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Desporto, Economia, Eventos, Porto, Turismo, Vila Nova de Gaia

O dia 1 de setembro de 2007 ficará para sempre na memória da cidade do Porto. A estreia nacional da Red Bull Air Race transformou as margens do rio Douro num verdadeiro “mar de gente”, reunindo centenas de milhares de espectadores num dos maiores eventos alguma vez realizados em Portugal.

 

 

Um “mar de gente” desde manhã cedo

 

Logo nas primeiras horas da manhã, as cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia começaram a encher-se de público, confirmando as previsões da organização, que apontava para entre 400 e 600 mil pessoas.

 

“As expectativas da organização parecem estar a confirmar-se, a avaliar pela enorme movimentação que se vive desde muito cedo nas cidades do Porto e Gaia”, afirmou o oficial de dia do Comando Metropolitano da PSP.

 

Ao longo de todo o dia, milhares de pessoas ocuparam cada metro disponível nas margens do Douro, varandas, miradouros e zonas elevadas, criando uma moldura humana absolutamente impressionante para assistir à prova.

 

 

Velocidade, precisão e espetáculo no Douro

 

O circuito, montado entre a Ponte Luís I e a Ponte da Arrábida, desafiou os melhores pilotos do mundo a competir num slalom aéreo composto por 17 “air gates”.

 

A prova exigiu níveis extremos de concentração e perícia: velocidades na ordem dos 400 km/h e forças que chegaram aos 10G colocaram os pilotos no limite físico e técnico.

 

Mais do que uma corrida, foi um espetáculo de precisão milimétrica, onde cada segundo e cada erro fazia a diferença.

 

 

Steve Jones vence etapa histórica no Porto

 

O grande vencedor da etapa do Porto foi o piloto britânico Steve Jones, que realizou uma prestação brilhante na final, completando o percurso em apenas 1 minuto e 10 segundos.

 

Jones superou o líder do campeonato, Mike Mangold, por apenas 38 centésimos de segundo, num dos momentos mais emocionantes da competição.

 

“Foi fantástico. Não esperava fazer 1:10, é incrível. Acho que este circuito se adaptou perfeitamente ao meu avião”, afirmou o piloto britânico após a vitória. “O avião está com um ótimo desempenho, então estou muito feliz”.

 

Na classificação da etapa, o britânico Paul Bonhomme terminou em terceiro lugar, seguido pelo húngaro Peter Besenyei, em quarto.

 

 

Campeonato ao rubro

 

Apesar da vitória de Jones no Porto, Mike Mangold mantém a liderança do campeonato mundial com 41 pontos, seguido de perto por Paul Bonhomme, com 39 pontos. Peter Besenyei ocupa o terceiro lugar, com 30 pontos.

 

Steve Jones, com este triunfo, sobe na classificação geral, somando pontos importantes numa fase decisiva da temporada.

 

 

Reação oficial: sucesso total para Portugal

 

No final da prova, o balanço institucional foi extremamente positivo. Paulo Campos destacou o impacto do evento: “Estamos muito satisfeitos por termos sediado esta competição em nosso país, em um cenário tão especial como as cidades do Porto e de Gaia”, afirmou. “Gostaria de parabenizar os organizadores por este fantástico evento e agradecer especialmente ao público pela calorosa receção e presença aqui hoje”.

 

 

Desmobilização ordeira e sem incidentes

 

Após o final da corrida, as centenas de milhares de espectadores começaram a abandonar o local de forma gradual. Segundo a PSP, a desmobilização decorreu “de forma ordeira e sem incidentes”.

 

“O público está a desmobilizar de forma lenta, mas fluida”, indicou fonte policial, acrescentando que não houve registo de acidentes ou situações graves associadas ao evento.

 

Apesar da elevada concentração de pessoas nas estações de metro e comboio, a situação manteve-se controlada.

 

 

Um dia histórico para o Porto

 

A primeira edição da Red Bull Air Race em Portugal superou todas as expectativas, não só pela dimensão do público, mas também pela qualidade do espetáculo e pela projeção internacional da cidade.

 

Num cenário único, entre o rio Douro e as encostas históricas, o Porto afirmou-se como palco de grandes eventos mundiais, deixando uma marca difícil de igualar.

 

E se na véspera os treinos já tinham deixado a cidade em suspenso, o dia 1 de setembro de 2007 confirmou aquilo que muitos já antecipavam: o Porto entrou definitivamente no mapa dos grandes espetáculos internacionais.

