marca do novo M-ODU.

 

 

De espaço industrial a símbolo de futuro

 

Durante décadas, o antigo Matadouro Industrial fez parte da infraestrutura económica do Porto. Agora, entra numa nova era. Em vez de abandono ou demolição, a cidade opta por reutilizar e reinventar património urbano, transformando memória industrial em inovação contemporânea.

 

O resultado será um novo polo multifuncional capaz de atrair empresas, talento, visitantes e novas dinâmicas económicas.

 

 

Porto continua a reinventar-se

 

Com o avanço do M-ODU, o Porto reforça a imagem de cidade capaz de preservar passado e construir futuro em simultâneo. A reconversão do antigo Matadouro representa isso mesmo: recuperar um lugar histórico para responder às exigências do século XXI.

 

Campanhã ganhará um novo centro de energia urbana, e o Porto mais um símbolo da sua transformação.

 

 

📷 OODA

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Economia, Urbanismo, Vila do Conde

Uma empresa sediada em Vila do Conde apresentou a primeira casa construída com tecnologia de impressão 3D em Portugal, introduzindo uma nova abordagem no setor da habitação, mais rápida, eficiente e sustentável.

 

O projeto é da Havelar, uma startup fundada em 2023, que pretende responder à crescente crise habitacional através da inovação tecnológica.

 

 

Construção mais rápida e custos mais reduzidos

 

A grande diferença deste método está na rapidez de execução. As paredes da habitação foram “impressas” em apenas 18 horas, através de uma impressora 3D de grande escala.

 

Após essa fase, a montagem da casa — incluindo instalação de portas, janelas e módulos pré-fabricados — demorou cerca de duas semanas.

 

Comparando com a construção tradicional:

 

  • O processo pode ser até oito vezes mais rápido;

  • Os custos podem ser até três vezes mais baixos.

 

O preço estimado desta moradia ronda os 150 mil euros, podendo variar conforme os acabamentos e a localização.

 

 

Uma casa moderna, eficiente e sustentável

 

A habitação, localizada em Vilar do Pinheiro, apresenta uma tipologia T2 com cerca de 90 metros quadrados, destacando-se pelo seu design contemporâneo e funcional.

 

Entre as principais características estão:

  • Paredes em betão com textura visível, resultante da impressão em camadas;

  • Isolamento térmico com cortiça granulada;

  • Grandes janelas que privilegiam a luz natural;

  • Soluções energéticas mais eficientes.

 

Além disso, este método permite reduzir significativamente o desperdício de materiais, contribuindo para uma construção mais sustentável.

 

 

Tecnologia que pode transformar o setor da construção

 

A impressão 3D aplicada à construção já é uma realidade em vários países e começa agora a ganhar expressão em Portugal.

 

O sistema funciona como uma “fábrica móvel”, sendo transportado até ao local para imprimir diretamente a estrutura da casa. Apesar de ainda existirem limitações — como o número de pisos — a tecnologia apresenta um enorme potencial de crescimento.

 

A empresa prevê avançar com a construção de várias habitações com este método, especialmente no segmento da habitação acessível.

 

 

Uma possível resposta à crise da habitação

 

Num contexto de dificuldade no acesso à habitação, soluções como esta podem representar uma alternativa viável.

 

A combinação entre rapidez, menor custo e sustentabilidade posiciona a impressão 3D como uma ferramenta relevante para aumentar a oferta de casas no mercado e responder às necessidades das gerações mais jovens.

 

 

📷 Havelar

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Mobilidade, Património, Porto, Urbanismo, Vila Nova de Gaia

A futura ponte sobre o rio Douro, que irá ligar Porto e Vila Nova de Gaia no âmbito da nova Linha Rubi (H) do Metro do Porto, já tem nome oficial: Ponte D. Antónia Ferreira – Ferreirinha.

 

A escolha resultou de um processo de votação pública que mobilizou cidadãos e entidades, consagrando a homenagem a uma das figuras mais marcantes da história económica e social do Douro e do Vinho do Porto.

 

Dona Antónia Adelaide Ferreira, conhecida popularmente como Ferreirinha, passa assim a dar nome à nova travessia que unirá duas cidades historicamente ligadas ao vinho, ao rio e ao crescimento conjunto.

 

 

Uma homenagem a uma figura maior do Douro

 

Dona Antónia Adelaide Ferreira é uma das personalidades mais emblemáticas do século XIX em Portugal. Reconhecida pelo papel decisivo no desenvolvimento do setor vinícola duriense, destacou-se pela modernização da produção, expansão comercial e defesa dos interesses da região demarcada do Douro.

 

Num tempo dominado por estruturas masculinas, tornou-se símbolo de visão empresarial, liderança e resiliência, sendo ainda hoje uma referência histórica nacional.

 

Dar o seu nome à nova ponte representa também a valorização do legado feminino na história portuguesa. Mais do que uma designação, o nome projeta a nova ponte como símbolo entre passado e futuro.

 

Ligação estratégica entre Campo Alegre e Arrábida

 

A nova ponte fará a ligação entre a zona do Campo Alegre, no Porto, e a zona da Arrábida, em Gaia. Será uma infraestrutura essencial para a mobilidade metropolitana, permitindo a passagem da futura Linha Rubi do metro, criando uma ligação estratégica entre as duas cidades. As estações previstas incluem:

 

Em Gaia:
  • Santo Ovídio

  • Soares dos Reis

  • Devesas

  • Rotunda

  • Candal

  • Arrábida

 

No Porto:
  • Campo Alegre

  • Casa da Música

 

Este novo eixo deverá beneficiar milhares de passageiros por dia e reforçar a cobertura da rede metropolitana.

 

 

Investimento de centenas de milhões

 

O projeto global da Linha Rubi representa um investimento estimado em 435 milhões de euros, dos quais 299 milhões financiados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

 

A construção deverá arrancar após os procedimentos finais e a conclusão está prevista para os próximos anos, constituindo uma das maiores obras públicas de mobilidade em curso na região.

 

 

Decisão com participação popular

 

O nome Ferreirinha foi escolhido através de votação pública promovida por várias entidades, envolvendo cidadãos na escolha de uma designação para a nova travessia.

 

A decisão final foi validada por uma comissão composta por personalidades ligadas ao conhecimento, património e mobilidade.

 

O anúncio oficial ocorreu durante as comemorações do aniversário do Jornal de Notícias.

 

 

Porto passa a ter mais uma ponte icónica

 

Conhecida mundialmente como cidade das pontes, a Invicta prepara-se para somar mais uma infraestrutura ao conjunto histórico de travessias sobre o Douro.

 

Quando abrir ao público, a Ponte Ferreirinha será utilizada diariamente por passageiros, peões e ciclistas, tornando-se parte da vida urbana contemporânea.

 

Com mobilidade sustentável, arquitetura moderna e forte carga simbólica, a nova travessia promete marcar uma nova era nas ligações entre as duas margens do Douro.

 

 

📷 Metro do Porto

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