 

 
📷 Red Bull

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Desporto, Economia, Eventos, Porto

A cidade do Porto voltou a afirmar-se como palco de grandes eventos internacionais com a realização do Grande Prémio do Porto 2007, que este fim de semana, a 7 e 8 de julho, marcou a estreia em território nacional do Campeonato Mundial de Carros de Turismo.

 

O emblemático Circuito da Boavista recebeu milhares de espectadores e alguns dos maiores nomes do automobilismo mundial, num espetáculo de velocidade, técnica e emoção.

 

 

Boavista volta a acelerar com projeção internacional

 

Reativado em 2005 com o Grande Prémio Histórico do Porto, o Circuito da Boavista ganha em 2007 uma nova dimensão ao integrar o calendário do WTCC — uma das competições mais prestigiadas do automobilismo mundial.

 

O traçado citadino, desenhado ao longo de artérias icónicas da cidade como a Avenida da Boavista, a Circunvalação e a zona do Castelo do Queijo, foi alvo de melhorias significativas para garantir as exigentes condições de segurança impostas pela Federação Internacional do Automóvel.

 

Com uma extensão total de cerca de 4.720 metros, o circuito foi ampliado na zona da Vilarinha e preparado para receber viaturas capazes de ultrapassar os 200 km/h.

 

 

Três dias de competição intensa e seis campeonatos em pista

 

O programa arrancou na sexta-feira com sessões de treinos livres e primeiras provas, prolongando-se até domingo com um total de seis competições:

 

  • Campeonato Mundial de Carros de Turismo (WTCC)

  • Fórmula Masters Internacional

  • Campeonato Nacional de Velocidade

  • Troféu SEAT León

  • Campeonato Nacional de Velocidade em Clássicos

  • Campeonato Open de Velocidade

 

O ponto alto aconteceu na tarde de domingo, com a corrida do WTCC, que trouxe à cidade alguns dos melhores pilotos do mundo.

 

Entre eles destacou-se o português Tiago Monteiro, bem como nomes internacionais como Alessandro Zanardi, antigo piloto de Fórmula 1 e exemplo de superação e Jörg Müller, líder do campeonato.

 

 

Uma cidade transformada numa verdadeira “aldeia automóvel”

 

Para acolher o evento, foi montada uma complexa infraestrutura que transformou a zona envolvente ao Castelo do Queijo e ao Edifício Transparente numa autêntica aldeia automóvel.

 

O espaço integrou:

 

  • Áreas de acolhimento e restauração

  • Exposições e zonas comerciais

  • Parque infantil e atividades radicais

  • Desfile de moda e concurso de beleza

 

O paddock foi instalado no Queimódromo, onde estiveram concentrados mais de 800 profissionais, entre pilotos, mecânicos e equipas técnicas, apoiados por cerca de 140 camiões de logística.

 

 

Infraestruturas reforçadas para um circuito de alta velocidade

 

Para além do novo traçado, o circuito recebeu importantes melhorias, incluindo novas bancadas, reforço de barreiras de segurança e zonas técnicas adaptadas às exigências do WTCC.

 

A organização apostou ainda numa experiência mais confortável para o público, com a instalação de três novas bancadas de grande capacidade e melhores condições de visibilidade.

 

 

Do presente ao passado: dois fins de semana de pura emoção

 

Uma das novidades da edição de 2007 foi a divisão do evento em dois fins de semana consecutivos.

 

Este primeiro momento foi dedicado às competições modernas, com destaque para o WTCC. Já no fim de semana seguinte, o circuito voltará a encher-se de emoção com o Grande Prémio Histórico do Porto, onde carros clássicos das décadas de 50 e 60 prometem levar o público numa viagem no tempo.

 

 

Porto reforça posição no mapa dos grandes eventos

 

A realização do WTCC no Porto representa um passo importante na estratégia da cidade para afirmar-se como destino de grandes eventos internacionais.

 

Depois do sucesso do regresso do circuito em 2005, a aposta na continuidade e na evolução do evento demonstra a ambição de consolidar o Porto como referência no panorama automobilístico europeu.

 

Com milhares de espectadores, uma organização de grande escala e a presença de estrelas mundiais, o Grande Prémio do Porto 2007 confirmou aquilo que já se antecipava: a Boavista voltou definitivamente ao mapa da velocidade.

 


📷 Dani Perreira

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